Amar os bancos… sob controle estatal

A decisão dos governos Lula e Dilma de colocarem os bancos estatais para dinamizar a produção e o consumo no auge da crise capitalista global, detonada em 2007-2008, para substituir os bancos privados que resistiram ao chamamento governamental para que cooperassem como processo desenvolvimentista, mantendo o crédito às empresas e aos consumidores, abriu espaço para a discussão do papel dos bancos que dependem da concessão pública para funcionarem. Essa prerrogativa do Estado, na concessão, seria ou não condição para que seja, pelos bancos, praticado o essencial, no plano econômico financeiro, o de eles atuarem, apenas, para atender o interesse público, ou estariam os banqueiros livres para desconhecer essa pré-condição fundamental, invertendo sua função, para priorizar a agiotagem especulativa desenfreada? Os bancos, indiscutivelmente, seriam indispensáveis como intermediadores financeiros, no contexto do desenvolvimento científico e tecnológico, a colocar as relações humanas na velocidade de um clic, para serem efetivadas as relações de troca. Mas, igualmente, seriam inquestionáveis e justificáveis as praticas de agiotagem, desencadeadas pelas desconfianças do sistema financeiro na capacidade de endividamento dos governos, os responsáveis, na economia monetária, pelas emissões de moedas e de papéis, de modo a irrigar e enxugar, simultaneamente, a praça financeira, para promover o desenvolvimento sob controle inflacionário, lançando mão da dívida pública como efeito reflexo do processo inflacionário, ou teriam os governos, em circunstâncias, mesmo, desfavoráveis a obrigação inafastável de atuar como mediador para evitar que se dissemine o controle privado da riqueza social, impondo o controle público sobre esta, como alternativa para evitar as crises, como a atual, que paralisam as atividades produtivas, como resultado da natureza do capital que caminha inevitavelmente para a especulação, resultando em bolhas e mais bolhas que implodem por força do processo anárquico intrínseco ao próprio capitalismo financeiro especulativo?
O QUE OS BANCOS E OS BANQUEIROS TÊM A VER COM A INFLAÇÃO, EM TORNO DA QUAL SE MANIFESTA, CLARAMENTE, A LUTA DE CLASSES NO BRASIL, VISTA COMO A DISPUTA PELA RENDA SOCIAL?   OS BANQUEIROS, QUE, ATÉ AGORA, AINDA, MANDAM NO ESTADO, UTILIZANDO-O COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO DE CLASSE DOS MAIS FORTES EM RELAÇÃO AOS MAIS FRACOS, QUEREM MAIS JURO PARA COMBATER A ALTA DOS PREÇOS.  