Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 3 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

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Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
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Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

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Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
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Multiplicador de empobrecimento nacional agita Congresso de olho na eleição presidencial

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 11-11-2009

O senador gaúcho, que está na vanguarda da defesa dos aposentados e pensionistas, provoca ira dos neoliberais dentro do governo , cuja preoucpação, ainda, sob reinado lulista, é pagar em dia os juros da dívida pública interna, que exigem sacrifícios crescentes dos que vivem de salários, em nome da governabilidade bancocrática

O senador gaúcho, que está na vanguarda da defesa dos aposentados e pensionistas, provoca ira dos neoliberais dentro do governo , cuja preoucpação, ainda, sob reinado lulista, é pagar em dia os juros da dívida pública interna, que exigem sacrifícios crescentes dos que vivem de salários, em nome da governabilidade bancocrática

O Congresso viverá nessa quarta feira 11 um dos dias mais  agitados politicamente dos últimos tempos. Está em pauta reivindicações sociais de grande repercussão. Os políticos estão de cabelo em pé, graças à disposição dos trabalhadores, que vão à luta por duas questões fundamentais. De um lado, os trabalhadores inativos; de outro, os ativos. Os primeiros querem eliminação do chamado FATOR PREVIDENCIÁRIO e vinculação da política de reajuste do salário mínimo para os trabalhadores aposentados, tanto para os que ganham o mínimo , como para os que percebem acima do mínimo, bem como recuperação de perdas acumuladas, desde 1993, quando começa a era neoliberal irracional, na Nova República. Já os indutriários e comerciantes pregam a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, polarizando com os empresários, que prevêem desempregos, se a medida for aprovada pelos congressistas.

Os trabahadores inativos que ganham mais de um salário mínimo querem o reajuste real de 63% dado aos que ganham apenas o mínimo no período de 2003 a 2008, retroativos a partir de 2006.  São 8,5 milhões de aposentados. Ao mesmo tempo, pregam, cada vez mais radicalmente, o fim do FATOR PREVIDENCIÁRIO, que, na prática, representa MULTIPLICADOR DE EMPOBRECIMENTO do trabalhador. Quem se aposentou com 20 salários mínimos há 10 anos, estaria ganhando , hoje, apenas, 5 salários mínimos. Os exemplos abundam nas declarações dos aposentados que lotam os corredores e salões do Congresso , nesses dias, realizando pressão insuportável sobre senadores e deputados, cada qual explicando suas situações singulares.

A grande estrela dos trabalhadores inativos, atualmente, é o senador Paulo Paim(PT-RS), que elaborou projetos de lei para atender as reivindicações deles. Governistas e oposicionistas estão sendo obrigados, para desespero do Palácio do Planalto, a marchar com Paim, todos de olho nos votos dos aposentados , 25 milhões, e de suas famílias, algo próximo de 80 milhões de pessoas, na eleição de 2010, que escolherá o novo ou a nova presidente, os governadores/ras e os e as novas parlamentares, nas Assembléias Legislativas e no Congresso. Ou seja, eleitorado que desequilibra qualquer eleição, para o bem e para o mal. 

 

Roubo descarado

Se o trabalhador economizou sua aposentadoria por um montante x e recebe, agora, x-1, tem que entrar no Supremo Tribunal Federal para recuperar aquilo que colocou e que está sendo surrupiado como forma de compensação pelo roubo executado em nome do ajuste macroeconômico bancocrático neorepublicano

Se o trabalhador economizou sua aposentadoria por um montante x e recebe, agora, x-1, tem que entrar no Supremo Tribunal Federal para recuperar aquilo que colocou e que está sendo surrupiado como forma de compensação pelo roubo executado em nome do ajuste macroeconômico bancocrático neorepublicano

Há uma corrente de parlamentares que já articula, inclusive, buscar o Supremo Tribunal Federal como instância última para proteger os trabalhadores inativos do roubo expresso no FATOR PREVIDENCIÁRIO. Seria o caso de pedir de volta o que os aposentados  pagaram a mais, em forma de recolhimento de aposentadoria, para compensar o que recebem a menos, graças à roubalheira descarada. 

Os governistas, como os deputados Cãndido Vaccarezza(PT-SP) , líder da bancada petista, e Henrique Fontana(PT-SP), líder do governo, na Câmara, estão sendo vaiados em plenário. Argumentam que o governo não tem como bancar o pagamento reivindicado , que alcançaria R$ 130 bilhões, colocando em risco a Previdência Social, cuja situação financeira piorou no último ano com queda no nível de atividade econômica, por conta da bancarrota financeira internacional.

Os oposicionistas contrargumentam que não seria difícil ao governo fazer com os aposentados o que está fazendo com a Petrobrás, capitalizando ela em títulos públicos, ancorados na reserva do pré-sal, na proporção de 5 bilhões de barris, que serão, futuramente, comercializados. Por que não sacar em favor dos aposentados, também, capitalizando-os como compensação do logro produzido pelo FATOR PREVIDENCIÁRIO e pela assimetria na concessão de reajuste real para os que se aposentaram com mais de um mínimo, garantindo, também, os pensionistas, cuja fatura será de R$ 6 bilhões/ano?

 

Capitalistas equivocados

Os capitalistas brasileiros resistem à redução da jornada de trabalho porque estão presos a um padrão de sobreacumulação de capital que impõe insuficiência geral de consumo global e que não percebe que menos horas trabalhadas representam maior renda disponível para o consumo que elevaria demanda para as indústrias. Estão longe da social democracia e perto da escravatura

Os capitalistas brasileiros resistem à redução da jornada de trabalho porque estão presos a um padrão de sobreacumulação de capital que impõe insuficiência geral de consumo global e que não percebe que menos horas trabalhadas representam maior renda disponível para o consumo que elevaria demanda para as indústrias. Estão longe da social democracia e perto da escravatura

Ao lado dos trabalhadores inativos, estarão, também, lotando os corredores do Congresso, ao longo dessa quarta feira, os trabalhadores ativos, da indústria e do comércio, para defenderem a redução de 4 horas na jornada de trabalho. Trata-se de briga histórica dentro do capitalismo.

Quanto mais horas de trabalho, menores são os salários, maiores as explorações, maior o desemprego estrutural, na estrutura produtiva e ocupacional do modelo de desenvolvimento econômico nacional, poupador de mão de obra e concentrador exponencial de renda, responsável por promover, historicamente, no Brasil,  elevada insuficiência relativa de consumo global.

No compasso do desenvolvimento científico e tecnológico aplicado às atividades produtivas, elevando, exponencialmente, a produtividade e a consequente taxa de lucro empresarial, o trabalhador não precisa mais de 40 horas para girar a taxa de lucro do empresário na escala atual. Com menos, até, 30 horas semanais, geraria valor suficiente para tal.

Se se trabalha, hoje, 44, acumula-se 14 horas de TRABALHO NÃO PAGO, como diria Marx, pelos empresários, embolsado em forma de mais valia. Ou seja, redução da jornada de trabalho não seria prejudicial à produtividade. Ocorreria o oposto: haveria aumento de salário real dos trabahadores, porque teriam menos salário roubado do capital. Vale dizer, elevaria a renda disponível para  consumo.

Beneficiaria o próprio capital, como compreendeu a social democracia européia, que assegura melhor padrão de vida aos trabalhadores, responsável, nesse momento, pela resistência da economia européia à bancarrota financeira. 

Os empresários, que não raciocinam do ponto de vista macro, mas micro, para inserir-se na realidade egoista em que se situam, se perdem no mecanicismo, em vez de seguir a dialética. Getúlio Vargas já dizia que os capitalistas brasileiros são burros. 

 

A malandragem de Marshall

O curto prazo marshalliano é uma tremenda malandragem dos economistas neoclássicos do século 19 em cima dos trabalhadores que persistiu no século 20 e prossegue no 21, tirando renda do trabalho em nome da acumulação capitalista, bombando especulação, que, agora, detona o capital na grande crise financeira global

O curto prazo marshalliano é uma tremenda malandragem dos economistas neoclássicos do século 19 em cima dos trabalhadores que persistiu no século 20 e prossegue no 21, tirando renda do trabalho em nome da acumulação capitalista, bombando especulação, que, agora, detona o capital na grande crise financeira global

O FATOR PREVIDENCIÁRIO, que inferniza a vida dos aposentados, por corresponder a  FATOR DE EMPOBRECIMENTO,  ao multiplicar para trás e não para frente o rendimento dos seus salários, significa uma variação a mais dos arranjos conceituais que os economistas desenvolveram para roubar o dinheiro do trabalhador. Guarda relação com as ideologias desenvolvidas pelo economistas neoclássicos, no século 19, com destaque para o mestre Alfred Marshall. Sua façanha foi a de adaptar a teoria dos rendimentos decrescentes de Ricardo, válida para a estrutura de produção agrícola, para a estrutura industrial, onde os rendimentos, dado o desenvolvimento tecnológico, são, fundamentalmente, crescentes. Ou seja, o contrário.

