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Direita se lixa para equilibrio fiscal
Direita se lixa para equilibrio fiscal e parte para o entreg…
Posted 6 horas ago

 

O déficit recorde,
 
o pacto entreguista
 
e a armadilha para o
 
caso de volta da Dilma
 

 

Senador Roberto Requião

Houve quem se surpreendesse quando a equipe econômica de Meirelles pediu autorização ao…

Projeto Temer radicaliza guerra social
Projeto Temer radicaliza guerra social
Posted 24 horas ago

 

As provas do crime do PMDB
 
Ao lado disso, contribui, decisivamente, para a radicalização política em marcha, a descoberta de gravações clandestinas entre políticos do PMDB evidenciando que os peemedebistas se engajaram…

PMDB golpista fracassa no Governo Temer
PMDB no poder, desastre ético, valoriza Dilma
Posted 3 dias ago

 
PMDB demonstra claramente
 
despreparo para governar o
 
pais no momento em que a
 
maior demanda popular é
 
a ética na política e o partido
 
parte para o oposto, o
 
apoio descarado à…

Brasil ingovernável: juro produz pedalada para impichar presidente pela LRF
Brasil ingovernável: não tem controle do défi…
Posted 1 semana ago

 
Washington saiu em favor de Temer
 
porque com ele fica mais fácil
 
desnacionalizar economia brasileira,
 
objetivo central de Tio Sam
 

De nada adianta o ministro do Planejamento, Romero Jucá, dizer que…

Brasil ingovernável: não tem controle do défi…
Congresso produziu o deficit. Não vai abrir mão dele. É a nova lógica política nacional
Guerra à vista: fiscalistas x congressistas
Posted 1 semana ago

 
O jogo fiscalista neoliberal exigirá
 
estado antidemocrático policial
 
Tentam carimbar o déficit como produto da administração petista em si, isoladamente,  não por um Congresso cuja composição política orgânica expressou a Era Petista.
Os neoliberais…

Arrocho fiscal inviabiliza t
Arrocho fiscal inviabiliza Temer no Congresso dominado pelo …
Posted 1 semana ago

 

Eleição municipal é incompatível
 
com terapia neoliberal que os
 
banqueiros, Meirelles, na Fazenda,
 
e Godfajn, no BC, tentam impor
 
à população, sacrificando-a, para
 
favorecer os agiotas do
 
mercado financeiro especulativo
 

Esse novo…

Meirelles pode afundar PMDB nas eleições
Meirelles pode afundar PMDB nas eleições
Posted 1 semana ago

 

Os comentaristas, cada vez mais
 
alienados, não encaram a questão
 
da Previdência como integrante
 
de sistema superavitário, preferindo
 
fazer jogo dos credores, que a isolam
 
como produto deficitário, candidata
 
à…

Renegociar dívida, saída do capitalismo em crise. Terapia neoliberal suicida de Meirelles = crise social
Renegociar dívida, saída para crise
Posted 2 semanas ago

 

Bancocracia toma conta
 
do Brasil para escravizar
 
geral os trabalhadores
 

sob governo golpista
 

A dívida pública interna já está na casa dos R$ 4 trilhões.
Só de juros, são desembolsados perto de R$…

Terapia neoliberal abala Senado e pode trazer Dilma de volta se recessão aprofundar-se
Terapia neoliberal temerista abala Senado e ajuda volta de D…
Posted 2 semanas ago

Começou o desastre neoliberal temerista.
Demissão de quatro mil servidores comissionados representa quatro mil empregadas domésticas demitidas.
Redução da renda disponível para o consumo, especialmente, no Distrito Federal.
Destruição de oito mil consumidores.
O comércio, a…

Consenso de Washington derruba Dilma e destroi geopolítica petista que contraria Tio Sam
Consenso de Washington derruba Dilma e geopol…
Posted 2 semanas ago

 
LRF, a lei do império
 

para conter colônias
 
Utilizada para derrubar o governo democrático da presidenta Dilma Rousseff e colocar no lugar dela os vitoriosos golpistas do impeachment sem crime de responsabilidade…

Consenso de Washington derruba Dilma e geopol…
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Quem vai comprar as reservas do Meirelles?

Cesar Fonseca. Sebastiao Gomes em 30/09/2010



A enxurrada de dólares candidatos à desvalorização para dentro do Brasil vai colocando a economia em grande perigo pois está em jogo o parque produtivo e os empregos, ambos ameaçados, graças aos juros altos praticados pelo Banco Central, comandado pelo ministro Henrique Meirelles, desastre na condução do preço do dinheiro, depois da grande crise global, sustentando excessiva valorização da moeda nacional, que, agora, leva o ministro da Fazenda, Guido Mantega , a gritar contra a irracionalidade monetária neoliberal meirelliana, subordinada às regras neoliberais religiosas do câmbio flutuante incontrolável determinado pelos intereses dos banqueiros. O que fazer com a montanha de dólares acumulados por Meirelles dos quais o mundo inteiro foge, enquanto o país precisa de recursos para investir na infra-estrutura, a fim de dar o grande salto de sua independência?

