China e EUA conspiram contra Banco do Sul

O Banco do Sul está sendo passado para trás por conta da leniencia das elites sul-americanas, aliadas do capitalismo financeiro internacional, contrário à criação dele, no compasso do avanço do nacionalismo socialista na América do Sul, que teria alavancado propostas econômicas voltadas para a construção da infraestrutura sul-americana, como passo decisivo para integração econômica continental. Enquanto os sul-americanos dormem no ponto, os americanos e os chineses se unem para acelerarem proposta alternativa nesse sentido na América Latina. O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, anunciou que a instituição está criando um fundo de equity, em parceria com o Export/Import Bank of China, no valor US$ 1 bilhão para promoção do desenvolvimento econômico da América Latina. O BID irá fornecer um empréstimo de US$ 150 milhões para o novo fundo, enquanto o Eximbank chinês contribuirá com a mesma quantia de investimentos. O restante será levantado por meio de captações desse fundo no mercado de capitais. Segundo Moreno, o fundo deverá entrar em operação ainda neste ano. A proposta surgiu de uma carta de intenção assinada entre o BID e o Eximbank chinês na reunião anual do BID em 2011, quando as duas instituições anunciaram disposição em estabelecer um mecanismo de financiamento para projetos do setor público e privado em 26 países membros elegíveis para empréstimos do BID. Em comunicado, Moreno informou que a parceria do fundo é "um exemplo de como o BID poderá desempenhar um papel fundamental para uma maior cooperação entre América Latina e China". O vice-presidente do China Eximbank, Liu Liange, disse por meio de comunicado que "as necessidades e as aspirações de cooperação técnica e econômica entre a China e América Latina estão crescendo gradualmente". Ele ressaltou que esse fundo seguirá "princípios de cogovernança". O BID, comandado pelos EUA, e o China Eximbank estão em um processo, neste momento, de escolha de uma empresa de administração de recursos por meio de uma seleção internacional para gerir o patrimônio do fundo e levantar os recursos necessários no mercado de capitais.

Os sul-americanos não têm jeito: são uns lerdos, pelamor de Deus!

Há anos vêm se arrastando a discussão eterna sobre a criação do Banco do Sul por meio do qual seria alavancado, com a poupança captada por meio das alocações de recursos feitas pelos 12 países do continente, o desenvolvimento sul-americano,  especialmente, da infraestrtura , na qual estão de olho os capitalistas dos países desenvolvidos em crise.

Sem terem, na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, espaços para investir, pois, afinal, neles, a infraestrutura está praticamente pronta e assentada, os investidores, ameaçados pela eutanasia do rentista, expressa na taxa de juro próxima de zero, nessas três regiõs ricas do mundo, se voltam para a América do Sul.

Nova rica do mundo, a  América do Sul é a bola da vez, no século 21, principalmente, depois do estouro da crise mundial de 2008, sinalizadora de deflações e hiperinflações simultâneas, no compasso da expansão da oferta sem limites da quantidade de moeda por parte dos governos, para calotearem a dívida pública, de um lado, e sobredesvalorizarem suas moedas, de outro, a fim de tomarem o mercado, sobrevalorizando as moedas dos emergentes, sul-americanos, principalmente.

O perigo da deflação decorre do excedente exportável, em face da queda do consumo,  e o perigo da hiperinflação vem do excesso de dívidas dos governos, combatidas com o juro zero ou negativo, que as ofertas monetárias expansivas promovem, cujos efeitos, na saúde financeira governamental, ainda, é uma incognita, quanto ao resultado final.

Nesse contexto de consequencias explosivas, os capitalistas americanos, europeus e asiáticos se voltam, por exemplo, para o Brasil, onde, ainda, vigora uma taxa de juro real absurda, a mais alta do mundo, atraviva aos especuladores.

Como, porém, os governos dos países emergentes, como o de Dilma Rousseff, se armam de mecanismos, para barrar as enchentes monetárias especulativas, eis que os americanos e os chineses se articulam para explorar, por intermédio de uma ação comum, unindo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no qual mandam os Estados Unidos, e Eximbank da China, para realizarem investimentos na América Latina, especialmente, na América do Sul.

A tarefa de criar o Banco do Sul, proposta inicialmente feita pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez, para promover o desenvolvimento continental, fica mais difícil, diante da articulação americana e chinesa, buscando o mesmo objetivo, de posse de quantidade de recursos ilimitada.

