22 jul
2012União sul-americana irrita EUA e Europa
Conselho Editorial Sul-Americano em 22/07/2012

A União Sul-Americana é a manifestação política mais incômoda para a Europa e os Estados Unidos, que, em meio à crise global, vão vendo o seu poder diminuir, porque suas moedas , antes poderosas, vão perdendo capacidade de sinalizar, no médio e longo prazo, poder para continuarem atuando como equivalente universal nas relações de troca, dando lugar à emergência de novas correlações de forças irresistéis, expressas na Unasul e nos BRICs, em francas articulações voltadas no sentido de serem pautadas suas relações econômicas e financeiras a partir de suas próprias moedas, caminhando ao largo do dólar e do euro, moedas em colapso, visto que por trás delas não existem seguranças suficientes para funcionarem como lastros confiáves. A financeirização econômica global posta em marcha pelas economias imperialistas se transforma num mar de moedas podres, inconfiáves, que vão exigindo políticas de austeridades fiscais, cujos desfechos, como acontece na Europa, com destaque, nessa semana, para a Espanha, podem ser guerras civis, aceleradas pelos antagonismos sociais e ideológicos. De um lado, os interesses sociais, nos países ricos, são massacrados, para que, do outro lado, sejam atendidos os interesses dos grandes bancos, cujos lucros, para se realizarem, exigem a imposição da nova escravidão, traduzida na completa supressão do Estado do Bem Estar social construído, contraditoriamente, pela burguesia, que não mais o suporta sob pena de ela mesma desaparecer. Nesse contexto em que a sobreacumulação capitalista especulativa interrompe a reprodução do capital, sinalizando paralisias perigosas, a União Sul-Americana representa uma agressão para os Estados Unidos e a Europa, que vêem no processo integracionista sul-americano em marcha a emergência de uma ideologia nova, integradora dos interesses coletivos no continente, materalizando a pregação das determinações constitucionas, como a que está inscrita no parágrafo único do artigo 4 da Constituição brasileira. O golpe parlamentar sujo no Paraguai, cujo articulação já era conhecida de Washington, desde 2009, simplesmente, apressou a integração política e econômica sul-americana no âmbito do Mercosul, fato que movimenta a Casa Branca a tentar barrar o que se tornou inevitável, ou seja, a participação da Venezuela, no organismo, fortalecendo o nacionalismo continental. Está em queda irreversível a ideologia entreguista historicamente predominante no contnente, para dar lugar o seu contrário dialético, ou sja, a ideologia integracionista, antiimperialista que assusta os conservadores reacinários do status quo imperial.







Seria de grande valia para o Mercosul se o Peru fosse conquistado. Com este país se abriria o caminho para o Pacífico, consequentemente para a Asia. A Colombia é muito americanizada e o Chile é uma economia nanica que se acha. Então o mais sabio seria o Peru, daí o resto é questão de tempo.