As reservas cambiais brasileiras estão se transformando em armas contra o Brasil. Quem vai comprar essas reservas acumuladas graças aos juros escorchantes sustentados pelo Banco Central no momento em que emerge a terceira guerra mundial detonada pelo excesso de dólares podres no mercado internacional, como produto deletério da bancarrota financeira americana, responsável por jogar o capitalismo em total anarquia?

Quem dá mais, dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três, como diria Noel Rosa? Quem vai adquirir os dólares do Meirelles, se a moeda americana tende a desvalorizar-se seguidamente no ambiente da guerra econômica internacional em grande curso? Os dólares apodrecidos, especialmente, mediante sustentação do câmbio baixo, pela China, ameaçam a economia brasileira de colapso, podendo se transformar em grande bolha especulativa. Para onde estão indo os aplicadores que não sabem o que fazer com o seu dinheiro exposto ao juro zero ou negativo vigente nas praças européias, americana e japonesa? Para o Brasil e América do Sul, claro.

O melhor negócio do mundo, no momento, é ter dívidas em dólares. Estão caindo pelas tabelas os endividamentos em moeda americana de posse dos governos. Tio Sam não quer nem saber de falar em aumento de juro. Pior negócio do mundo é desdolarizar a economia. As moedas locais, especialmente, na América do Sul, para onde os investidores gulosos se voltam com suas reservas em perigo de grandes desvalorizações, valorizam-se, incontrolavelmente.

Os banqueiros lucraram extraordinariamente quando o governo Lula desdolarizou a dívida interna, que é, no fundo, dívida externa internalizada, já que o que se toma lá fora é convertido em real e em seguida enxugado por títulos para evitar excesso de moeda na base monetária perigando produzir enchente inflacionária. Já pensaram se a dívida pública brasileira, que está na casa de quase 2 trilhões de reais fosse dolarizada, agora? Se sobre 2 trilhões de reais o governo brasileiro, em vez de pagar juros selic de 10,75% , estivesse pagando zero, como faz o tesouro americano,  haveria melhor negócio? Ou não?

Com o tombo da moeda americana, que é conveniente aos Estados Unidos, no ambiente de elevado endividamento público, quem tem dívidas em dólares, como é o caso de Washington, vai tendo sua dívida, claramente, reduzida.

Já, quem tem seu endividamento em real, que vai, dia a dia, se valorizando, com a entrada absurda de dólares, sob o religioso câmbio flutuante, fica diante do perigo de colapso. O governo brasileiro, frente à enxurrada  dolarizada candidata à podridão, dada sua inevitável desvalorização em marcha na grande crise, tem que emitir dívidas para enxugar o que ele não está irrigando.

Ou seja, o povo brasileiro, graças aos juros mais altos do mundo praticados pelo Banco Central, vai sendo obrigado a trabalhar redobrado, para dar moleza a Tio Sam, a fim de salvar sua moeda que joga a economia mundial no buraco, colocando em risco a moeda nacional, além de condenar à desindustrialização o parque produtivo brasileiro. É mole?

Lula precisa urgentemente convocar a Unasul para defender o discursos do ministro Samuel Pinheiro Guimarães, favorável a uma estratégia desenvolvimentista sul-americana, coordenada pelas lideranças do continente, no sentido de afirmar as determinações favoráveis às condições capazes de estabelecer, em favor da América do Sul, nova correlação de forças nas trocas internacionais, já que o potencial econômico sul-americano atrai o interresse global ameaçado pela eutanásia do rentista em vigor nos países ricos. É o momento da virada da história em que os ricos se empobrecem e os pobres e emergentes dispõem da oportunidade de enriquecerem e traçarem uma nova divisão internacional do trabalho a partir da cooperação e não da imposição econômico financeira imperial. É hora da moeda sul-americana.

O que fazer com a montanha de quase 300 bilhões de dólares em mãos do Banco Central que está se desvalorizando hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, em prejuízo da saúde econômico-financeira brasileira?

Não haveria que agir da mesma forma que a China reage diante do dólar desvalorizado, desovando-o no Brasil, para transformá-lo de ativo ruim em ativo bom?

