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Aécio joga com Soros-Fraga contra povo
Aécio joga com Soros-Fraga contra povo
Posted 6 dias ago

 

A moeda é uma arma poderosa, vai muito além do que acredita os neoliberais e comentaristas ingênuos da grande mídia conservadorra, para quem ela representa, apenas, valor de troca e…

Soros: sombra malígna na eleição 2014
Soros: sombra malígna na eleição brasileira
Posted 1 semana ago

 

Dilma Rousseff se
transformou em
adversária número
um dos Estados

As eleições presidenciais no Brasil marcadas para outubro estavam sendo dadas como resolvidas, com a reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff.

Soros: sombra malígna na eleição brasileira
Não foi entrevista, foi guerra
Não foi entrevista, foi guerra eleitoral global
Posted 2 semanas ago

 Os marqueteiros da presidenta Dilma Rousseff foram tremendos ingênuos. Aceitaram jogar na defesa contra a Globo que programou o ataque. A titular do Planalto não estava preparada para a guerra…

Vargas e a independencia do Brasil
Vargas, eleição e independência do Brasil
Posted 2 semanas ago

Aproxima-se o 60º aniversário do golpe de Estado com o  qual a oligarquia angloamericana derrubou o presidente Vargas, em 24 de agosto de 1954.
2. Esse acontecimento teve efeitos tão…

Vargas, eleição e independência do Brasil
Por que não todos no mesmo caixão?
Por que não todos no mesmo caixão?
Posted 2 semanas ago

 

Não estavam todos no mesmo avião?
Não viraram todos uma quase mesma massa de carne, tornando açougue macrabro?
O dentista de Eduardo Campos, desolado, disse que o que viu foram…

Por que não todos no mesmo caixão?
Plebiscito para reforma política ganha força
Sem Campos, emergem plebiscito e constituinte
Posted 2 semanas ago

A proposta
dilmista-getulista
favorável a um
Programa Nacional
de Participação Popular
Eduardo Campos: "O povo brasileiro quer mudança no padrão político do Brasil."
Como, se não for por meio de reforma política…

Sem Campos, emergem plebiscito e constituinte
Marina-Aécio ou Aécio-Marina no 2º turno?
Marina-Aécio ou Aécio-Marina num 2º turno?
Posted 2 semanas ago

Se Marina sair para a disputa, substituindo Eduardo Campos, decola com a vantagem psicológica de que já conquistou de 20 milhões de votos na última eleição presidencial.
Tem carisma popular,…

Marina-Aécio ou Aécio-Marina num 2º turno?
Foco total no social no Jornal Nacional
Foco total no social no Jornal Nacional
Posted 3 semanas ago

Pauta prioritária:
Desenvolvimento
sustentável é mercado
interno garantido
pelo consumidor
favorecido por
melhor distribuição
da renda nacional.
1 – Democracia fiscal, iniciando pelas pequenas empresas, permitindo-as negociar com a receita federal alíquota…

Foco total no social no Jornal Nacional
Grande média quer gasolina e fogo na eleição
Mídia joga fogo na gasolina pela oposição
Posted 3 semanas ago

O quarto poder,
a grande mídia,
que está atuando
como partido

O negócio está escandaloso.
Nunca se viu tamanha campanha, na grande mídia nacional, militante privilegiada da oposição, em favor do…

Mídia joga fogo na gasolina pela oposição
As forças do atraso, outra vez!
Oligarquia rural quer Estado para ela
Posted 3 semanas ago

Faz-se urgente uma
NOVA ERA VARGAS
NO BRASIL, diante da
onda conservadora
empresarial do campo,
que não apresenta visão

Recentemente, a imprensa noticiou que um grupo de agropecuaristas encaminhou aos presidenciáveis…

Oligarquia rural quer Estado para ela
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Quem vai comprar as reservas do Meirelles?

Cesar Fonseca. Sebastiao Gomes em 30/09/2010



A enxurrada de dólares candidatos à desvalorização para dentro do Brasil vai colocando a economia em grande perigo pois está em jogo o parque produtivo e os empregos, ambos ameaçados, graças aos juros altos praticados pelo Banco Central, comandado pelo ministro Henrique Meirelles, desastre na condução do preço do dinheiro, depois da grande crise global, sustentando excessiva valorização da moeda nacional, que, agora, leva o ministro da Fazenda, Guido Mantega , a gritar contra a irracionalidade monetária neoliberal meirelliana, subordinada às regras neoliberais religiosas do câmbio flutuante incontrolável determinado pelos intereses dos banqueiros. O que fazer com a montanha de dólares acumulados por Meirelles dos quais o mundo inteiro foge, enquanto o país precisa de recursos para investir na infra-estrutura, a fim de dar o grande salto de sua independência?

