11 jul
2012Bancarrota dos pequenos bancos produz concentração bancária e favorece Aécio
Cesar Fonseca em 11/07/2012

CANDIDATURA AÉCIO NEVES SE FORTALECE NO RASTRO A BANCARROTA DOS PEQUENOS E MÉDIOS BANCOS. O Governo Dilma, se não salvar os pequenos e médios bancos, afetados pela inadimplência, provocada pelos juros extorsivos praticados pelos bancos grandes oligopolizados, atuando na base da agiotagem, contribuirá para que estes acelerem a concentração bancária, cujos efeitos serão prejudiciais ao modelo de desenvolvimento apoiado no consumo interno, intensificando a instabilidade econômica. As consequências serão favoráveis aos oposicionistas, que apostam nisso todas as suas fichas, embaladas nos comentários dos analistas da grande mídia, serviçais da bancocracia, contrária à estratégia governamental, que exige melhor distribuição da renda interna, para garantir o modelo de desenvolvimento nacionalista em curso. A luta é, essencialmente, ideológica. Tradicionais aliados dos grandes bancos, os tucanos apontam a inadimplência como produto da estratégia governamental de fomentar o consumo sem cuidar dos investimentos, como se fosse possível investir sem o governo gastar para que por meio dessa ação eleve a arrecadação e, consequentemente, viabilize os investimentos. Para a bancocracia que estimula o tucanato a tentar detonar o modelo dilmista, consumo e produção são coisas distintas e não complementares, de modo que , para eles, investir, agora, é mais importante do que consumir, como se os empresários fossem investir sem dispor dos consumidores para realizarem seus lucros. No momento em que o capitalismo global padece, nos países ricos, justamente, de consumo, já que o investimento não se realiza sem ele, embora, por lá a taxa de juro esteja na casa dos zero ou negativa, a grande mídia, por aqui, vê saída na contenção do consumo, para que os investimentos se realizem, num contexto em que a taxa de juros é extorsiva! Contradição total. Para evitar a ascensão aecista, impulsionada pelos grandes bancos, que apostam nele, o jogo governamental terá que ser o de continuar jogando o juro para baixo, cada vez com mais força, salvar os pequenos e médios bancos, limpando seus passivos, e cobrando, em contrapartida, juro baixo para a produção e o consumo, fugindo do modelo de crédito atual, que , apenas, enriquece os agiotas, enquanto destroi o setor produtivo, comprometendo a produção, o emprego, a renda, o consumo, a arrecadação e o investimentos.
O avanço da inadimplência
bancária provocada pela
A inteligência limitada dos editorialistas brasileiros – como o dO Globo, na terça feira, por exemplo – , que acompanha a cabeça dos economistas do mercado financeiro, parou num mata-burro e está medrosa quanto aos próximos passos a dar.
A maioria está dizendo que chegou ao fim o modelo econômico apoiado do consumo e que agora é a hora dos investimentos.
Por esse raciocínio, o governo gastou demais para incrementar essa estratégia que perdeu gás.
Se insistir nela, vai, somente, acumular deficits, que resultarão em mais endividamentos, cujas cosequências seriam pressoes inflacionárias e aumentos dos juros.
Enfim, paralisia.
Será?
tremenda agiotagem praticada
pelos grandes bancos na tarefa de
O que essa inteligência que escorre pelos meios de comunicação com uma facilidade imensa não investiga para valer é se o que o governo gasta representa, mesmo, dívida ou dividendo.
Senão, vejamos: de cada um R$ 1 que é jogado pelo tesouro na circulação, R$ 0,4 , aproximadamente, volta, IMEDIATAMENTE, em forma de imposto.
Isso, no PRIMEIRO negócio.
Se Dona Maria pega o dinheiro do programa Bolsa Família e vai no supermercado para comprar uma lata de óleo, a Receita abocanha 40%.
Se o supemercado, imediatamente, pede à indústria outra lata de óleo, para repor estoque, novamente, o tesouro abocanha mais 40% de tributo, no segundo lance da circulação do dinheiro que ele lançou.
escravizar os consumidores
e os empresários brasileiros
Na sequência, ou seja, no terceiro lance, a indústria pede à agricultura que plante a soja, pagando, também, na lata, 40% de imposto, quanto adquire a mercadoria.
Todos os insumos adquiridos pelo agricultor – máquinas, equipamentos, partes, peças, componentes, sementes, fertilizantes etc etc – para produzir grãos, implicam, da mesma forma, recolhimentos de mais e mais 40% à Receita, na sequência dos demais lances etc.
Ao vender seu produto, os produtores, como os industriais e os comerciantes enfiam a mão no bolso para colocar grana no caixa do governo, até que o circuito feche.
