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Editorial fascista inverte as bolas: é o povo que não aguenta o oligopólio Globo
Editorial fascista inverte os fatos: é o povo…
Posted 4 horas ago

Sempre dependurado nas
benesses do Estado desde
que nasceu, o oligopólio
Rede Globo/O Globo/ CBN/
Valor Econômico etc, porta
voz do antinacionalismo,  investe,
como faz o editorial do
jornalão conservador, golpista,

Editorial fascista inverte os fatos: é o povo…
Redes sociais ameaçam reformas de Temer
Redes sociais ameaçam reformas de Temer. Cong…
Posted 1 dia ago

 

 
Atuando como autêntica rede
 
de guerrilha, as redes sociais,
 
comandadas por combinação
 
de grupos sociais, no ambiente
 
de luta de classe, viraram grande
 
fantasma para o governo Temer.
 

Elas serão as principais…

Redes sociais ameaçam reformas de Temer. Cong…
Globo põe Valor para mentir e manipular
Globo põe Valor para mentir e manipular
Posted 3 dias ago

 
Inacreditável: o sujeito perde o
 
emprego, a renda e tem suas
 
dívidas majoradas pelos juros
 
mais altos do mundo e ainda
 
assim cria ambiente na economia
 
para melhorar o consumo?
 

Durma-se com…

Globo põe Valor para mentir e manipular
Esquerda deixa direita faturar reforma da educação
Direita apressa reforma da educação para ter …
Posted 1 semana ago

 
Certamente,
 
é horroroso
 
fugir do debate por
 
meio de medida
 
Provisória(MP).
 

O Brasil está nessa desde 1964.
Os militares governaram durante 20 anos por decreto lei.
Os neorepublicanos, por medidas provisórias, há 31 anos, de 1985 a…

Direita apressa reforma da educação para ter …
CPI DA LAVAJATO, URGENTE, PARA SALVAR ECONOMIA NACIONAL
CPI DA LAVAJATO PARA SALVAR ECONOMIA DO SUCATEAMENTO PELO JU…
Posted 1 semana ago

 
Não há provas, mas convicção
 
de que o juiz Moro está
 
estreitamente ligado aos
 
serviços secretos americanos,
 
conforme denuncia documentos
 
expostos pelo Wikileaks;
 
porque não investigá-lo?
 

Servem de formação de convicção as viagens constantes de…

Tio Sam ameaça puxar juro para combater a concorrência mas sua dívida não deixa isso acontecer
Tio Sam protecionista ameaça puxar juro para …
Posted 2 semanas ago

 
Por que Brasil não usa
 
reservas de 380 bilhões
 
de dólares para dinamizar
 
as forças produtivas e fugir
 
da crise criada de fora
 
para dentro do País?
 

 

Essa semana tem dois eventos…

Tio Sam protecionista ameaça puxar juro para …
Guerra esconde crise e tenta ativar capitalismo
Guerra entra na campanha eleitoral americana para esconder c…
Posted 2 semanas ago

 
Obama declara guerra para
 
responder a Trump que é
 
melhor do que Putin:
 
machismo de Tio Sam
 
 
Ingenuidade ou não de Putin?
Foi acreditar na sinceridade de Obama, de Tio Sam, guerreiros por natureza,…

A farsa da democracia americana
A farsa da democracia americana
Posted 2 semanas ago

 
Democracia para inglês ver
 
Todos conocemos que el señor Obama, en distintas oportunidades ha hablado de las “elecciones libres”, como  un objetivo que Cuba debía alcanzar para poder considerarla dentro de…

A farsa da democracia americana
Lula denuncia entreguismo de Temer
Lula e BP denunciam entreguismo de Temer
Posted 2 semanas ago

 
O mais importante do discurso do ex-
 
presidente Lula rebatendo as acusações dos
 
procuradores do Ministério Público federal
 
foi o ataque ao entreguismo das riquezas
 
nacionais pelo Governo Temer.
 
Os blogs e sites da grande…

Lula e BP denunciam entreguismo de Temer
Caçada humana
Caçada humana
Posted 2 semanas ago

 
Comprovou, simplesmente, caçada
 
humana o espetáculo midiático
 
montado pelos procuradores
 
para tentar, sem conseguir,
 
confirmar tudo que arrolaram
 
contra Lula, porque, eles
 
mesmos, disseram não
 
ter provas convincentes
 
de suas próprias acusações.
 
Lula…

Caçada humana
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Quem vai comprar as reservas do Meirelles?

