Burrice: Aécio ataca JK prá rachar PT-PMDB!

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TUCANO QUEIMA O CARRO NA LARGADA ELEITORAL. Fantástica mancada política produzida pelo candidato do PSDB, senador Aécio Neves, na sua arrancada eleitoral rumo ao Planalto, na tentativa de esvaziar a presidenta Dilma Rousseff, aclamada pelos petistas como sua candidata à reeleição de 2014. Inacreditavelmente, o mineirinho pouco esperto  produziu, simultaneamente, duas barbaridades que vão miná-lo, politicamente, primeiro, entre os próprios mineiros, depois, junto a todos os brasileiros, enquanto tentou uma jogada, aparentemente, impossivel. Vamos por parte. Primeira barbeirada: denegriu a Era JK(1956-1961). Disse que o Brasil, com o PT, sob lulismo-dilmismo, voltou ao tempo de Juscelino Kubistchek, quando, apenas, exportava commodities, ou seja, vendia produtos primários ao exterior, importando produtos secundários. Aditou a esse raciocinio que o governo petista patrocina a desindustrialização, numa tentativa esdrúxula de ligar JK à despreocupação com o processo de industrialização. Não entendeu nada o tucano deslumbrado com o entreguista FHC. JK promoveu a industrialização, justamente, para tirar o país da condição de exportador de commoditeis, apostando no desenvolvimentismo. Se o dilmismo-lulismo-petismo-peemdebismo volta à Era JK é para fazer o que JK fez, acelerar o desenvolvimentismo, agora, com melhor distribuição da renda, na linha nacionalista distributivista-varguista. JK, como Lula-Dilma, apostou no mercado interno, iniciou o processo de promoção do crédito direto ao consumidor, combateu juros altos, ampliou demanda para as indústrias, alargou as fronteiras econômicas nacionais, construindo Brasilia, tornando-a epicentro do pais e da América do Sul, abrindo-se à integração continental e, principalmente, melhorou o padrão de vida, a partir da sustentação da política salarial, que Getúlio Vargas havia alavancado, junto com a legislação trabalhista. Lutou pelo modernização do capitalismo brasileiro, criando as bases para que saísse da sua fase de ser meramente apêndice dos países colonialistas do primeiro mundo. Seu jogo foi o oposto do que diz Aécio. JK apostou todas as suas fichas no Plano de Metas, desenhado e implementado pelo economista Celso Furtado, autêntico nacionalista desenvolvimentista. O que dirá Minas Gerais a Aécio, depois dessa barbaridade política produzida na tribuna do Senado? Incrível tamanha burrice histórica. A aposta juscelinista no potencial brasileiro visou justamente eliminar o Brasil da condição de colônia exportadora, tornando o País industrializado, a partir da base da conquista da principal matéria prima, o petróleo, nacionalizado por Vargas. Tancredo Neves, aliado de Getúlio, deve estar puto nas calças com esse neto politicamente desastrado-alienado. Lula-Dilma foi na linha de um misto Vargas-Tancredo-JK, aprofundando, em plena crise global(2007-2008), produzida pelo neoliberalismo do Consenso de Washington, o nacionalismo desenvolvimentista distributivista. Para tanto, jogou politicamente na linha desses mestres políticos gaúcho-mineiros. Vargas havia unido o PSD, os homens do capital nacional, com o PTB, os homens do trabalho. Capital-Trabalho em compromisso histórico, que os entreguistas da UDN, de Carlos Lacerda, aliado de Washington, buscaram, sempre, detonar. O que fez Lula: uniu os trabalhadores aos peemdebistas, para ter poder no Congresso, a fim de sobrepor-se aos entreguistas do patrimonio público, no Parlamento, os tucanos, como foram os udenistas, no tempo de Getúlio e JK. Segunda barbeirada do Aecinho: nos treze pontos de crítica ao PT, não menciona o PMDB. Tenta, com isso, fazer alguma graça aos peemedebistas, para