Ou seja, ao colocar em circulação sua oferta de dinheiro, para puxar a demanda, não, apenas, dando para os mais pobres, mas adquirindo produtos e serviços, no mercado, evidentemente, o governo está promovendo o CONSUMO e a PRODUÇÃO, ou não?
Vale dizer, o melhor dos mundos, para ele é DAR, porque ao fazê-lo, contrata arrecadação certa, que se realiza NA HORA.
se transforma em luta política
ideológica no ambiente
O governo não precisa de juros para incrementar seu negócio, precisa de circulação das mercadorias, porque nela recolhe o dinheiro que lançou.
Por exemplo: se ele joga R$ 90 bilhões a mais para pagar salários aos servidores, que ameaçam greves, o que estes farão com seu dinheiro?
Rasgarão, queimarão ou consumi-lo-ão?
E consumida essa nota preta, ela não retorna em forma de imposto para o caixa do tesouro?
Qual melhor negócio para o tesouro: pagar R$ 230 bilhões de juros, que não dão retorno, ou reajustar salários que dão retorno garantido?
Na prática, para valer, de que o empresário mais precisa?
CONSUMO!

- SALVAR OS PEQUENOS E MÉDIOS BANCOS MEDIANTE NOVO MODELO DE CRÉDITO FORTALECE CANDIDATURA DE DILMA PARA 2014. A inadimplência produzida pela agiotagem bancária no Brasil – em vigor há mais de duas décadas – pode levar o Governo Dilma a intervir no sistema financeiro para evitar bancarrota dos pequenos e médios bancos, cujos passivos estão sufocados pelo modelo de crédito em vigor que privilegia os grandes bancos, cuja ação oligopólica avança a passos largos, como se verificou, nessa terça feira, quando o Itaú engoliu o BMG, elevando, ainda mais, a concentração bancária. Para salvar os pequenos e médios bancos, o governo tem três alternativas em avaliação: 1 – estatizar esses pequenos e médios bancos, utilizando a rede bancária estatal, poderosa, composta pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES; 2 – estatizar o crédito, numa linha leninista, radical, para conter os agiotas, maiores culpados pela inadimplência e 3 – salvar esses bancos de médio porte, limpando os passivos deles e fixando novo modelo de crédito, direcionado pelo estado, para alavancar o consumo e a produção, a juro baixo. Repetiria o governo Dilma o mesmo dirigismo econômico que foi adotado, em 1999, pelo Governo FHC, para o setor rural, reservando 25% dos depósitos à vista para ele, fato que produziu, desde então, a pujança do agronegócio nacional. O setor industrial, subordinado ao modelo de crédito especulativo, está afundando a olhos vistos, do mesmo modo em que se afunda o consumidor, enquanto a agiotagem registra taxas de lucro crescentes sob juros extorsivos. Enquanto no mundo capitalista desenvolvido – e , também, nos emergentes em geral – a palavra de ordem é juro zero ou negativo, para conter expansão das dívidas excessivas dos governos, no Brasil ainda se discute taxa básica de juro de 8% ao ano, enquanto, no crediário, o setor produtivo paga 35% ao ano e os consumidores suportam sanguria superior a 100%. Se nada for feito, URGENTEMENTE, a rede de pequenos e médios bancos, fundamental, para funcionamento do capitalismo nacional, entrará em crise e poderá ocorrer corridas bancárias, desestabilizando o governo Dilma, abrindo espaço para a candidatura de Aécio Neves, do PSDB, em 2014, hipótese na qual os grandes banqueiros mais apostam. Tomini tem que acelerar o tombo dos juros, porque Dilma está sem nenhuma proteção no Congressso.
da crise global em marcha, na
medida em que acelera a
Se o governo dá o consumo, o empresário corre atrás do consumidor, para vender, ou não?
O que o empreendedor necessita, portanto, é dessa iniciativa fundamental em favor do gasto público, porque este, para o governo, antes que para o consumidor, significa o oxigênio, expresso em tributo, com o qual são realizados os investimentos.
A respiração – sobrevida – do governo é o seu próprio gasto.
O Estado é capital, nas economias monetárias, vigentes desde inicio do século 20, depois da crise de 1929, cujo padrão passa a ser a moeda papel, emitida pelo governo com uma mão e enxugada parte da emissão com a outra, lançando papel, para evitar enchente monetária-inflacionária, de modo que a dívida pública, dialeticamente, vira instrumento de controle da inflação.
A capacidade de endividamento do governo é que é o X da questão.
a sobreacumulação de capital,
responsável por
A grande crise global em curso bateu no limite da capacidade de endividamento dos governos.
Mas, tem um problema: a atividade bancária é uma concessão do governo, daquele que, intrinsecamente, é capital.
