Partido único anti-nacional anti-republicano

Porta-voz alienado do PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-REPUBLICANO ANTI-NACIONAL tem conceito de democracia invertido, porque sua mente está ancorada no abstrato e não na realidade
Porta-voz alienado do PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-REPUBLICANO ANTI-NACIONAL tem conceito de democracia invertido, porque sua mente está ancorada no abstrato e não na realidade

O apresentar do Jornal Nacional, da Globo,  William Bonner,  falou barbaridade em conferência na Universidade de Brasília, para divulgar seu livro sobre os bastidores da edição do noticiário mais importante do país. Indagado sobre a necessidade de democratização das comunicações no Brasil, respondeu, na cara de pau, indagando, que democratização? Já existem seis empresas que disputam o mercado, acrescentou. Seria o bastante, na sua opinião, para configurar a democratização. Seis redes de tevês, seis partidos políticos. Está bom demais. Freud tinha razão. As palavras servem para esconder o pensamento. Estão os representantes da grande mídia e seus funcionários de elite tentando ler a realidade latino-americana, nesse momento, pelo avesso. Bombardearam os notíciários e os editoriais, nas últimas semanas, contra o projeto de lei, aprovado no Congresso argentino, sobre a limitação da concessão para os grupos privados oligopolizados. Está sendo um Deus nos acuda a reação do pessoal.

A mentira toma conta da realidade e leva a sociedade a pensar pelo avesso ideologicamente enganada
A mentira toma conta da realidade e leva a sociedade a pensar pelo avesso ideologicamente enganada

 Depois de vários meses, quase um ano, de debate, em todos os segmentos da sociedade portenha, a lei ganhou perfil altamente democrático. Quem lê e vê a grande mídia  ficou sabendo que os Kirchners, peronistas ditatoriais, armaram uma legislação, na calada da noite, para calar o Clarin, repeteco do pensamento do poder midiático brasileiro e sul-americano, historicamente, aliado das elites, resistentes à modernização política na América Latina. Tremenda ditadura predomina na Argentina. O Congresso, sob pressão irresistível, da Casa Rosada, rendeu-se aos ditadores eleitos pelo povo. Tenta-se vender a mentira. O professor Venício de Lima, da Universidade de Brasília, um dos maiores especialistas em mídia sul-americana, esteve na Argentina e declarou no VerTevê, comandado pelo repórter Lalo Leal, que nunca viu tanta democracia em sua vida, por ocasião dos debates sobre o destino da comunicação na terra dos hermanos.

 

 

Ditadores sul-americanos

 

 

Os ditadores coloc aram para a sociedade a total liberdade do debate para que o projeto de lei que democratiza a comunicação na Argentina fosse aprovado no Congresso, sob pressão da ditadura da Casa Rosada, segun do entendeu a grande mídia nacional
Os ditadores coloc aram para a sociedade a total liberdade do debate para que o projeto de lei que democratiza a comunicação na Argentina fosse aprovado no Congresso, sob pressão da ditadura da Casa Rosada, segun do entendeu a grande mídia nacional

Nas esquinas, nos bares, nos sindicatos, nas escolas, nas fábricas, nos clubes etc, o assunto, segundo Venício,  mereceu atenção geral. Afinal, perto de 100% da mídia portenha estão nas mãos de meia dúzia de grandes empresários, cujos interesses vão em todas as direções, na exportação da carne, do trigo, nos bancos, nas indústrias e,  naturalmente, na mídia. O pensamento do capital, em tremendo processo de oligopolização econômico-financeira-editorial, campeava solto, sem contestações.  Por que as reportagens da grande mídia sobre a oligopolização econômica nacional são tão raras? Oligopólio falaria de oligopólio? Não há diferença em relação ao que acontece no Brasil. Aqui, sete famílias, como destaca o deputado Ivan Valente, líder do PSOL(SP), na Câmara, determinam o que 170 milhões de brasileiros/ras devem saber. Saem o que elas querem em matéria de informação. Os tratores que os Sem Terra passaram por cima dos laranjais da Cutrale mereceram as manchetes, mas a grilação da terra pública executada pela Cutrale não mereceu, é claro, o mesmo tratamento. Dois pesos, duas medidas. Quando o MST decide invadir a terra privada, querem derrubar o modelo capitalista; quando os empresários grilam as terras públicas, fortalecem o modelo do capital.

