Crise mundial acelera privatização dilmista
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4 horas atrás

A direita está eufórica porque o Governo Dilma privatiza aeroportos.
Os ganhadores terão 20-25-30 anos para explorarem o negócio; ainda assim terão o governo como sócio deles em 49%. Se der…

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Tom: linguagem brasileira universal
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1 dia atrás

O maestro sincretizou o caldo cultural brasileiro que ganhou asas indo aos quatro cantos do mundo obrigando a arte global se render ao talento nacional. A simplicidade, suprassumo do dom…

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Forte ajuste fiscal detona rebelião policial
Aperto fiscal e rebelião policial no carnaval
2 dias atrás

  Prioridade é pagar banqueiro
O PT corre sério risco de grande desgaste relativamente aos servidores públicos em todo o país em ano eleitoral. O cerco contra eles é total, nesse…

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O golpe a favor dos direitos humanos
Nacionalismo socialista nascido no quartel
5 dias atrás

O golpe militar que o então tenente coronel Hugo Chavez chefiou em 1992 contra o governo do presidente Carlos Andrez Peres, em nome do nacionalismo político e econômico, em oposição…

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Crise capitalista destroi direitos humanos
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5 dias atrás

A grande mídia faz um cerco danado em relação ao direitos humanos em Cuba por dispor de presos de consciencia, mas não vê o comportamento dela em relação ao escandaloso…

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Capitalismo estatal mais perto do socialismo
Capitalismo estatal-social distancia do fali…
7 dias atrás

Não esta afastada a possibilidade de o capitalismo estatal-social petista pilotado pela presidenta Dilma Rousseff ganhar crescente competitividade em relação ao capitalismo chinês nos próximos anos. Por que? A vantagem…

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Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
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8 dias atrás

Pregando, abertamente, o fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, como restauração de verdadeira política de direitos humanos,  a presidenta Dilma Rousseff dá a largada para o capitalismo estatal…

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Gestão neoliberal no capitalismo estatal
Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
9 dias atrás

A determinação da presidenta Dilma Rousseff de realizar um governo eminentemente técnico, colocando para escanteio o governo político, que reflete as correlações de forças político-partidárias, capazes de sustentar a governabilidade…

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O Brasil engarrafado
O Brasil engarrafado pelos gringos
11 dias atrás

Não falta gente astuta neste mundo. A última de uns espertalhões americanos foi lançar uma “interessante” campanha publicitária para uma marca de pinga chamada Cabana Cachaça ($15). Bom, até aí…

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PIB brasileiro: gigante com pés de barro
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12 dias atrás

As históricas manipulações dos números têm feito com que a população se engane com o proclamado avanço da riqueza nacional, como se ela fosse amplamente democratizada e não abocanhada por…

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Obama fatura natal de Lula

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 19-11-2009

Barack Obama reclama da moeda chinesa sobredesvalorizada, mas fica super-feliz com a moeda brasileira sobrevalorizada. Com os chineses, acumula déficit, que ameaça o dólar; com os brasileiros, acumula superavit ,que ajuda a moeda americana. Para a China, as empresas americanas não vendem nada; para o Brasil, faturam alto, vendendo tudo. Enquanto isso, cresce a desindustrialização brasileira e sul-americana.

Barack Obama reclama da moeda chinesa sobredesvalorizada, mas fica super-feliz com a moeda brasileira sobrevalorizada. Com os chineses, acumula déficit, que ameaça o dólar; com os brasileiros, acumula superavit ,que ajuda a moeda americana. Para a China, as empresas americanas não vendem nada; para o Brasil, faturam alto, vendendo tudo. Enquanto isso, cresce a desindustrialização brasileira e sul-americana.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá mandar um lindo cartão de natal ao seu colega brasileiro, presidente Lula, agradecendo pelo belo presente que o governo da coalizão governamental lulista está proporcionando à economia americana, graças ao real sobrevalorizado. Ao final, desejará boas festas e próspero ano novo.

O presidente brasileiro , por outro lado, comemorará as boas vendas com o brinquedo dos outros, e não dos brasileiros. Com a moeda nacional sob ataque cambial, excessivamente, valorizada, os industriais brasileiros perderão competitividade com os concorrentes internacionais. Acelera-se a desindustrialização nacional.

Os vendedores das grandes lojas de departamento e de supermercados estão otimistas. Prevêem queda de preços nos produtos importados da ordem de 20% a 30% em relação ao ano passado. Nos últimos doze meses, o dólar se desvalorizou quase 40% em relação ao real. Ninguém, nesse contexto, vai comprar, no natal, produto nacional, mas, sim, importado. Afinal, pintará natal com deflação. Papai Noel vestido de Tio Sam.

Partes, peças e componentes importados para as indústrias de linha branca, favorecidas por desoneração fiscal, bem como para computadores e celulares, terão suas vendas elevadas, segundo os vendedores, na casa dos 50%, podendo alcançar, até, 200%, no caso dos tevês mais modernos, LCD. Um show de importações baratas em dólar que se despenca na praça internacional em meio à bancarrota financeira global dos Estados Unidos.

Da mesma forma, bens duráveis, como automóveis, idem, as importações ficarão baratas e as exportações caras. Com o dólar a R$ 1,70, podendo cair para R$ 1,60 – alguns prevêem R$ 1,50 – a indústria nacional quebra e os competidores, como as indústrias chinesas e americanas, com seus dólares desvalorizados, jogam suas mercadorias a preço de banana em toda a América do Sul. Parece com o cenário no início da Era FHC, em que o ex-presidente do Banco Central, Gustavo NEOLIBEAL Franco, pregou que as empresas brasileiras fossem se instalar na Bolívia, com a sobrevalorização do real como arma de combate à inflação. Combate a inflação, mas eleva a dívida e destroi as empresas, os empregos etc.

O dólar sobredesvalorizado cria, por sua vez, ambiente de impasse na relação comercial sul-americana, como é o caso do conflito comercial Brasil-Argentina, devido, principalmente, ao fato de que os argentinos se fecharam para as mercadorias brasileiras, mais caras, e se abriram para as chinesas e americanas, mais baratas. Da mesma forma ocorre na Venezuela. Os chineses estão colocando lá os computadores e celulares pela metade do preço, descartando os produtos similares fabricados e montados em São Paulo.

O Mercosul não dá certo porque os sul-americanos estão sob ataque do dólar, enquanto dormem no ponto, não alavancando a moeda sul-americana e o Banco do Sul, para integrar o continente na nova divisão internacional do trabalho à vista, com a derrocada financeira norte-americana.