OS TRABALHADORES E OS EMPRESÁRIOS, PORÉM, SABEM QUE MAIS JURO AUMENTARÁ NÃO, APENAS, OS PREÇOS, POIS O CUSTO DO DINHEIRO MAIS CARO É REPASSADO AOS PREÇOS, MAS, IGUALMENTE, A DÍVIDA FEDERATIVA(UNIÃO, ESTADOS E MUNICIPÍOS), JÁ, EXCESSIVAMENTE, ELEVADA, CUJAS CONSEQUÊNCIAS SERÃO MAIS INSTABILIDADE ECONÔMICA, QUE, POR SUA VEZ, ALIMENTA, AINDA MAIS, A ESPECULAÇÃO JURISTA ALTISTA.   ESTÁ EM JOGO A LUTA DE CLASSE PELO CONTROLE DO ESTADO.   ELE CONTINUARÁ A SERVIÇO DA BANCOCRACIA,ISTO É, DO INTERESSE PRIVADO, PARA DETERMINAR OS RUMOS DA POLÍTCA ECONÔMICA, OU O INTERESSE PÚBLICO AVANÇARÁ, PARA BARRAR A IRRACIONAL SOBREACUMULAÇÃ DE CAPITAL ESPECULATIVO, QUE DETERMINA A SOBREACUMULAÇÃO DA POBREZA?  NO AMBIENTE DA CRISE GLOBAL, QUE LEVOU O CAPITALISMO FINANCEIRO À GARRA, VOLTAM A TER PRESTÍGIO OS TEÓRICOS DA CRISE CAPITALISTA, COMO MARX E LENIN. MAS, AS ANÁLISES EM TORNO DA TEORIZAÇÃO E PRÁTICA DELES CUIDAM DE NÃO IREM MUITO FUNDO.   FICAM NA SUPERFÍCIE, PORQUE, SE FOREM APROFUNDADAS AS CONTRADIÇÕES DO PROCESSO DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL, COMO ELES DETERMINAM, TAIS CRÍTICOS, ESPECIALMENTE, OS MAIS CONSERVADORES, PODERÃO NÃO TER FÔLEGO PARA RETORNAREM À TONA, MORRENDO AFOGADOS.  O FATO É QUE LENIN E MARX LEVARAM ÀS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS AS ANÁLISES DO PROCESSO CONTRADITÓRIO DO CAPITALISMO QUE EM SUA FASE FINANCEIRA AGUDA, COMANDADA PELOS BANQUEIROS, CAMINNHA PARA A PRÓPRIA AUTODESTRUIÇÃO, EMBORA HAJA SEMPRE A ALTERNATIVA DE SUA CONTINUIDADE, SE AS OPÇÕES POLITICAS RADICAIS, QUE APREGOARAM, NÃO FOREM EFETIVADAS.   SERIA MUITA INGENUIDADE ACHAR QUE O SISTEMA CAPITALISTA IRIA MORRER POR SI MESMO.   AGORA, POR EXEMPLO, A INFLAÇÃO E A DEFLAÇÃO, QUE SE MANIFESTAM SIMULTANEAMENTE SOB O IMPACTO DA CRISE, ESTÃO EM CENA.   NOS PAÍSES RICOS, A DEFLAÇÃO É O GRANDE PERIGO. NOS PAÍSES PERIFÉRICOS, A INFLAÇÃO DESPONTA COMO A INIMIGA MAIOR. PROMOTORA DE AMBAS ESTÁ O PROCESSO ESPECULATIVO PRODUZIDO PELA ATIVIDADE BANCÁRIA SOB DESREGULAMENTAÇÃO PROGRAMADA PELOS GOVERNOS À FRENTE DOS ESTADOS UTILIZADOS COMO INSTRUMENTO DO CAPITAL.   SERÁ POSSÍVEL COMBATER A ALTA DOS PREÇOS, ATUANDO DE ACORDO COM A LEI DO CAPITAL, COMO QUEREM FAZER CRER OS NEOLIBERAIS, NESSE MOMENTO, NO BRASIL, EM QUE A INFLAÇÃO É DETERMINADA PELA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA DECORRENTE DAS POLÍTICAS MONETÁRIAS DEFLACIONISTAS ADOTADAS PELOS GOVERNOS DOS PAÍSES RICOS, QUE, NO CALOR DA BANCARROTA FINANCEIRA, ATUAM A SERVIÇO DOS BANQUEIROS, INTERESSADOS NA REPRODUÇÃO AMPLIADA DO CAPITAL NA BASE DA ESPECULAÇÃO, PORQUE, NA PRODUÇÃO, ESSA TAREFA SE TORNOU IMPOSSÍVEL, EM FACE DA MASSA DE DINHEIRO ESPECULATIVO – 600 TRILHÕES DE DÓLARES – NA CIRCULAÇÃO GLOBAL?   DÁ PARA ACREDITAR EM PAPAI NOEL?