Sete famílias ditam a moda e o pensamento nacional, sintonizado com seus interesses de alienação da consciência nacional em relação ao seu próprio potencial, tornando-a infantilizada
Sete famílias ditam a moda e o pensamento nacional, sintonizado com seus interesses de alienação da consciência nacional em relação ao seu próprio potencial, tornando-a infantilizada

incompetênica empresarial privada exercida pela Vale do Rio Doce, sob comando do Bradesco, não mereceu cobertura exemplar. Pq? Outras derrubadas praticadas pelos tratores do capital, igualmente, não merecem tratamento, como foi o caso da destruição, por grupos privados, dos pinheiros do Paraná. O juramento da grande mídia de cobrir os dois lados da notícia é uma completa farsa. No momento em que essa farsa começa a ser desvendada e sugere o controle social sobre a concessão dos meios de comunicação eletrônicos, emerge, em uníssono, o grito de guerrra: a democracia está ameaçada. A democracia deles.  As sete famílias escrevem os mesmos editoriais, eivados dos mesmos valores éticos, morais e políticos, a priori construídos como religião, adequada aos interesses de elite. Fora dos critérios critérios estabelecidos por elas, a democracia corre perigo. Na América Latina, onde avança a democratização midiática, como acaba de acontecer, na Argentina, sendo seguida no Uruguai, ocorre onda anti-democrática, alardeiam. No Equador, na Venezuela, no Uruguai, na Argentina, em Honduras etc, a onda anti-democrática abre alas. Abalo geral do poder midiático democrático. Tremendo perigo para a democracia.

 

 

Tremendo perigo para democracia

 

 

A grande mídia, que tem por trás interesses econômicos e financeiros, atua como partido político e não como porta-voz da sociedade democrática. Deve, dessa forma, ser tratado como partidária e não apartidária, como tenta vender, falsamente.
A grande mídia, que tem por trás interesses econômicos e financeiros, atua como partido político e não como porta-voz da sociedade democrática. Deve, dessa forma, ser tratado como partidária e não apartidária, como tenta vender, falsamente.

Somente o Brasil, na América do Sul, está amplamente sob domínio da democracia midiática, comandada por sete famílias. O resto corre perigo. Tentam os comandantes do poder midiático nacional  inverter a realidade. Aqui, a democracia. Pela América Latina afora,  a ditadura adentra em campo. Não seria o contrário? Não estaria havendo uma mudança democrática na visão midiática popular argentina, em vez de estar avançando a ditadura? Ou seria a ditadura midiática tupiniquim que estaria bloqueando a abertura? Não se ouve, não se vê o debate das mudanças dentro da própria mídia. Por que? Seria uma linda reportagem. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anti-democrata de carteirinha, meteu o dedo no nariz da grande mídia, ao taxar a rede de televisão Fox, do empresário, Ruper Murdoch, de partido político. Quando a grande mídia brasileira tenta inverter a realidade, dizendo que a ditadura midiática avança na Argentina, por força do dirigismo peronista, em vez de reconhecer a verdade de que quem está exercendo o poder ditatorial é ela, organizada por sete famílias, , ocorre, simplesmente, uma ação político-partidária. Obama está correto.

O debate sobre a realidade da tevê no Brasil vai desvendando as contradições entre o aparente e o real, entre o discurso e a prática, da grande mídia, que não consegue mais sustentar racionalmente seus argumentos em conflito com a realidade.
O debate sobre a realidade da tevê no Brasil vai desvendando as contradições entre o aparente e o real, entre o discurso e a prática, da grande mídia, que não consegue mais sustentar racionalmente seus argumentos em conflito com a realidade.

