Crise mundial acelera privatização dilmista
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A direita está eufórica porque o Governo Dilma privatiza aeroportos.
Os ganhadores terão 20-25-30 anos para explorarem o negócio; ainda assim terão o governo como sócio deles em 49%. Se der…

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Tom: linguagem brasileira universal
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Forte ajuste fiscal detona rebelião policial
Aperto fiscal e rebelião policial no carnaval
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  Prioridade é pagar banqueiro
O PT corre sério risco de grande desgaste relativamente aos servidores públicos em todo o país em ano eleitoral. O cerco contra eles é total, nesse…

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O golpe a favor dos direitos humanos
Nacionalismo socialista nascido no quartel
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Crise capitalista destroi direitos humanos
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Capitalismo estatal mais perto do socialismo
Capitalismo estatal-social distancia do fali…
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Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
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Gestão neoliberal no capitalismo estatal
Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
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O Brasil engarrafado
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Não falta gente astuta neste mundo. A última de uns espertalhões americanos foi lançar uma “interessante” campanha publicitária para uma marca de pinga chamada Cabana Cachaça ($15). Bom, até aí…

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PIB brasileiro: gigante com pés de barro
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Estratégia lulista na terra santa

Cesar Fonseca em 13/03/2010

Israel vive o impasse de não poder ser sustentado mais pelos deficits americanos que proporcionaram até agora investimentos em produção bélica e espacial com a qual os judeus dominaram os árabes e mulçulmanos. Precisam da cooperação econômica alternativa, que o Brasil, nova potencia internacional, pode oferecer em forma de incremento dos investimentos produtivos em parceira Brasil-Israel-Palestina, na construção do Estado judaico e do Estado Palestino. O incremento das forças produtivas e das relações sociais capitalistas no contexto da relação soberana entre estados seria o jogo brasileiro bancado pela parceira Estado-Empresas privadas, fazendo o Brasil avançar na cena global

O presidente Lula pode ser nova representação de Oswaldo Aranha para trabalhar em favor da paz no Oriente Médio, ganhando repercussão global, por meio de receita brasileira que deu certo para enfrentar a crise capitalista, apostando na promoção simultânea do econômico e do social para tentar alcançar sustentabilidade econômica em meio ao capitalismo de guerra que perde fôlego nos déficits orçamentários dos países ricos.

Trata-se, do ponto de vista de Lula, de internacionalizar a economia brasileira, utilizando as potentes alavancas das empresas e bancos estatais brasileiros em parcerias com empresas privadas, nacionais e internacionais, para investir no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que prega disseminação de programas sociais para fortalecer os mercados internos, capazes de gerar arrecadação aos governos, possibilitando expansão dos investimentos públicos-privados.

Seria novo discurso geo-estratégico-econômico, alternativo ao que implemenaram na região as grandes potencias no pós-segunda guerra mundial, criando novo paradigma, dosado pela defesa da integração América do Sul-Oriente Médio.

As grandes potências, depois da guerra, retalharam o Oriente Médio e dividiram seus povos. Partilharam terra dos outros para colocá-los em permanente conflito, como foi o caso da Palestina, para assegurar o Estado de Israel, sem fixar, ao mesmo tempo, o Estado Palestino. A região não funciona como um saci-pererê.


Poder do medo


A abertura total do comércio entre Palestina e Israel, ambos em forma de estado soberano, abrindo-se às relações alfandegárias é a proposta brasileira de integração da América do Sul com o Oriente Médio, no instante em que as potências estrangeiras, baleadas pela crise global, não têm mais condições de bancar o clima de beligerância sustentado pelos gastos deficitários governamentais, oxigênio da corrida especulativa contra as moedas no ambiente de bancarrota financeira global.

Os imperialistas separaram os povos pelo medo. O medo, conforme destaca Emmanuel , filósofo espiritualista, é o irmão gêmeo do amor. Este expressa unidade do ser humano. UM são TODOS, TODOS são UM. O ser é o outro em si mesmo. Se se tem consciência e prática dessa realidade, não se é possível deixar dominar. Caso contrário, o medo impera, dando razão a Sartre de que o inferno são os outros. Ou seja, a humanidade é dividida pelos interesses que lucram com o predomínio do medo sobre o amor.

Como o ser humano ainda não está sintonizado nessa máxima, que o eleva a um patamar multimensional superior, tem-se que contentar, por enquanto, com a mínima, que é dada pelas relações econômicas sob o capitalismo, responsável por condenar os humanos ao eterno suplício de se conhecer e de se amar pelo comércio e pela guerra, simultaneamente.

