07 fev
2010Androginia eleitoral peemedebista
Categoria: (Cultura, Política) por Cesar Fonseca em 07-02-2010

- O partido aponta três rumos e dá margem para variada interpretação por parte dos concorrentes, pois pode apoiar a situação ou a oposição ou ainda dispor de candidatura própria. O PMDB não está com ninguém e está com todo o mundo. É a imagem do máximo oportunismo em plena campanha eleitoral. Puro macunaíma. A cara do Brasil.
A entrevista do presidente do PMDB, deputado Michel Temer, SP, ao jornal O Estado de São Paulo, nesse domingo, representa verdadeiro jogo de xadrez político-partidário-eleitoral. Abre espaço para mil e uma conjecturas. Configura caracterização do partido às mesmas qualidades conferidas ao famoso bom-bril. Ou seja, mil e uma utilidades. À repórter Christiane Samarco disse que o PMDB pode optar por três vertentes. Primeira, candidatura própria; segunda, aliança com o PT; terceira, com o PSDB. Não há horizonte definido para os peemedebistas. Donos do Congresso , da maioria dos governadores e das prefeituras do Brasil, detentor, por intermédio da Fundação Ulisses Guimarães, do maior número de afiliados, nos últimos dois anos, 200 mil novos inscritos, superando o PT, abaixo de 100 mil, no mesmo período, os peemedebistas entram na campanha eleitoral tipo partido filho de Hermes e Afrodite, possuidor dos dois órgãos reprodutores dos dois sexos, hermafrodita. Androginia partidária peemedebista. Desprendido, como são comumente os hermafroditas, Temer diz que não está nem aí para a candidatura à vice. Pode ser blefe, levando em consideração Freud, para quem as palavras servem para esconder o pensamento. Não se trata de vida ou morte, destacou, principalmente, sabendo que ele não é, como disse ao jornal Valor Econômico, político de sujar os sapatos para agregar valor ao candidato ou candidata que vier a apoiar. Apoio e traição estão no horizonte peemedebista. Ou seja, totalmente, inconfiável, se se dispõe a ir para um lado ou outro. Nesse sentido, desenha perfil que apresenta no plano federativo. No Norte e Nordeste, predomina os que desejam caminhar com Dilma; No Sul e Sudeste, os que pregam candidatura própria, e, em São Paulo, rasga-se o apoio ao PSDB. Como confiar em quem quer que seja? Fundamentalmente, Temer colocou o essencial: o programa partidário terá que ter o aval do PMDB, isto é, venha ele a engajar-se na campanha de Dilma, Serra ou optante pela candidatura própria, como pregam os representantes do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo. Estes se dizem engajados na candidatura nacionalista do governador do Paraná, Roberto Requião. Emerge nova personalidade, mais uma, que ainda não tinha sido revelada: não é o governo Lula que dispõe da força para pedir ao PMDB que escolha três candidatos, para que Dilma opte por qual aquele com que desejaria casar, marchando-se nupcialmente para as urnas. O PMDB , isto sim, marcharia, seja com qual candidato a vice for, desde que tenha sua assinatura no programa de governo. Aceitarão os petistas esta pré-condição saída da convenção peemedebista? O noticiário na grande mídia sobre a convenção foi medíocre. Não foram relatados inúmeros discursos de representantes peemebistas do país, de norte a sul e de leste a oeste, isto é, a expressão da disposição variada dentro do partido quanto a marcharem com candidatura própria. O jornalismo descarta a história que dá viço à vida. Há uma dignidade vilipendiada dentro do PMDB que teima em sobreviver. Alguém, na convenção, lembrou que foi e continua sendo o senador José Sarney o responsável por desvirtuar os caminhos originários do partido. Surgiu grito de guerra antigo: “A gente não esquece, Sarney é PDS”, ou seja, a velha Arena, o partido da ditadura, no qual o senador do Amapá-Maranhão militou.