Enquanto isso, os exportadores estarão penando prejuízos. A valorização de quase 40% do real frente ao dólar impede as exportações. Como o modelo de desenvolvimento econômico concentrador de renda e poupador de mão de obra é dependente de poupança externa e de importação de partes, peças e componentes, para montar as indústrias sob ataque especulativo do dólar, evidentemente, sob política cambial e monetária bancada por juros altos, enquanto na Europa e nos Estados Unidos prevalece taxa de juro negativa, a situação é péssima para o parque produtivo brasileiro.

No tempo da eutanásia do rentista , juro negativo, e da desvalorização do dólar, os especuladores têm salvação no juro positivo-especulativo brasileiro. Maná.

Tal contexto coloca a indústria brasileira sem condições de exportar em um mercado internacional onde o espírito de poupança passou a prevalecer sobre o da gastança, especialmente, nas praças comerciais ricas, Europa, Estados Unidos, Japão.

Se já seria difícil vender para esses países, se o real estivesse desvalorizado, valendo cada dólar em torno de R$ 2,20, supostamente, imagine com a moeda americana na casa dos R$ 1.70, tendende à maior apreciação, ainda, como estimam os analistas, em geral!

A visita de Barack Obama aos países asiáticos, pregando desvalorização da moeda da China, do Japão e da Coréia, para que elevem os gastos públicos para aumentarem o consumo interno, a fim de facilitar a redução dos deficits americanos, pode não colher resultados positivos. Em compensação, no Brasil, onde nem precisa vir, a situação é favorável aos americanos.

A disposição da China de manter desvalorizado o yuan na relação com o dólar significa, simplesmente, declaração de intensificação da guerra comercial em curso.

Os países em geral, para terem sucesso no comércio exterior, terão que seguir o mesmo caminho, ou seja, desvalorização cambial, guerra cambial. Carnificina monetária.

Indústria sob ataque do dólar barato

Os industriais exportadores estão pedindo água ao ministro Mantega, porque estão trabalhando para enriquecer os empresários americanos e a aliviar o deficit do governo Barack Obama, garantindo o natal mais agradável aos sobrinhos de Tio Sam. Pagam para trabalhar.

Os industriais exportadores estão pedindo água ao ministro Mantega, porque estão trabalhando para enriquecer os empresários americanos e a aliviar o deficit do governo Barack Obama, garantindo o natal mais agradável aos sobrinhos de Tio Sam. Pagam para trabalhar.

Todos correrão para desvalorizar, a fim de garantir uma melhor posição de vendas externas. Do contrário, mantida a desvalorização do dólar, que sobrevaloriza as demais moedas, haverá ampla desindustrialização, especialmente, na periferia capitalista.

Pouco adiantaria aos países capitalistas periféricos disporem de dólar barato, capaz de facilitar as importações, principalmente, de bens de capital, para modernização dos parques industriais, se estes produzirão sem competitividade frente à guerra cambial em marcha internacional.

Essa começa a ser a realidade do parque produtivo nacional, cujos líderes se esperneiam , desesperadamente.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, deputado Armando Monteiro Neto(PTB-PE), pregou , em encontro dos seus pares com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, aceleração de medidas que facilitem saída de dólares do país, para que o real se desvalorize, a fim de salvar a produção interna. Mantega prometeu continuar o processo de desoneração fiscal por mais algum tempo, mas essa estratégia terá que parar, porque o aumento do deficit público sinaliza juro alto, cujas consequencias seriam mais dificuldade para a produção.

O cenário desenhado otimisticamente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na CNI, nessa terça, 18, em que a economia brasileira crescerá 6% nos próximos anos, configurando o avanço de 50% do PIB até 2016, dado o potencial econômico nacional, que atrai investidores internacionais em grande escala, nesse momento, pode não ser satisfatório para os industriais brasileiros, se o dólar continuar desabando, sinalizando papel pintado nos próximos anos, por conta dos deficits americanos.

A eleição presidencial do próximo ano poderá ser impactada fortemente pelo dólar barato. Depois de escolhidos, os candidatos dos respectivos partidos terão que concentrar na realidade do dia a dia dos trabalhadores, deixando para lá o dia a dia das brigas partidárias. Nesse momento, a desvalorização do dólar frente à excessiva valorização do real produzirá pressões, no Congresso, que levarão o governo a acelerar mudanças na política cambial.

O governo será pressionado pelos próprios números do endividamento, pois o dólar entrando sem controle significa dívida maior, pressão altista dos juros, tensão inflacionária, porque a dívida cresce, dialeticamente, no lugar da inflação, e, consequentemente, menor nível de atividade e queda cadente de arrecadação. Dilma Rousseff só teria a perder. Aécio Neves ou José Serra, a ganhar.

Certamente, o presidente Lula não vai deixar a coisa chegar ao ponto de perturbar eleitoralmente o governo. Antes, medidas cambiais deverão estar em ação. Caso contrário, o presidente Barack Obama, não apenas em 2009, mas, também, em 2010, mandará novos cartões de natal para o colega Lula da Silva, o cara..

Nacionalismo artístico lulista

Categoria: (Cultura) por Cesar Fonseca em 18-11-2009

"Lula, o filho do Brasil" estréia em meio à nova política econômico-cultural proposta pelo governo e aprovada no Congresso em que se fortalece o consumo interno de produção cinematográfica, assim como  se fortaleceu o consumo de alimentos. Prioriza-se  consumo e não, apenas, a produção, por meio de subsídio ao consumidor. Se deu certo no plano econômico, dinamizando o mercado interno, por que não daria no plano cultural, onde os produtores estão entrando em crise diante do mercado pirata e a disposição da classe média de curtir cultura só dentro de casa, com o acesso aos DVDs?

"Lula, o filho do Brasil" estréia em meio à nova política econômico-cultural proposta pelo governo e aprovada no Congresso em que se fortalece o consumo interno de produção cinematográfica, assim como se fortaleceu o consumo de alimentos. Prioriza-se consumo e não, apenas, a produção, por meio de subsídio ao consumidor. Se deu certo no plano econômico, dinamizando o mercado interno, por que não daria no plano cultural, onde os produtores estão entrando em crise diante do mercado pirata e a disposição da classe média de curtir cultura só dentro de casa, com o acesso aos DVDs?

 

Lula joga com a arte como joga como o programa bolsa família. Dá dinheiro para o pobre consumir cinema , a fim de que com mais consumo alcance maior arrecadação para elevar os investimentos púlblicos capazes de aumentar a renda interna. Consumo é produção, produção é consumo(Marx) 

 O jogo nacionalista do mercado interno na Era Lula tem, no plano artístico, viés varguista-nacionalista-villaloboista. A lei aprovada agora no Congresso que dá um subsídio ao consumidor para assistir espetáculos fílmicos representa a base do crescimento econômico da arte cinematográfica nacional, a partir da valorização do nacional.

