Justiça vira voz do povo no DF

A justiça entrou em campo para evitar que a maracutaia dominasse totalmente dentro da Câmara Legislativa do DF, sob comando do governador, manobrando, escandalosamente, sua base política, a fim de levar a CPI da Codeplan ao forno, transformando-a em pizza. O TJDF atuou como a voz política da cidadania, no vácuo deixado pelas lideranças políticas , que, em vez de expressarem o sentimento popular, fazem cálculos políticos eleitorais, envergonhando geral.
A justiça entrou em campo para evitar que a maracutaia dominasse totalmente dentro da Câmara Legislativa do DF, sob comando do governador, manobrando, escandalosamente, sua base política, a fim de levar a CPI da Codeplan ao forno, transformando-a em pizza. O TJDF atuou como a voz política da cidadania, no vácuo deixado pelas lideranças políticas , que, em vez de expressarem o sentimento popular, fazem cálculos políticos eleitorais, envergonhando geral.

A vergonhosa presença no poder político do Distrito Federal do governador José Roberto Arruda, do vice Paulo Octávio e de sua base totalmente corrompida na Câmara Legislativa, atuando para manobrar, escandalosamente, a conjuntura política, bichada pela imundice, mexeu com os brios da justiça brasileira e fez o caldo entornar.

O juiz Vinícius Santos da Silva, da sétima Vara de Fazenda Pública, decidiu impedir que integrem a CPI da Codeplan os deputados distritais Aylton Gomes(PR), Benedito Domingos(PP), Benício Tavares(PMDB), Eurides Brito(PMDB), Júnior Brunelli(PSC), Leonardo Prudente(sem partido), Rogério Ulysses(PSB), Roney Nemer(PMDB) e os suplentes Berinaldo Pontes(PP) e Pedro do Ovo(PRP) – o time da penitenciária, comandado pelo técnico Arruda,  como destacou o leitor do site do Correioweb, Waldomiro Santos.

As pressões populares, que tiveram como resposta a violência policial do governador, fizeram efeito. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal(TJDF), acionado pelo Ministério Público do DF e Territórios(MPDFT), agiu para evitar que a CPI da Codeplan, que investigará a corrupção detonada pela Polícia Federal, na chamada Operação Caixa de Pandora, virasse pizza, quando já estava a caminho do forno, tudo armado pela quadrilha.

A justiça entrou no vácuo político deixado pela esquerda, e pela imprensa, que se nega às investigações mais aprofundadas. A oposição, em vez de convocar a sociedade a uma grande mobilização, omitiu-se, especialmente, por parte dos que são cotados a disputarem eleições em outubro. Os falsos líderes preferem, nesse instante, em que a comunidade se encontra enojada com os acontecimentos, fazer cálculos políticos. Mas, será que os oposicionistas estão com bola cheia para erguer bandeira ética e moral, à altura das exigências sociais, ou, igualmente, estão comprometidos por rabos presos, que os mantêm, relativamente, imóveis?

Corrupção total 

Fracasso completo de uma dupla que se mostrou bem abaixo das expectativas que neles depositou a opinião pública, agora, irada com os desmandos patrocinados pelos dois, jogando a capital na lama imunda da corrupção, tansformando o que tentaram vender como legal em total ilegalidade, mediante apoio de uma base política inteiramente corrompida pelo dinheiro do mensalão do DEM
Fracasso completo de uma dupla que se mostrou bem abaixo das expectativas que neles depositou a opinião pública, agora, irada com os desmandos patrocinados pelos dois, jogando a capital na lama imunda da corrupção, tansformando o que tentaram vender como legal em total ilegalidade, mediante apoio de uma base política inteiramente corrompida pelo dinheiro do mensalão do DEM

Do jeito que os oposicionistas se comportam, especialmente, deputados federais e senadores, dão-se ao desrespeito. Os principais líderes oposicionistas, como Rodrigo Rollemberg(PS), Geraldo Magela(PT), Cristovam Buarque(PDT), Agnelo Queiróz(PT) etc, não se dignaram ainda em formar frente ampla contra a corrupção que se alastrou de forma impressionante, configurando que a capital, às vésperas do seu quinquagésimo aniversário, encontra-se num mar de merda fedorenta, agredindo a sensibilidade pública com imundice sem tamanho.

Qual a leitura que a comunidade está fazendo, no momento em que ganha espaço como expressão da reação não os líderes que pontificam no Congresso, mas administradores das cidades do DF e grupos comunitários à revelia dos comandos políticos envergonhadamente omissos, substituídos em sua utilidade pela justiça?

“Tudo que é útil é verdadeiro. Se deixa de ser útil, deixa de ser  verdade” (Keynes). Qual a utilidade da oposição nesse momento, que corre atrás da ira da opinião pública sem poder alcançá-la? Da mesma forma, a imprensa, com os dois principais jornais, o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, correndo, escandalosamente, dos fatos, envergonham geral.

O utilitarismo, ideologia cínica que ancora as premissas morais do capitalismo, conforme conceituaram os ingleses, inexiste no DF, no que diz respeito ao comportamento dos políticos de oposição e da mídia. Deixam ser verdade por se expressarem em inutilidade como tradução da alma popular.

Em tal contexto de falta de vergonha de suas excelências, quem levanta a voz, agindo, politicamente, não é a oposição, mas a justiça. A ação cível pública determinada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios(MPDFT), plenamente, aceita pelo Tribunal de Justiça do DF(TJDF), representou o lance político mais importante do ano até agora. A política está sendo comandada pelo judiciário, para fazer frente ao perigo de o Legislativo jogar para debaixo do tapete o lixo moral que não cabe nas salas dos políticos, alarmando a vontade popular, temerosa de continuar sendo representada por ladrões.

