09 jun
2010Política alavanca PIB e recomenda juro baixo para equilibrar consumo e investimento
Cesar Fonseca em 09/06/2010

ECONOMIA POLÍTICA COMANDA POLÍTICA ECONÔMICA PARA GARANTIR CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL E A CANDIDATURA DILMA. O crescimento não se faz por si mesmo, como se fosse moto-contínuo. Faz-se necessária a vontade de impulsioná-lo. E essa vontade é a política, que se exige de quem comanda o poder nos momentos dramáticos contra , geralmente, as posições que se conservam no tempo como se fossem verdades eternas. E cabe, nesse processo, uma dose muito grande de instintividade, misturada com a racionalidade. No auge da crise financeira internacional, se o presidente Lula tivesse que escutar as doses de informações dos bens pensantes que buscam a conservação do status quo, teria dançado. Os bancos, os grandes, que financiam a dívida pública, trocando papel do governo, cobrando juro alto, correram, na ocasião, do risco. Comportaram-se como gado, agindo em manada, com pura covardia, característica essencial dos banqueiros, como já dizia o ex-ministro, ex-senador , ex-deputado, ex-diplomata, Roberto Campos, em seu livro "Lanterna na poupa". Lula apelou à bancacrocia poderosa para ser seu parceiro na hora que dela precisou. A banca especulativa, que fatura os tubos nos juros que o Banco Central mantém elevados em nome do combate à inflação, que esconde a intenção maior de enriquecer o poder financeiro, no contexto da reprodução capitalista, depois que a produção e o consumo, por si mesmos, deixaram de realizar esse papel, no contexto do capitalismo, em que a lógica do capital produz crônica insuficiência de consujmo, como destaca Marx em "O Capital", fugiu, vergonhosamente, embora, agora, depois do vendaval tenta faturar com o sentimento popular, financiando a camisa da seleção brasileira, na África, como faz o Banco Itaú. Tornou-se necessário ao Estado lançar , politicamente, mão das suas agências financeiras na hora H. Quando fez isso, mediante decisão política capital, ficou comprovada a mentira do neoliberalismo segundo a qual o potencial econômico brasileiro não poderia gerar crescimento econômico superior a 3,5% sob pena de a inflação explodir. Ele, agora, está gerando crescimento de 2,7% no primeiro trimestre, 9% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, sinalizando PIB de até 10% esse ano, e o que acontece com a inflação? Está recuando relativamente, embora esteja na casa dos quase 6%, fora da meta de 4,5% fixada pelo Banco Central, como orientação dada pela bancocracia.

ECONOMIA POLÍTICA COMANDA POLÍTICA ECONÔMICA PARA GARANTIR CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL E A CANDIDATURA DILMA. O crescimento não se faz por si mesmo, como se fosse moto-contínuo. Faz-se necessária a vontade de impulsioná-lo. E essa vontade é a política, que se exige de quem comanda o poder nos momentos dramáticos contra , geralmente, as posições que se conservam no tempo como se fossem verdades eternas. E cabe, nesse processo, uma dose muito grande de instintividade, misturada com a racionalidade. No auge da crise financeira internacional, se o presidente Lula tivesse que escutar as doses de informações dos bens pensantes que buscam a conservação do status quo, teria dançado. Os bancos, os grandes, que financiam a dívida pública, trocando papel do governo, cobrando juro alto, correram, na ocasião, do risco. Comportaram-se como gado, agindo em manada, com pura covardia, característica essencial dos banqueiros, como já dizia o ex-ministro, ex-senador , ex-deputado, ex-diplomata, Roberto Campos, em seu livro "Lanterna na poupa". Lula apelou à bancacrocia poderosa para ser seu parceiro na hora que dela precisou. A banca especulativa, que fatura os tubos nos juros que o Banco Central mantém elevados em nome do combate à inflação, que esconde a intenção maior de enriquecer o poder financeiro, no contexto da reprodução capitalista, depois que a produção e o consumo, por si mesmos, deixaram de realizar esse papel, no contexto do capitalismo, em que a lógica do capital produz crônica insuficiência de consujmo, como destaca Marx em "O Capital", fugiu, vergonhosamente, embora, agora, depois do vendaval tenta faturar com o sentimento popular, financiando a camisa da seleção brasileira, na África, como faz o Banco Itaú. Tornou-se necessário ao Estado lançar , politicamente, mão das suas agências financeiras na hora H. Quando fez isso, mediante decisão política capital, ficou comprovada a mentira do neoliberalismo segundo a qual o potencial econômico brasileiro não poderia gerar crescimento econômico superior a 3,5% sob pena de a inflação explodir. Ele, agora, está gerando crescimento de 2,7% no primeiro trimestre, 9% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, sinalizando PIB de até 10% esse ano, e o que acontece com a inflação? Está recuando relativamente, embora esteja na casa dos quase 6%, fora da meta de 4,5% fixada pelo Banco Central, como orientação dada pela bancocracia.
