Falsa democracia lulista-arrudista

Categoria: (Cultura, Política) por Cesar Fonseca em 10-12-2009

Na falsa democracia brasileira quem vai às ruas para protestar contra a corrupção leva cacete dos falsos democratas que se dizem dispostos a extirpar as práticas corruptas com mero disfarce democrático enquanto mantêm prisioneiros do populismo a expressão real democrática que são os partidos capados pela prática anti-democrática da govenabilidade eternamente provisória.

Na falsa democracia brasileira quem vai às ruas para protestar contra a corrupção leva cacete dos falsos democratas que se dizem dispostos a extirpar as práticas corruptas com mero disfarce democrático enquanto mantêm prisioneiros do populismo a expressão real democrática que são os partidos capados pela prática anti-democrática da govenabilidade eternamente provisória.

O festival de cinismo político está no ar. No Dia Internacional de Repúdio à Corrupção, então, o negócio chegou ao auge. Em Brasília, tambor nacional-internacional, pancadaria da política em cima das reservas morais da nação, os estudantes, que combatem a corrupção nas ruas. No Tribunal Superior Eleitoral, pedido de desespero do governador Arruda, flagrado com a mão na massa de dinheiro sujo, prestes a ser expulso do seu partido o DEM, arma-se maracutaias. No Congresso, o PMDB, maior partido da aliança governamental, fantástico, foge da responsabilidade. Os peemedebistas, ao contrário dos democratas, descartaram discussão sobre a decisão partidária de abandonar o titular do poder no DF, logo eles, que estão, totalmente, sujos, não apenas na relação com o governo atual,  Arruda-Octávio, mas, igualmente, na com o anterior, do ex-governador Joaquim Roriz, ovo da serpente, no qual germinou Durval Barbosa, o detonador-geral das reputações. No PT, o deputado Ricardo Berzoini, com a lavanderia cheia de maracutaias, herdadas do mensalão, diz, incrível, na maior cara de pau, que a questão ética não fará praça na eleição presidencial. E o presidente Lula, gênio do disfarce, em meio às críticas gerais sobre a generalização da corrupção no país, que deixa o deputado Paulo Maluf, até, constrangido, destaca que enviará ao Congresso projeto de lei que torna crime hediondo a prática corruptora. Não tocou na causa, mas nos efeitos.

Onde estaria a causa? Justamente na forma de governar dos presidentes da Nova República, herdeiros da ditadura militar, rendidos às determinações dos banqueiros e do Consenso de Washington, depois da crise monetária dos anos de 1980, responsáveis por levarem os governantes neorepublicanos neoliberais a baixarem, a torto e a direito, medidas provisórias como alternativas-mor da governabilidade nacional corrupta. No momento em que a capital da República atrai as atenções nacionais e internacionais para a roubalheira patrocinada pelos políticos, estes fazem mera figuração. O lance lulista, ontem, é uma representação falsa. O titular do Planalto, como os peemedebistas, fugiu da responsabilidade de convocar o Congresso para atacar o foco principal da corrupção: o abastardamento dos partidos. Ao contrário, para desmoralizar, ainda mais, as agremiações partidárias, promete jogar no teatro do Congresso mais uma medida provisória, esta, agora, para dar solução, de cima para baixo, à questão dos aposentados. Há meses, eles discutem com os partidos a forma de evitar a destruição dessa categoria social sacrificada pelo Consenso de Washington em nome do diagnóstico do FMI segundo o qual a inflação, no Brasil, decorre do excesso de demanda. Ou seja, o povo consome demais, por isso tem que economizar em forma de redução dos seus salários. Os aposentados pagaram o pato.

 

 

 

"Precisamos fingir para nós mesmos que tudo que é útil é verdadeiro, se deixa de ser útil, deixa de ser verdade"(Keynes). A falsa democracia partidária de Lula e Arruda está manchadas pelo dinheiro que compra consciências e atrasa o processo político democrático nacional, tornando o Congresso, como está conformado, em mera desutilidade.

"Precisamos fingir para nós mesmos que tudo que é útil é verdadeiro, se deixa de ser útil, deixa de ser verdade"(Keynes). A falsa democracia partidária de Lula e Arruda está manchadas pelo dinheiro que compra consciências e atrasa o processo político democrático nacional, tornando o Congresso, como está conformado, em mera desutilidade.