Trata-se da aposta, não no produtor do filme, mas no consumidor da obra de arte, que será o povo, ganhando 50 reais por mês, para tal finalidade. Getulismo, nacionalismo, lulismo. No ambiente de universalização da internet, os artistas estão no sal. Suas obras se universalizam pela cópia pirata, enquanto as famílias de classe média que teriam poder aquisitivo para pagar ingressos de 30 reais, nos cinemas, preferem esperar o lançamento do DVD, para assistirem em casa.

Ou seja, não adiante fomentar a produção de filmes, se não houver o consumidor das obras de arte dos artistas nacionais. Nacionalismo. O filme espetacular do cineasta Sérgio Resende sobre a violência urbana e a relação dela com o narcotrafico a partir das articulações políticas dos traficantes nas cadeias ficou apenas duas semanas em cartaz. Fracasso de bilheteria. O governo apoiou a produção, com a lei Rouanet, mas, sem consumo, a mercadoria apodrece na prateleira.

O debate é a universalização do consumo, porque , ao consumir, o povo aumenta o ingresso tributário no tesouro nacional, possibilitando ao governo realização dos investimentos sociais e produtivos, que puxam a demanda global. As artes terão que expandir para o povo consumi-las com o subsídio estatal, enquanto se vive na era das cavernas do salário mínimo de 500 reais.

Villa-Lobos é o norte. O povo tem que consumi-lo mediante exoneração fiscal para beneficiar culturalmente o povo, governo tem que estimular o consumo de Villa como beneficia economicamente os empresários , na crise, para que sustentem o nível de emprego e a taxa mínima de consumo em crescimento relativo da arrecadação tributária.

O limite para a produção já chegou. Produção adicional, no cenário de crise, em que há carência de consumo, não é solução. Esta estaria no aumento do consumo popular, das artes nacionais, fomentadas pelo Estado, para que tal consumo reverta em maior arrecadação. A utilidade do consumo é o oxigênio do capitalismo que não tem saída na produção que está no limite. A indústria de bens duráveis, que , sempre, puxou a demanda global no cenário da economia de mercado – a indústria automobilística – dispõe, globalmente, de capacidade instalada capaz de produzir 85 milhões de carros/ano. São consumidos, apenas, 45 milhões, com tendência para queda, no cenário de elavação da poupança e economia da gastança.

O capitalismo pedagogizou que a produção puxa o consumo correspondente. A história provou que não há essa correspondência sob capitalismo, em que se concentra organizamente a renda , sendo necessário o Estado criar demanda para a produção diante da insuficiência do consumo decorrente da sobreacumlação do capital.

Lula, no plano artístico, joga em cena o consumo popular como revitalizador das artes. Villa-Lobos, cujo nacionalismo foi repudiado pelos adeptos do cinema de roliúde, estaria aplaudindo a política cultural lulista de bombar o consumo da arte nacional, dividindo os benefícios do Estado não apenas com o capital, mas, também, com o social e o artístico. É isso que a direita não suporta e a esquerda não entende.

Nacionalismo universal brasileiro

Categoria: (Cultura) por Cesar Fonseca em 17-11-2009

Espírito global a partir do nacional que desperta a consciência de si por si mesmo, como destaca Hegel, Villa Lobos jogava todas as suas cartas na força cultural da nacionalidade brasileira como afirmação universal. Ganhou as honras do mundo, o repúdio dos medíocres e aplauso dos amantes da verdade e da arte a partir do sentimento popular

Espírito global a partir do nacional que desperta a consciência de si por si mesmo, como destaca Hegel, Villa Lobos jogava todas as suas cartas na força cultural da nacionalidade brasileira como afirmação universal. Ganhou as honras do mundo, o repúdio dos medíocres e aplauso dos amantes da verdade e da arte a partir do sentimento popular

Viva Villa-Lobos, nacionalista universal. Esse é um dos aspectos que está sendo deixando de lado na discussão do papel histórico do genial compositor brasileiro.

No momento em que o capitalismo global entra em bancarrota, em que o pensamento único neoliberal desaba e deixa sob os escombros verdades tidas como definitivas pelo pensamento mecanicista, exigindo o sentimento nacional como prerrogativa fundamental da nacionalidade, seria importante destacar qual teria sido, acima de todas , a faceta mais espetacular do grande mestre, vulcão incendiário de idéias que atropelou a mediocridade eternamente invejosa e despeitada.

A variedade de posições que cabe dentro da discussão sobre tal assunto ultrapassa a inteligência inferior, afogada nos ti-ti-tis das brigas partidárias que , sob dominio do capital, cuida de destruir o nacional, para implementar o internacional. A música genial e suas variáveis infinitas, a partir da simplicidade do “manosolfa”, que permitiu milhares de professoras ensinarem aos seus alunos e alunas as bases da educação artístico-musical, quando a música, ainda, constava no currículo escolar, caberiam ou extrapolariam no universo.

A força do gigante, no entanto, tinha uma origem, que era sua própria característica: a ação. Em rápida entrevista colocada ao ar, hoje, no Bom Dia Brasil, por Renato e Renata, em singela e bela homenagem ao grande artista, Villa Lobos lança o suprassumo da sua personalidade revolucionária. Não preocupava a ele, disse, se o que fazia estava certo ou errado. Se tivesse certo, explicou, poderia ser melhorado. Se estivesse errado, acrescentou, poderia ser consertado. Errar é acertar e acertar é errar. O importante, concluiu, é a ação. AGIR. FAZER. E sumiu sua voz, como um anjo, rápido.

O que compunha a essência da força villaloboniano era seu amor pelo nacional, pelo Brasil, pela gente e sua expressão artística, que corresponde à síntese dos humores espirituais que se formam e se traduzem em poesia. O nacionalismo musicial de Villa-Lobos significa o internacionalismo villaloboniano. Era a força da antropologia nacional. Consciente dela, fez-se presente , com naturalidade, misturando-se aos grandes, que, igualmente, como ele, são e serão, sempre, expressão exata das forças populares, nacionalistas.

Wagner = nacionalismo alemão. Universalismo alemão. Chopin = nacionalismo francês. Internacionalismo francês. Beethoven = nacionalismo alemão. Internacionalismo alemão. Villa-Lobos = nacionalismo brasileiro= internacionalismo nacional. Tratou-se e se trata de convivência de respeito entre o nacionalista internacional Villa-Lobos e seus colegas nacionalistas internacionalista Igor Stravinski , russo, e Claude Debussy, francês, nos anos de 1910-20, em Paris. Villa se impunha como nacionalista brasileiro, sem xenofobismo, mas, artisticamente, de forma superior, por ser, fundamentalmente, homem de ação internacionalista.

Essa predisposição nacional, Villa-Lobos ansiou, sempre, transferir para os jovens, em forma de música, cuja musicalidade criasse a verdadeira alma nacional pela motivações que ela traz por ser intrinsecamente composta de elementos formais e informais de natureza brasileira. Fruto de pesquisa profunda, que iniciou desde a infância, e da sua ação de sair pelo mundo aprendendo de forma autodidata no âmbito, essencialmente, popular.

