07 jun
2012Getúlio, aliado de Hitler
Henrique Gougon em 07/06/2012

Por que Getúlio ia tanto a Pocinhos? Apenas para descansar, nas águas termais radiotivas maravilhosas da região montanhosa mineira, da dura lida da vida de líder político, envolvido em complexidades sem fim em um tempo ideologicamente conturbado, cheio de percalsos e de armadilhas para a democracia, que ele, mesmo, cuidava de montar, para permanecer no poder pelo máximo de tempo possível sob movimentos de resistências cada vez mais intensos? Ou existia algo mais? A história agora revela a verdade, que expõe a relação secreta do ex-ditador brasileiro, que acabou se transformando no verdadeiro construtor da nação, com o chefe nazista alemão.
EM TEMPOS ATRÁS, EU DIRIA QUE SE TRATA DE UM “FURO DE REPORTAGEM”, MAS HOJE, EM TEMPOS DE TANTA MEDIOCRIDADE JORNALÍSTICA, NÃO SEI COMO DEFINIR O TEXTO QUE SE SEGUE:
Pocinhos do Rio Verde
e os canhões nazistas…
O nome do local é Pocinhos do Rio Verde e seguramente você não conhece e nunca ouviu falar.
Ao tempo em que eu gostava de percorrer este país, procurando lugares ermos e desconhecidos,visitei mais de uma vez a cidadezinha de Pocinhos do Rio Verde, um balneário muito simples em território mineiro, perto de Poços de Caldas.
O mais interessante do local eram as fotos na parede do único hotel próximo, que mostravam o ex-presidente Getúlio Vargas chegando ao local para se retemperar nos banhos terapêuticos de Pocinhos…
Neste hotel, havia muitas fotos mostrando Getúlio chegando e partindo do balneário.
É um cenário bucólico, com um figurino de relíquia histórica meio escondido num rincão simples, pacato e perdido de Minas, sob o mistério dessas idas e vindas secretas do ex-presidente Getúlio Vargas ao local, aparentemente para banhar-se nas águas radioativas da região.
Pois não é que agora, depois de tantos anos, ao conhecer o livro “OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA”, de autoria do escritor Rubem Alves, descubro num capitulo macabro, sob o título de “Pocinhos do Rio Verde Canhoneia Paris”, a verdadeira história do vilarejo e a razão da presença de Getúlio na área.
Segundo o autor, as montanhas vulcânicas eram ricas em zircônio, vendido para a Alemanha Nazista.
O amálgama do zircônio ao aço dos canhões eram vitais para garantir os cruéis bombardeios contra Paris…
Era a venda do mineral para os alemães que trazia Getúlio à cidadezinha, segundo Rubem Alves.
Enfim, neste momento de revisão da história da brutalidade e estupidez militar contra os militantes que se insurgiram contra o golpe militar, é no mínimo instigante resgatar essa história imoral da venda de Zircônio de Pocinhos do Rio Verde para a Alemanha Nazista.




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