atraí-los, rachando a aliança PT-PMDB. Mas, o mineirinho que deixa Minas envergonhada, danificando a imagem de JK, conseguiria, como eventual presidente da República, bancar a façanha que o PMDB, no comando do Congresso, está tentando promover, ou seja, incomodar os banqueiros, que dão sustentação ao barco furado tucano aecista? O que fazem Renan e Henrique Eduardo Alves, comando peemedebista no parlamento, nesse instante? Resistem aos interesses dos  aliados de Aécio, os banqueiros, que, no domínio do poder nacional, na era neoliberal, impuseram ao poder executivo ordem de vetar as decisões dos congressistas. Por que? Simples. Elas implicam em maiores gastos públicos com saúde, educação, transporte, infraestrutura. Isso representaria, naturalmente, menos recursos públicos para pagar extorsivos juros da dívida pública interna, engordando os lucros dos agiotas. A nova ordem no Congresso sob o PMDB-PT é diminuir os recursos públicos destinados a produzir superavits primários(receitas menos despesas, exclusive pagtos de juros), para cumprir com exagerados serviços da dívida. Resistem, portanto, os congressistas aos sacrifícios impostos pela bancocracia à sociedade. Será que Aécio esqueceu o mandamento de Tancredo segundo o qual não aceitaria, como presidente, pagar a dívida com a fome dos brasileiros? Lula e Dilma, certamente, estão seguindo, paulatinamente, esse mandamento tancredista-varguista, de reduzir o pagamento dos juros a fim de diminuir a fatia de recursos do orçamento aos banqueiros, capando o superativt primário. Ainda hoje o Valor Econômico informa em matéria do repórter Ribamar Oliveira que serão destinados recursos dos depósitos compulsórios para gastar em infraestrutura e não mais para serem liberados aos bancos em forma de superavit primários sobreacumulados, como antes, neoliberalisticamente. Eis mais um lance nacionalista distributivista do PT-PMDB que incomoda os banqueiros, os maiores aliados do mineirinho. “Ah, netinho…”, estaria dizendo Tancredo, hoje, em relação a esse produto político da tucanagem entreguista. Nos treze pontos que lista para condenar o PT, sem mencionar o PMDB, como se os dois partidos fossem estranhos, e não unha e carne, no momento político nacional, o netinho esconjurado de Tancredo não fala, em nenhum instante, que os descaminhos da economia decorrem da opção que os tucanos fizeram pelo superavit primário elevado, produtor da escassez de recursos públicos para sustentar a oferta satisfatória de saúde, educação, transporte, infraestrutura etc, enquanto serviu, apenas, para encher barriga da agiotagem bancocrática. O baixo crescimento econômico atual tem correspondência direta com o entreguismo tucano que se tenta resgatar por intermédio de nacionalismo distributivista em plena crise global, quando os ricos tentam exportar suas bancarrotas para os outros, impondo-lhes dificuldades econômicas e desajustes macroeconômicos, como os enfrentados pelo governo Dilma. É o PMDB, sob Renan e Henrique, que comanda o ataque ao superavit primário, ao insistirem em votar os vetos que o Executivo impôs aos congressistas. Não é contra o Governo Dilma que o PMDB, dominando o parlamento, atua, mas contra os banqueiros, que sustentam a caminhada política da tucanagem com Aécio à frente. O discurso de Aécio de lançamento de sua candidatura é o discurto de condenação a essa mesma candidatura. Bem que o competente economista político brizolista Paulo Timm alertou: “Aécio? Aquele marcado para perder, no sendeiro da Lei de Murphy? Quando alguma coisa tem tudo para dar errado pode-se ter certeza de que vai dar errado. Aécio Murphy. Não vale a pena perder tempo com ele”. Seu discurso anti-juscelinista no Senado confirma a previsão de mestre Timm.