Se o presidente Lula pegasse, suponhamos, metade dessas reservas, 150 bilhões, por exemplo, e aplicasse na infra-estrutura nacional, duplicando as estradas, de norte a sul e de leste a oeste, construindo portos e silos em todo o litoral brasileiro, para armazenar a produção, garantindo preço do dia, barato, para os que quiserem comprar, ao mesmo tempo que aumenta o rendimento do agronegócio e das explorações minerais etc, e mais, construisse metrô em todas as capitais brasileiras, para melhorar a qualidade de vida da população, em escala uniforme, ao mesmo tempo em que aumentasse de 13 milhões para 20 milhões a oferta de cartões de crédito do Programa Bolsa Família, para sustentar o consumo interno, capaz de bancar a demanda à produção, estaria ou não fazendo melhor negócio do que deixando esses dólares aplicados nos títulos americanos que não rendem um centavo, enquanto tem que pagar uma baba de juro para esse dinheirão ficar parado no cofre do BC?

Dinheiro das reservas para incrementar o desenvolvimento nacional representaria contribuição decisiva do Brasil para ajudar a economia global a sair do sufoco atual. As grandes potências econômicas e financeiras estão caminhando para se transformarem em médias potências econômicas financeiras. No rítmo em desaceleração em que vão, somente poderão retomar o fôlego dos velhos tempos não se sabe quando, dado o estresse do mercado interno delas, abalado pela bancorrota financeira.

A China, que compra os títulos americanos na baixa do juro zero, para manter Tio Sam em sobrevida financeira, jogando, ao mesmo tempo, os dólares acumulados na periferia do capitalismo, comprando ativos, a torto e a direito, bombando as moedas locais, desestabilizando-as e estimulando, consequentemente, a guerra cambial, que obriga todos a se voltarem para as práticas econômicas individualistas, deixando de lado o espírito cooperativo, à moda do velho mercantilismo, é a que está ganhando o jogo, mas até quando?

O líder da maioria democrata americana, Steny Hoyere, resistiu, até agora, ao discurso protecionista, no Congresso, para que haja um freio institucional dos Estados Unidos à moeda desvalorizada chinesa. Não conseguiu. Os congressistas, sob espírito nacionalista, temerosos de que a economia americana, impactada, negativamente, pela bancarrota financeira detonada pelo capitalismo predador imperial guerreiro de Tio Sam, vá para o buraco, reagiram. Temem que os Estados Unidos sejam ultrapassados, largamente, pelos chineses, detentores de moeda americana, ameaçada de transformar-se em papel podre, do qual buscam fugir, trocando-o por ativos valorizados nos emergentes. A China vai ficando poderosa utilizado moeda pobre para detonar guerra comercial, cujas consequências são enfraquecimento potencial da economia de Tio Sam.

O Brasil, que tem as matérias primas que faltam à China, que, portanto,  depende do Brasil para tocar suas manufaturas, está, com o montante de reservas cambiais em dólares caminhando para desvalorização total, diante do seu grande desafio histórico. Se ficar com essas reservas perdendo valor e criando problemas, gera instabilidade crescente: se aplicá-las na infra-estrutura nacional, em vez de jogá-las, para render nada, nos títulos americanos e outros europeus, dando uma de Jeremias, O Bom, personagem do Ziraldo, abre novo horizonte.

No momento, a equipe econômica ainda está sem um discurso concatenado para comandar a grande virada, porque o pensamento neoliberal, embora fracassado, dispõe de força suficiente para continuar escravizando as mentes ideológicas que estão aprisionadas ao diagnósticos segundo o qual a inflação brasileira decorre do excesso de demanda e não dos juros altos praticados pelo BC.

É esse raciocínio escravizante que sustenta o câmbio flutuante, as metas inflacionárias e o discurso favorável ao superavit primário, adequado aos interesses dos banqueiros,  responsável pela relativa paralisação das mentes oficiais diante da enxurrada de dólares que ameaça afogar a economia brasileira.

Enquanto os brasileiros passam necessidades, sobra dinheiro nos cofres do BC. Pode?

É hora de o presidente Lula, junto com seus colegas sul-americanos, convocar, emergencialmente, reunião da Unasul, para discutir a guerra monetária detonada pela China com os dólares americanos que desestabilizam as moedas no continente, para abrir espaço, urgente, à criação do Banco Sul Americano. Trata-se de lançar a moeda sul-americana, ancorada no potencial econômico sul-americano, do qual depende a manufatura global. O que seria da China sem as commodities sul-americanas, nesse instante? Não terá chegada a hora dos líderes da América do Sul encararem para valer seu destino histórico, dando a volta por cima, já que as potências econômicas estão em crise total? Ou vão continuar sendo pautados pelo discurso dos falidos?

Categoria: (Economia, Política)

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