O sentimento de nacionalidade , verdadeiramente, internacionalista, porque a arte nacional é a arte internacional – Tom Jobim – , era, para Villa Lobos, o valor maior do artista, que com ele contamina, emociona e agrega , formando consciências fortes, determinadas, por ser fruto da essência da arte que habita na vontade humana de fazer.

O despertar da nacionalidade proposta por Villa Lobos, que eleva ao infinito a auto-estima individual no ambiente da coletividade, é um transmissor antropofágico, que espalha em forma de emoção e arrebatamento antes de conquistar a ponderabilidade em permanente movimento de transformação, contendo em si perene vulcão.

As mentes medíocres não suportaram Villa-Lobos. A esquerda o combatia, porque era a força nacional contra a tentativa de os meios de comunicação, dominados pelo setor privado e pela consciência cultural e econômica norte-americana, alienarem geral a consciência nacional. Já a direita não o engolia , porque era dose exagerada de libertação de consciência nacional. Os valores conservadores se evoporavam diante das sugestões revolucionárias-musicais-sociais-políticas de Villa-Lobos.

A emergência de um tufão cultural nacionalista villaloboniano dividiu os menos afortunados em inteligência diante daquela brilhante mente vulcânica, que não estava nem aí para os erros e os acertos, sabendo que eles existem para ser praticados em forma de ação cotidiana da aprendizagem universal.

Villas, sobretudo, não cabia dentro do mecanicismo, nem do  neoliberal da direita, adepta do entorpecimento educativo do povo, nem no da esquerda, especialmente, influênciada, segundo Glauber Rocha, por Rui Barbosa, copiador do constitucionalismo americano, quando deveria professar o nacionalismo internacionalista  sertanejo e amazônico de Euclides da Cunha.

Ou seja, um elemento revolucionário que propunha aos brasileiros o que considerava para si mesmo, a tomada da consciência de si por si mesmo no plano da brasilidade.

O internacionalismo do capital em nome do lucro, que se esborracha no abismo, no cenário da grande crise;  que passa a depender das forças nacionais para sobreviver , corresponde à exigência de Villa-Lobos, relativamente, à valorização do potencial brasileiro, alvo de atrativos internacionais.

Seria a organização de uma nova nacionalidade com valor agregado que potencializaria, no século 21, o que o grande compositor almejou em forma de afirmação musical-social-econômica-política do Brasil no mundo.

Villa-Lobos tem que abrir a conferência de Compenhague, com sua orquestração genial para a Amazônia, a fim de que paire sobre a consciência universal o grito da auto-estima universal artístico-revolucionária, sinalizando a valorização do nacional como valor essencialmente internacional.

A direita americana, que quer jogar todos os dólares do mundo no Brasil, para apossar do território nacional, que , com a arte brasileira, é valor que se valoriza ao infinito, não quer saber de Villa-Lobos nas escolas.

Os ditadores nacionalistas equivocados de 1964 baniram o ensino de música nas escolas. Medo conservador da explosão artística que o próprio nacionalismo proporciona, abrindo-se ao internacional, justamente, por ser nacional.

A esquerda consticionalista ruibarbosiana se equivocou com Getúlio Vargas e com Villa Lobos, considerando-os lacaio de Washington. Enquanto isso, os jornais americanos e as agências de propaganda dos Estados Unidos, nos anos de 1940 e 1950, tentavam destruir a mensagem nacionalista de ambos, porque interferia nos interesses nacionais dos próprios isteites.

Direita e esquerda dançaram na história cultural brasileira.

Estratégia populista social-eleitoral no DF

Categoria: (Cultura) por Cesar Fonseca em 16-11-2009

Flávia, primeira dama do DF, entra em cena , para tocar, na Band, programa eminentemente social, como alternativa para ajudar o governador Arruda a se popularizar junto à massa com a qual não criou empatia capaz de levá-lo a um confronto, amplamente, favorável com seu maior adversário, Joaquim Roriz, altamente, popular, candidato a voltar ao Buriti(nga)

Flávia, primeira dama do DF, entra em cena , para tocar, na Band, programa eminentemente social, como alternativa para ajudar o governador Arruda a se popularizar junto à massa com a qual não criou empatia capaz de levá-lo a um confronto, amplamente, favorável com seu maior adversário, Joaquim Roriz, altamente, popular, candidato a voltar ao Buriti(nga)

Pouco identificado com o social, por conta de decisões que o tornaram impopular, na medida em que adotou política de enxugamento neoliberal de gastos – o contrário do presidente Lula – , cujos resultados foram demissões em massa de pessoas pobres , anteriormente, empregadas, no Governo, pelo ex-governador Joaquim Roriz, profissional do assistencialismo político, o governador José Roberto Arruda, que faz administração dinâmica de ampliação crescente de obras públicas e institucionalização da chamada Brasília Legal, tenta correr contra o prejuízo, minimizar essa carência empático-governamental, no plano social, lançando mão de estratégia alternativa. Esta está sendo dada pela ação da primeira dama, jovem e bela, Flávia Arruda, por intermédio de programa  jornalístico-assistencial-político-populista, intitulado “Voz da Gente”, que foi ao ar, pela primeira vez, no domingo, 15, na TV Bandeirante.

Flávia , dessa forma, ergue-se como arma do governador Arruda para tentar popularizar seu governo junto à massa dos eleitores, com a qual não criou empatia suficiente, para ir à luta contra o seu mais difícil adversário, na eleiç�%Ao do próximo ano, Joaquim Roriz, campeão de popularidade, graças às políticas sociais que empreendeu ao longo de três mandatos, no Distrito Federal. A estréia pública de Flávia representa o fato político mais importante colocado em cena no contexto da sucessão governamental na Capital da República, com repercussão nacional-internacional inevitável.

A primeira dama estreou com desenvoltura, na Band, demonstrando extroversão , que, certamente, desdobrar-se-á em progressos maiores no dia a dia da realização do trabalho, no aperfeiçoamento, no enfoque social, na empatia popular, dado o conteúdo da pauta programática social-eleitoral-populista. Centra-se na aparência dos problemas, mas não vai fundo na essência.

O reflexo do programa poderá ajudar bastante a imagem do governador, porque os enfoques estarão sendo realizados em obras do governo, como é o caso da cadeia pública feminina brasiliense onde foi realizada a cobertura do concurso de miss presidiária, apresentado pela primeira dama.

O objetivo é a auto-ajuda, elevar o moral das detentas, belas, emocionantes, inteligentes, arrependidas de terem entrado na fria do narcotráfico, pela mão do amor, com os namorados traficantes, que as jogaram em cana, utilizando  o trabalho e a inexperiência ingênua de jovens cuja estrutura familiar está desajustada.