A grande mídia é o grande partido político. E como tal deve ser tratado pelos concorrentes. O partido midiático, com seus interesses, deve ser analisado como o Partido Republicano, o Partido Democrata etc, visto que sua ação não é extra-partidária, mas, ao contrário, partidária, profundamente, partidária. Completamente, alienado, Willam Bonner destaca o oposto: as sete irmãs praticam ampla democracia. Freud colocaria Bonner em tratamento intensivo de desalienação. Os poderosos da mídia brasileira perderam o pé de apoio. Teriam , agora, que chamar Barack Obama de ditador por passar a considerar o canal Fox como partido político. Barack Obama e Hugo Chavez, tudo a ver. Partido político anti-democrata = opinião midiática oligopolizada. Murdoch desenvolve, nos Estados Unidos, diferentes interesses nos setores da economia. Da mesma forma, os empresários midiáticos, no Brasil, estendem seus braços em diferentes versões, na medida em que estão, hoje, na esfera dos interesses dos bancos, que são seus credores e principais acionistas, com poder de decisão sobre a orientação editorial.

 

 

Prisioneira dos banqueiros e da alienação

 

 

Amigos entrevistando amigos no espaço midiático onde são utilizados como instrumento para desvirtuar a reaidade, ressalando, inversamente, que ditadura é democracia e democracia, ditadura
Amigos entrevistando amigos no espaço midiático onde são utilizados como instrumento para desvirtuar a reaidade, ressalando, inversamente, que ditadura é democracia e democracia, ditadura

Na prática, a grande mídia nacional está, de um lado, nas mãos dos bancos; de outro, dependente do socorro estatal, quando seus balanços de pagamento, nas crises, implodem, sendo chamado o BNDES para socorro imediato, com aval do Congresso, orientado pelo Executivo. No Legislativo, os poderosos da mídia estão presentes. No Senado, o presidente da Casa, senador José Sarney, é coronel midiático, no Maranhão; na Bahia, os herdeiros do senador Antônio Carlos Magalhães pontificam na Câmara dos Deputados e no Senado. Dessas trincheiras, defendem os interesses do poder midiático. Ou seja, defendem a si mesmos. Na Nova República, herdeira da ditadura militar, os líderes políticos conservadores do coronelismo nacional tomaram conta do Ministério das Comunicações, para fixar as regras de distribuição dos canais  de tevê e rádio. Uma festa, para divulgar a orientação neoliberalizante ditada pelo Consenso de Washington na era neorepublicana. 

Combatente do pensamento único midiático neoliberal, Mauro Santayana tornou-se uma das mais lúcidas mentes do jornalismo sul-americano
Combatente do pensamento único midiático neoliberal, Mauro Santayana tornou-se uma das mais lúcidas mentes do jornalismo sul-americano

Essa turma tem medo tremendo da verdadeira democratização. Ganharam concessões que se renovam automaticamente sem prestação de contas à sociedade. O pleno exercício democrático das sete famílias(Globo, Estadão, Folha, Record, Band, SBT, Abril) e seus derivativos tóxicos-comunicativos -as coligadas – , espalhados, incontitucionalmente, pelos vinte e sete estados da Federação, são a expressão exata da democracia midiática nacional, segundo Willam Bonner. Falou besteira, ao mesmo tempo em que ganhou ares de valentia e independência sarcástica, à custa do poder global, para imitar o amigo do ditador midiático Chavez, o presidente Lula, em entrevista a Maria  Gabriela. Quer dizer, Globo entrevistando Globo. Brincadeirinha de promoção pessoal. O negócio é o seguinte: faz-se urgente projeto de lei que estabeleça divisão para a exploração de concessões pelo Estado: 33% para o setor privado; 33% para as comunidades e 33% para o setor público. Por que quase 100% para o setor privado, travestido de sete famílias? Trata-se de dar privilégio exagerado para o PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-NACIONAL ANTI-REPUBLICANO. Durante a Nova República, ele reinou absoluto, lançando mão do pensamento ideológico utilitarista-mecanicista  privado radical anti-social. Só se viu a si e a mais ninguém.

