08 jun
2012Inadimplência reduz inflação e aprofunda crise política entre Dilma e a agiotagem criminosa
Conselho Editorial Sul-Americano em 08/06/2012

ORA, ORA, ORA, JURO MENOR, INFLAÇÃO MENOR. OU MELHOR: JURO ALTO AUMENTA INFLAÇÃO. TIRA O JURO, CAI A INFLAÇÃO. E AGORA, ORTODOXIA? A estratégia do Governo Dilma vai ficando cada vez mais clara. Trata-se de ir diminuindo permanentemente a taxa de juro básica, selic, para, PRIMEIRO, derrubar inflação, SEGUNDO, reduzir sangria da dívida pública, de modo a sobrar mais recursos para os investimentos, e, TERCEIRO, salvar os consumidores inadimplentes, galinha dos ovos de ouro do desenvolvimento, motores da arrecadação etc. A mamata dos banqueiros de garantir lucratividade excessiva especulativa criminosa em cima da selic incidente sobre os títulos públicos está acabando. Sobraria, para os bancos continuarem faturando alto, a alternativa do crédito ao consumo, para aproveitarem o fabuloso potencial do mercado interno. Para tanto, precisarão, obrigatoriamente, de reduzir as taxas de juros no crediário. Caso contrário, a inadimplência estourará, já que as famílias estão endividadas, graças à agiotagem praticada pelos criminosos de colarinho branco. Se não ocorrer esse movimento dos bancos - de lucrar menos diante da selic cadente e buscar ganhar mais reduzindo o juro ao consumidor, ao mesmo tempo em que se predisponham a renegociar dívidas atrasadas, impagáveis sob impacto dos juros de agiota -, o resultado, de agora em diante, poderá ser a fragilização da saúde do sistema financeiro. Se os banqueiros não entenderem que sua lucratividade terá que vir do dinamismo da produção e do consumo e não mais da pura especulação, como ocorreu até agora, novas quebradeiras bancárias se sinalizariam num horizonte não muito distante, com o agravante de não terem mais os banqueiros a garantia de que o governo os salvaria com novos PROERES. Poderia ou não pintar movimento político em favor da nacionalização dos bancos, se a coisa ficar, realmente, preta, com os bancos quebrando, como aconteceu com o Cruzeiro do Sul? Está chegando ao fim a moleza para a bancocracia que se enriquece sem trabalhar, no compasso do colapso da financeirização econômica neoliberal global que jogou o capitalismo mundial no abismo. Na prática, o Governo Dilma abriu luta política sem quartel contra a agiotagem. Essa cruzada garantiria o segundo mandato dilmista porque a sociedade, explorada pelos agiotas, a apoiaria, fortemente, a fim de evitar que o Brasil se transforme numa Grécia ou numa Espanha, que estão no buraco negro.






