Expurgar alta de preço da inflação imperialista

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POR QUE O BRASIL TEM QUE ACEITAR PASSIVAMENTE OS EFEITOS PRODUZIDOS PELA INFLAÇÃO EXPORTADA PELOS ESTADOS UNIDOS PARA O MUNDO POR MEIO DE UMA POLÍTICA MONETÁRIA EXPANSIONISTA, IMPERIALISTA? A PRESIDENTA DEVE COLOCAR ESSE ASSUNTO IMEDIATAMENTE PARA SER DEBATIDO NO CONGRESSO. CHEGA DE COLONIALISMO ECONÔMICO. O imperialismo inflacionário americano é o produto genuíno da crise global em curso, nascida, procriada e expandida pelos Estados Unidos. Sua gênese decorre do desdobramento da própria crise, que vai parindo novas crises. Por trás de tudo, estão os excessivos deficits de Tio Sam. Estes não podem mais ser enfrentados pelas estratégias econômicas adotadas anterioremente sob dolar valorizado, para dinamizar a economia mediante superavits financeiros, para bancar deficits comerciais e orçamentários, ao mesmo tempo em que se controlava a inflação, elevando juros, para enxugar o excesso de moeda jogada pelo FED na circulação global. Depois da implosão do capitalismo especulativo em 2007-2008, não dá mais para seguir esse caminho. Existe, atualmente, na praça global, uma montanha financeira correspondente a 600 trilhões de dólares, aproximadamente, segundo os especialistas no assunto. O que fazem os Estados Unidos para enfrentar essa enchente monetária que sinaliza explosão hiperinflacionaria? Ao contrário do que faziam antes, elevando os juros, para enxugar o excesso de liquidez, cobrando, em contrapartida, ajustes de todo o mundo, para assumir as consequências, os americanos, agora, aumentam, ainda, mais a dívida, derrubam os juros, para não pagar nada pelos títulos do tesouro americano, que financiam seus papagaios, desvalorizam o dólar para exportar e, consequentemente, sobrevalorizam as moedas dos outros, exportanto inflação monetária. Derrubam os preços dos produtos industrializados, que exportam, e sobrevalorizam os preços dos produtos primários que não precisam importar, mergulhando os emergentes nas ondas inflacionárias. Ou seja, o Brasil, grande produtor de primários, está importando inflação artificial. Por que não expurgar esse mal enquanto ele durar, sabendo que o presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, já cansou de dizer que a estratégia monetária expansionista não tem prazo para acabar? Se os americanos agem soberanamente nesse sentido sob argumento de que o fazem em favor do fortalecimento da economia americana, por que, também, o governo brasileiro não dá o troco, soberanamente, expurgando da inflação especulativa da alta dos preços produzida pela política monetária dos Estados Unidos, de forma imperial? Está mais claro do que nunca que ainflação não é, como destacam os monetaristas, um fenômeno, meramente, monetário, mas político. Colbert, ministro das finanças de Luiz 14, em carta ao soberano, disse que a moeda, ou seja, a dívida pública, impulsionada por ela, é o “nervo vital da guerra”. A guerra monetária é isso ai. O cínico Bernanke quer fazer crer o contrário. Se Dilma subir os juros, como querem os monetaristas, com sua visão mecanicista sobre o preocesso inflacionário, vai impulsonar a oposição e, assim, perder a eleição em 2014. Tem que fazer como fizeram os próprios americanos quando os preços do petróleo explodiram e eles tiraram da inflação americana os efeitos da alta da cotação do ouro negro. Se for expurgada a alta especulativa dos preços dos alimentos, impulsionada pela política monetaria dos Estados Unidos, desnecessario se torna elevar os juros, abrindo novas expectativas para o desenvolvimento nacionalista dilmista, atacado pelos especuladores que não querem a sua reeleição.

A grande midia,

ideologicamente,

colonizada não tem

Marx diz que somente é possível entender o capitalismo com o olho do capital.

Em muitos – ou na maioria dos – aspectos, o capital é mais inteligente do que o homem, especialmente, nas economia perifericas, onde as elites (anti)-nacionais atuam como elos do capitalismo cêntrico, reproduzindo seu pensamento e sua ideologia, acriticamente.

Como o sistema capitalista caminha sempre para a crise de sobreacumulação, porque, desde o seu nascimento, padece de insuficiência CRÔNICA de demanda, visto que acumula riqueza, de um lado, e pobreza, de outro, seus desajustes estruturais sempre tem origem no centro e não na periferia.