O Estado e o banqueiro, que o Estado promove, são polo e contrapolo de um mesmo sistema no qual se interagem, sendo irmãos xifópagos.
Se o governo, em vez de conceder ao banqueiro o direito de emprestar e cobrar juro para compensar seu negócio, transformar-se ele, mesmo, em banqueiro, como pregou Lenin, favorável à estatização do crédito, no momento das crises financeiras agudas, babau banqueiros privados.
O grande escritor socialista americano Jack London, em “Tacão de ferro” – com prefácio de Trotski, que se assombra com a previsão jacklondoniana -, anteviu, no limite das contradições capitalistas, o choque dos oligopólios financeiros, como a luta final no âmbito do sistema capitalista.
aprofundar os impasses
possíveis de ser
De um lado, o oligopólio financeiro privado, que se articula no processo inevitável de sobreacumulação de capital, contra o qual somente é possível vencê-lo outro oligopólio, o estatal.
Luta de gigantes, portanto.
Em um determinado momento da crise financeira americana, detonada em 2008, o Governo Barack Obama lamentou não dispor de um banco estatal de desenvolvimento, tipo o BNDES brasileiro, para enfrentar os grandes bancos americanos, que puseram a faca no pescoço dele, obrigando-o a servi-los, em vez de fazê-lo em favor dos consumidores e dos industriais.
Teria feito melhor negocio, como fêz, então, o presidente Lula: deu consumo e colheu arrecadação, com a qual alavancou investimentos.
Obama deu para a bancocracia que empoçou o dinheiro.
superados somente por meio de
de decisões políticas que
Como diz Oscar Wilde, dinheiro é como adubo, só serve se for espalhado.
Se ficou empoçado, não resolve.
É o mesmo que não tê-lo.
O mesmo fizeram os governos europeus.
E o resultdo está aí: quatro anos depois do início da bancarrota financeira capitalista, o capitalismo desenvolvido está de joelhos.
Se a grana que está empoçada estivesse espalhada, os governos estariam arrecadando por conta do incremento do consumo, e o FMI não estaria prevendo, temerosamente, desestabilizações generalizadas da economia mundial.
Os analistas, portanto, não sabem o que estão dizendo.
Tá bom, vamos supor que o modelo apoiado no consumo, como dizem, faliu, que, agora, seria a hora do investimento público.
Ora, o consumo, nos países ricos, está no chão, o juro está baixíssimo, os bancos estão cheios do dinheiro, mas o investimento não se realiza.
Por que?

- DIREITO DE CONSUMO PARA TODOS NA CRISE , SOLUÇÃO PARA A CRISE GLOBAL. Quem não presta para mais nada – os miseráveis do mundo, vítimas da sobreacumulação de capital especulativo que levou o capitalismo para o buraco onde está paralisada sua capacidade de reprodução ampliada – ainda dispõe de uma função econômica fundamental para a sobrevivência da economia: comer e defecar. Garantir a comida que vira merda que vira dinheiro no processo de reciclagem- “Dinheiro não é merda, mas merda pode virar dinheiro”(Marx) – , representa tarefa fundamental para sustentar o processo de investimento mundial. Por isso, o direito de consumo significa iniciativa indispensável dos governos do mundo em crise, para que seja eliminada a possibilidade do desemprego, da fome, da miséria etc, na medida em que a sua superação representa a própria sobrevivência do capital, sob nova orientação, em vez de deixá-lo sob as leis da agiotagem , que representa ausência de regras prudenciais , expressas no empoçamento do dinheiro nos bancos privados, impossibilitando a circulação e a consequente realização do consumo, da produção e do investimento, já que a paralisação econômica, aos olhos dos agiotas, vira risco que eleva os juros que aumena a inadimplência, que produz concentração bancária etc. Olhaí mais um lance da concentração, com o Itaú engolingo o BMG etc. O governo Dilma vai ficar parado, no momento em que os pequenos e médios bancos estão sob perigo de bancarrota bancária, graças à estrutura do modelo de crédito vigente que beneficia somente os grandes, enquanto o consumo e a produção ficam sob escravidão da agiotagem oligopolizada em escala incontrolável? Os economistas neoliberais, funcionários dos grandes bancos que fazem a cabeça da grande mídia, prisioneira do mecanicismo econômico, especialmente, na periferia do capitalismo, onde só se pensa com a cabeça dos outros, ou seja, com a cabeça do capital especulativo, alardeiam que o modelo econômico dimista , promotor do consumo, esgotou-se, sendo necessário, a partir de agora, nova orientação, apoiada na promoção dos investimentos, sem esclarecer, devidamente, como haverá investimento com redução do consumo, equação escalafobética, defendida, por exemplo, no Global News Painel, por Gianetti da Fonseca. A mente mecânica dos economistas neoliberais não entende, como destaca Marx, que investimento é poupança e poupança é investimento, da mesma forma que produção é cosumo e consumo é produção.
promovam a garantia do consumo
por meio do qual
Faz-se necessário render-se ao grande Keynes, que disse que a ÚNICA variável econômica VERDADEIRAMENTE independente do capitalismo é o aumento da quantidade da oferta de dinheiro na circulação.
