Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 3 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
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Manchete dominical global alienada

Cesar Fonseca em 16/10/2011

Alienação total. A grande mídia anti-nacionalista brasileira tenta induzir subrepticiamente que gasto com o social é anti-investimento. Não entendeu nada até agora sobre a crise mundial. Não percebeu que o jogo não é cortar gastos para sobrar mais para os investimentos privados, mas, justamente, o contrário, trata-se de elevar os gastos e distribuir melhor a renda para se obter mais emprego, mais consumo, mais arrecadação, mais investimentos. Sem gastos sociais ampliados não haverá dinheiro para novos investimentos. É preciso assegurar o social para garatir o desenvolvimento econômico, já que investimento sem distribuição da renda representa crise de sobreacumulação e deflação. A manchete global reacionária representa equivoco aberrante. Ela reflete conteúdo que dá a entender que os investimentos ficam desprotegidos e prejudicados quanto mais se gasta com o social, quando a verdade é justamente o oposto.

O moralismo econômico e político neoliberal, apegado à pregação do equilibrismo orçamentário religioso como necessário à saúde da macroeconomia capitalista, para manter sob controle a inflação e estimular os investimentos, é, sobretudo, burro. Primeiro, porque equilibrio sob capitalismo é sonho de noite de verão. O sistema é, fundamentalmente, promotor do desequilíbrio. Sua principal função, para gerar lucro, é essa mesma, desequilibrar, a fim de elevar a taxa de retorno continuada e ampliada do capital. Quando essa reprodução ampliada não consegue mais ser realizada na produção, o capital descola dela e vai para a especulação, para fugir da deflação. Não é essa a expressão real da crise em curso em escala global, a partir da bancarrota financeiro-especulativa dos países ricos? Em segundo lugar, a ação compensatória do governo para conter esse desequilíbrio, dando dinheiro para quem fica excluído do sistema, para não morrer de fome, representa, essencialmente, a salvação do próprio sistema, cuja lógica é a de produzir crônica insuficiência de consumo que condena a si mesmo às crises deflacionárias, ou seja, à morte. Os programas sociais, segundo os neoliberais esquizofrênicos, representam custo, impedem, em contrapartida os investimentos etc. Tal afirmação não tem o menor sentido. Basta observar que cada R$ 1 gasto em comida pelo pobre que recebe o subsídio deixa no cofre do governo 40% de imposto. Se são R$ 114 bilhões os gastos governamentais totais anuais com os programas sociais, como destaca a alienada manchete de capa de O Globo, nesse domingo, o que o governo recebe de volta em forma de arrecadação é $ 45,6 bilhões! Com esse dinheiro cobre os investimentos da União de R$ 44 bilhões! Grande negócio: dar consumo aos pobres, para recolher tributo. Distribuir para arrecadar. Dar para receber. É dando que se recebe. Quem dá aos pobres empresta a Deus etc etc.  Tudo na linha de São Francisco de Assis. É por isso que a arrecadação tem registrado recordes atrás de recordes, enquanto os neoliberais confundem esse movimento quantitativo com aumento de carga tributária. Santo aumento de arrecadação, pois é com ele que se obtém os recursos necessários para os investimentos indispensáveis em infraestrutura econômica. Por sua vez, essa infraestrutura em processo de construção expressa no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC – sinaliza no médio e longo prazos relativo equilíbrio entre oferta e demanda,  remédio capaz de combater pressões inflacionárias crônicas existentes no Brasil em decorrência da crônica fome dos miseráveis que antes atingiam quase 40 milhões de habitantes e que hoje estão comendo três pratos de comida por dia graças ao keynesianismo popular patrocinado pelos cofres públicos. Vale dizer, fonte inesgotável de arrecadação tributária. A cabeça da grande mídia brasileira tem sido martelada nos últimos trinta anos pela insistente “verdade” neoliberal segundo a qual gastos sociais são componentes do deficit público, que inibem os investimentos. Ocorre o contrário. Em vez de gasto, ao colocar dinheiro no bolso da mãe de família pobre para comprar comida para seus filhos, o governo concede renda disponível para o consumo que gera tributo, multiplicado, por sua vez, na circulação das mercadorias em suas diferentes etapas de realização no circuito econômico. Quando dona Maria tem seu poder de compra aquecido no cartão do Programa Bolsa Família e vai ao supermercado comprar uma lata de óleo de cozinha imediatamente tal movimento inicia processo de aquecimento econômico consequente. Se são 15 milhões de beneficiários do programa e cada família tem 5 membros que consomem cada qual, supostamente, 1 kilo de comida/dia, ao todo, tem-se 75 milhões de quilos/dia. A indústria tem que produzir, a agricultura é sinalizada para plantar, os agricultores acionam as montadoras, os caminhões para distribuir a comida seguem pelas estradas, abastecendo, gastando pneus, partes, peças e componentes, que agitam o comércio etc etc. Em todo esse movimento de circulação  o governo , em cada etapa dela, abocanha 40% de imposto. Se ele dá 100 reais, arrecada, na hora, 40. Tem negócio mais rápido e melhor do que esse? Do consumidor para o comércio, 40%; do comércio para a indústria, 40%; da indústria para a agricultura, 40%; da agricultura para a distribuição, 40%. Ou seja, uma mercadoria, circulando quatro vezes na atividade produtiva, enche a burra governamental de forma espetacular.