Quando as crises emergem, o centro tenta – e sempre consegue – transferi-las para a periferia, com o complemente essencial da ideologia, para fazer crer à periferia que é ela, e não ele, o centro, o culpado pela própria crise.

Desse modo, quando o centro, sob pressão da sobreacumulação de capital que ele próprio promove, busca soluções ajambradas para se safar, diz que o que decide não é apenas bom para ele, mas para todos, de modo que não há porque reclamar.

Veja, por exemplo, as recentes declarações de Bernanke, presidente do Banco Central dos Estados Unidos.

Ele, cinicamente, destaca que a política de expansão monetária adotada pelo FED não tem nada a ver com guerra cambial ou monetária.

Cara de pau.

coragem de ir fundo

na discussão sobre

as verdadeiras 

Trata-se, diz, de iniciativa fundamental para dinamizar a economia americana, que padece de taxas de desemprego baixas.

Se o aumento da oferta de moeda, encharcando a base monetaria, que produz pressão inflacionária, não pode ser enxugada mediante juros altos, porque a dívida americana já se encontra excessivamente elevada, sob risco de hiperinflação, caso imploda, pouco importa a Bernamke que o dinheiro quente, especulativo, que ele, mesmo, incrementa, dirija-se para o Brasil ou outros paises emergentes, nos quais o juro positivo vigente exerce funções macroeconômicas estabilizadoras, podendo estas serem prejudicadas.

E efetivamente estão.

Para sustentar seu novo jogo, Tio Sam, com sua política, mantém, imperialmente, o juro real, descontada a inflação, na casa dos zero ou negativo.

Faz isso, primeiro, para não pagar juro sobre o montande do seu endividamento, na casa dos 17 trilhões de dólares.

Quem, hoje, compra um título emitido pelo tesouro americano, para financiar a dívida interna dos Estados Unidos, está consciente de que não terá lucro algum por tempo indeterminado.

Em segundo lugar, o juro zero ou negativo serve para repatriar os investidores americanos, que se espalharam pelo mundo, quando o império era forte para manter o dólar sobrevalorizado.

As multinacionais se multiplicaram por todos os países, onde se instalaram, para dominar, não, apenas, seus mercados internos, mas para exportarem barato deles para os próprios Estados Unidos.

Seguravam, assim,  inflação.

raízes da inflação,

decorrente da expansão

especulativa de

moeda, patrocinada

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O cinismo imperialista está em cena. O que é bom para os Estados Unidos é bom para o mundo, diz Bernanke. Por isso, os Estados Unidos adotam a expansão da oferta de dinheiro podre, desvalorizando sua moeda, valorizando as demais e exportando inflação. O resto que se lasque. Ora, se o jogo é esse e não se tem mais certeza de que os Estados Unidos sejam a locomotiva do mundo, por que todos tem que puxar a corda para que essa locomotiva, que está emperrada, totalmente, enguiçada, ande, sem se ter a certeza de que seu motor tenha ou não estourado, exigindo reparações mais profundas do que a meia sola que está propondo, à custa do sacrifício dos outros?

A estratégia era clara: podendo emitir moeda sem lastro, cuja garantia é a força militar americana – seu poder bélico e espacial a exercitar função econômica e financeira fundamental – , os Estados Unidos pagavam suas importações e bancavam seus deficits orçamentários mediante superavit financeiro, garantido pelo dólar forte militarizado, pelo qual cobrava senhoriagem de todo o mundo.

Dizia Washington que fazia isso para proteger o mundo do diabo, ou seja, do comunismo.

Isso acabou com a crise monetária que implodiu o capitalismo financeiro especulativo americano em 2007-2008.

O dólar não é mais aquela brastemp.

Não exerce mais senhoriagem.

Está sob contestação geral.

A reunião, nessa semana, dos Brics, na África do Sul, comprava esse fato novo, fundamental, no ambiente da economia capitalista global em crise, da qual buscam fugir, superando os estragos produzidos pela moeda americana, que se transformou em fonte original da inflação atual.

A grande mídia brasileira não vai fundo nesse assunto, porque ela é parte do interesse do capital financeiro em crise.

Fica buscando explicações nas platitudes abstracionistas, para enganar trouxas.

Por que, efetivamente, ocorre pressões nos preços dos alimentos e das matérias primas, em geral, no Brasil, nesse instante?

pelo Banco Central dos

Estados Unidos,

pois estaria

Evidentemente, o agronegócio e os produtores de minérios elevam seus preços porque estes, no mercado internacional, valorizam-se mais do que a moeda americana, que, AINDA, é o equivalente geral nas relações de troca internacionais que não impõe mais deterioração nos termos de troca a seu favor, dada a sua desvalorização sistemática decorrente da política monetária praticada pelos próprios Estados Unidos.