Juro inviabiliza infra-estrutura

MONETÁRISMO NEOLIBERAL COM JUROS ALTOS NÃO GARANTE INVESTIMENTOS QUE DEMANDAM A INFRA-ESTRUTURA. As políticas fiscais que desoneraram a produção industrial e a valorização dos salários médios em geral combinaram consumo e investimento, mesmo que, nesse momento, em face da crise global, os financiamentos externos, que sempre foram as armas do investimento público-privado, estejam em baixa, já que os países ricos estão , na bancarrota, empobrecendo-se relativamente aos emergentes, onde as possibilidades de inversão capitalista prosperam. Mais de 4 milhões de hectares do território brasileiro já estão nas mãos dos investidores estrangeiros. Seguem eles o conselho do grande especulador americano, Warren Buffett, segundo o qual as oportunidades de ganhar dinheiro deixaram de existir na Europa e nos Estados Unidos. Se os fundos de investimentos desejarem dispor de rendas produzidas por valorizações acionárias, terão que investir nos emergentes, pois, afinal, a fonte de renda , antes existente para os especuladores com os títulos públicos dos países ricos, entrou em estresse total, dada a taxa de juro excessivamente baixa como arma para evitar a bancarrota financeira dos governos, excessivamente, endividados. As dívidas dos ricos que eram enormes ficaram ainda mais enormes depois que tiveram de socorrer os bancos. O que fazer agora? As autoridades econômicas do governo Obama estão pedindo pelamor de Deus aos governos que não enxuguem exageradamente seus gastos, como ficou evidente, na reunião dos presidentes de bancos centrais dos países do G-20, semana passada. Caso contrário, terão suas arrecadações em em queda, cujos consequências serão recessão e paralisação do comércio mundial. Assim, os governos endividados que se endividaram ainda mais para manter a demanda global funcionando mal e porcamente na crise, a fim de evitar o colapso, que ainda se mantém como ameaça, dançarão feio. O centro do problema está não nos países pequenos, mas nos grandes, como Inglaterra e Estados Unidos, onde pode dar o estouro maior, apesar da grande mídia disfarçar essa evidência. estão no mato sem cachorro. Se apertarem a política fiscal, o bicho pega; se soltar ela o bicho come.