É incrível essa armadilha pregada contra os trabalhadores. Ricardo havia , com sua genialidade, conceituado que o aproveitamento das novas terras, menos férteis, implicava custos mais elevados para os proprietários. Por isso, quanto mais trabalhadores colocados para lavrarem as terras menos férteis, improdutivas,  acrescidas às férteis, produtivas, menores teriam que ser os salários, para compensar essa questão “natural”, “física”.

O arrocho salarial não seria fruto das relações conflitivas entre capital-trabalho, mas decorreria de lógica natural, física, que impõe lucros decrescentes por conta da utilização do solo improdutivo. O que fizeram os neoliberais? Transferiram essa lei, válida para a agricultura, para a indústria. Assim, quanto mais trabalhadores na indústria, assim como na agricultura, menor teriam que ser os salários no processo industrial, em obediência à lei ricardiana dos rendimentos decrescente.

Esse conceito, como explica muito bem Lauro Campos , em “A crise da ideologia keynesiana”(Campus, 1980),  foi trabalhado por Marshall no plano MICROECONÔMICO, no âmbito da empresa, individualizada, condicionada a um determinado MOMENTO DADO , em que vigorasse, de forma congelada, a técnica, o equipamento e a organização empresarial. Ou seja, trata-se de arranjo abstrato adequado ao plano MICROECONÔMICO sobre o qual aplicou a lei de Ricardo dos rendimentos decrescentes, sempre que os empresários empregassem mais gente na produção industrial.

 

Jogo do cinismo capitalista

Keynes inverteu o diagnóstico de Marx segundo o qual a insuficiência no capitalismo é de consumo e não de produção, para priorizar a multiplicação dos investimentos estatais com moeda inconversível, inflacionaria, dinamizando economia de guerra, cujos limites são os deficits públicos que estimulam corrida contra as moedas, jogando o sistema na anarquia deflacionária, exigindo o Estado como interventor salvacionista

Keynes inverteu o diagnóstico de Marx segundo o qual a insuficiência no capitalismo é de consumo e não de produção, para priorizar a multiplicação dos investimentos estatais com moeda inconversível, inflacionaria, dinamizando economia de guerra, cujos limites são os deficits públicos que estimulam corrida contra as moedas, jogando o sistema na anarquia deflacionária, exigindo o Estado como interventor salvacionista

Tal armação marshalliana não seria, por outro lado, adequada à MACROECONOMIA, onde as variações , no tempo e no espaço, sob impacto do desenvolvimento científico e tecnológico, obrigam as empresas a buscarem mais tecnologia, mais ciência, mais produção, para reduzirem custos e aumentarem competição lucrativa, caminhando para o monopolío e oligopólio. A lei de rendimentos decrescentes de Ricardo não caberia, então, na estrutura industrial que trabalha com rendimentos crescentes, alterando, ININTERRUPTAMENTE,   o equipamento, a técnica e a organização. Não há o congelamento de situação a priori dada. Tudo está em movimento, para frente e para o alto, como diria o governador Ademar de Barros.

No entanto, Keynes encaixa a lei de rendimentos decrescentes, formulada por Marshal, para o plano MICROECONÔMICO, no espaço MACROECONÔMICO. Tenta enfiar o MACRO no MICRO. Pé 54 em sapato 22. Inversão da realidade.

Nesse mundo artificial e economicamente invertido, quanto maior o volume de emprego, menores deveriam ser os salários. O genial economista inglês, liberal cínico, utilitarista, aplicou, no plano homogeneizado da produção, em que as categorias sociais são indiferenciadas, como se vivessem no exterior da realidade, sem conflitos antagônicos, a sua TEORIA INVERTIDA.

Mandou ver um FATOR PREVIDENCIÁRIO para arrochar os trabalhadores nas indústrias, como se eles trabalhassem na agricultura, nas terras menos férteis, enquanto ocorre o contrário, já que trabalham com máquinas que elevam constantemente a produtividade.

O capitalismo marshalliano de curto prazo foi estendido por Keynes para o longo prazo. Eterniza a exploração. Esses ardis maquiavélicos dos economistas clássicos e neoclássicos, armados com o concurso da econometria matemática, ciência, que, conforme Hegel, se desenvolve no exterior da realidade, não podendo, pois, determiná-la, se estendem por todo o século 19 e 20. O objetivo é um só: promover a acumulação capitalista global, arrochando salários. Roubo.

O capitalismo arma sua própria armadilha para nela cair: a insuficiência de consumo que leva o capital a descolar-se da produção para a especulação, implodindo nas bolhas. A crise atual é o retrato disso.

 

Controle bancário estatal total

A anarquia financeira que as bolhas especulativas capitalista provocam exige o controle do estado sobre a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, isto é, a quantidade da oferta de dinheiro na economia. Sem controle estatal sobre os bancos, a bancocracia leva a sociedade ao abismo total da especulação e do empobrecimento. Maior impulsionador do movimento socialista internacional, disse Lênin

A anarquia financeira que as bolhas especulativas capitalista provocam exige o controle do estado sobre a única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, isto é, a quantidade da oferta de dinheiro na economia. Sem controle estatal sobre os bancos, a bancocracia leva a sociedade ao abismo total da especulação e do empobrecimento. Maior impulsionador do movimento socialista internacional, disse Lênin

Brilhante editor e articulista econômico do Financial Times, Martin Wolff, assim como o economista brasileiro, Yoshiaki Nakano, rendem-se ao pensamento de Lênin de que o controle da mercadoria mais importante , sob sistema capitalista, precisa estar sob rigoroso controle do Estado, como fator fundamental de organização da sociedade

Brilhante editor e articulista econômico do Financial Times, Martin Wolff, assim como o economista brasileiro, Yoshiaki Nakano, rendem-se ao pensamento de Lênin de que o controle da mercadoria mais importante , sob sistema capitalista, precisa estar sob rigoroso controle do Estado, como fator fundamental de organização da sociedade

Como cantou a bola Lenin, as bolhas explodem de forma incontrolável, detonando os bancos, colocando-os sob regulação estatal necessária. A pregação leninista é, agora, absorvida, tranquilamente, pelos críticos dos neoliberais, como Martin Wolff. 

O FATOR PREVIDENCIÁRIO, em sua variações infinitas, desenvolvidas pela inteligência mecânica dos economistas,  representa, na verdade, fator de empobrecimento. 

 O MULTIPLICADOR DE IN- VESTIMENTO de Keynes corresponde o seu oposto, o MULTIPLICADOR DE ARROCHO SALARIAL, de  EMPOBRECIMENTO.

Ele considerou o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO de Kahn igual ao seu MULTIPLICADOR DE INVESTIMENTO. Rechaçou-o, no entanto, porque o primeiro, o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO implicaria o reconhecimento de que haveria redução da unidade real de salário na indústria quanto mais aumentasse o volume de ocupação, conforme a lógica do rendimento decrescente de Ricardo.

Como Keynes, espertíssimo, sabia que sua proposta de aquecimento da produção requereria o arrocho salarial, que deveria ser encoberto, ideologicamente, preferiu criar não o MULTIPLICADOR DE OCUPAÇÃO, mas o MULTIPLICADOR DE INVESTIMENTO, bombado po moeda inconversível, estatal, sem lastro, para gerar consumo estatal em NÃO-MERCADORIAS – produtos bélicos e espaciais, economia de guerra etc. Puxaria a demanda global não por meio da produção de MERCADORIAS, mas da de NÃO-MERCADORIAS – produtos bélicos e espaciais , enfim, economia de guerra – consumida pelo governo. A mágica de Keynes, portanto, é a de aumentar o consumo sem elevar a produção. O consumo estatal entra puxando o consumo privado que historicamente, no crash de 1929, dançou como fator reprodutor do capital. A inflação, “a unidade das soluções”(Keynes), teria que entrar em campo.