O raciocínio do empresário é claro: se os preços dos produtos primários – alimentação, energia, minérios etc – , por serem escassos, valorizam-se mais do que os dos produtos industrializados, abundantes, sob impulso da tecnologia e da ciência colocadas a serviço da produção e da produtividade exponenciais, no ambiente de queda de consumo global, tendendo-se à deflação autodestruidora dos lucros e dos empregos, a deterioração nos termos de troca, evidentemente, se faz em favor daqueles e não destes.

A crise global desvaloriza os industrializados e valoriza os primários.

Consequentemente, os produtores de primários botam preços nas suas mercadorias, valorizadas pelo movimento da oferta e da demanda.

Quanto mais os governos dos países ricos(Estados Unidos, Europa e Japão), caminhando para empobrecerem, relativamente, na crise, expandem a oferta monetária, sem enxugar parte dela, para evitar enchente inflacionária, exportam não mais mercadorias físicas – bens – , mas moeda podre, inflacionando as economias emergentes, principalmente.

A grande mídia, se fosse independente do capital especulativo, estaria prevenindo a sociedade contra o brutal estouro financeiro que vem por ai.

Ora, se se faz controle de importações de bens, por que não se faz, igualmente, o controle de importação de moeda, quando está, em processo de desvalorização, valorizando articialmente as moedas concorrentes, gerando inflação, elevando, como está visível, os preços dos alimentos?

Se a inflação está, claramente, sendo importada, porque não expurgar esse mal, enquanto ele estiver presente?

contrariando os

interessesdos seus

verdadeiros patrões

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A pressão dos ortodoxos mecanicistas do Banco Central para subir a  taxa de juro para conter a inflação, sob argumento neoliberal de que ela é um fenômeno meramente monetario, obriga Alexandre Tombini a perceber que o buraco é mais embaixo. As motivações fundamentais da alta dos preços não têm origem interna, no capitalismo periférico, mas, externas, no capitalismo cêntrico, como é da sua natureza. Nesse caso, por que não abrir o debate nacional para discutir a inflação do ponto de vista da geopolítica global, no ambiente da crise internacional, sabendo que a ação imperial não tem nada de política econômica, mas de economia política, relacionada às rearticulações do império americano para soerguer-se da bancarrota financeira que ele provocou, impondo sacrificios aos outros, na tentativa de fazer os outros crerem que o problema do impasse global não é produzido pelos Estados Unidos mas por esses, mesmos, outros? Não teria chegado a hora de dar um basta no colonialismo ideológico imposto pelo império, que faz a cabeça da grande mídia, na sua tarefa anti-nacionalista de inverter a realidade?

Está se fazendo necessario não apenas conter a importação de capital especulativo, mas, também, de conter o efeito nocivo dessa importação na alta dos preços, expurgando seus efeitos no processo econômico.

Se Bernamke diz que a expansão de dólar inflacionário, para reanimar a economia americana, não tem prazo para terminar, por que os países que sofrem os efeitos dessa pressão inflacionária não decidem, soberanamente, que, da mesma forma, por prazo indeterminado serão eliminados os efeitos perniciosos dessa inflação imperialista sobre a saúde da economia brasileira?

Quando os preços do petróleo subiram estupidamente, o governo americano não expurgou da inflação os efeitos dessa alta de preços extemporânea do ouro negro?

Por que, agora, não fazem o  mesmo os governos dos países emergentes, expurgando dos preços os efeitos da alta extemporânea produzida pelo dólar desvalorizado artificialmente pelo governo americano?

Excluir da inflação as altas especulativas dos preços dos alimentos, produzidos, imperialmente, pela política monetária de Tio Sam vai se tornando uma imperativo categórico.

A crise do capital financeiro nasceu nos Estados Unidos, ou seja, no capitalismo cêntrico, não no capitalismo periférico.

Por que, então, o captalismo periférico tem que sofrer as consequências desse ajuste, se não tem culpa no cartório?

A inflação não é, minha gente, um fenômeno, meramente, monetario, como disse Roberto Campos, mas, essencialmente, político.

Cabe, agora, à presidenta Dilma, de forma soberana, dar o grito de independência nacional frente à tentativa de escravização que o dólar tenta impor sobre a economia brasileira.

Cair na conversa fiada de Bernamke segundo a qual o que os Estados Unidos estão fazendo vai gerar efeito positivo para todos, sob argumento de que são a locomotiva do mundo, é não perceber que essa locomotiva emperrrou.

Puxar a bichona com a corda mediante dos brasileiros via inflação importada?

É mole?