Christiane Samarco, com o ministro Paulo Bernades, do Planejamento, extraiu a essência do PMDB, ao entrevistar Temer: partido que visa, unicamente, o poder, equilibrando-se como distribuidor das cartas nas diferentes conjunturas político-partidárias, visando forças governistas ou oposicionistas em permanente mutação, para que, ao final, disponha do comando as ações gerais da política nacional.
Velhos integrantes do PMDB, como antigos prefeitos, que se filiaram, ainda, quando da ditadura, disseram não se conformar com que a agremiação não disponha da seriedade e valentia necessárias capazes de disporem de candidato próprio. Não apenas o governador Roberto Requião disporia dessa prerrogativa, mas, até mesmo o presidente do partido, deputado Michel Temer foi estimulado a lutar nesse sentido, sendo ele o candidato. Diplomata de sapato lustroso. Por isso, o presidente da Câmara deixou as coisas no ar. Estará observando o movimento político até às convenções, aberto às mudanças do vento, se houverem. Pressionados, aqueles que não querem nem saber de candidatura própria, como o senador Romero Jucá, Roraima, destacaram que esse é o ideal político-partidário. Chegará a hora, destacou Jucá, da candidatura própria. Por enquanto, é comer pelas beiradas. Dessa vez, disse, o partido concorrerá, apoiando o governo, dispondo da vice-presidência; em 2014 chegaria a vez de pleitear, para valer, a presidência da República. Será? O fato objetivo, no entanto, é que o retrato peemedebista se desenrola nas águas do oportunismo, como deixa entrever a entrevista de Michel Temer. Certa, certíssima, é a disposição peemdebista de estar e continuar onde está, ou seja, no topo do poder. Seja com Dilma, seja com Serra, seja com candidatura própria, sua pretensão absoluta é comandar as rédeas, senão diretamente, certamente, de forma indireta, como ocorre no momento histórico, no contexto da coalizão governamental lulista. Temer deu a dica forte sobre como deverá desenrolar os acontecimentos até à convenção do partido que escolherá o candidato. Sobretudo, quis dizer: Dilma, não vem que não tem, impondo pré-condições. Poderá ir para um lado ou outro, dependendo do andar da carruagem. Sendo, essencialmente, hermafrodita, o PMDB quer é gozar, na condição de masculino ou feminino, no casamento político-partidário. Bissexualidade político-partidária-eleitoral total.

- O partido aponta três rumos e dá margem para variada interpretação por parte dos concorrentes, pois pode apoiar a situação ou a oposição ou ainda dispor de candidatura própria. O PMDB não está com ninguém e está com todo o mundo. É a imagem do máximo oportunismo em plena campanha eleitoral. Puro macunaíma. A cara do Brasil.

- O partido aponta três rumos e dá margem para variada interpretação por parte dos concorrentes, pois pode apoiar a situação ou a oposição ou ainda dispor de candidatura própria. O PMDB não está com ninguém e está com todo o mundo. É a imagem do máximo oportunismo em plena campanha eleitoral. Puro macunaíma. A cara do Brasil.
A entrevista do presidente do PMDB, deputado Michel Temer, SP, ao jornal O Estado de São Paulo, nesse domingo, representa verdadeiro jogo de xadrez político-partidário-eleitoral. Abre espaço para mil e uma conjecturas. Configura caracterização do partido às mesmas qualidades conferidas ao famoso bom-bril. Ou seja, mil e uma utilidades. À repórter Christiane Samarco disse que o PMDB pode optar por três vertentes. Primeira, candidatura própria; segunda, aliança com o PT; terceira, com o PSDB. Não há horizonte definido para os peemedebistas. Donos do Congresso , da maioria dos governadores e das prefeituras do Brasil, detentor, por intermédio da Fundação Ulisses Guimarães, do maior número de afiliados, nos últimos dois anos, 200 mil novos inscritos, superando o PT, abaixo de 100 mil, no mesmo período, os peemedebistas entram na campanha eleitoral tipo partido filho de Hermes e Afrodite, possuidor dos dois órgãos reprodutores dos dois sexos, hermafrodita. Androginia partidária peemedebista. Desprendido, como são comumente os hermafroditas, Temer diz que não está nem aí para a candidatura à vice. Pode ser blefe, levando em consideração Freud, para quem as palavras servem para esconder o pensamento. Não se trata de vida ou morte, destacou, principalmente, sabendo que ele não é, como disse ao jornal Valor Econômico, político de sujar os sapatos para agregar valor ao candidato ou candidata que vier a apoiar. Apoio e traição estão no horizonte peemedebista. Ou seja, totalmente, inconfiável, se se dispõe a ir para um lado ou outro. Nesse sentido, desenha perfil que apresenta no plano federativo. No Norte e Nordeste, predomina os que desejam caminhar com Dilma; No Sul e Sudeste, os que pregam candidatura própria, e, em São Paulo, rasga-se o apoio ao PSDB. Como confiar em quem quer que seja? Fundamentalmente, Temer colocou o essencial: o programa partidário terá que ter o aval do PMDB, isto é, venha ele a engajar-se na campanha de Dilma, Serra ou optante pela candidatura própria, como pregam os representantes do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo. Estes se dizem engajados na candidatura nacionalista do governador do Paraná, Roberto Requião. Emerge nova personalidade, mais uma, que ainda não tinha sido revelada: não é o governo Lula que dispõe da força para pedir ao PMDB que escolha três candidatos, para que Dilma opte por qual aquele com que desejaria casar, marchando-se nupcialmente para as urnas. O PMDB , isto sim, marcharia, seja com qual candidato a vice for, desde que tenha sua assinatura no programa de governo. Aceitarão os petistas esta pré-condição saída da convenção peemedebista? O noticiário na grande mídia sobre a convenção foi medíocre. Não foram relatados inúmeros discursos de representantes peemebistas do país, de norte a sul e de leste a oeste, isto é, a expressão da disposição variada dentro do partido quanto a marcharem com candidatura própria. O jornalismo descarta a história que dá viço à vida. Há uma dignidade vilipendiada dentro do PMDB que teima em sobreviver. Alguém, na convenção, lembrou que foi e continua sendo o senador José Sarney o responsável por desvirtuar os caminhos originários do partido. Surgiu grito de guerra antigo: “A gente não esquece, Sarney é PDS”, ou seja, a velha Arena, o partido da ditadura, no qual o senador do Amapá-Maranhão militou.