 

Aposta na força da mulher

O eleitorado feminino foi impacto pela estratégia do primeiro programa de Flávia, focalizando as detentas na cadeia feminina do DF, em desfile de moda, jogando a auto-estima delas para cima e vendendo forte programa de auto-ajuda em que o efeito fica, midiatiaticamente, maior do que a causa dos problemas abordados. Mas, o impacto político-social-emocional  marca posição.

O eleitorado feminino foi impacto pela estratégia do primeiro programa de Flávia, focalizando as detentas na cadeia feminina do DF, em desfile de moda, jogando a auto-estima delas para cima e vendendo forte programa de auto-ajuda em que o efeito fica, midiatiaticamente, maior do que a causa dos problemas abordados. Mas, o impacto político-social-emocional marca posição.

Criou-se , no programa , um ambiente agradável no qual vivem as detentas. Corredores limpos, tudo asseado, pensamento positivo delas, para enfrentar os problemas, a partir da força da experiência na criação da desgraça individual. Ou seja, a aparência vendeu uma imagem de competência, gerência, administração, eficiência e proatividade social relativamente ao trabalho que se desenvolve na cadeia feminina pública. Algo , totalmente, diferente das cadeias super-lotadas de gente, qualidade de vida péssima, tratamento desumano etc.

Com a simpática presença de Flávia, a cadeia , produzida para o programa, virou um glamour. Glamour carcerário. O humano – e não o desumano – flui nas imagens da cadeia feminina gerenciada pela administração arrudista, apresentada como programa social pela primeira dama.

As entrevistas comandadas por Flávia Arruda focalizaram os problemas individuais, expondo as consequências, mas não as causas da exclusão social que produz as detentas. O desemprego dos jovens brasilienses e brasileiros, em meio a uma estrutura produtiva e ocupacional , que exclui, em vez de incluir trabalhadores, visto ser poupadora de mão de obra e concentradora de renda, fica ao largo do enfoque, como fator energético principal da produção do desemprego, em meio a uma massa de jovens desqualificados , profissionalmente, mão de obra preferencial a ser arrebanhada pelo narcotráfico.

As bases da formação do exército terrorista do narcotráfico, os jovens desempregados e profissionalmente desqualificados, não foram mencionadas pelo programa, nem apresentados. A desestrutura familiar a partir dessa causa social básica de desajustamento social passou ao largo como pressuposto para abordar a questão central das jovens detentas na cadeia feminina brasiliense.  Pode ser que o tema, que é quentíssimo, venha a ser desdobrado. 

 

Populismo rorizista tenta ressurreição

O populista juscelinista-peronista Joaquim Roriz tenta de novo chegar ao poder com a política social em primeiro lugar, algo que deu certo com Lula que com o social alavancou o econômico e a popularidade eleitoral

O populista juscelinista-peronista Joaquim Roriz tenta de novo chegar ao poder com a política social em primeiro lugar, algo que deu certo com Lula que com o social alavancou o econômico e a popularidade eleitoral

Não há como descolar  o profissional do político, no programa de Flávia Arruda. O papel institucional da primeira da dama, no regime republicano, é o de ser uma contribuidora ativa da política governamental, especialmente, no campo social. Nesse sentido, a maior contribuição dada pela mulher brasileira, no campo social, talvez tenha sido a da socióloga  Ruth Cardoso, com o COMUNIDADE SOLIDÁRIA, na Era FHC. Ou seja, a primeira dama é , essencialmente, um produto governamental, público. Flávia, trabalhando, como primeira dama, no setor privado, profissionalmente, como jornalista, inaugura a era em que a dama primeira usufrui da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de acabar com o diploma de jornalismo, por tratar-se de profissão de cozinheiro.

As donas de casa que forem competentes, extrovertidas, bonitas, inteligentes, primeiras damas, com garra,  como Flávia, que diz ter queda pelo social, desde a experiência de caridade sempre desenvolvida pelo seu pai, com quem se identificou material e espiritualmente, poderão, sem diploma de jornalismo,  habilitar-se. Por que não? Ela ab re experiencia feminina nova no B rasil.

As mulheres, que correspondem a 51% do eleitorado nacional, segundo o IBGE, estão de bola cheia no campo profissional midiático. Pesquisas de marketing das agências de publicidade descobriram que os clientes dos produtos anunciados prestam mais atenção nos programas televisivos comandados pelas mulheres. 

Soma-se a esse atributo feminino de atrair o olhar a possibilidade de exercitar o jornalismo sem precisar ser jornalista, mas, apenas, saber comunicar-se com inteligência e sensibilidade, como parece ser o caminho escolhido por Flávia Arruda, tem-se o objeto necessário para conquistar mercado.

A política, no cenário em que tudo vira mercadoria, tornou-se, fundamentalmente, exercício midiático. O senador Mão Santa(PSC-PI), graças à TV Senado, transformou-se em fenômeno político popular, explorando, inteligentemente, um perfil de comunicação , extrovertidamente abundante.

 

Lula é meu mestre no social

Meu nome é Lula. Meu sobrenome é Lula. No DF, sou a encarnação lulista, para enfrentar o populismo rorizista e o neopopulismo feminista arrudista. Mas a bandeira petista seria somente o social? E a bandeira ética pestista que está no sal, como fica?

Meu nome é Lula. Meu sobrenome é Lula. No DF, sou a encarnação lulista, para enfrentar o populismo rorizista e o neopopulismo feminista arrudista. Mas a bandeira petista seria somente o social? E a bandeira ética pestista que está no sal, como fica?

Flávia tem presença e simpatia, movimenta-se descontraidamente e busca fixar, preferencialmente, sua preocupação com a saúde da instituição FAMÍLIA, desgastada, na periferia, pelos descaminhos dos jovens, atraídos pelo exército do narcotráfico.

Na campanha eleitoral do próximo ano, o trabalho , que começa a ser desenvolvido, preliminarmente, por ela , tenderá a compensar a carência do governador Arruda no plano social?

Ele formará com ela uma dupla governamental populista, tipo Perón-Evita ou o casal Kirchner, na Argentina, sob o manto peronista? Ou casal Rosinha-Garotinho?

A diferença é que Arruda não é peronista, mas liberal, liberal que lança mão da experiência de Perón, que transformou Evita em fenômeno de comunicação. Flávia seria esse repeteco no DF?

O liberalismo governamental que Arruda praticou inicialmente no seu governo, caminhando na linha oposta do presidente Lula, que acelerou incremento do mercado interno com poupança pública, elevando o déficit, para girar consumo das massas, capaz de elevar a arrecadação, muda de face. Busca o bombeamento da popularidade por intermédio da mulher comunicadora. Uma neo-Evita? 