Quanto mais investimentos estais, maior volume de ocupação, maiores reduções de salários, sob a mágica fajuta de tentar colocar Ricardo a serviço de Marshal. Grande malandragem. 

Os neoliberais, na NOVA REPÚBLICA BRASILEIRA, obediente ao Consenso de Washington, a partir dos anos de 1980, em que os Estados Unidos, pressionados por seus déficits, subiram a taxa de juros e transferiram seus pepinos para a periferia capitalista, obrigando-a suportar mais arrochos salariais, seguiram os conselhos de Alfred Marshal, de forma mais realista que o rei. Buscaram matar os trabalhadores inativos com o FATOR PREVIDENCIÁRIO, para formar crescentes superavits primários.

O FATOR PREVIDENCIÁRIO , que aleija os aposentados, assim como a resistência dos empresários à redução da jornada, são movimentos da história econômica brasileira armada para reproduzir o capital às custas dos trabalhadores.

O Congresso que se cuide, se der passo errado em tempo de eleição.

Lula fortalece Dilma e Marina em Copenhague

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 10-11-2009

Copenhague será o palco em que Dilma e Marina estarão frente a frente em meio a uma expectativa geral do mundo relativamente à proposta brasileira, dada a responsabilidade do Brasil por dispor da floresta amazônica, pulmão do mundo, e de uma base industrial, cujo preço de sustentação é permanente agressão contra a natureza, por sustentar-se em cima da concentração da renda e da exclusão social

Copenhague será o palco em que Dilma e Marina estarão frente a frente em meio a uma expectativa geral do mundo relativamente à proposta brasileira, dada a responsabilidade do Brasil por dispor da floresta amazônica, pulmão do mundo, e de uma base industrial, cujo preço de sustentação é permanente agressão contra a natureza, por sustentar-se em cima da concentração da renda e da exclusão social

A posição de Lula em Compenhague o transforma em líder mundial que faz história: redução de 40% da oferta de CO2 na atmosfera e diminuição de 80% do desmatamento da floresta amazônica entre 2009 e 2020.  Isso, compatível com uma estratégia de desenvolvimento econômico, que contempla crescimento médio de 5% a 8% do PIB, nos próximos anos, patamar que contribui para elevação constante da taxa de emprego, enquanto mantém, no limite, equilíbrio tênue da relação economia-meio ambiente. Uma no cravo, outra na ferradura. Ou seja, trata-e de posição que incomoará relativamente o mundo econômico, mas ganhará aplauso global por contribuir, decisivamente, para a sustentabilidade ecológica terrestre. O titular do Planalto vai de encontro à senadorA Marina Silva(PV-AC), que pede garra, em proposta ambiental, mas com Dilma a tiracola, como candidata preferida para sucedê-lo em 2010.

O fato é que os países ricos, até o estouro da grande crise em outubro e 2008, estão dando vexame geral. Estados Unidos e Europa não avançam além de redução de 20% do gás de efeito estufa, que balança a estrutura básica que assegura a sobrevivência humana. Estão sob pressão das ONGs, para que cheguem até 30%. O Congresso americano não deliberou nada. Deixa Barack Obama falando sozinho discurso de sustentabilidade econômica global. Os europeus, igualmente, resistem a avanço ousado. O modelo de desenvolvimento econômico capitalista dispõe de capacidade instalada que acostumou a agredir ao meio ambiente, destituindo as reservas naturais para transformá-las em manufaturas cujos sub-produtos poluem o ar em escala relativamente controlável. Não há saída fácil.

Os emergentes, nos quais a economia global aposta, diante da situação em que os ricos se encontram falidos de joelhos diante do Estado protetor, em meio à bancarrota financeira, dão uma lição. Lula, com a responsabilidade da floresta amazônica sobre as costas, carregando pulmão do mundo, vai , com sua proposição, abalar geral. Propõe o dobro do que tentam fixar os países ricos. Aplausos são o que não faltarão. Tudo isso poderá render votos para Dilma ou para Marina, se a grande seringueira soltar o canto do Uirapuru.

 

Shakespeare na Dinamarca

A retórica ambiental radical de Minc atrai Lula para o palco internacional onde pode ser grande lider, capaz de levá-lo à presidência da ONU, enquanto as resistências políticas explodiriam no Congresso por parte das forças cujos interesses estariam contrariados pela ousadia ambiental carlosminquiana, politicamente, inrteressante ao titular do Planalto , no cenário do reinado shakespeareano da Dinamarca

A retórica ambiental radical de Minc atrai Lula para o palco internacional onde pode ser grande lider, capaz de levá-lo à presidência da ONU, enquanto as resistências políticas explodiriam no Congresso por parte das forças cujos interesses estariam contrariados pela ousadia ambiental carlosminquiana, politicamente, inrteressante ao titular do Planalto , no cenário do reinado shakespeareano da Dinamarca

Celso Minc, ministro do Meio Ambiente, joga no ataque. Sabe que o meio ambiente entrou na campanha eleitoral. Pode faturar o governo do Rio de Janeiro ou o senado federal. Provoca náuseas no agronegócio. A presidente da Confederação Nacional da Agricultura(CNA), senador Kátia Abreu(DEM-TO), considera, em artigo no Estado de São Paulo, nessa segunda,  maluquice a proposta de Minc , que pode emplacar em Copenhague. Ao mesmo tempo faz uma profissão de fé nas anistias aos agricultores como forma recorrente de o Estado conceder perdão a uma categoria social responsável por produzir alimentos e riqueza exportadora para o país. A ética do perdão à degradação ambiental em nome da produção de alimentos parece, no entanto, estar atingindo seus limites. A redução da emissão de CO2 em 40% e em 80% o desmatamento da floresta amazônica repreentaria freio ao avanço da exploração econômica do agronegócio na fronteira agrícola.

O agronegócio teria que intensificar a produtividade para manter sua lucratividade em área constante, menor, nos próximos anos. Acabaria a velha história da desvatação da natureza como carro-chefe da taxa de lucro do agricultor e do pecuarista. Os conceitos de produtividade deles teriam que mudar , conferindo ao capitalismo no campo  nova contabilidade de custos, produtividade e racionalidade, para sustentar o aumento da produção com margem de lucro adequada. Ou seja, investimentos maciços em tecnologia. Os limites territoriais não seriam mais vistos como durante a epópeia lançada por JK, para ampliar as fronteiras nacionais e abrir espaço à construção do mercado interno, com maior oferta de alimentos, evitando pressão inflacionária. 

Nesse sábado, o titular do Planalto e a ministra Dilma Rousseff, que vai representar o Brasil na conferência internacional – para não perder espaço para Marina, que estará lá como estrela de primeira grandeza entre os ambientalistas globais -  baterão o martelo na proposta brasileira. Está em jogo a campanha eleitoral em que o meio ambiente se transforma em motivo de mobilização popular. Afinal, os grandes centros urbanos estão cada vez mais sensíveis aos desastres ambientais, apresentados, diariamente, em escala crescente, pela Michele Loretto, no Bom Dia Brasil, com riqueza de detalhes. As discussões em Copenhague ganharão as manchetes e as consciências gerais. Se a proposta brasileira for chinfrim, Marina fatura. Se for ousada, Dilma ganha um tremendo fluxo de ar nos pulmões.

 

Serra consolida candidatura

Serra antecipou-se a Aécio relativamente a Copenhague, ganhando espaço ao sancionar lei do meio ambiente que rivalirza com a proposta do Planalto, consolidando ação proativa que favorece sua justa ambição de chegar à presidência da República em 2010, conferindo proposta ambiental compatível com o desenvolvimento paulista acelerado na linha lulista. Joga com Dilma , fazendo aparência de oposição

Serra antecipou-se a Aécio relativamente a Copenhague, ganhando espaço ao sancionar lei do meio ambiente que rivalirza com a proposta do Planalto, consolidando ação proativa que favorece sua justa ambição de chegar à presidência da República em 2010, conferindo proposta ambiental compatível com o desenvolvimento paulista acelerado na linha lulista. Joga com Dilma , fazendo aparência de oposição

O governador José Serra, de São Paulo, não deixou passar batido, como aconteceu com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.  O titular do Bandeiras saiu, igualmente, com a proposta, considerada pela sua equipe de meio ambiente ousada, enquanto Aécio Neves ficou na estação, depois de perder o trem. Serra joga no ataque, posicionando sobre o assunto, para o eleitorado paulista, sensível à questão ambiental. Vira exemplo para os demais governadores. Considera que sua proposta de redução de 20% das emissões de CO2 diz respeito a termos absolutos, enquanto a do ministro Carlos Minc corresponderia, apenas, a termos relativos, pois compreende, essencialmente, a uma desaceleração. Haveria diferença de qualidade entre uma desaceleração de emissão de 40% e uma redução absoluta de 20%. Comparativamente, o absoluto representaria maior significado prático que o relativo.