 

 

Coroneis eletrônicos neo-republicanos

 

 

Os coroneis da grande mídia exerceram seu poder sob neoliberalismo midiático radical, levando o país para o PARTIDO MIDIÁTICO ÚNICO ANTI-DEMOCRACA ANTI-REPUJBLICANO. Filhotes de Berlusconi.
Os coroneis da grande mídia exerceram seu poder sob neoliberalismo midiático radical, levando o país para o PARTIDO MIDIÁTICO ÚNICO ANTI-DEMOCRACA ANTI-REPUJBLICANO. Filhotes de Berlusconi.

O unilateralismo midiático privatizou o Ministério das Comunicações durante a Nova República. Aos amigos foram dados tudo e mais alguma coisa. Os movimentos sociais, no entanto, seguiram organizados para fazer valer o texto constitucional, favorável à democratização. Os ditadores cercaram os democratas. Avançam em toda a América do Sul e, agora, na América do Norte. Trata-se de por os pingos nos iiis. Não é a ditadura que está avançando, mas a democracia. Assim como nasceu o conceito de propriedade como inversão da exclusão da propriedade, na formação do capitalismo inglês, a partir do século 16, com a destruição da propriedade dos agricultores, para inaugurar a propriedade do capital e a transformação do trabalhador em assalariado, do mesmo modo ergueu-se  o conceito de democracia midiática ancorado no preceito ideológico da igualdade jurídica que corresponde, dialeticamene, à desigualdade social.  A tese da democracia das sete irmãs levantou a antítese da proposta de democraticação geral, com mudança nos critérios públicos, para distribuição da informação a toda a sociedade. O neoliberalismo radical criou o partido do pensamento único segundo o qual a verdade está na liberdade do capital, inagurada pela economia política de Adam Smith, da mão invisível do mercado.

As abelhas, irracionais, naturais, não visam os lucros; as abelhas humanas, racionais, ao contrário, privilegiam o lucro. O individualismo socialista das abelhas não é o individualismo capitalista dos humanos.
As abelhas, irracionais, naturais, não visam os lucros; as abelhas humanas, racionais, ao contrário, privilegiam o lucro. O individualismo socialista das abelhas não é o individualismo capitalista dos humanos.

Smith baseou sua descoberta na “Fábula das Abelhas”, de Mandeville, em 1714. Observando o comportamento das abelhas, destacou que cada uma trabalha para si, por interesse próprio,  para realizar uma obra coletiva. Os interesses particulares, seguiu na mesma trilha Adam Smitih, seriam os motivos para cada um exercitar seu potencial, gerando um todo coletivo. Esqueceu de destacar que, entre as abelhas, o critério do interesse particular não é o lucro, mas a distribuição comum do produto, enquanto entre os humanos racionais, o lucro , como expressão do interesse proprio, é essencial, e ao ser eleito prioridade, contrasta com o coletivo. A leitura é inversa. O interesse privado é a antítese do interesse público . Qual seria a síntese? Interesse público + interesse privado/2? Marx destacou que a busca do lucro, na coletividade das abelhas humanas racionais, cria o fenômeno subconsumista, expresso na crônica insuficiência relativa de demanda global que joga o capitalismos nas crises recorrentes de sobreacumulação de capital, de um lado, e sobre-exclusão social, de outro, até que tudo imploda, como aconteceu na grande crise de 2008. O modelo neoliberal das abelhas midiáticas está implodindo. A erosão desse poder dá a sensação, aos empresários do setor, de expropriação de sua propriedade, quando, na verdade, o que está sendo sinalizado pelo rompimento do neoliberalismo esquizofrênico é a democratização da propriedade mídiática. Portanto, 33% para o setor público; 33% para as comunidades e 33% para o setor privado, na exploração do espaço midiático eletrônico nacional,  sob estrito controle social. Se cumpriu bem a tarefa, ótimo; se não, cassação da concessão. É essa a ditadura que o Congresso tem que aplicar em cima do PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-NACIONAL ANTI-REPUBLICANO. A conferência nacional de comunicação vem aí para dar conteúdo mais real ao processo midiático nacional. Esgotou-se o que está aí.