Israel e Palestina ainda não se acertaram conforme a máxima da economia política estabelecida pelas relações entre estados nacionais. Os líderes dos dois povos se articulam no plano do medo e da guerra, sem o concurso da opção do comércio e da parceria, graças à geopolítica dominante nas cinco últimas décadas da civilização ocidental.


Discurso sul-americano



Getúlio e Oswaldo Aranha pregaram a relação total entre Estado Palestino e Estado Judaico como fator fundamental de integração entre os povos, a partir da qual seriam abertas possibilidades de participação do Brasil na expansão econômica da região. A bancarrota financeira internacional, que põe fim à continuidade da interferência imperial americana na região, devido aos elevados deficits orçamentários que ameaçam o dólar , cria novo ambiente capaz de vingar a pregação getulista-aranhista, conduzida, agora, por Lula-Amorim.

Lula não tem nada a ver com essa diplomacia da guerra que domina o Oriente Médio. Atuará conforme a diplomacia de Oswaldo Aranha e de Getúlio Vargas que defende o Estado de Israel e, simultaneamente, o Estado da Palestina, promovendo sua interação por intermédio das relações econômicas e financeiras, não por intermédio do incremento da economia  guerreira instalada em nome do livre comércio.

Os americanos e os ingleses, principalmente, armaram a tese, Israel, até os dentes. A tese produziu a antítese: os muçulmanos árabes se articularam para defenderem sua sobrevivência e utilizam a arma que dispõem, o petróleo e o terror político contra o terror bélico e espacial nuclear.

Trata-se de embate entre tese e antítese que ainda não vislumbrou a síntese por meio dos investimentos produtivos, simplesmente, porque os patrocinadores das divisões entre os dois povos apostaram na  eternização da divisão e não na construção da parceria. Dividir para reinar.

O Estado brasileiro, por meio dos seus instrumentos institucionais econômicos e financeiros, que tiraram o país do atoleiro durante a crise global, pode propor a alternativa: capital nacional, ancorado nas reservas petrolíferas do pré-sal, investimentos comuns palestinos-israelenses-brasileiros, tanto em Israel como na Palestina, para fortalecer o incremento econômico bilateral judeu-palestino, configurando interatividade Brasil-Palestina-Israel.

Não houve, desde a fundação de Israel, em 1947, por proposição brasileira, por intermédio do embaixador Oswaldo Aranha, na presidencia da ONU,  disposição dos investidores internacionais em atuarem nos territórios palestinos e judaicos. A produção, salvo a de produtos bélicos e espaciais, não prosperou em forma de integração econômica.

O Oriente Médio virou enclave contemporâneo onde o capitalismo global foi impedido de atuar movimentando as forças produtivas e as relações sociais. Uma linha Maginot separa os dois povos, tornando-os prisioneiros de um círculo de giz sem relações de trocas no ambiente de consolidação dos estados nacionais

O grande impasse, que de problema pode se transformar em solução, é o estresse deficitário total dos Estados Unidos. Perderam a capacidade de bancar dificitariamente o Estado de Israel.


C’est fini


Peron, nos anos da guerra fria, pregou o discurso sul-americano para o Oriente Médio como alternativa às radicalizações políticas. O líder argentino entendia dispor a América do Sul do fator de equilíbrio entre as forças radicalizadas para fazer valer uma diplomacia alternativa para além das ideologias guerreiras, capaz de dar novo comando a ordem internacional. O fim da divisão internacional do trabalho sob comando do dólar abre perspectivas previstas pela visão peronista em Bandung, Indonésia, 1955.

O crash de 2008 jogou por terra a divisão internacional do trabalho do pós-guerra, bancada pelo dólar e pela estratégia econômica americana de gerar déficit global para sustentar a demanda mundial, mantendo diferencial favorável de superávit financeiro frente aos déficits fiscais e comerciais.

A senhoriagem paga pelo mundo ao dólar emitido sem lastro durou do pós-guerra até à grande crise de 2008. C’est fini. Sem gás financeiro, o tesouro americano passa a correr perigo permanente de sofrer corrida especulativa contra a moeda. Warren Buffett, maior especulador americano, é o primeiro a alertar para essa possibilidade desastrosa.