De um lado, os chineses, que possuem reservas cambiais em dólares, estão doidos para sairem dessa moeda sobredesvalorizada, candidata a ficar podre; de outro, os americanos, da mesma forma, buscam, também, desovarem o excesso de verdinhas que estão jogando no mercado, sinalizando hiperinflação, se houver desarticulação nas políticas econômicas dos países ricos, algo bastante provável.

Bloqueio à integração sul-americana

Gigante com pés de barro, a América do Sul, dividida pelas elites que a governam, em sintonia com os interesses alienígenas, demora para decidir pela criação do Banco do Sul, cuja tarefa seria a de promover o desenvolvimento econômico integracionista continental, proposta constante da maioria das constituições sul-americanas, ainda, dormindo no papel. Os governos nacionalistas, empenhados em criar o Banco do Sul, por meio de discussões dentro da Unasul, não chegam a um consenso , de modo a acelerar a implementação da entidade financeira que dinamizaria as oportunidades de investimento na América do Sul para os sul-americanos. Vai se perdendo a oportunidade histórica, que passa a ser aproveitada pela parceira dos Estados Unidos e da China, configurando a evidência clara de que os dois países atuam para bloquear a integração econômica continental por meio da governança econômico-financeira sul-americana. No Brasil, por exemplo, o Congresso sentou em cima da proposta de criação do banco, atrasando sua votação pelos parlamentares brasileiros. O sentimento sul-americano está sendo bloqueado pelos interesses coordenados da China e dos Estados Unidos, com amplo apoio da elite interna - dona da mídia conservadora - rendida ao capital internacional, adversária do processo nacionalista continental. Por que o senador José Sarney não se move? Está sendo contido pela embaixada americana?

A parceria China-Estados Unidos de formarem um fundo financeiro para comprar ativos na América do Sul se acelera, enquanto as conversas entre os sul-americanos, no âmbito da Unasul – União das Nações Sul-Americanas – desaceleram-se, para a formação do Banco do Sul.

Evidentemente, tal desaceleração tem como responsáveis as elites sul-americanas que resistem às políticas nacionalistas em curso na América do Sul cujos efeitos seriam cortar as relações entre elas e o capital financeiro internacional, entrelaçadas, historicamente, porém, ameaçadas, na crise global, de serem estressadas, no compasso das mudanças políticas continentais.

No Brasil, por exemplo, a aprovação do Banco do Sul depende do Congresso Nacional, onde a influência dos banqueiros nacionais e internacionais é decisiva junto à elite política brasileira, que se rendeu à bancocracia, no próprio espaço da Constituição.

Os políticos brasileiros, durante a Assembléia Constituinte, em 1988, aceitaram as pressões da bancocracia para inserir na Constituição o artigo 166, parágrafo terceiro, ítem II, letra b, que privilegia o orçamento financeiro da União relativamente ao orçamento não financeiro.

Enquanto os recursos constantes do primeiro, destinados ao pagamento dos juros da dívida pública interna, não podem ser contigenciados, os do segundo são sistematicamente submetidos a todo o tipo de contingenciamento, de modo a faltar recursos para os setores de interesse da sociedade(educação, saúde, segurança, habitação, infraestutura, lazer etc), para que sejam servidos os interesses dos credores do governo.

Como a bancocracia privilegiada por cláusula pétrea constitucional no âmbito da política econômica garante, historicamente, os financiamentos de campanhas eleitorais das elites políticas, estas, logicamente, sentam em cima dos assuntos que não interessam aos banqueiros que sigam adiante, como a votação da proposta do Banco do Sul.

Dos doze países sul-americanos, apenas, o Brasil e o Paraguai enrolam a aprovação do banco sul-americano, inviabilizando, consequentemente, a possibilidade de nascimento de uma entidade financeira de desenvolvimento continental, na linha do BNDES, para materializar as propostas políticas nacionalistas que ganharam dimensão na América do Sul nas duas últimas décadas.

Predomina o ponto de vista imperialista que utiliza a força política das elites para continuarem dominando economicamente os sul-americanos.

Uma resposta para “China e EUA conspiram contra Banco do Sul”

  1. Roubo Bilionario ANUAL No Brasil..
    E.U.A Ferrando O Brasil, Por Enjetar Dinheiro No MERCADO a Vontade… Royalties Do Pre Sal Gerando Briga Entre Brasileiros…

    NOSSO NIOBIO Sendo VENDIDO Ops .. Melhor Roubado Por Centavos…

    Brasil Vai Fikar Muito Rico Com Esses Centavos.

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