Estruturalismo x Monetarismo

MONETÁRISMO NEOLIBERAL COM JUROS ALTOS NÃO GARANTE INVESTIMENTOS QUE DEMANDAM A INFRA-ESTRUTURA. As políticas fiscais que desoneraram a produção industrial e a valorização dos salários médios em geral combinaram consumo e investimento, mesmo que, nesse momento, em face da crise global, os financiamentos externos, que sempre foram as armas do investimento público-privado, estejam em baixa, já que os países ricos estão , na bancarrota, empobrecendo-se relativamente aos emergentes, onde as possibilidades de inversão capitalista prosperam. Mais de 4 milhões de hectares do território brasileiro já estão nas mãos dos investidores estrangeiros. Seguem eles o conselho do grande especulador americano, Warren Buffett, segundo o qual as oportunidades de ganhar dinheiro deixaram de existir na Europa e nos Estados Unidos. Se os fundos de investimentos desejarem dispor de rendas produzidas por valorizações acionárias, terão que investir nos emergentes, pois, afinal, a fonte de renda , antes existente para os especuladores com os títulos públicos dos países ricos, entrou em estresse total, dada a taxa de juro excessivamente baixa como arma para evitar a bancarrota financeira dos governos, excessivamente, endividados. As dívidas dos ricos que eram enormes ficaram ainda mais enormes depois que tiveram de socorrer os bancos. O que fazer agora? As autoridades econômicas do governo Obama estão pedindo pelamor de Deus aos governos que não enxuguem exageradamente seus gastos, como ficou evidente, na reunião dos presidentes de bancos centrais dos países do G-20, semana passada. Caso contrário, terão suas arrecadações em em queda, cujos consequências serão recessão e paralisação do comércio mundial. Assim, os governos endividados que se endividaram ainda mais para manter a demanda global funcionando mal e porcamente na crise, a fim de evitar o colapso, que ainda se mantém como ameaça, dançarão feio. O centro do problema está não nos países pequenos, mas nos grandes, como Inglaterra e Estados Unidos, onde pode dar o estouro maior, apesar da grande mídia disfarçar essa evidência. estão no mato sem cachorro. Se apertarem a política fiscal, o bicho pega; se soltar ela o bicho come.

NACIONALISMO ECONÔMICO MANTEGUEANO LEVA ECONOMIA PARA FRENTE E PARA O ALTO, ABRINDO ESPAÇO PARA DILMA. O fato é que a taxa de juros, para os países ricos, deixou de ser funcional, no sentido de enxugar a base monetária para evitar pressão inflacionária, já que se fizerem tal manobra estouram seus caixas, produzindo crise bancária global explosiva e mudanças políticas radicais. As greves na Europa começam a pipocar. Se elas se intensificarem, por força de políticias fiscais contracionistas, levam a economia americana e inglesa ao buraco e a uma instabilidade política sem precedentes. Os ricos estão quebrados, tentando fazer crer que são os mais pobres, na Europa, é que são o problema. Nesse ambiente, o PIB brasileiro, em 2010, bomba porque o presidente Lula colocou em prática a economia política, deixando de lado a orientação dos neoliberais que ditam a política econômica. Certamente, os gargalos de infra-estrutura existem, as estradas estão esburacadas, os portos sucateados, a produção tem dificuldade de escoar e o crédito caro ameaça de inadimplência os que se dependuram no crédito direto ao consumidor. A tarefa do Banco Central, agora, não deveria ser a de subir o juro para segurar a inflação, mas diminuir o custo do dinheiro para que os investimentos se realizem, na base da parceria público-privada, para superar tais gargalos, a fim de que o crescimento do PIB se mantenha sustentável. Dessa forma, combater-se-ia, mais eficazmente, as pressões inflacionárias. Juros mais altos, apenas, manterão os preços mais altos, pois, afinal, os empresários repassam aos preços os custos decorrentes do dinheiro mais caro. Não se trata, agora, de jogar contra a inflação, porque a inflação está sendo solução, enquanto o capitalismo está ameaçado de deflação. O importante , ao que parece, é manter a estabilidade do crescimento, alavancando investimentos públicos, que requerem o aumento da arrecadação tributária, somente possível , se o consumo mantiver relativamente elevado. Produção é consumo, consumo é produção, já dizia Marx. Os críticos estão tendo que calar a boca, pois estavam reclamando, demasiadamente, da falta de investimento, que se revelou potente, no contexto do avanço do PIB. Mas, isso aconteceu porque o consumo interno foi bombado, trazendo como consequência arrecadações crescentes que se traduzem em novos investimentos. Estes, no entanto, somente avançarão, se o Banco Central não cometer a loucura de inviabilizá-los, subindo o juro, como se o rompimento dos gargalos econômico-financeiros do país fossem o consumo elevado. Ora foi este que trouxe a alanvacagem dos investimentos. Se os juros sobem, agora, inibem, não apenas os investimentos, mas, igualmente, o consumo, encarecendo a vida dos que compram a crédito, interrompendo o avanço potencial da arrecadação. Evidentemente, aumentaria a instabilidade. Jogar os juros para cima, nesse instante, é, mais uma vez, fazer o jogo da bancocracia, que fugiu de sua responsabilidade na hora em que o país mais dela precisava. O próximo governo não poderá sustentar a estrutura da política monetária, que mantém os juros altos. Estaria, caso sejam mantidas as orientações monetárias ortodoxas, inviabilizando a sustentabilidade, que dependeria de mais invsestimentos, que não se realizam diante do custo elevado do dinheiro. Será preciso mais economia política do que política econômica para evitar que o PIB em alta se transforme em problema.