O consumo interno transformou-se no instrumento maior para impulsionar a economia depois da derrocada do regime neoliberal sob o qual as prioridades não são dadas ao consumo, mas à produção, como ocorreu durante toda a era desenvolvimentista sul-americana e brasileira depois da segunda guerra mundial sob os auspícios do modelo keynesiano.

 

Equilibrismo cristovista dançou

Cristovam despachou Keynes e adotou Friedaman durante a campanha eleitoral em que se preocupou com o mandamento máximo da era neoliberal fernandocradosista, de lipoaspirar o Estado e as rendas dos servidores em nome do ajuste equilibrista ditado pelo Consenso de Washington. Dançou para Roriz que se lixou para oa mandamentos neoliberais.

Cristovam despachou Keynes e adotou Friedaman durante a campanha eleitoral em que se preocupou com o mandamento máximo da era neoliberal fernandocradosista, de lipoaspirar o Estado e as rendas dos servidores em nome do ajuste equilibrista ditado pelo Consenso de Washington. Dançou para Roriz que se lixou para oa mandamentos neoliberais.

O jogo social de Arruda, comandado pela primeira dama, será arma arrudista para enfrentar a popularidade rorizista, ampliada a partir da Era Sarney, em que o governador Roriz abriu as portas da popularidade com programas sociais. Distribuição rorizista de lotes alavancou o mercado imobiliário, transformando o DF num dos maiores consumidores de cimento, no país, elevando a renda distrital, favorecida pelos fundos de participação dos municipis e dos estados, a que o DF, constitucionalmente, tem direito. Consequentemente, a arrecadação bombou , favorecendo investimentos públicos em infra-estrutura. Equilibrou sua imagem no econômico e no social, simultaneamente, como Lula.

O deficit – de 700 bilhões de reais, deixado por Roriz, ficou para Arruda pagar. Talvez o Arruda tenha pecado no time. Ele tentou liquidar a fatura de uma vez, incomodando categorias sociais socialmente excluídas do modelo de desenvolvimento concentrador de renda. A tese gerou antítese politicamente destrutiva, expressa em impopularidade junto à massa, sem conseguir, com ela, identificar-se, plenamente. Roriz, certamente, vai explorar isso.

Os programas sociais , na crise neoliberal, depois da Era FHC, transformaram-se em fator fundamental do processo econômico. O investimento produtivo não gera demanda social correspondente, porque o capital sobreacumula, excluindo e não integrante. O investimento social cria a demanda para o econômico que acumula e não distribui. Equilibra o processo e evita a revolução. O social, na era lulista,  revelou ser principal fator econômico e vice-versa, no contexto em que constitucionalmente se aponta para a democratização geral das oportunidades que despertam sonhos e reivindicações sociais cada vez mais amplas.

O presidente Lula, ao aumentar a renda interna, via deficit público, para aumentar a oferta monetária para os programas sociais, evitou a histórica formação de excedentes internos, que exigiam desvalorização cambial, para serem exportados, cujo resultado era concentração de renda e inflação, isto é, descapitalização populari, insuficiência global de consumo etc.

Roriz sempre deu banana para as sugestões neoliberais. Ganhou eleição prometendo romper equilíbrio orçamentário que Cristovam Buarque preservava, para atender a política econômica de FHC, subordinada ao Consenso de Washington, enquanto negava, em plena campanha eleitoral, reajuste de salários para os professores. Dançou, espetacularmente. Roriz prometeu conceder o reajuste de 28% e ultrapassou Cristovam na reta de chegada eleitoral, em brilhante vitória.

 

Sucateamento privado da saúde

As bandeiras sociais como as da promoção da saúde foram sucateadas privatizadas , como forma de destruir o SUS por dentro, abrindo espaço para as corrupções nas relações público privadas em escala nacional, incluindo o DF, denotando que o pensamento neoliberal privatizante destroi a segurança social.

As bandeiras sociais como as da promoção da saúde foram sucateadas privatizadas , como forma de destruir o SUS por dentro, abrindo espaço para as corrupções nas relações público privadas em escala nacional, incluindo o DF, denotando que o pensamento neoliberal privatizante destroi a segurança social.

O triunfo anti-neoliberal de Roriz o popularizou junto à massa. Arruda assumiu o governo e , imediatamente, neoliberalizou seu comportamento em nome do enxugamento da máquina, cujos resultados políticos foram perda de votos pelos que foram beneficiados pelas politicas anti-neoliberais de Roriz.

A popularidade rorizista estará em cena na campanha eleitoral em 2010. Arruda, sem  maior identificação com a massa, por  não estar identificado, politicamente, com o social, mas com o econômico, corre atrás do prejuízo com Flávia.

O cenário, como destaca, o deputado Jofran Frejat(PR-DF), é o de que a questão social, no cenário da crise global, vai preponderar, porque a massa está muito mal tratada, por conta da carência de investimentos públicos em saúde, segurança, educação, infra-estrutura etc. Os recursos são contingenciados para esses setores, para que sobre mais recursos ao pagamento dos juros da dívida pública interna, em forma de elevados superavits primários.

A insatisfação social está no ar, principalmente, em cenário de grande crise mundial, cujos desdobramentos são incógnita. Nesse sentido, a disputa eleitoral, no DF, pegará fogo.

O candidato do PT, provavelmente, Agnelo Queiróz, levará para as ruas, a proposta social lulista, sucesso global; Roriz, que não fica atrás de Lula em matéria de política social, sairá, igualmente, bombando promessas, como destacou no programa eleitoral do seu novo partido, o PSC; Arruda, sem bandeira social reconhecidamente popular, busc ará apoio na primeira dama.

Se der certo e ele ganhar, em 2014, Flávia poderia ser canidata ao Buritinga, se sua popularidade, com o progrma “Nossa Gente” virar sucesso. Pode garantir vaga de deputada distrital? O processo politico no DF acelera pela força da mulher.

Blecaute apaga Dilma e Lobão

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 13-11-2009

Lobão e Dilma deixaram Lula em saia justa, porque os argumentos deles de rechassarem a culpa do apagão pela insuficiência de investimentos esbarram, justamente, nos argumentos opostos dos técnicos e especialistas que apontaram falhas técnicas e operacionais cuja superação exige novos investimentos que não foram, ainda, realizados.

Lobão e Dilma deixaram Lula em saia justa, porque os argumentos deles de rechassarem a culpa do apagão pela insuficiência de investimentos esbarram, justamente, nos argumentos opostos dos técnicos e especialistas que apontaram falhas técnicas e operacionais cuja superação exige novos investimentos que não foram, ainda, realizados.

