O golpe a favor dos direitos humanos
Nacionalismo socialista nascido no quartel
13 horas atrás

O golpe militar que o então tenente coronel Hugo Chavez chefiou em 1992 contra o governo do presidente Carlos Andrez Peres, em nome do nacionalismo político e econômico, em oposição…

Nacionalismo socialista nascido no quartel
Crise capitalista destroi direitos humanos
Crise capitalista destroi direitos humanos
1 dia atrás

A grande mídia faz um cerco danado em relação ao direitos humanos em Cuba por dispor de presos de consciencia, mas não vê o comportamento dela em relação ao escandaloso…

Crise capitalista destroi direitos humanos
Capitalismo estatal mais perto do socialismo
Capitalismo estatal-social distancia do fali…
3 dias atrás

Não esta afastada a possibilidade de o capitalismo estatal-social petista pilotado pela presidenta Dilma Rousseff ganhar crescente competitividade em relação ao capitalismo chinês nos próximos anos. Por que? A vantagem…

Capitalismo estatal-social  distancia do fali…
Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
4 dias atrás

Pregando, abertamente, o fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, como restauração de verdadeira política de direitos humanos,  a presidenta Dilma Rousseff dá a largada para o capitalismo estatal…

Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
Gestão neoliberal no capitalismo estatal
Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
5 dias atrás

A determinação da presidenta Dilma Rousseff de realizar um governo eminentemente técnico, colocando para escanteio o governo político, que reflete as correlações de forças político-partidárias, capazes de sustentar a governabilidade…

Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
O Brasil engarrafado
O Brasil engarrafado pelos gringos
7 dias atrás

Não falta gente astuta neste mundo. A última de uns espertalhões americanos foi lançar uma “interessante” campanha publicitária para uma marca de pinga chamada Cabana Cachaça ($15). Bom, até aí…

O Brasil engarrafado pelos gringos
PIB brasileiro: gigante com pés de barro
PIB brasileiro: gigante com pés de barro
8 dias atrás

As históricas manipulações dos números têm feito com que a população se engane com o proclamado avanço da riqueza nacional, como se ela fosse amplamente democratizada e não abocanhada por…

PIB brasileiro: gigante com pés de barro
Colapso capitalista exige superação da economia de guerra pela economia da pazda economia de guerra exige economia da paz para superar capitalismo em crise total
Infarto do capitalismo exige superação da eco…
9 dias atrás

Implode o estado capitalista

O capitalismo está no banco dos réus em Davos e em Porto Alegre.
Destacam generalizadamente que chegou a hora de melhor distribuição da renda para que ocorra uma…

Infarto do capitalismo exige superação da eco…
Grande exemplo do Império para o mundo: dar calote nos bancos para reduzir dívida e crescer
Grande exemplo do Império para o mundo: dar c…
10 dias atrás

NOS ESTADOS UNIDOS, CACETE NOS BANCOS. Ben Bernamke, presidente do Banco Central dos Estados Unidos manda uma trolha bem grande para os aplicadores nos títulos do governo americano, ENTRE ELES…

Grande exemplo do Império para o mundo: dar c…
Terceira guerra mundial em marcha
Terceira guerra mundial em marcha
11 dias atrás

O oculto e o latente não conseguiram se disfarçar no discurso do presidente Barack Obama nessa terça feira 24, ou seja, a disposição do governo americano de barrar o avanço…

Terceira guerra mundial em marcha
PreviousNext

Sucessão entre inflação e colapso cambial

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 09-03-2010

A sucessão presidenc ial 2010 pode se dar debaixo do dilema para o qual o ministro Mario Henrique Simonsen sempre alertava quanto ao comportamento das economias na periferia capitalista dependentes de poupança externa cujas consequências sempre são variações bruscas entre a existência de pressões inflacionárias, de um lado, e perigo de bancarrota nos deficits de balanço de pagamento, de outro. Aquelas, dizia, aleijam; este mata. A política cambial em curso no BC sinaliza a morte enquanto combate a inflação.