Christiane Samarco, com o ministro Paulo Bernades, do Planejamento, extraiu a essência do PMDB, ao entrevistar Temer: partido que visa, unicamente, o poder, equilibrando-se como distribuidor das cartas nas diferentes conjunturas político-partidárias, visando forças governistas ou oposicionistas em permanente mutação, para que, ao final, disponha do comando as ações gerais da política nacional.
Velhos integrantes do PMDB, como antigos prefeitos, que se filiaram, ainda, quando da ditadura, disseram não se conformar com que a agremiação não disponha da seriedade e valentia necessárias capazes de disporem de candidato próprio. Não apenas o governador Roberto Requião disporia dessa prerrogativa, mas, até mesmo o presidente do partido, deputado Michel Temer foi estimulado a lutar nesse sentido, sendo ele o candidato. Diplomata de sapato lustroso. Por isso, o presidente da Câmara deixou as coisas no ar. Estará observando o movimento político até às convenções, aberto às mudanças do vento, se houverem. Pressionados, aqueles que não querem nem saber de candidatura própria, como o senador Romero Jucá, Roraima, destacaram que esse é o ideal político-partidário. Chegará a hora, destacou Jucá, da candidatura própria. Por enquanto, é comer pelas beiradas. Dessa vez, disse, o partido concorrerá, apoiando o governo, dispondo da vice-presidência; em 2014 chegaria a vez de pleitear, para valer, a presidência da República. Será? O fato objetivo, no entanto, é que o retrato peemedebista se desenrola nas águas do oportunismo, como deixa entrever a entrevista de Michel Temer. Certa, certíssima, é a disposição peemdebista de estar e continuar onde está, ou seja, no topo do poder. Seja com Dilma, seja com Serra, seja com candidatura própria, sua pretensão absoluta é comandar as rédeas, senão diretamente, certamente, de forma indireta, como ocorre no momento histórico, no contexto da coalizão governamental lulista. Temer deu a dica forte sobre como deverá desenrolar os acontecimentos até à convenção do partido que escolherá o candidato. Sobretudo, quis dizer: Dilma, não vem que não tem, impondo pré-condições. Poderá ir para um lado ou outro, dependendo do andar da carruagem. Sendo, essencialmente, hermafrodita, o PMDB quer é gozar, na condição de masculino ou feminino, no casamento político-partidário. Bissexualidade político-partidária-eleitoral total.