22 fev
2012Banqueiros transformam Brasil em Grécia
Conselho Editorial Sul-Americano em 22/02/2012

- A presidenta Dilma Rousseff está abrindo guerra contra a bancocracia agiota no Brasil que está escravizando o povo no créditio direto ao consumidor, levando a classe média ao desespero com o acúmulo de dívidas cujas consequências são inadimplências incontroláveis que levarão os bancos nos próximos mess a diminuirem a oferta de crédito. Será um duro golpe na sociedade a repercutir, seriamente, sobre o andamento da política econômica dilmista que aposta no mercado interno para vencer a crise global. Os juros extorsivos cobrados pelos bancos quebram a classe média e impulsionam ela a optar pela oposição nas próximas eleições. A agiotagem vai se transformando na maior inimiga política da titular do Planalto. Não teria chegada a hora de a presidenta fazer como fazia Delfim Netto, quando czar da economia, durante a ditadura militar: chamava os banqueiros a Brasilia e dava um tranco. Afinal, os serviços bancários é uma concessão do Estado, para servir à sociedade e não para explorar, brutalmente, ela. Caso contrário, a economia brasileira pode caminhar para o destino da Grécia. Não estaria na hora de o governo utilizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para trabalhar a favor do consumidor, como o BNDES atua para impulsionar os investimentos das empresas, a fim de sustentar o desenvolvimento? A oposição dirá que aumentaria deficit público. Essa acusação não se justificaria, se o resultado for o que vem ocorrendo, ou seja, aumento da arrecadação, que sustenta os investimentos no PAC. Como apostar no consumo, para promover o desenvolvimento, se consumir, com o juro atual, representa a morte? O fato é que o povo está sendo escravizado pela agiotagem bancocrática que se transformou em abuso insuportável que pode levar a uma revolução popular.
Talvez ou certamente seja uma questão apenas de tempo.
Os gregos estão sob escravidão da bancocracia européia; o mesmo não se poderia dizer dos brasileiros, sob o juro no crediário representando verdadeiro assalto há muitos anos?
Se um pobre coitado de um pai assalariado vai ao shopping comprar um tênis da moda para o seu filho, que fez o pedido com antecedência, solicitando a marca, para parecer moderno junto aos coleguinhas, todos embalados pela propaganda, o peso dos juros cai sobre a cabeça dele como uma espada afiada de Dâmocles, cortando seu pescoço.
Terá que dar uma entrada módica em dinheiro, mas o restante será esticado em 12 ou 24 prestações sobre as quais podem incidir juros de até 200% ao ano.
Os agiotas batem às portas dos funcionários públicos, dependurados no consignado; os anúncios de empresas que faturam milhões de lucros na agiotagem se espalham, diariamente, pela televisão.
Os banqueiros já falam em aumentar provisões como arma de proteção aos calotes, sob pressão do Banco Central; trata-se da escravidão moderna, imposta pelo capital.
Isso sem falar na escravidão do próprio governo, que paga, há muitos anos, a taxa real de juro, selic, mais alta do mundo, configurando um crescimento vegetativo do endividamento, mesmo que, com muito esforço, o custo do dinheiro esteja, sob pressão oficial, caindo, devagar, devagarinho, como no samba de Martinho da Vila.
Os planos econômicos heterodoxos baixados pelos governos da Nova República, depois da ditadura militar, sacrificaram o povo, para salvar os bancos.
O governo, com o Proer, evitou que a bancarrota destruisse o sistema bancário privado, que faturava a vida em cima da então existente hiperinflação.
Quando veio o real de FHC, a possibilidade de continuar faturando em cima da inflação, como antes, se esgotou, mas o governo sustentou outros mecanismos que impediram a redução das taxas, como, por exemplo, a correção monetaria indexada e muitos outros expedientes, que se ampliaram quando se optou pelo populismo cambial como arma de combate a alta dos preços etc.
Criou-se uma estrutura rígida de sustentação nas alturas absurdas dos juros que levaram eles até à casa dos 45% ao ano, entre 1997/98, a tal ponto que, a partir de determinado momento, os próprios credores fugiram por temer o milagre que estava sendo demais.
Revolução à vista