Lula, indisposto a discutir tecnicamente o assunto, como é do gosto do economista e matemático José Serra, que deseja politizar as proporções numéricas das propostas paulista, de um lado, e federal, de outro, joga o resultado final, não na matemática, mas na política. Inicialmente, o titular do Planalto fez gesto de compreensão em favor das pretensões do agronegócio. Recebeu cacetadas de Marina por todos os lados. Na ONU, posicionou-se, timidamente. Se salvou, na ocasião, porque o tema predominante não foi o meio ambiente, mas o golpe jurídico-militar em Honduras, dado por Michelleti e comandos do exército, destituindo Zelaya.

Resistiu o titular do Planalto, nos últimos dias, a uma meta numérica. Nem 20%, nem 30% , nem 40%. Destacou que esperará uma posição internacional, porque seria melhor uma negociação e a obtenção de um consenso. Não gostaria de ser percebido como alguém que está querendo impor uma meta para os outros. A luta política em torno de um consenso seria o resultado razoável e refletiria, consequentemente, as correlações de forças adequadas, unindo todos. Mas, a ministra Dilma Rousseff, em São Paulo, nessa segunda, no mesmo dia e hora em que José Serra sancionava em lei sua proposta ambiental, fazendo barulho, resolveu deixar de fazer segredo em torno do número do governo. Serão, disse, os 40%, podendo variar para mais, ou seja, 42%, ou para menos, 38%, tipo metas inflacionárias do BC, com intervalo para menos e para mais. Evitou que Marina Silva fizesse novas pressões. Segue, portanto, para Copenhague de bola cheia.

 

Jogo de cena necessário

Coutinho fixa investimentos compatível com crescimento econômico acelerado que compatibilizaria o presidente Lula mais com os interesses dos produtores e industriais do que com os dos ambientalistas, em meio a tentativa de conciliação de posições das classes antagônicas em Copenhague

Coutinho fixa investimentos compatível com crescimento econômico acelerado que compatibilizaria o presidente Lula mais com os interesses dos produtores e industriais do que com os dos ambientalistas, em meio a tentativa de conciliação de posições das classes antagônicas em Copenhague

Poderá rolar, também, jogo de cena, necessário, para formar as aparências, porque a essência do modelo de desenvolvimento econômico , poupador de mão de obra, concentrador de renda e ambienalmente incorreto, por ser, intrinsecamente, agressivo à natureza, implicará convivência contraditória do governo com os produtores e industriais, poderosos, no Congresso. A compatibilidade entre a proposta ambiental ousada e os interesses econômicos que ela contrariria, para sustentar crescimento variável de 6% a 8% do PIB, ao ano, representará avanços e recuos , isto é, uma gangorra permanente na relação das categorias sociais em confronto. O jogo radical de Carlos Minc é incompatível com crescimento acelerado destruidor da natureza que a estratégia de desenvolvimento em marcha, em ano eleitoral, prenuncia. Lula destaca que pisará no acelerador, de acordo com as projeções de investimentos, especialmente, da Petrobrás, na camada do pré-sal, e do BNDES.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, anuncia que terá mais R$ 100 bilhões para novos investimentos. Sob pressão do Banco Central, que teme pressão do consumo sobre a capacidade instalada, suscitando alta de preços, que levaria ao aumento dos juros, o BNDES quer emprestar ao máximo para as indústrias. Tal ação sinaliza elevação da oferta que afastaria suposta pressão de demanda a justificar aumento da selic pelo BC. Os grandes investimentos, ampliados pelo BNDES, estariam sendo compatíveis com o crescimento da produção e do consumo, configurando avanço de 6% a 8% do PIB. Tal expansão econômica corresponderia ao avanço do agronegócio sobre os espaços territoriais na fronteira agrícola, tensionando a relação do governo com os ambientalistas.

O Planalto vai preferir essa tensão com os ambientalistas do que com os eleitores, que, desempregados, por falta de investimentos na produção e no consumo, votariam na oposição, enforcando, eleitoralmente, Dilma Rousseff. Da mesma forma, as tensões com os ambientalistas poderão aumentar relativamente ao avanço da exploração de petróleo no mar, afetando o meio ambiente, em ritmo de crescimento econômico acelerado em ano eleitoral. Estão previstos investimentos de 100 bilhões de dólares em atividades exploratórias, isto é, atentados ao meio ambiente. Toda a cadeia produtiva do petróleo será ativada, gerando aumento da renda interna e, consequentemente, do consumo, em escala que coloca em marcha constante agressão à  natureza, incompatível com a sustentabilidade ambiental.

 

Tensões congressuais

A bela senadora e lider do agronegócio no Brasil, como presidente da CNA, posiciona-se pelo perdão permanente aos seus pares pelas áreas degradadas em nome da expansão da fronteira econômica e considera ousada demais a proposta de Lula-Minc, que, no entanto, compatibiliza-se com a defesa katiana de um PIB na casa dos 6% a 8%

A bela senadora e lider do agronegócio no Brasil, como presidente da CNA, posiciona-se pelo perdão permanente aos seus pares pelas áreas degradadas em nome da expansão da fronteira econômica e considera ousada demais a proposta de Lula-Minc, que, no entanto, compatibiliza-se com a defesa katiana de um PIB na casa dos 6% a 8%

No Congresso, evidentemente, ganhará espaço o discurso do desenvolvimento dos ruralistas e dos industriais que pregarão taxa de juro mais baixa, para alavancar os investimentos, quanto mais o governo precisar elevar a oferta de títulos públicos, na escala necessária capaz de bancar aceleração desenvolvimentista anti-ambiental. O boom de investimentos estará, certamente, relacionado, às expectativas abertas pelos eventos desenvolvimentistas da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Ambos elevarão a demanda efetiva global da economia brasileira, que, já, no estado de devastação financeira do dólar, nas esconomias americanas e européias, responsável pelo empoçamento geral do crédito no sistema financeiro falido, atrai ao Brasil grandes investidores internacionais em infra-estrutura.

As tensões cambiais, nesse período , estarão a mil, porque os dólares que não estão rendendo nada na taxa de juros negativa vigente nos países outrora ricos do G-7 tenderão a se deslocarem para a praça sul-americana, onde os investimentos previstos em infra-estrutura garantirão maior retorno do que as aplicações financeiras, especialmente, se forem cumpridas promessas de analistas de que vem aí mais estouros de bolhas financeiras. O dólar em desvalorização busca  encarnar-se em ativos reais nos países emergentes.

Enfim, trata de pressão monetária e cambial que poderá levar o governo brasileiro a permitir abertura de contas em dólar, internacionalizando a base monetária, cujas consequências poderão ser redução drástica da taxa de juros. Como o juro em dólar está negativo, quem vai tomar reais emprestados a juros altos? Talvez, por isso, o esperto ex-presidente do Banco Central, Armínio Fragas, esteja cantando a bola de que o juro vai ter que cair. Estaria se candidato a retornar ao cargo num eventual governo oposicionista, ou poderia ser, também, em governo governista de Dilma, já que tal previsão soa bem aos ouvidos de Dilma e de Lula? O perigo, evidentemente, como alerta o deputado Paulo Maluf, PPS-SP, é, em outro momento, o dólar e os juros subirem, deixando micos e quebradeiras para todo o lado. A economia capitalista, como destaca o empresário Lourival Dantas, é doida demais. Todo cuidado é pouco.

 

 

 

 

 

Estado arma exército terrorista do narcotráfico

Categoria: (Economia, Política) por Sebastião Gomes em 09-11-2009

 

O narcotráfico arregimenta seu exército junto aos jovens que não podem trabalhar no Brasil onde o Estatudo da Criança e do Adolescente vigora , mas não os protege dos bandidos e da marginalidade absoluta, configurando desperdício total de recursos públicos.

