20 maio
2014Nasce novo sistema monetário internacional
Jeffrey Berwick em 20/05/2014

DIA HISTÓRICO PARA A HUMANIDADE COM NASCIMENTO DE NOVO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL PARA LIVRÁ-LA DAS GARRAS DO DÓLAR QUE ESTÁ BICHADO PELO EXCESSO DE DÍVIDA GOVERNAMENTAL AMERICANA. Hoje pode ser um dia decisivo para o dólar. Daqui a uma semana o mundo pode estar de cara nova. Wladimir Putin, presidente da Rússia, e Xi Jiping, presidente da China, têm encontro histórico para acertar parceria comercial russa-chinesa mediada pelas suas moedas nacionais, rublo e yuan. O dólar estará sendo relativamente escanteado. O exemplo tende a se repetir em toda a Ásia e em outros continentes. Na América do Sul, certamente, haverá impulso extraordinário para as trocas comerciais entre Brasil e Argentina, envolvendo suas respectivas moedas, o real e o peso, principalmente, porque já se cogita da entrada da Argentina nos Brics. Brasil-Argentina, aliados à dobradinha China-Rússia, podem, portanto, começar a escantear as verdinhas. As relações entre Japão e Índia, da mesma forma, podem expandir, com as relações de troca entre o yen e a rúpia ganhando força significativa. Ou seja, está começando, na prática, a se movimentar, ao largo do dólar, novo sistema monetário internacional, tendo a economia asiática como plataforma de seu lançamento. Se isso acontece, certamente, de forma paulatina, a confiança do mercado financeiro internacional no dólar irá diminuindo, porque as garantias reais da moeda americana são nenhuma. Piora situação dela, de forma mais nítida, a política monetária praticada pelos banqueiros americanos, que emitem, sem parar, dólares bichados, por intermédio do FED, que é – o que é muito pouco discutido – uma entidade privada, com poder sobre o próprio tesouro dos Estados Unidos, desde quando ele foi criado em 1913, em plena crise monetária, às vésperas de arrebentar a 1ª Guerra Mundial de 1914. Os banqueiros americanos estão apavorados, porque bombearam muita oferta de dólar, que se transformou em derivativos, para sustentar a financeirização econômica especulativa global que foi aos ares em 2007-2008. Desde então, em vez de a questão ter sido enfrentada de frente, foi resolvida, apenas, de lado pelos banqueiros. A instabilidade econômica global se acentuou mediante grandes ofertas monetárias produzidas pela guitarra do FED, a fim de jogar os juros no chão, dar o calote na dívida e manter as forças produtivas funcionando nos Estados Unidos. Mas, a guerra monetária desencadeada pelos banqueiros de Tio Sam, no momento em que o mercado perde, crescentemente, o apetite pelo dólar, desarticula as economias emergentes, que, desarticuladas, joga mais lenha na fogueira da instabilidade global. A Europa, sem saída, prepara-se, também, para seguir os americanos. Na próxima reunião do Banco Central Europeu, pode pintar as mesmas providências adotadas pelo FED, ou seja, mais emissão de euro em escala monumental, para evitar o colapso econômico global. Mas, não seria um empurrão para mais uma nova crise? Ninguém tem certeza de nada. Nesse contexto de instabilidade geral, encontram-se, hoje, em Pequim Putin e Jiping, para intensificarem acordos de cooperação, visando estabelecer relações monetárias ao largo do dólar, na área do gás. No ocidente, a mídia está calada quanto a essa bomba econômica que está sendo armadas contra a moeda americana e, também, contra o euro, bichado como o dólar. Tentam inverter a ordem das coisas. Diz a grande mídia que o ocidente acelera desligamento da Rússia. Mas, como a Rússia está ligada à China e a China se mostra disposta a ser parceira da Rússia, de forma cada vez mais nítida, a conclusão da forçação de barra do poder midiático ocidental, financiado pelos bancos, é uma só: quem está se danando é o ocidente. No artigo abaixo, Jeffrey Berwick, do The Daily Bell, mostra o que está acontecendo, algo do qual a grande mídia brasileira está fugindo como o diabo da cruz.(César Fonseca)




Por todo o mundo estão acontecendo reuniões de países, com uma meta comum que tem muito a ver com você, seja você ou não cidadão dos EUA: abandonar o dólar americano.