Cesar Fonseca. Sebastiao Gomes em 30/09/2010



A enxurrada de dólares candidatos à desvalorização para dentro do Brasil vai colocando a economia em grande perigo pois está em jogo o parque produtivo e os empregos, ambos ameaçados, graças aos juros altos praticados pelo Banco Central, comandado pelo ministro Henrique Meirelles, desastre na condução do preço do dinheiro, depois da grande crise global, sustentando excessiva valorização da moeda nacional, que, agora, leva o ministro da Fazenda, Guido Mantega , a gritar contra a irracionalidade monetária neoliberal meirelliana, subordinada às regras neoliberais religiosas do câmbio flutuante incontrolável determinado pelos intereses dos banqueiros. O que fazer com a montanha de dólares acumulados por Meirelles dos quais o mundo inteiro foge, enquanto o país precisa de recursos para investir na infra-estrutura, a fim de dar o grande salto de sua independência?

As reservas cambiais brasileiras estão se transformando em armas contra o Brasil. Quem vai comprar essas reservas acumuladas graças aos juros escorchantes sustentados pelo Banco Central no momento em que emerge a terceira guerra mundial detonada pelo excesso de dólares podres no mercado internacional, como produto deletério da bancarrota financeira americana, responsável por jogar o capitalismo em total anarquia?

Quem dá mais, dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três, como diria Noel Rosa? Quem vai adquirir os dólares do Meirelles, se a moeda americana tende a desvalorizar-se seguidamente no ambiente da guerra econômica internacional em grande curso? Os dólares apodrecidos, especialmente, mediante sustentação do câmbio baixo, pela China, ameaçam a economia brasileira de colapso, podendo se transformar em grande bolha especulativa. Para onde estão indo os aplicadores que não sabem o que fazer com o seu dinheiro exposto ao juro zero ou negativo vigente nas praças européias, americana e japonesa? Para o Brasil e América do Sul, claro.

O melhor negócio do mundo, no momento, é ter dívidas em dólares. Estão caindo pelas tabelas os endividamentos em moeda americana de posse dos governos. Tio Sam não quer nem saber de falar em aumento de juro. Pior negócio do mundo é desdolarizar a economia. As moedas locais, especialmente, na América do Sul, para onde os investidores gulosos se voltam com suas reservas em perigo de grandes desvalorizações, valorizam-se, incontrolavelmente.

Os banqueiros lucraram extraordinariamente quando o governo Lula desdolarizou a dívida interna, que é, no fundo, dívida externa internalizada, já que o que se toma lá fora é convertido em real e em seguida enxugado por títulos para evitar excesso de moeda na base monetária perigando produzir enchente inflacionária. Já pensaram se a dívida pública brasileira, que está na casa de quase 2 trilhões de reais fosse dolarizada, agora? Se sobre 2 trilhões de reais o governo brasileiro, em vez de pagar juros selic de 10,75% , estivesse pagando zero, como faz o tesouro americano,  haveria melhor negócio? Ou não?

Com o tombo da moeda americana, que é conveniente aos Estados Unidos, no ambiente de elevado endividamento público, quem tem dívidas em dólares, como é o caso de Washington, vai tendo sua dívida, claramente, reduzida.

Já, quem tem seu endividamento em real, que vai, dia a dia, se valorizando, com a entrada absurda de dólares, sob o religioso câmbio flutuante, fica diante do perigo de colapso. O governo brasileiro, frente à enxurrada  dolarizada candidata à podridão, dada sua inevitável desvalorização em marcha na grande crise, tem que emitir dívidas para enxugar o que ele não está irrigando.

Ou seja, o povo brasileiro, graças aos juros mais altos do mundo praticados pelo Banco Central, vai sendo obrigado a trabalhar redobrado, para dar moleza a Tio Sam, a fim de salvar sua moeda que joga a economia mundial no buraco, colocando em risco a moeda nacional, além de condenar à desindustrialização o parque produtivo brasileiro. É mole?

Lula precisa urgentemente convocar a Unasul para defender o discursos do ministro Samuel Pinheiro Guimarães, favorável a uma estratégia desenvolvimentista sul-americana, coordenada pelas lideranças do continente, no sentido de afirmar as determinações favoráveis às condições capazes de estabelecer, em favor da América do Sul, nova correlação de forças nas trocas internacionais, já que o potencial econômico sul-americano atrai o interresse global ameaçado pela eutanásia do rentista em vigor nos países ricos. É o momento da virada da história em que os ricos se empobrecem e os pobres e emergentes dispõem da oportunidade de enriquecerem e traçarem uma nova divisão internacional do trabalho a partir da cooperação e não da imposição econômico financeira imperial. É hora da moeda sul-americana.

O que fazer com a montanha de quase 300 bilhões de dólares em mãos do Banco Central que está se desvalorizando hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo, em prejuízo da saúde econômico-financeira brasileira?

Não haveria que agir da mesma forma que a China reage diante do dólar desvalorizado, desovando-o no Brasil, para transformá-lo de ativo ruim em ativo bom?