A utilização dos bancos

estatais pelos governos

Lula e Dilma

Controle privado da riqueza social ou riqueza social sob controle público?

Esse o grande impasse que está na raíz da implosão financeira que levou ao colapso o capitalismo especulativo no qual ainda se encontra mergulhado, buscando saídas cujas consequências detonam prejuízos para a sociedade, se os governos não interferirem para mediar a distribuição dos prejuizos.

Bancos e banqueiros.

“Amar os bancos, odiar os banqueiros” ou, apenas, “Amar os bancos” são os títulos dos artigos escritos, respectivamente, pelos economistas  Raghuram Rajan e Luiz Gonzaga Belluzzo, no Valor Econômico, na segunda e terça feira, causando grandes curiosidades e inquietações nos meios financeiros.

Sabendo que a atividade de intermediação financeira, pela atividade bancária, é indispensável, especialmente, no momento em que, nas relações de troca, a utilização do dinheiro em espécie escasseia-se, cada vez mais, para dar lugar ao dinheiro eletrônico, por diversas razões, entre elas a comodidade, a rapidez e, principalmente, a segurança, os bancos, de um lado, e os banqueiros que os dirigem, de outro, se tornam polaridades altamente controvertidas no ambiente da crise global, caracterizada, justamente, pela disfunção do sistema sob gestão do banqueiro na atividade bancária, colocando-a sob desconfiança generalizada, diante da sua própria ganância.

para fomentar a produção

e o consumo, no auge da

  crise, como saída para

O banqueiro, nessa equação, tornou-se  alvo a ser abatido, porque, nas crises, virou mero usurário agiota inescrupuloso, prejudicial às relações sociais como um todo, no ambiente da desregulamentação financeira global, que elevou aos cumes insuportáveis sua irresponsabilidade?

Ou ele seria tão somente alguém que inevitavelmente ganha, por estar, no circuito da acumulação de capital, fadado a especular, sendo, portanto, não ele, o banqueiro, mas o sistema, no qual estão inseridas as regras de acumulação capitalista, o motor do processo de autodestruição de si mesmo, inapelavelmente, exigindo, para tanto, uma força exterior capaz de freá-lo, em nome do interesse público?

Seria essa força o Estado?

Mas, não é, sob o capitalismo, o Estado colocado a serviço do capital, configurando-se em instrumento de dominação de classes, como destacou Lenin, em “O Estado e a Revolução”?

Nesse caso, restaria ou não buscar o controle do Estado no âmbito da luta de classe, para deslocar os agentes do capital, os banqueiros, dando lugar a um novo comando político estatal, para fazer prevalecer o interesse público no lugar o interesse privado?

Então, público ou privado?

substituir os bancos

privados, que se

negaram à cooperação

econômica e ao

chamamento estatal para 

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LUIZ GONZAGA BELLUZO, CONSAGRADO PROFESSOR DE ECONOMIA POLÍTICA DA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS, EX-SECRETARIO DE POLÍTICA ECONÔMICA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA, NO GOVERNO SARNEY, UM DOS CEM MAIS IMPORTTANTES ECONOMISTA DO MUNDO, NO SÉCULO 20, MANTENDO ESSA FAMA NO SÉCULO 21, LEVA A CONTRADIÇÃO DO SISTEMA ATÉ À BEIRA DO ABISMO, MAS SE RECUSA A DAR O EMPURRÃO DEFINITIVO NO MAL, CERTAMENTE, POR RAZÕES TÁTICAS E ESTRATÉGICAS. MAS É SUFICIENTEMENTE CLARO EM SEU ARTIGO, “AMAR OS BANCOS”,  PARA IDENTIFICAR O MOVIMENTO DE SOBREACUMULAÇÃO DE CAPITAL EM SUA COMPLEXIDADE NO EXERCÍCIO DE IMPOR SEU PODER AOS AGENTES POLÍTICOS E PRIVADOS, A PARTIR DA LIBERDADE QUE O SISTEMA FINANCEIRO ALCANÇOU, AO LONGO DOS ÚLTIMOS TRINTA ANOS, POR INTERMÉDIO DA DESREGULAMENTAÇÃO FINANCEIRA, ENGLOBANDO AS FUNÇÕES BANCÁRIAS NO CAMPO DOS EMPRÉSTIMOS, DOS INVESTIMENTOS, DOS SEGUROS, DA FORMAÇÃO DOS FUNDOS ESPECULATIVOS, TODOS IMPULSIONADOS POR ALAVANCAGENS ABSURDAS, IRRACIONAIS, SOMENTE, EXPLICÁVEIS A PARTIR DA UNIÃO DOS INTERESSES DOS BANCOS-BANQUEIROS COM OS COMANDANTES POLÍTICOS DOS ESTADOS, LIBERANDO-OS PARA AGIREM SEM FREIO. ANALISAR O PROCESSO INFLACIONÁRIO SEM LEVAR EM CONTA ESSA COMBINAÇÃO DE INTERESSES E LEVANDO EM CONTA QUE INFLAÇÃO COMPREENDE DISPUTA PELA RENDA SOCIAL, IMPONDO PERDAS AOS QUE TÊM RENDA FIXA, COMO OS TRABALHADORES, BENEFICIANDO OS QUE DETÊM RENDA VARIÁVEL, NO COMANDO DOS MECANISMOS DE INTERMEDIAÇÃO DA APLICAÇÃO DO DINHEIRO, É O MESMO QUE DISCUTIR O SEXO DOS ANJOS. A POLÍTICA, SOB DOMIÍNIO DA BANCOCRACIA, MANDANDO NO ESTADO, DETERMINA OU NÃO A TAXA DE INFLAÇÃO, PARA FAVORECER A SOBREACUMUALÇÃO DE CAPITAL? BELLUZZO NÃO VAI TÃO LONGE EM SUA ANÁLISE, MAS, INTELIGENTEMENTE, DEIXA TUDO IMPLÍCITO.