NACIONALISMO ECONÔMICO MANTEGUEANO LEVA ECONOMIA PARA FRENTE E PARA O ALTO, ABRINDO ESPAÇO PARA DILMA. O fato é que a taxa de juros, para os países ricos, deixou de ser funcional, no sentido de enxugar a base monetária para evitar pressão inflacionária, já que se fizerem tal manobra estouram seus caixas, produzindo crise bancária global explosiva e mudanças políticas radicais. As greves na Europa começam a pipocar. Se elas se intensificarem, por força de políticias fiscais contracionistas, levam a economia americana e inglesa ao buraco e a uma instabilidade política sem precedentes. Os ricos estão quebrados, tentando fazer crer que são os mais pobres, na Europa, é que são o problema. Nesse ambiente, o PIB brasileiro, em 2010, bomba porque o presidente Lula colocou em prática a economia política, deixando de lado a orientação dos neoliberais que ditam a política econômica. Certamente, os gargalos de infra-estrutura existem, as estradas estão esburacadas, os portos sucateados, a produção tem dificuldade de escoar e o crédito caro ameaça de inadimplência os que se dependuram no crédito direto ao consumidor. A tarefa do Banco Central, agora, não deveria ser a de subir o juro para segurar a inflação, mas diminuir o custo do dinheiro para que os investimentos se realizem, na base da parceria público-privada, para superar tais gargalos, a fim de que o crescimento do PIB se mantenha sustentável. Dessa forma, combater-se-ia, mais eficazmente, as pressões inflacionárias. Juros mais altos, apenas, manterão os preços mais altos, pois, afinal, os empresários repassam aos preços os custos decorrentes do dinheiro mais caro. Não se trata, agora, de jogar contra a inflação, porque a inflação está sendo solução, enquanto o capitalismo está ameaçado de deflação. O importante , ao que parece, é manter a estabilidade do crescimento, alavancando investimentos públicos, que requerem o aumento da arrecadação tributária, somente possível , se o consumo mantiver relativamente elevado. Produção é consumo, consumo é produção, já dizia Marx. Os críticos estão tendo que calar a boca, pois estavam reclamando, demasiadamente, da falta de investimento, que se revelou potente, no contexto do avanço do PIB. Mas, isso aconteceu porque o consumo interno foi bombado, trazendo como consequência arrecadações crescentes que se traduzem em novos investimentos. Estes, no entanto, somente avançarão, se o Banco Central não cometer a loucura de inviabilizá-los, subindo o juro, como se o rompimento dos gargalos econômico-financeiros do país fossem o consumo elevado. Ora foi este que trouxe a alanvacagem dos investimentos. Se os juros sobem, agora, inibem, não apenas os investimentos, mas, igualmente, o consumo, encarecendo a vida dos que compram a crédito, interrompendo o avanço potencial da arrecadação. Evidentemente, aumentaria a instabilidade. Jogar os juros para cima, nesse instante, é, mais uma vez, fazer o jogo da bancocracia, que fugiu de sua responsabilidade na hora em que o país mais dela precisava. O próximo governo não poderá sustentar a estrutura da política monetária, que mantém os juros altos. Estaria, caso sejam mantidas as orientações monetárias ortodoxas, inviabilizando a sustentabilidade, que dependeria de mais invsestimentos, que não se realizam diante do custo elevado do dinheiro. Será preciso mais economia política do que política econômica para evitar que o PIB em alta se transforme em problema.









