29 jun
2013Parlamento Digital: Plebiscito Revolucionário
Aylê Salassié em 29/06/2013

Depois de mais de vinte anos debatendo inutilmente sobre como fazer a reforma política por meio da democracia representativa, essencialmente, manipulada contra os interesses populares, os políticos brasileiros demonstraram, na prática, indispostos a essa tarefa. Por que? Simples. Se forem fundo no assunto, derrotam-se a si mesmo, porque a sua representatividade não tem correspondência com a vontade da maioria da população. Esta, de saco cheio, resolveu ir às ruas reivindicar seus legítimos direitos, usurpados. A proposta do plebiscito, feita pela presidenta Dilma Rousseff, levanta falsas questionamentos por parte dos adversários da ideia. São eles favoráveis, apenas, a que, eles mesmos, continuem, agora, sob pressão das ruas, dando as cartas, para, posteriormente, o povo dizer sim ou não ao que decidirem, via referendo. Parece piada, quando a humanidade já vive plenamente na era digital, pronta para participar de parlamentos digitais, revolucionando completamente a democracia por meio da participação direta nos assuntos nacionais e globais, em velocidade nunca vista. Levantam os oposicionistas e, mesmo, os situacionistas, incomodados com a revolução comunicatativa, à vista, que são complicadas as maneiras de organizar o plebiscito sobre a reforma política, porque se trata de muitas questões etc e tal. Ora, não seria facílimo elaborar essas questões conforme são realizados concursos públicos, enumerando-as, didaticamente, colocar no ar, via internet, e solicitar à população que meditem sobre elas, num prazo de 15 dias, mais ou menos, ao final dos quais estariam prontas as respostas, plenamente, meditadas, no ambiente familiar, no trabalho, nas organizações de classe, nos clubes, nas ruas e esquinas, nos bares, nos estádios de futebol, nas praias etc? Haveria intensa troca de informações, ideias, opiniões, para, ao final, o eleitor/eleitora, plenamente, identificado/a, digitalmente, conforme a lei determina, desse sua opinião. Qual a dificuldade, se, até, crianças, a partir de dois, três anos, já manipulam computadores de todas as variedades, aprendendo coisas até mais difíceis, como jogos de diversas formulações, tonalidade e complexidades, para adultos etc? As dificuldades que os políticos brasileiros altamente conservadores estão colocando, relativamente, às impossibilidades(falsas) que se apresentam para a realização do plebiscito, têm outra natureza, muito específica: querem preservar o poder em suas mãos, dando as cartas, na democracia representativa, viciada por modelo político eleitoral corrupto, regado a dinheiro pelos grandes empresários e banqueiros, que manipulam as finanças estatais em beneficio próprio, prejudicando a população. Teme esse pessoal ser varrido pela democracia direta, participativa, expressão de revolução pacífica da cidadania. O parlamento digital, global, instantâneo, é uma revolução midiática extraordinária que atende, perfeitamente, as demandas das massas que estão nas ruas, ávidas por participarem das decisões, tirando essa prerrogativa das mãos e mentes dos que perderam, no Congresso, credibilidade e utilidade para execução dessa tarefa cidadã.
“Para que os maus triunfem, basta que os bons não façam nada”(E.Burke). Se cada
cidadão repassar esta mensagem para vinte pessoas, em três dias a maioria dos
brasileiros tomará conhecimento do seu conteúdo.




Forças armadas digitais, governos digitais, eleições digitais, livros digitais, ciências digitais, comércio digital, igreja digital, jornais e tvs digitais.
No Brasil, as redes reúnem 67 milhões de internautas, mais de 1/3 da população, perto de 70% dos eleitores, conforme a Hello Research, (FSP,14.12.2012).
Assim, em torno de reivindicações e frustrações comunitárias , os cidadãos estão se juntando informalmente para exigir mudanças.
São queixas contra a corrupção, os corporativismos, a falta de moradia, do desemprego, os cortes em gastos sociais,a má distribuição de renda, problemas que os governos não conseguem resolver.
Prazer reve-lo por aqui, amigo. E sempre com ideias renovadoras, avançadas. Isso aí. Vamos em frente!
CAMINANTE, NO HAY CAMINO]
SE HACE EL CAMINHO AL ANDAR
A.Machado
Grade abraço
TIMM