Em vez de chamar os líderes políticos para fortalecer os partidos, a fim de ganharem confiança com os deserdados da política econômica neoliberal, o presidente promete solução populista de modo a sair como salvador da pátria, na base do individualismo. Deverá, como se articula, mandar mais uma medida provisória, a fim de solucionar, de cima para baixo, ao largo dos partidos, o arrocho salarial em cima dos velhinhos. Em vez de fortalecer as organizações partidárias, por meio das quais os antagonismos sociais permeariam em busca de seus destinos, o presidente, na prática, empenha-se em desmoralizar os partidos quanto mais fala que lutou pela reforma partidária. Faz o contrário do que fez a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que conseguiu aprovar, semana retrasada, no Congresso, reforma política cuja essência é o fortalecimento político dos partidos, ou seja, dos representantes da sociedade. Os candidatos escolhidos para disputar eleições – vereadores, prefeitos, deputados, senadores e presidentes – terão, desde já, na Argentina, que serem previamente escolhidos pelos FILIADOS E NÃO FILIADOS  antes das eleições gerais, de modo que a lista partidária não será dada pelo dedaço dos coronéis, de cima para baixo e por debaixo dos panos, como está sendo a escolha da  candidata do presidente, ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao largo do partido, mas pela própria comunidade organizada. Marco histórico da Argentina para melhorar os costumes políticos na América do Sul.

Ficou, aliás, comprovada, no caso argentino, a eficácia da derrota eleitoral como fator de avanço da democracia. Cristina perdera as eleições parlamentares em junho e antes que houvesse a renovação e posse do novo Congresso, aproveitou sua maioria no parlamento para revolucionar, democratiamente, o perfil  político portenho.  Teria agido dessa forma se tivesse obtido maioria? Ou seja, o presidente Lula haveria que perder as eleições em 2010, pelo menos no parlamento, para que, antes que a oposição assumisse, em nova legislatura, buscasse a renovação da cultura corrupção político-eleitoral nacional, em forma de reforma política avançada. Derrotar o governo no Congresso seria, assim, altamente positivo. SALVE A DERROTA DEMOCRÁTICA!

 

 

 

Escolhida no dedaço pelo presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, na campanha eleitoral 2010 que se inicia, é a expressão da própria falsa democracia brasileira, em que os partidos são meras figurações manipuladas pelo coronelismo político, ao qual o PT aderiu, principalmente, depois que se manchou no mensalão, igualando-se, anti-eticamente, aos demais partidos alvos de sua crítica. O crítico passa a ser criticado.

Escolhida no dedaço pelo presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, na campanha eleitoral 2010 que se inicia, é a expressão da própria falsa democracia brasileira, em que os partidos são meras figurações manipuladas pelo coronelismo político, ao qual o PT aderiu, principalmente, depois que se manchou no mensalão, igualando-se, anti-eticamente, aos demais partidos alvos de sua crítica. O crítico passa a ser criticado.

Praticamente, o titular do Planalto realiza mera representação falso democrática quando diz que está disposto a combater a corrupção, mas adota providências que promove a corrupção, quando enfraquece os partidos, tirando deles a responsabilidade de tocarem as questões fundamentais  , preferindo optar por medidas provisórias. Nesse sentido, a grande conquista que ele diz que irá deixar, vale dizer, a Consolidação das Leis Sociais(CLS), repetindo Getúlio Vargas, que promoveu a Consolidação das Leis do Trabalho(CLT), não seria grande, mas pequena conquista, irrisória. Afinal, os direitos fundamentais da cidadania já estão inscritos na Constituição de 1988. Muitos deles, inclusive, foram retirados pelas forças do capital, na Era FHC, como foi o caso do artigo 192, que fixava taxa de juro de 1% ao mês, 12% ao ano, detonado pelo Consenso de Washington, em nome do combate à inflação e da concentração da renda nacional, garantida, por sua vez, no artigo 166, parágrafo terceiro, ítem II, letra b, que proíbe contingenciamento dos recursos destinados ao pagamento dos juros da dívida, enquanto todos os demais setores da economia estão sujeitos a ter seus recursos orçamentários contingenciados. Nova República bancocrática neoliberal em ação sob determinação dos credores.