O narcotráfico arregimenta seu exército junto aos jovens que não podem trabalhar no Brasil onde o Estatudo da Criança e do Adolescente vigora , mas não os protege dos bandidos e da marginalidade absoluta, configurando desperdício total de recursos públicos.

O presidente Lula , em debate sobre saúde pública, semana passada, em Olinda, confessou que o Estado está perdendo a luta contra o exército do narcotráfico. Lamentável. De que é formado esse exército? Dos jovens de 14 a 18 que foram expulsos do trabalho, porque nessa idade, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não podem trabalhar. O espetáculo macabro desse jovens, apreendidos pelos policiais, lotando cadeias,  demonstra a formação básica do exército de terrotistas urbanos, arrebanhados pelo narcotráfico, que tem como aliado, internamente, a legislação social, e, externamente, a indústria armamentista internacional, expressão maior da economia de guerra, indispensável ao desenvolvimento do capitalismo, na sua fase mais evoluída, como demonstrou a história do século 20. Internamente, um dos principais responsáveis por tal escândalo nacional, que coloca a Rede Globo, diariamente, a cobrir os efeitos e não as causas do narcotráfico e a expansão da exclusão social no Brasil – e na América do Sul – é a própria legislação brasileira do menor. Ela tenta proteger, mas prejudica. O Estatuto da Criança e do Adolescente, essencialmente, vê o trabalho do menor como um mal, não como benefício essencial. Criou-se toda uma reação social contra o trabalho do menor. Mas, se o trabalho, como destaca Sócrates, é a escola da vida, desde a infância, por que ter medo dele, por que amaldiçoá-lo? Ignorância histórica. Vamos aos exemplos. 

Por que ter medo do trabalho?

 

Onde estariam , hoje, José Alencar, Lula e dona Mariza, se , desde cedo, crianças, não tivessem começado a trabalhar, para perceber que o trabalho é o gerador essencial de valor que se valoriza e que forma a personalidade, conferindo a ele auto-estima, segurança e confiança para enfrentar as dificuldades do dia a dia, na formação do caráter e da personalidade humana?
Onde estariam , hoje, José Alencar, Lula e dona Mariza, se , desde cedo, crianças, não tivessem começado a trabalhar, para perceber que o trabalho é o gerador essencial de valor que se valoriza e que forma a personalidade, conferindo a ele auto-estima, segurança e confiança para enfrentar as dificuldades do dia a dia, na formação do caráter e da personalidade humana?

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, a primeira dama do Brasil, Dona Mariza, e o vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, começaram  a vida trabalhando desde a mais tenra idade para ajudar seus pais. Onde chegaram? Por que Lula é considerado um dos grandes da pátria? Por que essa energia inquebrantável de Alencar, que abre a discussão sobre as causas do câncer e da necessidade de sua prevenção, no dia a dia dos lares brasileiros? Onde dona Mariza aprendeu a resolver os problemas difíceis enfrentados por sua família socialmente carente, que levaram-na a adquirir grande experiência e visão social? 

É preciso, em nome da salvação das crianças brasileiras, de parar com a hipocrisia. O trabalho não mata ninguém. O que mata é o narcotráfico, é a falta de atenção para as causas dos problemas, em vez de tapar sol com peneira. Dos 14 aos 18 anos, os jovens precisam aprender sua vocação. Onde isso acontece? Nas atividades produtivas, é claro. Por que  não aprender a ser padeiro, mestre de obras, barbeiro, lixeiro, cozinheiro, confeiteiro, mecânico de automóveis. Lee Iacooca, um dos maiores empresários americanos, diz que para entar em sua empresa o trabalhador tem que saber jogar-se debaixo do automóvel , sujar as mãos. Isso é pecado, é degradante?

Nesse periodo, dos 14 aos 18, a juventude, trabalhando, de acordo com seu potencial, aprende sua vocação. Dos 18 em diante, são outros quinhentos. O jovem e a jovem querem fazer sexo, ir às festas, comprar seus tênis novos, seu som, viajarem. Se tiver adquirido qualidades enquanto buscou sua formação vocacional, terá facilidade de encontrar trabalho e dispor do seu dinheiro, de buscar seu sonho, tornando-se empreendedor,  porque a prática o ensinou que o trabalho é gerador de valor e a pessoa é o seu próprio valor potencial.

Trabalho, vida, arte, amor

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Desde criança, no trabalho, aprende-se a agir de forma flexível, racional, atenta à realidade, que é dual, componto os aspectos positivos e negativos que se inteiragem dialeticamente para formar personalidades e caráteres fortes, necessários ao desenvolvimento da pátria
Desde criança, no trabalho, aprende-se a agir de forma flexível, racional, atenta à realidade, que é dual, componto os aspectos positivos e negativos que se inteiragem dialeticamente para formar personalidades e caráteres fortes, necessários ao desenvolvimento da pátria

Dos 14 aos 18, os jovens adquirem a consciência desse valor, cuja perfeição se apura ao longo da vida. Capital  é trabalho e experiência acumulados. No Brasil, esse aprendizado dos jovens não pode ser exercitado, porque toda a legislação tenta proteger e não promover o jovem. Sem esse início, não adquirem autoconfiança na fase em que inicia seu aprendizado. Como realizar os sonhos, que crescem depois dos 18 anos? Não aprendeu a trabalhar, consequante, não aprendeu a pensar. O pensamento é extensão do trabalho. Primeiro trabalho, depois pensamento. Não adquirem, por isso, a verdaeira liberdade que compõe do pensar, do falar e do fazer.  Tornam-se presas fáceis do narcotráfico. O Estatuto da Criança e do Adolescente, feito para país desenvolvido, como a Suíssa, protege a criança do trabalho, mas a entrega ao narcotráfico. Quando as mães gritam, desesperadamente, do lado de fora das cadeias e das febems, pelos seus filhos que estão lá dentro encarcerados, tendo o ensinamento básico do diabo, para comandar , a partir delas, as ações da guerra, o Ministério do Trabalho, que cuida da abstração e da hipocrisia, não chega até lá para ampará-las. Que legislação é essa que está destruindo as crianças por impedi-las de conquistar sua própria capacidade de se autoformar? Trata-se de uma legislação ilegal, absurda. 

Empresas-Oficinas-Escolas

Não há melhor escola técnica do que as empresas, e o governo não precisaria investir nada, apenas recolher o seguro contra acidentes dos jovens, que se encaminhariam para a vida, por meio de uma estrutura produtiva e ocupacional já instalada, orgulho da indústria nacional

Não há melhor escola técnica do que as empresas, e o governo não precisaria investir nada, apenas recolher o seguro contra acidentes dos jovens, que se encaminhariam para a vida, por meio de uma estrutura produtiva e ocupacional já instalada, orgulho da indústria nacional

Todos têm que começar a trabalhar bem cedo, para adquirir equilíbrio e despreendimento. Sócrates destaca que a criança já começa a trabalhar quando colocado em cima do lombo do cavalo para balançar de um lado a outro a fim de adquirir o necessário pensamento dialético dado pela flexibilidade de movimentos, natureza institintiva estimulada. A legislação brasileira do menor veria nesse ensinamento socratiano violência contra a criança. No país onde tudo está por fazer, para onde os capitais internacionais se deslocam, a fim de explorar suas potencialidades extraordinárias, se não forem os jovens preparados desde já, será necessário importar mão de obra. Haverá inflação de marginalizados sociais , mobilizados pelo narcotráfico, exército terrorista em escala incontrolável. Se a solução é o trabalho, o trabalho está nas empresas. São elas, como destacou José Alencar, no programa de Maria Beltrão, na TV Globo, frações do PIB, da riqueza nacional. Nelas estão o capital acumulado indispensável, isto é, o trabalho e a criação prática. São os instrumentos da aprendizagem. Como disse Machado de Assis, a repetição do trabalho é a base da aprendizagem.