A política cambial sobe no palco eleitoral, podendo, em vez de dividir, unir os candidatos em disputa, porque tende a entrar em cena a necessidade de optar entre o pior, a inflação, e o péssimo, o déficit em contas correntes do balanço de pagamentos, agravado pelo ambiente da crise global. O candidato do PSDB, possivelmente, o governador de São Paulo, José Serra, vê necessidade de interferir no câmbio. Dão mostras dessa disposição serrista os economistas ligados aos tucanos, como o ex-ministro Bresser Pereira, em longo artigo, no jornal O Estado de São Paulo, no domingo, e o ex-secretário de Fazenda, Yoshiaki Nakano, no Valor Econômico, nessa terça feira. Ambos antevêem crise de balanço de pagamento que produzirá fuga de capitais, ou seja, depreciação forçada da moeda nacional e conseqüente pressão inflacionária. Da mesma forma, a candidata governista, Dilma Rousseff, de acordo  analistas petistas, que comandam fundos de pensão estatais, destaca a necessidade de maior atenção ao câmbio, que, sob juros altos prenunciados pelo BC, como arma de combate às pressões inflacionárias, detonará maior depreciação do real, pior desempenho das exportações, maior pressão sobre a dívida pública interna e, por isso, maior perigo de corrida cambial em face do aumento do déficit em contas correntes. Candidatos à presidência, oposicionista, de um lado, e governista, de outro, caminham, contraditoriamente, para uma convergência em seus diagnósticos relativamente à política cambial executada pelo presidente do BC, ministro Henrique Meirelles. O câmbio pega fogo. Controla o bicho ou deixa o bicho solto, como está, tensionando o ambiente econômico?

A estratégia do Banco Central pode, portanto, levar o país à inflação incontrolável ao sinalizar aumento das taxas de juros nos próximos meses com argumento de que está, antecipadamente, combatendo pressões inflacionárias. O raciocínio é simples: mais juro alto, mais apreciação cambial, maior pressão salarial, maior redução das exportações, maior pressão sobre o emprego, maior necessidade de poupança externa, para complementar a interna, insuficiente, maior, consequentemente, o déficit com contas correntes, que levam os especuladores a jogarem contra a moeda a partir de determinado instante quando antevêem perigos, cujas conseqüência são fuga de capitais traduzida em desvalorização cambial com resultados conhecidos, ou seja, mais inflação. Jogo manjado. O discurso de que a poupança externa é necessária para complementar a interna produz, ao final, baque cambial, especialmente, na periferia capitalista onde se cumpre a pregação de Marx segundo a qual a dívida externa é instrumento de dominação internacional. Num primeiro momento, diz ele, dinamiza; num segundo, cria insuficiência crônica de demanda efetiva global, que exige novos empréstimos, que implicam em aumentos de juros, juros compostos, sangria financeira etc. História da América Latina em profusão.

Colapso do populismo cambial

Dilma e Serra desconfiam da política monetária do Banco Central, que valoriza o real, bloqueia as exportações, aumenta o desemprego, reduz a arrecadação e eleva a dívida pública interna, forçando deficits em contas correntes, que , no cenário de incerteza e medo global, pode, em algum instante, desatar corrida contra a moeda nacional, levando a economia à combinação mortífera de inflação com deficit em contas correntes, estrangulando as atividades produtivas. Ela como ele vêem criticamente a política cambial meirelliana

O quadro econômico, depois da crise de 2008, agravou-se pela decisão do BC de reduzir, tardiamente, a taxa de juros, a fim de evitar colapso financeiro. Dificultou a ação do governo no sentido de agir anticiclicamente, como forma de manter a economia funcionando. Agora, antecipadamente, o BC sinaliza juros altos em meio ao aumento do endividamento fiscal governamental como fruto da política anticíclica, agravada, por sua vez, pelo fechamento protecionista dos mercados, bem como do aumento da competição comercial em escalada incontrolável. O protecionismo brasileiro, elevando tarifas de bens duráveis sobre importações americanas, para combater protecionismo americano contra exportações brasileiras de algodão é o retrato da guerra comercial global em marcha.