Quando o governo joga dinheiro na circulação movimenta quatro fatores: 1 – eleva os preços; 2 – reduz os salários; 3 – diminui os juros e 4 – perdoa as dívidas contraídas a prazo.
É nesse momento que surge o espírito animal, pois o empresário, em tais condições, SEM PRECISAR ENFIAR A MÃO NO BOLSO, vê, na sua frente, extasiado, a eficiência marginal do capital, ou seja, o lucro.
Não adianta o Copom diminuir os juros, nessa semana, em mais 1 ponto ou 2 pontos percentuais, por exemplo, se o Governo Dilma fecha o cofre do tesouro, cortando os gastos, como os neoliberais, tipo Raul Velloso e Mailson da Nóbrega, pregam, histericamente, mecanicistamente.
Quem vai investir, com taxa de juro zero, se não tiver consumidor para comprar seu produto?
será possível alavancar a produção,
a renda, a arrecadação e os investimentos,
Quem vai comprar máquinas novas máquinas, para colocar no lugar das que estão paradas, se o consumo não se realiza, se o governo para de jogar dinheiro na circulação para alavancar a produção, o consumo, o tributo, o investimento etc?
Repetindo Marx: “PRODUÇÃO É CONSUMO, CONSUMO É PRODUÇÃO”.
O limite, para o crescimento, portanto, não está sendo dado pelo esgotamento do modelo de desenvolvimento apoiado no consumo, mas pelo modelo de crédito baseado na agiotagem que produz, sistematicamente, a inadimplência, que coloca em cena o medo dos consumidores de irem às compras, receio que também toma conta dos empresários, pois, se o consumidor baqueia, por que ele, também vítima da agiotagem financeira, irá aos investimentos?
O Governo Dilma está diante do perigo da quebradeira dos pequenos e médios bancos, associados às grandes empresas, que estão sem gás para continuar sustentando o giro do consumo e da produção, fato que o obriga a intervir nesse circuito, URGENTEMENTE, se não quiser sofrer algum impacto negativo, que já passou a ser explorado pela grande mídia, a serviço dos grandes bancos, como esgotamento do modelo dilmista.
O jogo poderia ser 1 – estatizar a rede de pequenos e médios bancos, 2- estatizar o crédito, numa linha leninista ou 3 – algo alternativo, isto é, o Estado capitalizar essa rede financeira indispensável à sustentação do capitalismo nacional, mediante apoio governamental para sanear as finanças dela, obtendo o compromisso de que novos empréstimos sejam feitos a juros baixos, tanto para o consumo como para a produção.
tudo a partir da distribuição
da renda, contra a qual
lutam os agiotas sanguessugas
O fato é que se faz necessário, para o setor de transformação brasileiro, novo modelo de crédito, livrando-o das garras da agiotagem, como foi feito, em 1999, para o setor rural, beneficiado pela regra segundo a qual 25% dos depósitos à vista são emprestados a juros de 8% ao ano, no máximo.
O modelo neoliberal, vigente naqueles anos, não deixou que tal regra fosse aplicada ao setor industrial, subordinado às políticas de metas inflacionarias, privatizações, restrições de créditos, câmbio flutuante etc etc, de modo a atender às demandas dos bancos em favor de superavits primários elevados sob argumento de que o PIB potencial brasileiro não poderia jamais crescer além de 3,5% ao ano para não produzir inflação.
A inflação, na crise atual, não é o problema, mas a solução, diante do perigo deflacionário global.
Por que então sustentar taxa de juros de agiota na selic e no mercado de consumo e de produção, imposta por conjuntura do passado de ameaças hiperinflacionárias que continua escravizando o presente sem a existência de tal conjuntura assombrosa?
A política econômica continua prisioneira de fantasmas, porque atende aos interesses dos banqueiros que precisam deles para continuar assustando fantasmagoricamente o povo e o governo a fim de que a sangria jurista continue escravizando a sociedade.
A hora é de fixar uma legislação que garanta o consumo dos mais pobres que por sua vez obriga a sustentação dos investimentos por meio dos gastos do governo que promovem retorno em forma de tributos para garantir novos investimentos.
Garantir o consumo é garantir a produção e a solução para a crise mundial.