Não se trataria, portanto, de destruir os bancos, mas de amá-los, se eles estiverem sob controle do Estado, e não dos banqueiros privados, para que, desse modo, o controle  da riqueza se efetive em nome do interesse social e não do interesse particular?

Haveria outra alternativa para reverter o processo, atualmente, dominante, em que vigora o controle privado da riqueza social, para dar lugar ao seu oposto, isto é, o controle público da riqueza social sobreacumulada na atividade bancária especulativa privada?

Rajan identifica que a forte redução da alavancagem é exigida pelos críticos do sistema, para evitar os abusos, enquanto os banqueiros argumentam que mais capitalização deles elevaria as taxas de juros, afetando negativamente a atividade econômica.

Já, Belluzo ressalta que os desajustes se relacionam à separação de funções entre os bancos comerciais, de investimentos, seguradoras e associações encarregadas dos empréstimos hipotecários pelos grandes conglomerados financeiros, que escaparam das regras prudenciais, para atuar, sem freios, formando bolhas atrás de bolhas especulativas, até que tudo vai aos ars, como foi, na crise global de 2007.

defender o interesse

público e não apenas

satisfazer o interesse

privado, comprovou que

Marx, sem os cuidados especias de linguagem utilizados pelos dois articulistas, no Valor Econômico, é bem mais claro, ao destacar que a natureza do capital é essa, mesma, ir se sobreacumulando e se tornando poder sobre coisas e pessoas.

O autor de O Capital teve que viver a experiência prática da Comuna de Paris, em 1871, para teorizar que a solução contra o processo de sobreacumulação de capital, sem freios, como o que se dava, naquela ocasião, na França, sob especulação financeira, a exemplo do que se dá, agora, nos Estados Unidos, espraiando-se por todo o mundo, afetando a funcionalidade do sistema capitalista, está na derrubada, pelos trabalhadores, do Estado, a fim de dar basta à lei do capital, a fim de impor a lei do trabalho, por meio da ditadura do proletariado.

A troika – FMI, União Europeia e Banco Central Europeu – tremeu nas bases na pisada de bola que acabou de dar no Chipre, recomendando imposto expropriador  sobre as contas correntes da população, para extrair dela riqueza capaz de transferir aos banqueiros credores do país, em troca de novos empréstimos salvacionistas.

As massas enfurecidas foram às ruas, certamente, para derrubar o governo, só não o fazendo porque o parlamento cipriota, apavoradíssimo,  recusou a proposta imposta goela adentro pela bancocracia européia.

Por pouco, novo ensaio de Comuna de Paris não se efetivou, colocando em risco a zona do euro, por pura imprudência dos bancos, que romperam com as regras prudenciais pelas quais deveriam pautar o mercado financeiro, teoricamente.