As reservas cambiais brasileiras estão se transformando em armas contra o Brasil. Quem vai comprar essas reservas acumuladas graças aos juros escorchantes sustentados pelo Banco Central no momento em que emerge a terceira guerra mundial detonada pelo excesso de dólares podres no mercado internacional, como produto deletério da bancarrota financeira americana, responsável por jogar o capitalismo em total anarquia?

Quem dá mais, dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três, como diria Noel Rosa? Quem vai adquirir os dólares do Meirelles, se a moeda americana tende a desvalorizar-se seguidamente no ambiente da guerra econômica internacional em grande curso? Os dólares apodrecidos, especialmente, mediante sustentação do câmbio baixo, pela China, ameaçam a economia brasileira de colapso, podendo se transformar em grande bolha especulativa. Para onde estão indo os aplicadores que não sabem o que fazer com o seu dinheiro exposto ao juro zero ou negativo vigente nas praças européias, americana e japonesa? Para o Brasil e América do Sul, claro.

O melhor negócio do mundo, no momento, é ter dívidas em dólares. Estão caindo pelas tabelas os endividamentos em moeda americana de posse dos governos. Tio Sam não quer nem saber de falar em aumento de juro. Pior negócio do mundo é desdolarizar a economia. As moedas locais, especialmente, na América do Sul, para onde os investidores gulosos se voltam com suas reservas em perigo de grandes desvalorizações, valorizam-se, incontrolavelmente.

Os banqueiros lucraram extraordinariamente quando o governo Lula desdolarizou a dívida interna, que é, no fundo, dívida externa internalizada, já que o que se toma lá fora é convertido em real e em seguida enxugado por títulos para evitar excesso de moeda na base monetária perigando produzir enchente inflacionária. Já pensaram se a dívida pública brasileira, que está na casa de quase 2 trilhões de reais fosse dolarizada, agora? Se sobre 2 trilhões de reais o governo brasileiro, em vez de pagar juros selic de 10,75% , estivesse pagando zero, como faz o tesouro americano,  haveria melhor negócio? Ou não?

Com o tombo da moeda americana, que é conveniente aos Estados Unidos, no ambiente de elevado endividamento público, quem tem dívidas em dólares, como é o caso de Washington, vai tendo sua dívida, claramente, reduzida.

Já, quem tem seu endividamento em real, que vai, dia a dia, se valorizando, com a entrada absurda de dólares, sob o religioso câmbio flutuante, fica diante do perigo de colapso. O governo brasileiro, frente à enxurrada  dolarizada candidata à podridão, dada sua inevitável desvalorização em marcha na grande crise, tem que emitir dívidas para enxugar o que ele não está irrigando.

Ou seja, o povo brasileiro, graças aos juros mais altos do mundo praticados pelo Banco Central, vai sendo obrigado a trabalhar redobrado, para dar moleza a Tio Sam, a fim de salvar sua moeda que joga a economia mundial no buraco, colocando em risco a moeda nacional, além de condenar à desindustrialização o parque produtivo brasileiro. É mole?

Lula precisa urgentemente convocar a Unasul para defender o discursos do ministro Samuel Pinheiro Guimarães, favorável a uma estratégia desenvolvimentista sul-americana, coordenada pelas lideranças do continente, no sentido de afirmar as determinações favoráveis às condições capazes de estabelecer, em favor da América do Sul, nova correlação de forças nas trocas internacionais, já que o potencial econômico sul-americano atrai o interresse global ameaçado pela eutanásia do rentista em vigor nos países ricos. É o momento da virada da história em que os ricos se empobrecem e os pobres e emergentes dispõem da oportunidade de enriquecerem e traçarem uma nova divisão internacional do trabalho a partir da cooperação e não da imposição econômico financeira imperial. É hora da moeda sul-americana.

O que fazer com a montanha de quase 300 bilhões de dólares em mãos do Banco Central que está se desvalorizando hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, em prejuízo da saúde econômico-financeira brasileira?

Não haveria que agir da mesma forma que a China reage diante do dólar desvalorizado, desovando-o no Brasil, para transformá-lo de ativo ruim em ativo bom?