Os juros mais altos anunciados, previamente, pelo BC, rendido às  pesquisas realizadas pelos bancos privados(Focus), criam tensões inflacionarias potenciais, enquanto mistifica que está, com eles, combatendo a inflação. Afinal, juros mais altos atraem, para o Brasil, os especuladores de todo o mundo para jogar no real, a fim de fugirem do juro negativo em vigor nos países capitalistas desenvolvidos, às portas de novas bancarrotas.

O conteúdo real, oculto e latente da política monetária do BC, no ambiente de crise internacional, potencialmente, explosiva, é inflacionário, enquanto, na aparência vende-se o discurso de combate à inflação. Nesse sentido, entra em colapso o populismo cambial que os governos FHC e Lula mantiveram até agora em meio a uma instabilidade global que explodiu em bancarrota global.

O foco da questão passa a ser a política cambial. O excesso de moeda na circulação global transforma-se em fator incontrolável pelos governos, mantido o discurso do câmbio flutuante segundo o qual os mercados se ajustam automaticamente. Papo de Papai Noel. O governo Lula, antes da crise, foi, fartamente, favorecido pelo mercado de capitais global, super-abastecido, até que, em setembro de 2008, a farra acabou.

Escolha de Sofia

Em polêmica aberta com o economista Affonso Celso Pastore, o ex-ministro Bresser Pereira considera a poupança externa, para complementar a interna, fator de sobrevalorização cambial que leva a deficit no balanço de pagamento, no contexto em que vigora câmbio flutuante. Não dá mais, segundo ele, para sustentar a ficção de que os ajustes cambiais são resolvidos pelo livre mercado. Conversa de papai noel.

Brincadeira. Essa é a visão sarcástica de Nakano para classificar a convicção do BC de que o câmbio brasileiro é flutuante e suficiente para conter as tensões do fluxo de capital impulsionado, fundamentalmente, pela especulação, no cenário global de excesso de circulação de moeda especulativa. Faz-se necessário o dirigismo cambial em tal ambiente no qual predomina a desregulamentação da movimentação financeira global.














Os governos capitalistas ricos, ameaçados de empobrecerem, reduziram os juros, fortemente, para evitar bancarrotas das dívidas públicas, que, dialeticamente, crescem no lugar da inflação, de forma keynesiana, desde metade do século passado, no contexto capitalista global. Os bancos abarrotados de derivativos tóxicos somente se salvaram até agora, graças ao socorro dos governos americano, europeus e japonês. O que inicialmente favoreceu o consumo interno, isto é, a oferta substancial de poupança externa, na fase de bonança internacional, que permitiu ao governo financiar seus déficits em contas correntes, ao mesmo tempo em que gerava superávits comerciais expressivos, numa praça global compradora, virou em seu oposto. A praça compradora consumista virou praça poupancista, enquanto os especuladores, diante dos juros negativos, na Europa e nos Estado Unidos, deslocaram-se mais fortemente para a periferia capitalista, a fim de tentarem salvação emergencial.

Com isso, sobrevalorizaram moedas capitalistas periféricas, bloqueando, com tal sobrevalorização, o comercio exterior, ao mesmo tempo em que engordaram as dívidas públicas internas, agravadas pelas políticas fiscais anticíclicas. Nesse ambiente, em que a economia brasileira revela fôlego de gigante, para manter o mercado interno aquecido, mas, também, para suportar – não se sabe até quando – desaquecidas as exportações, em decorrência da apreciação cambial, as contradições se elevam extraordinariamente.

A política monetária do BC vai se aproximando do dilema contra o qual o ex-ministro Mario Henrique Simonsen alertava, nos momentos de grandes tensões: de um lado, a inflação aleija; de outro, o balanço de pagamentos mata. Para não morrer, o câmbio terá que ser alvo de novas ações governamentais. Vão deixá-lo solto para matar o paciente ou controlá-lo para , apenas, aleijá-lo? Escolha de Sofia.