Se fosse na China….

Leonardo Prudente e seus colegas corruptos precisam botar as mãos para o céu, agradecendo a democracia, pois se fossem políticos chineses, seriam executados com tiros na nuca, sem julgamento, dada a total falta de vergonha com que agiram, para enporcalhar a política brasiliense.
Leonardo Prudente e seus colegas corruptos precisam botar as mãos para o céu, agradecendo a democracia, pois se fossem políticos chineses, seriam executados com tiros na nuca, sem julgamento, dada a total falta de vergonha com que agiram, para enporcalhar a política brasiliense.

O MPDFT e o TJDF demonstraram muito mais sensibilidade política dos que os próprios (falsos) representantes do povo, que, na hora H, negam o sentimento popular, em nome de estratégias político eleitorais, esperando melhores oportunidades para darem seus respectivos lances. O problema é que podem ter perdido o momento certo, por terem deixado de agir no instante exato que a sociedade pede socorro moral e ético.

Diante desse grito, os falsos líderes correm. O PT, principalmente, se mostra inteiro. Depois do mensalão, adeus credibilidade moral. Não tem mais moral para falar mal do governador que  é a própria expressão do fracasso geral. O vice, que não pediu para sair do partido, o DEM,  como fez o governador, sob pressão, igualmente, fracassou, e entre a política, o ideal, e os negócios, o real, largou o barco. Demonstrou, claramente, que não estava devidamente qualificado para a tarefa, graças à falta de identificação com o espírito social. Nesse ambiente infestado de mau caratismo político geral, como fica a sucessão?

O DEM dançou. Arruda, fora; Paulo Octávio, fora. O PPS, do deputado Augusto Carvalho, que trocou seu reino, o mandato, por um prato de lentinha, tornando-se serviçal do governador, na corrupção da Secretaria de Saúde, fora.

O PT se mostra pelas metades. Agnelo Queiroz? Omisso; Magela?Omisso, só fala em orçamento, empenhando-se em transferir recursos para o tesouro do DF etc. Como se sabe que tudo que diz respeito à Comissão de Orçamento, deve ser colocado em condição de suspeita, dada a filosofia do toma-lá-dá-cá que a comanda, a posição do parlamentar petista torna-se tradução da omissão partidária, quando deveria estar aproveitando seu peso político, para pedir o impeachment do governador e do vice. 

O PMDB é o retrato da transfiguração. Seu líder principal, o deputado Tadeu Filipelli abandonou o ex-governador Roriz e pulou para o barco de Arruda, na expectativa de disputar cadeira no Senado. Dançou.

Joaquim Roriz? Descartado pelo PMDB, foi para o desconhecido PSC, mas sua sorte pode estar condenada. Encontra-se imobilizado, porque tem muita culpa no cartório. Foi responsável por colocar no seu governo o delator Durval Barbosa, a bomba atômica da corrupção, que deverá depor na próxima semana, comprometendo o ex-chefe. Ou não?

Bomba atômica

Durval Barbosa, no depoimento que fará na próxima semana, poderá jogar mais lenha na fogueira, porque sua motivação, para se salvar, é a de dizer a verdade, como premio para a delação premiada. Saiam de baixo os que estão com rabos presos, acossados pela justiça a abandonarem seus mandados, enquanto tentam resistir , inutilmente, por meios de manobras vergonhosas.
Durval Barbosa, no depoimento que fará na próxima semana, poderá jogar mais lenha na fogueira, porque sua motivação, para se salvar, é a de dizer a verdade, como premio para a delação premiada. Saiam de baixo os que estão com rabos presos, acossados pela justiça a abandonarem seus mandados, enquanto tentam resistir , inutilmente, por meios de manobras vergonhosas.

Diante da barreira da corrupção organizada pelos aliados do governador, tentando impedir o andamento da CPI, faltou imaginação ou coragem à oposição de ir às ruas.

Roriz não se pronunciou para não se queimar, dado o rabo imenso que disporia para queimar na fogueira.

Filipelli, desesperado, sem poder ficar com Arruda, nem pular para o barco de Roriz, tenta aliar-se ao PT, para formalizar, no DF, o perfil da coalisão no plano nacional. Dará certo? O PT andaria com quem andou com Arruda o tempo inteiro?

Todos estão com seus rabos devidamente presos.

O mensalão do DEM igualou-se ao mensalão do PT, de modo que , na campanha, pode pintar a briga do mensalão democrata contra o mensalão petista. Quem ganharia a parada aos olhas da opinião pública, farta com os mensalões e desgostosa da renuncia petista à pregação ética e moral?

O PT, ao subordinar-se aos financiamentos de campanha que cobram altos retornos aos eleitos em formas de favores que ferem, invariavelmente, a lei, igualou-se aos adversários.

O quadro político brasiliense é de vazio de candidaturas porque nem o governo que fracassou tem nome capaz de empolgar, por razões óbvias, nem a oposição, que se omite, consegue credenciar-se, sustentavelmente, diante da sociedade irada com a impunidade.

Se um juiz que entrar numa de ser candidato, em nome do interesse público, ou alguém que tenha suficientemente penetração popular , mesmo que não seja político, mas com descortínio que venda honestidade, podem emplacar, pois o vácuo moral e ético é total. 

Enquanto isso, o time da penitenciária começa a treinar para disputar  o campeonato da corrupção no campo de futebol da Papuda.