As quebradeiras dos países emergentes europeus é apenas reflexo do problema maior cuja origem está em Washington, que estimulou a produção ininterrupta de derivativos dolarizados que se espalharam pela Europa, quebrando os bancos e os países em geral, todos deficitários, fragilizando totalmente o euro. Os bancos americanos emitiram os papéis que os bancos europeus espalharam convertendo-os em euros para dinamizar a união européia. O tombo está aí.

Por que os mais ricos da Europa estão querendo criar o fundo monetário europeu? Para não terem que cair nas garras do FMI. Não valerão as regras para todos? Quem acreditou nisso foram os governos ingênuos da Nova República neoliberal brasileira, depois da crise monetária dos anos de 1980, construída para salvar o dólar do precipício. Agora, o dólar pede água de novo, mas o fôlego de Tio Sam, para puxar a taxa de juro, como fez em 1979, de 5% para 17%, enxugando a praça global, acabou.


Fôlego guerreiro esgotado



"Hillary, vai lá e fala pru Bibi que não temos mais grana para bancar as agressões de Israel aos palestinos, a fim de criar ambiente de tensão geral entre nós e os muçulmanos. São os judeus, com essa teimosia de construir esses muros e assentamentos segregacionistas, que estão tentando fazer o Ahamadinejad de bode expiatório nessa jogada. Vai lá, bela, resolve essa parada! Com isso, ganhamos a próxima eleição com você como minha sucessora. Vai por mim. Deus salve a América."

Vale dizer, no hay mais plata potencialmente inflacionária para Israel na proporção em que se dava antes do crash de 2008. O presidente dos Estado Unidos, Barack Obama está tão na pimdaíba que promete cortar gastos com viagens internacionais, para ajudar a combater o déficit, que ameaça o dólar!

Sem dispor do dinheiro americano, como os judeus sustentarão a beligerância guerreira contra os palestinos?

Trata-se de buscar nova alternativa. Lula desembarca em Israel e na Palestina no momento do impasse.

Pode pintar solução proposta por Oswaldo Aranha, tendo o capital brasileiro, ancorado no petróleo, espaço para atuar na coordenação de investimentos que se traduziriam em construção das relações econômicas como salvaguardas para a sobrevivência dos dois povos.

Os jornais israelenses recebem o titular do Planalto como apóstolo do diálogo. O cacife lulista, naturalmente, é a capacidade brasileira de alavancar o econômico e o social em plena crise , evitando bancarrota econômica. A oposição torce o nariz.


Abertura de oportunidades



Celso Amorim, Talleyrand brasileiro, diplomata da burguesia nacional sob comando de presidente operário, abre espaço para o capital nacional no cenário global, enquanto a grande mídia tenta taxá-lo de ideológico e anti-pragmático. Getúlio Vargas tinha razão quando chamava os burgueses brasileiros de burros, em 1930. Tentava salvá-los da bancarrota de 29, queimando café, enquanto era atacado por eles. O vicio da dependencia externa deixou a burguesia nacional sem personalidade própria,incapaz de entender a lógica do capital impulsionada por um trabalhador com visão de estadista. Gigante da diplomacia nacional-global.

A parceria Estado-capital privado brasileiros entraria em cena no instante de debilidade máxima da capacidade do tesouro americano de atuar no Oriente Médio.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Binder, foi claro, em Israel, nessa semana.  Não dá mais para garantir a demanda guerreira judaica, que se torna irresistível diante da tentação do governo de Israel em ir em frente com a construção dos assentamentos em Jerusalém oriental, em franca atitude agressiva aos palestinos, incendiando o espírito de guerra entre os muçulmanos. O foco não é Ahamadinejad, mas Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense.

O lado agressor israelense está tão evidente que Hillary Clinton, na sexta feira, ligou para Bibi, dando basta à agressividade judaica. A Casa Branca sabe que teria imensas dificuldades de sustentar corrida contra o dólar.

Lula chega na Terra Santa em tal contexto dramático de pré-guerra. A estratégia lulista tenderia a ser a mesma de Peron, em 1955, na Conferência de Bandung, na Indonésia.

O discurso sul-americano, disse Peron, soará globalmente, como produto da eqüidistância entre as vozes ideologicamente radicalizadas.  O discurso da polarização levou à economia de guerra e ao crash de 2008.

Sem o fôlego fiscal americano, Israel murcharia. A alternativa seria o desenvolvimento econômico regional. O titular do Planalto, de burra cheia, chega com o discurso sul-americano, atrativo ao investidor internacional em escala máxima.

Categoria: (Cultura, Política)

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