Machado de Assis não teria alcançado a glória literária, no Brasil, hoje, se tivesse que obedecer as determinações do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibem os jovens de trabalhar e sequestram eles dos seus país, tornando-os impotentes para darem destinos aos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho

Machado de Assis não teria alcançado a glória literária, no Brasil, hoje, se tivesse que obedecer as determinações do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibem os jovens de trabalhar e sequestram eles dos seus país, tornando-os impotentes para darem destinos aos próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho

Se ele, que foi filho de escravos , que , ralando desde criança, tornou-se, graças ao desenvolvimento de uma vontade extraordinária, no maior escritor brasileiro, por que haveria de ser dada razão à lei brasileira do menor que busca protegê-lo do trabalho? Nas empresas, os jovens de 14 a 18 anos, têm que trabalhar quatro horas diárias, pagando, apenas, o seguro contra acidentes de trabalho. Não poderiam recolher, claro, aposentadoria. Aposentariam cedo demais e se transformariam, em vez de bônus, em ônus para o país, bombeando custo previdenciario absurdo. As empresas, para os jovens de 14 a 18 anos,  são as escolas práticas. Já estão montadas em todo o país. Não requer investimento público em infra-estrutura escolar. São elas as OFICINAS-ESCOLAS  profissionalizantes. Cada empresa é uma escola que pode dar trabalho aos jovens nessa faixa de idade. O governo não gastaria nada. Seriam as OFICINAS-ESCOLAS criadoras de sujeitos e não de objetos. Fundamental: o acesso às empresas deve ser feito pelos jovens acompanhados dos seus pais. São os país que devem ser responsáveis pela decisão de colocar seus filhos para trabalharem. Essa não é uma tarefa do Ministério do Trabalho. A lei do menor dá essa prioridade ao Ministério do Trabalho, ao mesmo tempo que SEQUESTRA o direito dos país sobre seus próprios filhos. Onde já se viu uma coisa dessa!

Estado totalitário

O Ministério do Trabalho, em relação aos jovens, está na contramão da história, ao impedir que os pais exerçam responsabilidades sobre os filhos, levando-os para trabalhar em OFICINAS-ESCOLAS, o perfil que as empresas precisam adquirir para contribuir com o Brasil, formando jovens, conferindo-lhes personalidade e destino para comandarem o Brasil de amanhã

O Ministério do Trabalho, em relação aos jovens, está na contramão da história, ao impedir que os pais exerçam responsabilidades sobre os filhos, levando-os para trabalhar em OFICINAS-ESCOLAS, o perfil que as empresas precisam adquirir para contribuir com o Brasil, formando jovens, conferindo-lhes personalidade e destino para comandarem o Brasil de amanhã

Vigora  o ESTADO TOTALITÁRIO, que deseja dar destino aos  filhos e filhas da nação, como se seus país fossem idiotas,  irresponsáveis, incapazes de decidirem pelo melhor para seus herdeiros e herdeiras. O direito dos país de encaminharem os jovens ao trabalho é DIREITO DE VIDA. Trata-se de reformular o direito em sua essência. Cabe perguntar: quem faz as leis no Brasil? São os juristas que  estão chegando por concurso público aos poderes executivo, legislativo e judiciário, filhos de quem sempre dispôs de recursos para pagar cursos profissionalizantes. Elaboram as leis sem conhecer o trabalho prático. Legislam para os coitadinhos da Ceilândia, de Samambaia, de Águas Lindas, dos morros das grandes cidades? Onde estes poderão dispor de condições para competir se não podem defender o DIREITO DE TRABALHAR , dado pelo pai e a mãe, impossibilitados de exercerem responsabilidade sobre seus próprios filhos, encaminhando-os ao trabalho?Lula, José de Alencar e dona Mariza não teriam vez no universo legal dos juristas de gabinete, que herdaram leis elitistas incoerentes , pois configuram igualdade jurídica correspondente a desigualdade social. Depois dos 18 anos, sem trabalho, sem confiança em si, sem preparo, mas disposto a consumir um tênis novo, um sonho de consumo qualquer etc, que farão os jovens senão irem à luta pela violência? Sem o desenvolvimento da sua natureza instintiva, da sua capacidade de formular objetivamente questões, que somente a prática do trabalho permite, os jovens se renderão às promessas dos traficantes de fazer dinheiro sem precisar dar duro na vida.

 

 

 

   

Grosseria inconsciente do falso elitismo

Categoria: (Cultura) por Cesar Fonseca em 08-11-2009

O filho de dona Canô sente mal diante dos toscos, dos analfabetos, do ser outro em si  mesmo, que revela o incômodo sartreano de que o inferno são os outros que precisam ser extirpados

O filho de dona Canô sente mal diante dos toscos, dos analfabetos, do ser outro em si mesmo, que revela o incômodo sartreano de que o inferno são os outros que precisam ser extirpados

Caetano Veloso, artista espetacular, projetou, freudianamente, sua essência – a grossura – sobre Lula , querendo colar ela nele, chamando o titular do Planalto de grosso, analfabeto, desmedido etc. Exagerou. Revelou consideração e ojeriza, amor e ódio pelo presidente, pois realçou o que considera o bem e o mal, inclusive, contrariou a insistência do repórter do Estadão sobre posições do artista, na tentativa buscar identificá-lo com os pregadores do estado mínimo, quando revelou horror a Margareth Thatcher e a Ronald Reagan, os conquistadores do Muro de Berlim, agora sob os escombros do capitalismo mergulhado em grande crise global. Qual a nova estética que essa pulsante derrocada capitalista, que fracassou em dar nova ordem sobre o socialismo soviético fracassado, abre ao espírito do poeta da tropicália? Não se soube. 

Freud saberia explicar a malaise que tomou conta do poeta da tropicália em cuidar da aparência para desviar da essência que revela o si mesmo, incômodo pulsante e latente

Freud saberia explicar a malaise que tomou conta do poeta da tropicália em cuidar da aparência para desviar da essência que revela o si mesmo, incômodo pulsante e latente

Preocupado em desopilar seu fígado em cima do presidente, perdeu a nobreza espiritual , para ler a confusão reinante. Situou-se como um ET, no exterior da realidade, algo a-histórico, fora do  lastro histórico social. Abstrato. Essência? Chato. Não teceu avaliações de conteúdo quanto à grossura presidencial. Ficou na aparência preguiçosa do incômodo produzido pela sonoridade do tom de voz – desafinado? – , solto, extrovertido, exagerado, do metalúrgico, que se tornou chefe de Estado em país da periferia capitalista sul-americana, historicamente, dependente da poupança externa, que a massacra. Marx destaca que a dívida externa é instrumento de dominação internacional. Com a dívida vem o ponto de vista e a cultura do emprestador de dinheiro, do comprador das artes, na prática do mecenato.

  

Incômodos sul-americanos

   

 

 

 

 

 

 

 

A estética nacionalista repugna os estômagos formados pelo liberalismo cínico que busca confundir igualdade jurídica com injuustiça social para criar a realidade invertida das consciências adulteradas

A estética nacionalista repugna os estômagos formados pelo liberalismo cínico que busca confundir igualdade jurídica com injuustiça social para criar a realidade invertida das consciências adulteradas

Quem, na periferia, tentar desarticular essa dominação, como foram e são os casos dos governantes de visão nacionalista, Getúlio, Peron, Cardenas, Evo Morales, Chavez, Lula, Cristina, Rafael Correa, Fidel, Alvarado etc, são taxados pelos beneficiários do mecenato de toscos, esteticamente, repugnantes. Um coleguinha, que acompanhou Lula, em Londres, durante seu primeiro mandato(2003-2006), se disse envergonhado diante da extroversão lulista, chamando os comandantes de estados europeus e americanos como camaradas de bate-papo, em coletiva. ”Falei, ontem, com o Blair”. “Pedi ao Bush”. “Comuniquei à Merkel”. “Conversei com o Sarkozy”. “Liguei pru Putin” etc. A intimidade expositiva do presidente na relação com os seus pares do primeiro mundo, sendo ele de terceiro mundo, cobriu de vergonha o ouvinte. Ego presidencial exacerbado? Sede de aparecer? Auto-afirmação além da conta?  Lula, na avaliação de Caetanto Veloso, não guarda seu lugar, invade os espaços, exacerba. Precisa ser chamada sua atenção pelos bons modos,  como diziam os senhores de escravos para aqueles pretos que não queriam obedecer as ordens sob coleiras no pescoço, ansiando pelo mundo de Zumbi dos Palmares. Fala pelos cotovelos. Incomoda , principalmente, os bons costumes adquiridos pela educação sofisticada da importação colonial, paga a juro alto, para esconder, por trás da farsa, sua própria brutalidade histórica. A verdade, como disse Trotski, é que os intelectuais, facilmente, comprados pelo dinheiro, não construiram, historicamente , na periferia do capitalismo, uma orientação honesta, capaz de constituir partidos políticos com os quais o pensamento evolucionista, libertador, revolucionário, se organizaria, mesclando e evoluindo no antagonismo de classe.