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, ex-comandante da política do setor elétrico, antes de o presidente Lula mirar nela sua candidata à presidência da República, e o ministro das Minas e Energia, senador Edson Lobão(PMDB-MA), sofreram, na terça , 11, e quarta, 12, noite-dia do apagão energético, tremendo apagão político. Choque político-energético que abalou a relação PT-PMDB dentro da coalizão governamental, abrindo espaço para a oposição, sem discurso, faturar.
A candidata presidencial levou mais de 24 horas para apresentar-se ao público, ela, que, ultimamente, está fazendo tudo para aparecer, a fim de subir na pesquisa eleitoral. Inicialmente, os petistas destacaram que ela não tinha que falar porque o assunto é da área do ministro Édson Lobão, que a subsituiu no cargo, destronando o PT da direção do Ministério. Diante do estrago político, plenamente, explorado pelos oposicionistas, a ministra apareceu. Se apareceu depois, por que não antes? Na hora de faturar, o marketing presidencial coloca ela para ficar sob o spotlight político. Mas, se é para se queimar, mesmo cuidando de uma obrigação pública dela, tentaram escondê-la. Ou seja, medo da verdade.
A titular da Casa Civil surgiu para falar, apenas, trivialmente, que o sistema nacional de energia elétrica não está livre de apagões. Negou falta de investimentos, mas foi desmentida pelas declarações dos técnicos de que o sistema carece de aperfeiçoamento técnico que requer investimentos crescentes em ciência e tecnologia em escala permanente, o que não está sendo feito.
Apenas 38% dos recursos orçamentários destinados à energia, segundo informações do Conselho Nacional de Política Energética(CNPE), foram realizados esse ano. O restante teve que ser contigenciado. Uma parte destinou ao pagamento dos juros da dívida pública aos bancos ; outra, para bancar desonerações fiscais para as empresas industriais enfrentarem a crise internacional, a fim de manterem o nível de emprego, sustentar arrecadação tributária cadente e,consequentemente, evitar colapso do capitalismo nacional.
Já o ministro Lobão desastrou geral, dividindo o governo. Culpou Itaipu pelo desastre, enquanto Itapu repudiou o ataque ministerial de fuga de responsabilidade.  O titular das Minas e Energia, afilhado do ex-presidente Geisel, seu padrinho político no Maranhão a contra gosto do senador José Sarney, que teve de engolir, na ocasião, 1979, a dose política geiseliana ditatorial, pode ser o mais prejudicado na jogada do apagão, que escureceu o país em 18 estados da federação, atingindo mais de 60  milhões de brasileiros.
A queda, por conta de raios, trovoadas e tempestades, de cinco linhas  de transmissão que puxam a geração de Itaipu , na altura de Itaberá, onde ela confluem, representa prejuízo, ainda, incalculável, mas que apontam para estimativas da ordem de R$ 80 bilhões. Ou seja, valor correspondente à arrecadação dupla da extinta CPMF, que, antes, abastecia os cofres da Previdência Social, atualmente, sucateada e falida com o esvaziamento do SUS. Desastre financeiro.
Quem vai pagar a conta? O contribuinte, que está, ao longo dos últimos cinco anos, suportando, sacrificadamente, reajustes no valor da tarifa superiores ao da inflação, principalmente, depois que o sistema foi privatizado, nos anos de 1990,  como aconteceu na Argentina, a partir da neoliberal Era Meném. A forma politicamente desastrada com que o governo manejou o episódio totalmente impopular do apagão, que fez o país relembrar do apagão e do racionamento na Era FHC, demonstrou medo oficial de falar a verdade.
 

Sugestão não acatada 

Luz para todos! Luz para a paz! Luz que requer investimentos que faltaram. Luz que sinaliza dores do crescimento e não fracasso do desaquecimento. Por que não assumi-las, reconhecendo que se trata de crítica positiva a uma característica deficitária da política governamental, que tem pontos positivos e negativos? Faltou sinceridade e desprendimento lulista

Luz para todos! Luz para a paz! Luz que requer investimentos que faltaram. Luz que sinaliza dores do crescimento e não fracasso do desaquecimento. Por que não assumi-las, reconhecendo que se trata de crítica positiva a uma característica deficitária da política governamental, que tem pontos positivos e negativos? Faltou sinceridade e desprendimento lulista

Quem deu a dica para o presidente Lula formular argumentação lógica, falando a verdade para a sociedade, foi o presidente de Israel, Simon Peres, experiente político, curtido nas horas dramáticas das guerras, mas o presidente não pegou. No momento em que a repórter Mônica Carvalho,  TV Globo, na entrevista dos dois presidentes, depois de solenidade no Planalto, deixou de perguntar sobre a relação Brasil-Israel, desculpando, para indagar do presidente Lula o que tinha a dizer sobre o apagão, o chefe do governo embaralhou-se. Não conseguiu pegar a sugestão de Simon.
Luz para todos, foi o que o presidente israelense pediu, com humor, ancorando-se na formulação da paz, para ressaltar o programa presidencial lulista – “Luz para todos”" – , que eleva a taxa de consumo de eletricidade no país e exige investimentos cada vez maiores, o que , segundo o governador de São Paulo, José Serra, não ocorreu. Peres sugeriu que os investimentos lulistas na oferta de energia ganharam ressonância internacional,  servindo, portanto, de analogia à iluminação das mentes em prol de roteiro para a paz no Oriente Médio. 
O titular do Planalto, que tem os méritos de aumentar o consumo interno de energia, por meio dos investimentos sociais, responsáveis por elevar a demanda econômica dos mais pobres, não disse o óbvio: faltaram investimentos, porque o jogo desenvolvimentista governamental exige elevados investimentos em setores que puxam a demanda geral e exigem constantes aperfeiçoamentos técnicos e operacionais.
Ou seja, os problemas gerados a partir da opção do governo pelo soc ial, relativamente, ao econômico, dando força mais para o consumo do que para a produção, especialmente, agora, durante a grande crise global, são, simultaneamente, positivos e negativos. Positivos, porque atendem expectativas da sociedade pela divisão mais justa da renda nacional; negativo, porque essa demanda está sendo atendida, insatisfatoriamente, por falta de investimentos. A reclamação da oposição foi, portanto, justa.
O orçamento para os investimentos no setor de energia , a fim de alavancar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina político-eleitoral dos olhos de Dilma-Lula, está atrasado. Somente 38% foram aplicados. Certamente, o governo contingenciou parte dos recursos para pagar os juros da dívida pública interna e para bancar exoneração fiscal para as indústrias de bens duráveis, a fim de salvá-las do precipío aberto pela crise financeira internacional.
A escassez de investimentos no setor elétrico foi confirmada pela convocação apressada do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para que acelere aprovação de licença ambiental para investimentos da ordem de R$ 400 milhões, empacados sob critérios ambientalistas, em relação às hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, na Amazõnia. Tentou-se criar fato fictício para apagar fato real.
 