Se o presidente Lula pegasse, suponhamos, metade dessas reservas, 150 bilhões, por exemplo, e aplicasse na infra-estrutura nacional, duplicando as estradas, de norte a sul e de leste a oeste, construindo portos e silos em todo o litoral brasileiro, para armazenar a produção, garantindo preço do dia, barato, para os que quiserem comprar, ao mesmo tempo que aumenta o rendimento do agronegócio e das explorações minerais etc, e mais, construisse metrô em todas as capitais brasileiras, para melhorar a qualidade de vida da população, em escala uniforme, ao mesmo tempo em que aumentasse de 13 milhões para 20 milhões a oferta de cartões de crédito do Programa Bolsa Família, para sustentar o consumo interno, capaz de bancar a demanda à produção, estaria ou não fazendo melhor negócio do que deixando esses dólares aplicados nos títulos americanos que não rendem um centavo, enquanto tem que pagar uma baba de juro para esse dinheirão ficar parado no cofre do BC?

Dinheiro das reservas para incrementar o desenvolvimento nacional representaria contribuição decisiva do Brasil para ajudar a economia global a sair do sufoco atual. As grandes potências econômicas e financeiras estão caminhando para se transformarem em médias potências econômicas financeiras. No rítmo em desaceleração em que vão, somente poderão retomar o fôlego dos velhos tempos não se sabe quando, dado o estresse do mercado interno delas, abalado pela bancorrota financeira.

A China, que compra os títulos americanos na baixa do juro zero, para manter Tio Sam em sobrevida financeira, jogando, ao mesmo tempo, os dólares acumulados na periferia do capitalismo, comprando ativos, a torto e a direito, bombando as moedas locais, desestabilizando-as e estimulando, consequentemente, a guerra cambial, que obriga todos a se voltarem para as práticas econômicas individualistas, deixando de lado o espírito cooperativo, à moda do velho mercantilismo, é a que está ganhando o jogo, mas até quando?

O líder da maioria democrata americana, Steny Hoyere, resistiu, até agora, ao discurso protecionista, no Congresso, para que haja um freio institucional dos Estados Unidos à moeda desvalorizada chinesa. Não conseguiu. Os congressistas, sob espírito nacionalista, temerosos de que a economia americana, impactada, negativamente, pela bancarrota financeira detonada pelo capitalismo predador imperial guerreiro de Tio Sam, vá para o buraco, reagiram. Temem que os Estados Unidos sejam ultrapassados, largamente, pelos chineses, detentores de moeda americana, ameaçada de transformar-se em papel podre, do qual buscam fugir, trocando-o por ativos valorizados nos emergentes. A China vai ficando poderosa utilizado moeda pobre para detonar guerra comercial, cujas consequências são enfraquecimento potencial da economia de Tio Sam.

O Brasil, que tem as matérias primas que faltam à China, que, portanto,  depende do Brasil para tocar suas manufaturas, está, com o montante de reservas cambiais em dólares caminhando para desvalorização total, diante do seu grande desafio histórico. Se ficar com essas reservas perdendo valor e criando problemas, gera instabilidade crescente: se aplicá-las na infra-estrutura nacional, em vez de jogá-las, para render nada, nos títulos americanos e outros europeus, dando uma de Jeremias, O Bom, personagem do Ziraldo, abre novo horizonte.

No momento, a equipe econômica ainda está sem um discurso concatenado para comandar a grande virada, porque o pensamento neoliberal, embora fracassado, dispõe de força suficiente para continuar escravizando as mentes ideológicas que estão aprisionadas ao diagnósticos segundo o qual a inflação brasileira decorre do excesso de demanda e não dos juros altos praticados pelo BC.

É esse raciocínio escravizante que sustenta o câmbio flutuante, as metas inflacionárias e o discurso favorável ao superavit primário, adequado aos interesses dos banqueiros,  responsável pela relativa paralisação das mentes oficiais diante da enxurrada de dólares que ameaça afogar a economia brasileira.

Enquanto os brasileiros passam necessidades, sobra dinheiro nos cofres do BC. Pode?

É hora de o presidente Lula, junto com seus colegas sul-americanos, convocar, emergencialmente, reunião da Unasul, para discutir a guerra monetária detonada pela China com os dólares americanos que desestabilizam as moedas no continente, para abrir espaço, urgente, à criação do Banco Sul Americano. Trata-se de lançar a moeda sul-americana, ancorada no potencial econômico sul-americano, do qual depende a manufatura global. O que seria da China sem as commodities sul-americanas, nesse instante? Não terá chegada a hora dos líderes da América do Sul encararem para valer seu destino histórico, dando a volta por cima, já que as potências econômicas estão em crise total? Ou vão continuar sendo pautados pelo discurso dos falidos?

Categoria: (Economia, Política)

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