Alienação neoliberal bancocrática

Raul Velloso, economista especializado em contas públicas, só vê um lado da questão. Para ele, todos os gastos do governo com programas sociais significam deficits que impactam negativamente na economia. Visão meramente mecanicista. Não tem percepção do movimento dialético segundo o qual ao dar consumo o governo recebe arrecadação que aumenta os investimentos que move a economia, girando emprego, renda, consumo, arrecadação, investimento. O mecanicismo mental neoliberal vellosiano é a principal correia de transmissão ideológica desestruturante que faz a cabeça da grande mídia brasileira. Mesmo seus argumentos sendo relativizados na reportagem de O Globo pelos economistas Jorge Abrahão, do IPEA, e Marcelo Néri, da FVG, os editores deram preferência em carregar nas tintas sobre o argumento alienante do neoliberal, fazendo o jogo da bancocracia, que vê nos gastos com os programas sociais não o que eles realmente representam, ou seja, desenvolvimento com justiça social, sem os quais a inflação estaria caminhando para a hiperinflação. O Globo insiste em manter vivo os fantasmas neoliberais porta-vozes dos credores que temem a melhor distribuição da renda, que, efetivamente, remove os argumentos ideológicos segundo os quais mais salário mínimo significa prejuízo econômico. Sim, prejuízo para os bancos, mas lucro para a economia política.

Assim, o Estado, ao bancar 1 – a Aposentaria Rural; 2 – o Benefício de Prestação Continuada(BPC); 3 – a Renda Mensal Vitalícia(RMV); 4 – o Seguro Desemprego; 5 – o Abono Salarial e 6 – o programa Bolsa Família, não está gastando, gerando deficit de R$ 114 bilhões, como diz a matéria global, mas, ao contrário, está poupando/arrecadando R$ 45,6 bilhões, ou seja, R$ 1 bilhão a mais do que ele desembolsa para bancar os investimentos da União, em um ano, R$ 44,6 bilhões. Os gastos sociais são os instrumentos que produzem os recursos necessários ao incremento do PAC. A cabeça neoliberal mal formada não percebe que gastar significa arrecadar que representa investir. Sem essa dinâmica, predominaria, com a insuficiência de consumo, o destruidor processo deflacionário. Os investimentos, por sua vez, impulsionam os empregos, a renda, consumo e, novamente, arrecadação e investimento. A elite brasileira, da qual o jornal O Globo é a expressão maior, não entendeu, ainda, que foi Lula quem salvou ela da bancarrota, quando começou a gastar mais com os programas sociais, intensificando os desembolsos, de forma ainda mais significativa, depois da crise de 2008. O que acontecia antes? Por falta de consumo, cresciam os excedentes. Os empresários, superestocados de mercadorias, sem consumo interno, por falta de renda disponível, em decorrência dos arrochos salariais ditados pelo FMI para conter a demanda como arma de controle da inflação, corriam ao governo para pedir desvalorização cambial, indispensável às exportações. O resultado todos conhecem: desequilíbrio cambial e, consequentemente, mais pressão inflacionária. Na medida em que os estoques internos passaram a ser consumidos, graças ao keynesianismo popular lulista – que O Globo diz agora ser bloqueio aos investimentos – , os capitalistas tupinquins, em plena crise mundial, perceberam o que sempre negaram, que a saída para o sistema se equilibrar não é conter gastos com os salários das massas e impedir a distribuição da renda à pobreza, mas, justamente, o contrário, distribuir para ganhar. Se não fossem esses gastos sociais na casa dos R$ 115 bilhões que proporcionam arrecadação de impostos de R$ 46 bilhões, de modo a cobrir os investimentos da União de R$ 45 bilhões, o que seria da classe capitalista? Onde estaria a base industrial paulista, senão sucateada, diante da concorrência chinesa, já que sem consumo interno e desvalorização da moeda para jogar os excedentes no exterior, a inflação impediria a expansão do consumo em escala capaz de impedir a reprodução dos investimentos etc? Ainda bem que os capitalisas industriais, agora, depois de perceberem suas mancadas históricas, se preparam para fazer manifestos contra os juros altos. Ora, o que é melhor para a classe produtiva brasileira: o governo dar R$ 114 bilhões aos pobres para arrecadar R$ 46 bilhões de impostos, que cobrem os R$ 45 bilhões de investimentoss, ou sustentar os juros altos que obrigam o governo a desembolsar R$ 200 bilhões para pagamentos dos serviços, desembolso esse que não rende um centavo de imposto para os cofres públicos e consequentemente nada de investimento? O jogo do governo Dilma Rousseff, portanto, é o de radicalizar, na próxima quarta feira, a redução da taxa básica de juros. Pagando menos pelo serviço da dívida, sobrará mais recursos para dar aos pobres. Fará muito melhor negócio o governo, porque, se, por exemplo, der à pobreza mais R$ 100 bilhões, que rendem R$ 40 bi de tributos, em vez de encher as burras dos bancos, que não proporcionam arrecadação nenhuma, terá dinheiro para bancar os investimentos na casa dos R$ 80 bilhões, acelerando a construção da infraestrutura nacional e, claro, o combate à inflação.

Categoria: (Economia, Política)

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