- A Grécia, superendividada pelo processo de financeirização econômica global, que os Estados Unidos desencadearam, atingindo toda a Europa, massacrando os países mais pobres, se transforma, agora, num protetorado dos banqueiros. Estes colocaram no poder os seus homens de confiança, como o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos e o premier Lucas Papademos, subsitutos de Papandreou, que havia tentado obter do povo, via plebiscito, apoio para governar e negociar com os credores. A crise não permite a democracia, que vai se sucumbindo, evidenciando-se que o Estado, sob o regime democrático burguês, é instrumento das classes ricas sobre as classes pobres, intensificando, na crise, os antagonismos violentos de classe, cujas consequências, como disse Lênin, são as revoluções sociais violentas. A bancocracia agiota européia é a mesma que vai levando os brasileiros a um grande desespero na medida em que destroi suas finanças no compasso do juro real mais alto do mundo, verdadeira ditadura jurista. O dinheiro que os banqueiros emprestarão aos gregos – 130 bilhões de euros, a conta gotas, até final de 2014 – irão para os caixas desses bancos, enquanto a dívida continuará nas alturas, ou seja, em mais de 120% do PIB, exigindo sacrificios gerais em forma de corte de gastos públicos, destruição das aposentadorias, redução dos salários, cortes brutais nos investimentos, enfim, um coquetel de medidas explosivas que resultarão em revolução social, na certa. E os bandidos, indicados pelos bancos, continuam rindo. Dilma vai deixar que a situação financeira do governo e das classes sociais superendividadas nos juros extorsivos cheguem a essa situação no Brasil?










Oportuna e excelente matéria!
Estamos saltando do EFEITO ORLOFF, quando víamos a Argentina como futuro, para o EFEITO ATENAS. Caminhamos invitavelmente para o endividamento, público e privado, com tais taxas de juros. Salvou-nos, até aqui, a alta de preços das commodities. Até quando? A que preço? Sobre as costas de quem? É tempo de refletir. E lamentar a vacilação de 2008, quando LULA deveria ter dado o primeiro golpe nos juros. Palloci náo deixou. ISTO ESTÁ NOS CUSTANDO 40% do ORÇAMENTO DA UNICÁO , AO ANO, COM A GESTÃO DA DÍVIDA PÚBLICA. Um absurdo! E só possível porque coincidente com a fesa de euforia nas exportações e flexibilidade na política do salário mínimo. Mas vai nos custar muito mais dos que os valores citados no artigo: R$ 2 tri nos últimos 10 anos. Este é o valor dos últimos cinco anos. E vai aumentar. Para os bolsos de quem? De 10 mil famílias que controlam neste país os ATIVOS FIXOS, O C’REDITO AO CONSUMIDOR e DÍVIDA PUBLICA. Será que teremos que chegar à Grécia para mudar este quadro?
Caro Cesar,
Fiz um comentário no site. Mas vai um cometário adicional;
O PROBLEMA DAS FINANÇAS NÁO SÀO OS BANCOS.
É da elite que controla os ativos neste país desde a COLONIA.
Os bancos são apenas os instrumentos de extorsão dos assalariados que pagam impostos – que viram juros pagos pelo Estado – e pagam os juros do crédito privado.
Eles, os bancos, èstão para a exploração econômica, o que o torturador é para a ditadura: INSTRUMENTO.
A elite fica feliz quando pichamos os bancos. Porque os bancos não tem personalidade física. Sào abstrações.
Esta elite brasileira não passa de dez mil famílias, num total de 50 milhões de famílias no Brasil. Menos de 1% …
Eles tê nomes pomposos, tradicionais, moram nos bairros elegantes, vivem a maior parte do tempo no exterior, seus filhos estudam em escolas caríssimas.
E acumulam cada vez mais. Mais…e mais…
O grande problema do REFORMISMO contemporâneo é que ele faz POLITICA SOCIAL a favor dos pobres tirando dos assalariados que ganham mais.
Como se estes fossem a causa da miséria e da pobreza.
A elite proprietária se diverte. Náo pagam impostos, Náo têm nenhum compromisso a NAÇAO brasileira. ELES SÁO OS DONOS DO PAÍS…
E quem leva a culpa e paga a conta é a classe me’dia de mais alta renda. Eu, por exemplo, ganho bem, mas pago 11% inventados pelo LULA a título de
CONTRIBUIÇAO PREVIDENCIÁRIA, que vai direto para o Tesouro e vira juros da dívida , e mais 27,5% de IRENDA. Para quê…?
Para nada a favor da grande maioria do povo brasileiro.
Contribuo para alimentar a ciranda financeira desfrutada pela elite e náo para ajudar os mais necessitados.
E agora vão rifar a APOSENTADORIA DOS SERVIDORES , com o novo projeto no Congresso.
E não faltaráo DADOS ESTATÍSTICOS para MOSTRAR ao povo que a CULPA DE TUDO é o ascensorista do Ministério da Saúde…ORA, ORA, ORA…DIREIS OUVIR ESTRELAS…DEDILHANDO O PARNASIANISMO DE UM VASO CHINÊS…Estamos, sim , precisando de um CASTRO ALVES condoreiro para denunciar em versos esta barbaridade !!!!!
Nunca devemos esquecer que a luta pela maior igualdade não pode ser feita só na base da transferência de rendas dos que ganham mais para os que ganham manos.
Tem que atingir o coração da exploração, que é a estrutura de apropriação de ativos no país: terras, patrimônio imobiliário urbano, ativos financeiros,controle do Estado e dos Meios de Comunicaçao.
De resto, velho amigo. O meu abraço, de longe, já fora de forma… MAS SEMPRE REBELDE…
PAULO TIMM