  

Nacionalistas analfabetos, toscos

   

 

 

 

 

 

 

 

Pensar sul-americana é expressar um primitivismo que repugna a sofisticação estética do capital que precisa dos seus porta-vozes para desacretidar e destruir a auto-estima da periferia capitalista, taxando-a de demodé

Pensar sul-americana é expressar um primitivismo que repugna a sofisticação estética do capital que precisa dos seus porta-vozes para desacretidar e destruir a auto-estima da periferia capitalista, taxando-a de demodé

A cooptação ideológica, principalmente, praticada  pelo liberalismo inglês, criador do espírito da propriedade privada, que estabelece a correlação segundo a qual a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, na tentativa de inverter a realidade, acaba fazendo a cabeça de pensadores e artistas honestos, convertendo-os em agentes sofisticados da cultura e dos modos importados. Cria-se, destaca Trotski, um gap entre o ideal e o real, para além do antagonismo de classe, deixando espaço para a emergência de lideranças extrovertidas, populares, populistas, que se lançam no vácuo das misérias políticas periféricas, subordinadas ao capital. O peronismo, o varguismo, como lembra Beto Almeida, é isso, a expressão da ausência dos partidos de esquerda, porque , na sua ânsia do ideal, condenam o real-nacional, como foi o caso do Partido Comunista Brasileiro, relativamente, a Getúlio. Essa impotência dos falsos intelectuais e artistas, decorrente da sua inadaptação ao nacional por ser internacional, na formação orgânico-dialética, subordina-os aos conceitos estéticos determinados pelo próprio capital, na evolução do seu processo de sobreacumulação,  ditando comportamentos, cujos resultados são lucros. Trata-se de organizar a divisão social combinada com o interesse da reprodução sobreacumulativa do capital, principalmente, no campo da cultura. Como a indústria cultural é transnacional, a visão nacional , reprodutora da cultura popular, incomoda as determinações do processo lucrativo cultural. As mentes mentem.  As rádios, as tevês, os comentaristas, todos precisam sintonizar-se com a estética dominante. No Governo Perón, transbordou-se a cultura popular; no de Getúlio, que tinha muita admiração pelo líder argentino, idém; os artistas iam ao Palácio. Gegê saia do serviço para ouvir Linda Batista nos cassinos. O que diziam os bens pensantes, os fernandos henriques cardosos, os caetanos velosos, a esquerda chic, sobre Gegê? Lacaio de Washington. O cara estava sendo bombardeado pelos jornais americanos, que orientam a linha editorial dos jornais sul-americanos da grande mídia, e a esquerda o considerava atrasado, ligado às raízes populares, abrindo espaço para o artista nacional.Vargas queria fazer da Rádio Nacional uma emissora internacional, com reprodução dos seus programas em todas as linguas. Queria internacionalizar o analfabetismo, os Lulas brasileiros com seus talentos. Chegou a ampliar pilotos em países do leste europeu. Almejava o que a tevê Globo está fazendo, isto é, ambientando o cenário internacional às suas novelas com conteúdo nacional, mas , diferentemente,  do que antevia Vargas, subordinado aos padrões estéticos de roliúde, como dizia Glauber Rocha. O grammy que Caetano Veloso ganhou é uma disseminação cultural multinacional global americana. Getúlio Vargas estava de olho nessas potencialidades culturais brasileiras, sabendo que a dominação cultural acompanha o desenvolvimento do capital. Queria, portanto, sob nacionalismo, globalizar a cultura brasileira. Afinal, não foi isso que Tio Sam fez com o cinema durante o século 20, ampliando o American way of life? O poder de roliúde não deixou  prosperar o sonho cultural nacionalista-getulista. Do mesmo jeito, Perón já prenunciava um esquema de comunicação sul-americano; em 1955, na conferência de Bandung, na Indonésia, pregou a TERCERA POSICION, equidistância, tanto do capitalismo como do comunismo, ficando longe da guerra fria, para pregar a construção do sul-americanismo.

  

Desintegrar para dominar 

  

 

 

 

 

 

 

 

A estética nacionalista precisa ser destruída pela orientação da estética construída pelo capital que busca o lucro e o consumismo para homogeneizar consciências destituídas de energia auto-confiante, evolucionista

A estética nacionalista precisa ser destruída pela orientação da estética construída pelo capital que busca o lucro e o consumismo para homogeneizar consciências destituídas de energia auto-confiante, evolucionista

A TELESUR, criada pelo presidente Hugo Chavez, da Venezuela, visa a universalização sul-americana da pregação peronista.  A cidade do cinema em Caracas, conforme relatou reportagem do caderno cultural do Valor Econômico, movimenta os artistas de toda a América do Sul. Energia cultural sul-americana em efervecencia total.  Busca-se a construção da estética artistico-ideológica continental, para além dos estúdios de roliúde, das informações da CNN, da pasteurização ideológico-consumista-grammymista, que amaciam o pensamento dos artistas desejosos de que sobre si se eternize o spotlight narcísico, individualista, elitista. Essa vertende do padrão cultural em desenvolvimento, que acompanha a mudança dos ventos políticos na América Latina, levanta a implicância dos conservadores, cuja ojeriza pelo nacionalismo cultural-econômico-político-social reproduz o padrão de desenvolvimento econômico dependente de poupança externa. FHC aprofundou os estudos sobre a raiz da dependencia da América Latina, mas se rendeu a essa dependência, arriando seu pensamento às determinações do capital para o comportamento das elites, subordinada a ele, no plano cultural, político, econômico e social. Henfil , certa vez, disse que deixou de confiar em FHC porque durante as campanhas pelas diretas já em 1984 o sociólogo marxista se recusava a pisar com seu sapato lustrado no barro das ruas das periferias para levar o recado da democracia. Elitista, falso democrata, FHC, identificador das raízes da dependência, desenvolveu ojeriza total aos politicamente resistentes à dependência, como são os casos de Lula, Peron. Veste, agora, uma toga udenista lacerdista, como destaca o sociólogo Emir Sader.  Caetano Velosso vai nessa linha, no plano político, sentido mal estar na extroversão política de um herdeiro da escravatura, feito metalúrgico, no regime do trabalho assalariado, feito presidente. Nem Caetano nem FHC se mostram à altura da sua inteligência para evoluir do plano da aparência, em relação a Lula, para o plano da essência.

  

Aparência e essência

  

 

 

 

 

 

A estética do capital é o poder da moeda do rico sobre o pobre para estabelecer a verdade ditada de fora para dentro pelo capital cuja lógica é a sobreacumulação e subsersão cultural total

A estética do capital é o poder da moeda do rico sobre o pobre para estabelecer a verdade ditada de fora para dentro pelo capital cuja lógica é a sobreacumulação e subsersão cultural total

