Festival Internacional do Choro em outubro

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EXCLUSIVO. Sensacional. Está nos finalmente negociação entre diversos atores culturais e promotores de cultura popular e o Banco do Brasil para realizar, em outubro, o primeiro Festival Internacional do Choro. Alvíssaras! O festival será realizado, simultaneamente, no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, onde os clubes de Choro são sensações populares. Em Brasília, sob comando do agitador cultural Reco do Bandolim, o choro virou onda popular intensa, mobilizando crianças, jovens e adultos, homens e mulheres. O mesmo acontece em diversas cidades do interior. Mais de duas dezenas de grandes músicos internacionais já foram contatados e acertaram sua presença no Brasil. Vai ser um evento de arromba, que jogará o Choro na cena cultural global com toda a força do espírito nacionalista musical brasileiro, sabendo que o chorinho é genuinamente verde-amarelo. Nascido nas décadas de 1870-1880, ou seja, bem antes do Jazz americano, que pintou no início do século 20, o Choro possui histórica riquíssima e pode-se dizer que o maior expoente musical do gênero em todos os tempos foi o genial Pixinguinha. É certo que haverá uma explosão de entusiamo nacionalista a partir do lançamento do Festival Internacional do Choro, sob patrocínio do CCBB – Centro Cultural do Banco do Brasil – que mediu e pesou a iniciativa e suas consequências para o despertar da cultura nacional, configurando um novo tempo para a arte musical no país e no mundo, bombando a terra do samba. Inicialmente, germinou-se pela combinação da flauta, violão e cavaquinho, instrumentos trazidos por Dom João VI, quando a corte portuguesa veio para o Brasil, fugindo de Napoleão, em 1808. Clarinete, bandolim e, bem mais tarde, saxofone, trombonte e pandeiro na marcação entraram nos conjuntos. Musica européia e africana se juntaram, especialmente, depois do fim do trafico de escravos, em 1850,  e da ampliação do funcionalismo público, com a disponibilidade de mão de obra musical para incrementar os encontros, as músicas de salão, os saraus, os clubes etc. Um caldo cultural grosso temperado pelo calor e a ginga nacional, tudo jogado no liquidificador: valsa, polca, maxixe, samba etc.  E haja criatividade, muita criatividade, que acabou superando todos os obstáculos, sendo o principal dele o espirito negativista das elites, que sempre jogaram para baixo a cultura popular em favor da importação do lixo cultural que invadiu os meios de comunicação a serviço do capital internacional especulativo. Precisou que o nacionalismo distributivista retornasse ao poder no Brasil e na América do Sul, com o propósito de valorizar e promover, em nome da integração nacional, o pensamento e a cultura popular, como produto mais nobre da nacionalidade. Destaque-se que foi na Era Vargas(1930-50) que a música popular brasileira viveu época de ouro. O Festival Internacional do Choro, portanto, tem uma linha histórica que liga várias gerações de grandes músicos a partir de 1870 até hoje, que merecem ser lembrados com emoção: Joaquim Callado, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Viriato Figueira, Patápio Silva, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha, João Pernambuco, Donga, Zequinha de Abreu, Agenor Bens, Heitor Villa-Lobos, Luperce Miranda, Altamiro Carrilho, Waldir Azevedo, Carlos Poyares, Benedito Lacerda, Abel Ferreira, Luiz Americano, K-Ximbinho, Severino Araújo, Jacob do Bandolim, Copinha, Radamés Gnatalli, Joel do Nascimento, Déo Rian, Rafael Rabello, Hamilton de Hollanda e tantos outros, sempre comemorados no Dia do Choro, 23 de abril, data de nascimento de Pixinguinha. O Festival Internacional do Choro, certamente, contribuirá para espalhar, ainda, mais o gênero pelo mundo. Hoje, em diversas capitais européias, clubes do Choro já atuam com grande sucesso. No Japão, idem. Nos Estados Unidos, o prestígio dele é grande, mas há, até hoje, uma certa rivalidade entre o Jazz e o Choro, motivado por ciumeiras, sabendo que este é mais antigo do que aquele, mas ambos se mesclam em suas influências(Europa e África), cujas características essenciais são marcadas pela improvisação. Tal mistura de gêneros tenderá a se intensificar, no ambiente do Festival, o que contribuirá para o aprofundamento dos dois gêneros musicais e suas fileiras de musicos geniais. O show vai começar em outubro e, desde já, agita geral as sensibilidades artísticas em todo o mundo. Quem participar do evento terá em seu currículo um ponto de destaque fundamental para a sua carreira profissional, o que despertará o desejo dos craques. E o mais importante, o mercado internacional para a música popular brasileira se ampliará nos cinco continentes, gerando divisas para a economia nacional, que se transformarão em ofertas de emprego, renda, produção, consumo, imposto, desenvolvimento etc. O Choro, sobretudo, fortalecerá a marca brasileira no mundo totalmente globalizado. A alma brasileira se emocionará.