Medo da verdade

 

O relato dos problemas técnicos feito pelo presidente da Eletrobrás denotou necessidade de modernização tecnológica preventiva que implica investimentos que não estão sendo feitos, dando razão aos oposicionistas, como o governador de São Paulo, José Serra, à administração comandada pelo senador Edson Lobão.

O relato dos problemas técnicos feito pelo presidente da Eletrobrás denotou necessidade de modernização tecnológica preventiva que implica investimentos que não estão sendo feitos, dando razão aos oposicionistas, como o governador de São Paulo, José Serra, à administração comandada pelo senador Edson Lobão.

A ministra Dilma Rousseff desdenhou das críticas relativas aos investimentos, para reconhecer, tardiamente, que o sistema elétrico não está imune a apagões. A tergiversação governamental, com a ministra , de um lado, e o ministro, de outro, gerou desconfianças generalizadas quanto à credibilidade governamental  e abriu polêmica, porque técnicos e especialistas do setor energético apontaram falhas técnicas cuja reparação requer investimentos. Fica, dessa forma, comprovada a insuficiência dos investimentos negada pelo governo.
Para o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, o sistema ONS – Operador Nacional de Segurança – que compõe o ERAC – Esquema Regional de Alívio de Carga – falhou. Os escalões intermediários nas subestações não se desligaram escalonadamente mas abruptamente, derrubando as linhas. Se tivessem funcionado os rellés, que modulam a tensão, desligando as subestações mais atingidas com a queda dela, ao mesmo tempo em que preserva as demais, para evitar o efeito dominó, como , efetivametne, ocorreu, o prejuízo não teria sido tão grande, admitiu Muniz. Ou seja, os problemas técnicos terão que ser sanados com modernização e novos investimentos.
Pintou demora na entrada em operação do sistema de proteção – o ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico. Se demorou é porque precisa ser melhorado tecnologicamente, o que implica novos investimentos. O rompimento da proteção do sistema que isola falhas e barra efeito cascata da queda da produção de Itaipu e colapso nas linhas de transmissão de Furnas significa necessidade de trocar o sistema de proteção, que implica novos investimentos.
O curto circuito em 3 das 5 linhas de transmissão anulou o ONS e o ERAC. Ou seja, o sistema não foi isolado da linha de Itaipu,  impondo, portanto, sacrifícios generalizados, quando poderiam ser localizados e, facilmente, superados. O não isolamento do sistema corresponde, igualmente, à necessidade de novos investimentos.
Para onde seguem as explicações técnicas vê-se impecilhos que somente serão removidos por mais investimentos operacionais – pessoal qualificado – e técnicos – modernização tecnológica em elevada escala. Sem essa condição, poderão ocorrer novos desperdícios de recursos públicos investidos nas empresas estatais.
Poderiam ser desperdiçados algo em torno de 6.000 megawats de potencia. Foram jogados fora mais de 18.000, no contexto de uma produção nacional de aproximadamente 60.000 megawats, perto de 30%. . Prejuízo total, que terá que ser reparados com novos investimentos.
O governador José Serra reclamou que não foram seguidas pelo governo federal recomendações que deu relativamente a adotar para São Paulo central de controle da distribuição de energia, para dar maior segurança ao maior parque industrial da América do Sul e à maior metrópole sul-americana, vendida no apagão. Faltaram, segundo Serra, investimentos.
A convocação extraordinária do ministro Carlos Minc, pelo presidente Lula, para acelerar licenças ambientais, capazes de acelerar investimentos que estão parados é mea culpa presidencial diante do apagão e da razão oposicionista de questionar o nível de investimento no setor.
 

Marketing desastrado

O senador e o presidente deverão, rapidamente, buscar um entendimento de cúpula para tentar contornar as desavenças produzidas pelo apagão na relação PT-PMDB, no comando do setor estatal de energia, que padece de investimentos e pode detonar novas notícias desagradáveis, graças às explicações dos especializadas quanto à vulnerabilidade técnica do ONS

O senador e o presidente deverão, rapidamente, buscar um entendimento de cúpula para tentar contornar as desavenças produzidas pelo apagão na relação PT-PMDB, no comando do setor estatal de energia, que padece de investimentos e pode detonar novas notícias desagradáveis, graças às explicações dos especializadas quanto à vulnerabilidade técnica do ONS

Os argumentos governamentais centraram a culpa pelo apagão nos raios, nas tempestades, nas oscilações climáticas em geral, de forma sincronizada, como samba de uma nota só. A restrição de técnicos do INPI o CNPE ao argumento para culpar a natureza e não os homens pelo desastre coloca em cena a possibilidade de que o governo teria mentido, desde a primeira hora, em vez de falar, cabalmente, a verdade, com laudos técnicos etc.
O governo teve medo da sua própria verdade. Os investimentos estão faltando porque o país está se desenvolvendo. Isso amplia o gap entre o investimento e o consumo. Dor do crescimento. Seria pior o inverso. A argumentação governamental, no entanto, soou como se tivesse algo a esconder na explicação do apagão.
O marketing governamental se perdeu completamente. Descumpriu, conforme destaca a professora de História do Brasil, da Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte, Hermínia Laura, o mandamento número um da relação governo-comunidade: falar com clareza e sinceridade. Ficou um chove-não-molha interminável.
Medroso em enfrentar o problema com total clareza , o sumiço marqueteiro da ministra caiu em descrédito e revelou faceta ministerial que sinaliza insegurança. Se não era para aparecer, por que apareceu? Se era para aparecer, por que apareceu tão tarde? Teria sido influenciada pela cautela excessiva dos marqueteiros, empenhados em construir  frase de efeito furada,, a de que o país não está livre dos apagões?
O titular do Planalto não se abriu para falar das dores do crescimento, porque ficou acostumado a apenas fazer propaganda favorável das alegrias do crescimento.  Não hora de enfrentar a realidade das dores incômodas, o marketing pulou para trás, preocupado com repercussões político-eleitorais.
Ficou fraturada , dentro do governo, a relação PT-PMDB, que dividem, conflitivamente, o poder no Ministério das Minas e Energia. O poder energético nacional, atrativo ao capital internacional em relação ao pré-sal, sobre o qual o PMDB quer ter mais influência que o PT, no jogo da partilha da riqueza, demonstra estar sob tensões políticas produzidas pelos representantes das duas correntes em confronto.
De um lado, o presidente do Congresso, senador José Sarney, que dá lastro político ao senador ministro Edson Lobão; de outro, a ministra Dilma, que apoia os petistas, que comandam as empresas estatais e os fundos de pensão delas. Os interesses estão à flor da pele, especialmente, porque os fundos de pensão, por nova legislação, poderão ampliar suas aplicações em ações, levantando cobiças fortes e influentes.
Ao longo da próxima semana, certamente, os caciques políticos, Lula e Sarney, deverão articular-se , a fim de evitar prolongamentos das discórdias internas. Se elas persistirem, darão espaço crescente para a oposição.