Aparentemente, Lula é isso aí: tosco, analfabeto, repugnante, como , igualmente, tosco, repugnante é Hugo Chavez, esse crioulo cafuzo beiçudo, cabelo enrolado, como destacou, outro dia, um colunista da Veja etc. Estridentes, falam demais. Essencialmente, no entanto, Lula como Chavez tentam, a duras penas, reverter uma situação histórica brutal para os povos da periferia capitalista. Principalmente, a partir do final do século 19, os capitalistas europeus decidiram intensificar a exploração sobre as colônias, para que pudessem distribuir melhor a renda entre os trabalhadores europeus que estavam adquirindo forte consciência política. Durante todo o século 20, o Brasil foi fornecedor de mais valia para o trabalhador americano , enviando matérias primas baratas, revertidas em produtos manufaturados, vendidos ao câmbio favorecido, na periferia. Keynes, em Bretton Woods, em 1944, disse ao repórter do Jornal do Brasil e economista do Banco do Brasil, Santiago Fernandes, que a periferia era explorada pelo capitalismo cêntrico por intermédio do câmbio… e das artes, da cultura. A moeda do país rico cobra senhoriagem sobre a do país pobre. Resistir a essa tendência imposta pelo capital, ao longo de todo o século  20, por parte de governos nacionalistas, mereceu o mais eficaz dos remédios, a compra da consciência dos intelectuais , que operam na grande mídia, para desmerecer a posição da resistência nacionalista, inviabilizando a sua materialização por intermédio de partidos fortes e correntes artísticas fortes e determinadas. O vácuo é isso aí, os populistas, identificados com a massa, perigo para a elite que considera tal identificação analfabetismo congênito. A arma dos sofisticados é a tentativa perene de desacreditar do próprio potencial nacional, colocando em cena mitologias estéticas importadas. Acaba-se com o mito do Saci, para que predomine o do halloween. De que modo? Dizendo, por exemplo, que o Saci fede, porque vive no mato etc. Como o padrão roliudiano é o da limpeza aparente para esconder a essência suja da economia de guerra que sustenta o capitalismo, o padrão lulista , analfabeto, tosco, sujo, anti-estético é politicamente incorreto. Substantivamente, Lula e Chavez revertem, com suas políticas nacionalistas, anti-estéticas, perante o pensamento neoliberal, que prega a lipoaspiração total do Estado, a condição subordinativa da periferia. Causam horror quando resolvem marchar como representante de categoria social historicamente excluída do padrão elitista de desenvolvimento, bancado pela dívida externa. Permitem com seu nacionalismo que os excluídos consumam. O capitalismo depende do consumo, mas, na periferia, contraditoriamente, o aumento do consumo das massas, que fortalece o mercado interno, energiza a moeda nacional, diminui a inflação e infla a auto-estima popular, incomoda as elites. O aumento do poder de compra, pela opção governamental em favor da valorização dos salários, eleva a demanda da indústria dos ricos, mas contraria os bem pensantes. Chegam à mesa deles outros modos, outra estética, rústica, de um pessoal analfabeto, que não sabe falar, que não se enxerga…. O baiano, filho de dona Canô, se sente mal…. Solta o inconsciente, grosso, se traindo, conferindo a verdade de Freud de que as palavras servem para esconder o pensamento. 

 

  

 

 

     

Tabinha, Mestre Taba

Categoria: (Cultura) por Celso Silva Fonseca em 07-11-2009

Nas noites delirantes no Joquéi Clube, Tabinha, Mestre Taba, ensaiava, ao som da Orquestra Pé de Pato, passos de dança, para ter, como dizia ele, melhor domínio de bola, a fim de dar passes em profundidade , às vezes, a si mesmo, quando não via correspondência entre seus companheiros, de modo a acompanhar sua mente ágil, como a trajetória da bola, cujo destino era sempre, com sua bomba de direita, o de furar as redes, deixando no ar o mistério de ter sido ou não gol o lance genial. Isso, fora as faltas, que eram fatais, especialmente, as cobradas na perpendicular.

Nas noites delirantes no Joquéi Clube, Tabinha, Mestre Taba, ensaiava, ao som da Orquestra Pé de Pato, passos de dança, para ter, como dizia ele, melhor domínio de bola, a fim de dar passes em profundidade , às vezes, a si mesmo, quando não via correspondência entre seus companheiros, de modo a acompanhar sua mente ágil, como a trajetória da bola, cujo destino era sempre, com sua bomba de direita, o de furar as redes, deixando no ar o mistério de ter sido ou não gol o lance genial. Isso, fora as faltas, que eram fatais, especialmente, as cobradas na perpendicular.

 

Por acaso, nada além disso, lembro-me de outras coisinhas do mestre Taba.

Isso mesmo, Tabinha era mestre, mestre disso e daquilo, mestre bem dosado – lembram-se de dona Rigoleta, ali na rua da Capelinha, pelas bandas de sô João Pó?, pois é; dona Rigoleta também era mestra das mais bem dosadas, passou muita gente boa e outras nem tanto no exame de admissão, aquele perverso exame que deixava os futuros sábios com aflição de analfabeto.

Pois bem, na primavera de 1964, houve uma partida decisiva entre Santana, glorioso até na memória, e Amoreira. Amoreira de Zaia, Sá Cicilia (aquele do Hotel Rex, perto do comércio-residência de sô Tote Costa) e troupe, sob o comando de Tião Barbeiro.

Isso mesmo, sô Tião, picotando cabelo e dando instruções para fazer inexistir o ataque do Santana. 1 X 1, registrava o placar aos 36 minutos do segundo tempo, de acordo com a inclinação do sol.

Naquele tempo, o sol, segundo todos os torcedores, era o mais confiável, pois era neutro na preferência – Juca Paxá, amoreirense doente, achava que não, dizia que quando o jogo era no estádio internacional do Santana, o sol tinha  esquisitices. Besteira, sabia lá sô Juca dos infinitos segredos do além terra?

O que acontecia naquele momento incorrigível da história: falta contra o Amoreira. Ali, justo quando o glorioso Santana atacava prá baixo, na entrada da grande área, na exata perpendicular em que se vê o encruzamento das travas no ângulo superior direito, aquele que fica pajeando de canto de olho os movimentos do goleiro.

Tabinha se aproximou do local. Olhar de sabedor, quase de detetive. Olha a posição da bola de frente para o gol, olha ao redor, poeticamente, até olha para o azul do final da tarde, azul já se descansando, se despedindo, ajeitando a cama para o azul-irmão que emoldurava de A a Z o amarelo-gema da lua de setembro.

Pois bem, Tabinha apanhou a redonda, passou a mão direita nas costuras dos gomos, e a dispôs naquele pontinho branco que o juiz cravou no relvado. O cenário: trama e drama, silêncio das vozes e corações, as palavras de ordens, puro palavrões, travadas em gargantas de homens sedentos, àquela hora, sedentos de tudo.

Tabinha fez o afastamento recomendado pela perícia e arte de bater falta, considerou todas as flexões e movimentos de trajetórias possíveis a imprimir na redonda, desde que descabriassem o goleiro.

Em passadas medidas, cadenciadas, quase bailariando, Tabinha fez o impulso com a perna direita e golpeou a pelota.

Alguns viram a trajetória, a maioria imaginou. Eu vi e imaginei. Era muita arte-real para um par de olhos. E agora, foi ou não foi gol?

Veludão, goleiro do Amoreira, afirmou em posição de sentido: aqui num passou porra nenhuma.

Tabinha, risinho com o canto esquerdo da boca e remelinha do olho direito, sentenciou: claro, ele nem viu, meti na bola efeito de direita e esquerda, puxando prá cima na largada e baixando na chegada.

Reafirmou: “o negão nem viu, num viu porque num era prá ver”. E então, foi ou não foi gol?

Tomaram providências enérgicas: não deixaram mexer na bola, ela ficou no local em que se recolhera humildemente, junto ao muro e ao lado de dois cacos de telha, todos já bastantes gastos de tanto estarem ali.

Conversa vai, empurrão vem, e nada.

Sábio é sábio. Sô João Rath, agrimensor, discreto, óculos raiban original, lentes verdes, que beleza!, chapéu panamá – era o único em Paracatu que usava daquele, uma beleza! – sugeriu: apanho o meu teodolito e a partir da posição final da bola e da posição em que se bateu a falta, identifico, com exatidão se a bola atravessou o retângulo das travas.

Autoridade científica não se discute, já naquela época. 40 minutos depois, sô João apetrechou a aparelhagem, agora na pontifícia função de árbitro de futebol, calculou os azimutes, as curvas de níveis e desníveis, os ângulos retos e obtusos, as oscilações ventosas e outras disposições da gramática científica de agrimensor juramentado, e diagnosticou com precisão cirúrgica: bola em trajetória inicial de 15º à esquerda subindo, após 1 segundo 12,8º à direita tangencial e finalmente, após 1,7 segundos em queda livre à direita oblíquo e velocidade constante, 40,7 km/hora. Gol do Santana, registrado e sacramentado às 19:39 h.

Não há dúvidas. Juca Paxá e sô Manu convocaram os amoreirenses, indignados e resignados juntos até à morte, prometeram recorrer à Justiça.

Diziam: acima da sabedoria desses homens existe a consciência divina – isso mesmo, diziam consciência divina.

E na raiva geral dos amoreirenses, até ouvi dizerem que iriam ao céu, no primeiro momento, depois até no inferno se fosse preciso.

Futebol é isso.

Não dá pra se conformar nunca com derrota, se preciso for desautorizamos as leis, seja da gravidade ou qualquer outra, afinal “eu não torço para o meu time, eu sou ele e ele é eu”, disse alavancado pelas lágrimas sô Tião Barbeiro.  

 

Celso Silva Fonseca - Contos  em “Paracatu e nós”