o sistema financeiro

especulativo tem como

objetivo maior, tão

somente, o controle

privado da riqueza

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O TÍTULO DO ARTIGO DE RAGHURAM RAJAN É TERRÍVEL: “AMAR OS BANCOS, ODIAR OS BANQUEIROS”. INSINUA PREGAÇÃO REVOLUCIONÁRIA. MAS RAJAN, PROFESSOR DE FINANÇAS NA BOOTH SCHOOL OF BUSINESS, DA UNIVERSIDADE DE CHICAGO, E PRINCIPAL ASSESSOR ECONÔMICO DO MINISTÉRIO DA FINANÇAS DA ÍNDIA, APENAS, JOGA NA TERCEIRA PESSOA, FICANDO DE EXPECTADOR, DIANTE DO CALOROSO ASSUNTO.   CONSIDERA OS CRÍTICOS QUE QUEREM LIMITAÇÕES PARA OS BANCOS NÃO ATUAREM DE FORMA EXCESSIVAMENTE ALAVANCADA, MAS MOSTRA-SE COMPREENSIVO DIANTE DOS ARGUMENTOS DOS BANQUEIROS DE QUE QUANTO MAIS SE CAPITALIZAM MAIS RISCOS CORREM, RAZÃO PELA QUAL PRECISAM COBRAR JUROS SEMPRE MAIS ALTOS.   ELE ANALISA UM ARGUMENTO E OUTRO, MOSTRANDO SEUS FUROS, DECORRENTES DO INSUFICIENTE ENTENDIMENTO GERAL QUANTO ÀS COMPLEXIDADES QUE REGEM O SISTEMA FINANCEIRO E SEUS AGENTES, OS BANQUEIROS.   FOGE, NO ENTANTO, DA QUESTÃO CENTRAL, QUE BELLUZZO ENCARA PARA VALER: A RELAÇÃO PROMÍSCUA ENTRE BANCOS-BANQUEIROS E CLASSE POLÍTICA QUE DOMINA O ESTADO.   NO FINAL, AO RESSALTAR QUE HÁ MAIS DE MIL ANOS OS BANQUEIROS VÊM SE EQUILIBRANDO NO JOGO DA UTILIZAÇÃO DO SEU CAPITAL PRÓPRIO COM O CAPITAL DE TERCEIROS, A PROPORCIONAR-LHES ALAVANCAGEM, PARA IRRIGAR O MERCADO, CONCLUI, CONSERVADORAMENTE, QUE “NÃO PODEMOS PERMITIR QUE NOSSA AVERSÃO ASO BANQUEROS VENHA A DESTRUIR OS BANCOS”. OU SEJA, UMA ANÁLISE SEM GRANDE PROFUNDIDADE. INICIA SEU ARTIGO COM UM TÍTULO BOMBÁSTICO E O ENCERRRA COM UM INSIGNIFICANTE TRAQUEZINHO, SEM ENTRAR NA CONSIDERAÇÃO ESSENCIAL DA RELAÇÃO COMPLEXA E AMORAL ENTRE BANCOS-BANQUEIROS E ESTADO.

Mas, a teoria na prática é outra confrontada com a natureza intrínseca do capital que é, freudianamente, como o impulso sexual, que tem de se realizar, cmo necessidade da satisfação individual e coletiva, expressa no aumento da população, que consome, gerando renda, produção, arrecadação, investimento etc.

Foram responsáveis os bancos ou os banqueiros pelo descalabro geral?

A troika assumiu o discurso dos banqueiros e se revelou, como eles, irresponsável, sendo obrigada a dar um passo atrás, para não ter que assistir a expansão, em toda a Europa, de uma provavél Comuna Européia, propensa a materializar a pregação marxista da ditadura do proletariado moderna.

O caso do Chipre revelou a incapacidade de os banqueiros darem solução para os problemas que eles, mesmos, criaram.

social, sendo necessária,

portanto, a ação decisiva

do Estado defender o contrário,

o interesse público, a fim de se

alcançar a justiça social.

Mais do que nunca se tornou necessária a participação do Estado como mediador, para evitar uma catástrofe política, cujas consequências são incognitas, no processo de radicalização dos antagonismos de classe, detonados pela grande crise em marcha.

Assim, se o Estado – que, hoje, ainda, é instrumento de classe utilizado pelos bancos, para promover a sobreacumulação de capital – tornar-se alternativa à implementação do interesse público e não, apenas, do privado, terá que sofrer a intervenção política decorrente do movimento de classe.

A prática dos banqueiros de exercer o controle privado da riqueza social em meio à desregulamentação bancária que levou à crise vai criando o ambiente para fortalecer o argumento de Lenin de que o controle estatal do crédito é a única alternativa para barrar a anarquia capitalista financeira especulativa que Marx diz ser intrínseca à natureza do sistema rumo à sobreacumulação de capital, que, no limite, destruiria o próprio capital.