Agora, depois do sucesso dos programas sociais lulistas, que, indiscutivelmente, fortaleceram o mercado interno, a moeda e a  base industrial brasileira, que, antes, necessitava de desvalorizações cambiais, para exportar seus excedentes acumulados por falta de consumo interno, o presidente Lula entra numa de sair endeusado , na base do gesto getulista, de fixar a CSL, quando esse não é mais o essencial como fator de afirmação dos direitos de cidadania. Tratar-se-ia, sim, de algo acessório, chover no molhado, porque do principal ele foge, que seria lutar pela reafirmação do fortalecimento dos partidos políticos como expressão legítima da cidadania, por meio dos quais ela se realiza por si mesma, sem o populismo presidencial. Com a CLS, Lula, como Getúlio, quer eternizar-se como PAI DOS POBRES e não como LIBERTADOR DOS POBRES.  De que adianta a conquista da CLS, se quem realiza o avanço democrático em nome da sociedade, os partidos, continuarão manipulados por medidas provisórias falsamente democráticas? Lula, dessa forma, não vai para a história como patrocinador dos avanços políticos democráticos partidários, mas como enrolador populista que se dispõe a endeusar-se pessoalmente ao largo da afirmação dos partidos.

 

 

 

A falsidade democrática tucano é igual à sua congenere petista-peemdebista-democrata, todos farinha do mesmo saco, arredios ao avanço democratico dos partidos, fugindo das prévias eleitorais nos partidos para escolher fichas limpas capazes de disputarem a eleição com o aval tanto dos filiados como, igualmente, dos não-filiados, como acontece na reforma política aprovada na Argentia pelo governo de Cristina Kirchner.

A falsidade democrática tucano é igual à sua congenere petista-peemdebista-democrata, todos farinha do mesmo saco, arredios ao avanço democratico dos partidos, fugindo das prévias eleitorais nos partidos para escolher fichas limpas capazes de disputarem a eleição com o aval tanto dos filiados como, igualmente, dos não-filiados, como acontece na reforma política aprovada na Argentia pelo governo de Cristina Kirchner.

Os instrumentos verdadeiros da cidadania que, realmente, se implementados, detonariam a corrupção, não são acionados, para criar autênticos líderes políticos, escolhidos pela comunidade por intermédio dos partidos. Falsa democracia. Pouco resolve mandar ao Congresso projeto de lei tornando hedionda a prática da corrupção, se quem  votar essa lei for escolhido pela força do dinheiro do caixa dois eleitoral, potencializando os exemplos dos Arrudas, dos Paulo Octávios, dos Roriz, dos Sarneys, dos Lulas, que são escolhidos anti-democraticamente, no interior dos seus partidos, sem prévias eleitorais, pelos FILIADOS E NÃO FILIADOS, como passa a acontecer na Argentina, superando a prática populista partidária, para disputarem eleições.

A ministra Dilma Rousseff, governista, assim como os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, fazem figuração anti-democrática, pois não abrem o bico em favor de que sejam , eles mesmos, expressão da força partidária, para disputar os cargos que almejam, via escolhas prévias, nacionais e simultâneas. Serra e Aécio , por exemplo, fogem da disputa prévia dentro do PSDB. O governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB, defende a prévia eleitoral, mas, em vez de ser elogiado, é defenestrado pelos próprios peemedebistas. E o presidente Lula, que poderia ser o campeão da democracia brasileira, joga a história do PT no lixo, desdenhando as verdadeiras expressões populares petistas, como é o caso, por exemplo, do senador Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, o Obama brasileiro, e de outras expressões populares petistas, para apontar, no dedaço, a sua escolhida, ao largo da discussão e votação partidária, tudo de cima para baixo, na base do coronelismo populista anti-democrático.

A proposta lulista contra a corrupção é, evidentemente, uma falsa proposta. Por esse ângulo, Lula, Sarney, Temer, Arruda, Paulo Octávio, Roriz, José Serra, Aécio Neves se igualam no ambiente falso-democrático nacional. Farsa pura. Napoleão estava certo: os congressos burgueses são movidos pela grana. E os advogados são chamados para chancelar a  grande contradição burguesa, isto é, a construção da superestrutura jurídica que determina a igualdade jurídica como expressão da desigualdade social.