Deturpação do

Código de Hamurabi

Pedro Abdallah Fonseca

A deturpação do Código de Hamurabi.     Quarta feira geralmente é dia de assistir futebol com os amigos. Não importa qual jogo será e sim a reunião semanal para colocar a conversa em dia. No entanto, esta quarta, dia 20, depois de um dia exaustivo de 13 horas de trabalho, mal consegui colocar meu filho João para dormir e já estava fechando os olhos, às 20 horas.   Acordei atônito para ler as notícias do futebol, ato que realizo religiosamente todos os dias na internet. Infelizmente me deparei com duas notícias tristes, daquelas que carregamos durante dias na consciência e dificilmente conseguimos diluí-las, o acidente trágico envolvendo a torcida do Corinthians com morte de um menino boliviano de 14 anos e o infeliz comentário do técnico deste mesmo time.   Primeiramente vamos ao fato: durante o jogo entre o Corinthians x San José, na Bolívia, o bando de loucos imprudentes torcedores do time brasileiro, através de um artefato que se chama sinalizador, atingiram o rosto de um menino boliviano de apenas 14 anos, que não resistiu e faleceu no hospital. Em segundo lugar, após o jogo, na entrevista coletiva, o técnico Tite, do Corinthians, desabafou dizendo que trocaria o título mundial, conquistado em 2012, pela vida do garoto falecido.   Tal comparação me deixou indignado a ponto de sentar a frente do computador e relatar a minha indignação. Como se pode comparar uma taça de campeão com uma vida humana? Não pode. A lei de talião, contida no Código de Hamurabi, dizia " olho por olho, dente por dente", em analogia "vida por vida". Mas, nunca, uma vida por um título. Esta foi uma comparação inapropriada do técnico Tite, que deve ter faltado às aulas de história durante seu período escolar.   Uma vida humana e, até animal, sempre será mais importante que qualquer conquista, sendo triste ver uma pessoa que representa uma torcida de 23 milhões de pessoas se expressar dessa maneira. Falo com toda propriedade: Tite, você perdeu a chance de ficar calado e apenas lamentar e orar por mais uma vida perdida nos campos de futebol. Tite, retifique seu discurso e diga: "Trocaria minha vida pela vida do menino!   O Esporte Clube Corinthians não deve esperar uma decisão da Commebol sobre seu futuro na competição continental. Deve sim, se retirar em homenagem a essa criança que não tem culpa da ignorância, inconsciência e imprudência que faz parte não só desta torcida, mas de todas.     Desejo, como pai, muita força para a família desta criança.
BURRICE II: TITE PROPÕE TROCAR TÍTULO CORINTIANO POR UMA VIDA. Quarta feira geralmente é dia de assistir futebol com os amigos. Não importa qual jogo será e sim a reunião semanal para colocar a conversa em dia. No entanto, esta quarta, dia 20, depois de um dia exaustivo de 13 horas de trabalho, mal consegui colocar meu filho João para dormir e já estava fechando os olhos, às 20 horas.
Acordei atônito para ler as notícias do futebol, ato que realizo religiosamente todos os dias na internet. Infelizmente me deparei com duas notícias tristes, daquelas que carregamos durante dias na consciência e dificilmente conseguimos diluí-las, o acidente trágico envolvendo a torcida do Corinthians com morte de um menino boliviano de 14 anos e o infeliz comentário do técnico deste mesmo time.
Primeiramente vamos ao fato: durante o jogo entre o Corinthians x San José, na Bolívia, o bando de loucos imprudentes torcedores do time brasileiro, através de um artefato que se chama sinalizador, atingiram o rosto de um menino boliviano de apenas 14 anos, que não resistiu e faleceu no hospital. Em segundo lugar, após o jogo, na entrevista coletiva, o técnico Tite, do Corinthians, desabafou dizendo que trocaria o título mundial, conquistado em 2012, pela vida do garoto falecido.
Tal comparação me deixou indignado a ponto de sentar a frente do computador e relatar a minha indignação. Como se pode comparar uma taça de campeão com uma vida humana? Não pode. A lei de talião, contida no Código de Hamurabi, dizia ” olho por olho, dente por dente”, em analogia “vida por vida”. Mas, nunca, uma vida por um título. Esta foi uma comparação inapropriada do técnico Tite, que deve ter faltado às aulas de história durante seu período escolar.
Uma vida humana e, até animal, sempre será mais importante que qualquer conquista, sendo triste ver uma pessoa que representa uma torcida de 23 milhões de pessoas se expressar dessa maneira. Falo com toda propriedade: Tite, você perdeu a chance de ficar calado e apenas lamentar e orar por mais uma vida perdida nos campos de futebol.
Tite, retifique seu discurso e diga: “Trocaria minha vida pela vida do menino!
O Esporte Clube Corinthians não deve esperar uma decisão da Commebol sobre seu futuro na competição continental. Deve sim, se retirar em homenagem a essa criança que não tem culpa da ignorância, inconsciência e imprudência que faz parte não só desta torcida, mas de todas.
Desejo, como pai, muita força para a família desta criança.