Se o presidente Lula pegasse, suponhamos, metade dessas reservas, 150 bilhões, por exemplo, e aplicasse na infra-estrutura nacional, duplicando as estradas, de norte a sul e de leste a oeste, construindo portos e silos em todo o litoral brasileiro, para armazenar a produção, garantindo preço do dia, barato, para os que quiserem comprar, ao mesmo tempo que aumenta o rendimento do agronegócio e das explorações minerais etc, e mais, construisse metrô em todas as capitais brasileiras, para melhorar a qualidade de vida da população, em escala uniforme, ao mesmo tempo em que aumentasse de 13 milhões para 20 milhões a oferta de cartões de crédito do Programa Bolsa Família, para sustentar o consumo interno, capaz de bancar a demanda à produção, estaria ou não fazendo melhor negócio do que deixando esses dólares aplicados nos títulos americanos que não rendem um centavo, enquanto tem que pagar uma baba de juro para esse dinheirão ficar parado no cofre do BC?

Dinheiro das reservas para incrementar o desenvolvimento nacional representaria contribuição decisiva do Brasil para ajudar a economia global a sair do sufoco atual. As grandes potências econômicas e financeiras estão caminhando para se transformarem em médias potências econômicas financeiras. No rítmo em desaceleração em que vão, somente poderão retomar o fôlego dos velhos tempos não se sabe quando, dado o estresse do mercado interno delas, abalado pela bancorrota financeira.

A China, que compra os títulos americanos na baixa do juro zero, para manter Tio Sam em sobrevida financeira, jogando, ao mesmo tempo, os dólares acumulados na periferia do capitalismo, comprando ativos, a torto e a direito, bombando as moedas locais, desestabilizando-as e estimulando, consequentemente, a guerra cambial, que obriga todos a se voltarem para as práticas econômicas individualistas, deixando de lado o espírito cooperativo, à moda do velho mercantilismo, é a que está ganhando o jogo, mas até quando?

O líder da maioria democrata americana, Steny Hoyere, resistiu, até agora, ao discurso protecionista, no Congresso, para que haja um freio institucional dos Estados Unidos à moeda desvalorizada chinesa. Não conseguiu. Os congressistas, sob espírito nacionalista, temerosos de que a economia americana, impactada, negativamente, pela bancarrota financeira detonada pelo capitalismo predador imperial guerreiro de Tio Sam, vá para o buraco, reagiram. Temem que os Estados Unidos sejam ultrapassados, largamente, pelos chineses, detentores de moeda americana, ameaçada de transformar-se em papel podre, do qual buscam fugir, trocando-o por ativos valorizados nos emergentes. A China vai ficando poderosa utilizado moeda pobre para detonar guerra comercial, cujas consequências são enfraquecimento potencial da economia de Tio Sam.

O Brasil, que tem as matérias primas que faltam à China, que, portanto,  depende do Brasil para tocar suas manufaturas, está, com o montante de reservas cambiais em dólares caminhando para desvalorização total, diante do seu grande desafio histórico. Se ficar com essas reservas perdendo valor e criando problemas, gera instabilidade crescente: se aplicá-las na infra-estrutura nacional, em vez de jogá-las, para render nada, nos títulos americanos e outros europeus, dando uma de Jeremias, O Bom, personagem do Ziraldo, abre novo horizonte.

No momento, a equipe econômica ainda está sem um discurso concatenado para comandar a grande virada, porque o pensamento neoliberal, embora fracassado, dispõe de força suficiente para continuar escravizando as mentes ideológicas que estão aprisionadas ao diagnósticos segundo o qual a inflação brasileira decorre do excesso de demanda e não dos juros altos praticados pelo BC.

É esse raciocínio escravizante que sustenta o câmbio flutuante, as metas inflacionárias e o discurso favorável ao superavit primário, adequado aos interesses dos banqueiros,  responsável pela relativa paralisação das mentes oficiais diante da enxurrada de dólares que ameaça afogar a economia brasileira.

Enquanto os brasileiros passam necessidades, sobra dinheiro nos cofres do BC. Pode?

É hora de o presidente Lula, junto com seus colegas sul-americanos, convocar, emergencialmente, reunião da Unasul, para discutir a guerra monetária detonada pela China com os dólares americanos que desestabilizam as moedas no continente, para abrir espaço, urgente, à criação do Banco Sul Americano. Trata-se de lançar a moeda sul-americana, ancorada no potencial econômico sul-americano, do qual depende a manufatura global. O que seria da China sem as commodities sul-americanas, nesse instante? Não terá chegada a hora dos líderes da América do Sul encararem para valer seu destino histórico, dando a volta por cima, já que as potências econômicas estão em crise total? Ou vão continuar sendo pautados pelo discurso dos falidos?

Categoria: (Economia, Política)

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