Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 7 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
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Argentina acelera socialização econômica

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Cesar Fonseca em 22-10-2009

O aprofundamento da ideologia peronista-nacionalista argentina coloca em cena o confronto entre Cristina e os conservadores, aliados ao capital externo, que não desejam a descentralização do poder, que representaria fragilização das oligarquias portenhas

O aprofundamento da ideologia peronista-nacionalista argentina coloca em cena o confronto entre Cristina e os conservadores, aliados ao capital externo, que não desejam a descentralização do poder, que representaria fragilização das oligarquias portenhas

Ou dá ou desce. Essa foi a colocação dos governadores das provincias argentinas diante do governo federal da presidente Cristina Kirchner. A centralização excessiva das ações administrativas governamentais está em xeque mate. Ou o governo descentraliza ou libera institucionalmente as provincias-governos estaduais. Como Cristina e seu grupo peronista não querem abrir mão da centralização do poder, para executar políticas públicas, foram obrigados a entregar os anéis , para preservar os dedos. Os governadores terão mais liberdade para gastar e ordenar seus orçamentos, em parceira com o governo federal. Na prática, os governadores se livram dos condicionamentos monetaristas draconianos, expressos na Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), adequada aos interesses dos banqueiros, que com tal legislação asseguram prioridade governamental ao pagamento dos juros, antes que os governos exercitem governabilidade social, voltada para o fomento da educação, saúde, cultura, segurança, infra-estrutura etc. Ganhou novo equilíbrio dinâmico relativo a correlação de forças políticas na Argentina. Permanece a centralização econômica peronista, mas as administrações estaduais, em sua maioria, também,  peronista e aliados do Peronismo, ganham poder adicional frente ao poder central. Trata-se da democratização interna da prática peronista de governar. Amplia-se, em terras portenhas, altamente, educada e auto-suficiente, a socialização do poder político. Este, por sua vez, estará exposto a uma nova legislação de comunicação, aprovada no Congresso, que democratiza oferta de informações públicas para a sociedade, antes sob domínio de oligopólios econômicos-financeiros-editoriais. Traduz-se esse  movimento político no perfil argentino em formação no compasso da grande crise internacional, que vai mudando comportamentos e abrindo novas clareiras. Afinal, o mercado e sua ideologia uitilitarista foram para o brejo, precisando de socorro de uma visão mais social para o capitalismo. Ao que tudo indica vai ressurgindo a TERCERA POSICION, estratégia defendida por Perón, em Bandug, Indonésia, 1954/55, razão maior de sua queda pela derrubada militar. Nem capitalismo nem comunismo, foi o que o líder argentino, no auge da guerra fria entre Washington e Moscou, pregou, insistindo na TERCERA POSICION, especialmente, para a América Latina. A Argentina, sob Cristina Kirchner, caminha para a socialização do poder econômico e político nacional, com novo equilíbrio dinãmico relativo entre governo federal e governos provinciais. Celso Furtado previu que o socialismo na América do Sul chegaria primeiro pela Argentina, dada sua superioridade cultural.

 

 

Lei de IRRESPONSABILIDADE Fiscal

 

 

FHC e Meném renderam-se ao Consenso de Washington, que obrigou à centralização do poder econômico e político para sustentar o pagamento dos serviços da dívida em prejuízo da sociedade. Realizaram a pregação oposta à de Tancredo Neves.

FHC e Meném renderam-se ao Consenso de Washington, que obrigou à centralização do poder econômico e político para sustentar o pagamento dos serviços da dívida em prejuízo da sociedade. Realizaram a pregação oposta à de Tancredo Neves.

No mundo do capital, a realidade, como disseram Marx e Engels, deve ser lida pelo avesso. A ideologia utilitarista do capital faz  confundir a desigualdade social com a igualdade jurídica, equalizando a sociedade por meio de uma regra abstrata, como alternativa, essencial, para a sobreacumulação capitalista. Todo cuidado é pouco. Por exemplo: a Lei de Responsabilidade Social. Deve ser lida em seu contrário: LEI DE IRRESPONSABILIDADE FISCAL. Ela, essencialmente, é fruto de uma ordem dominante nos anos de 1980, quando a Nova República, que substituiu o regime militar, venceu a ditadura política, mas se rendeu à ditadura econômica. O Consenso de Washington nasceu para organizar a economia na periferia capitalista dos efeitos devastadores produzidos pela alta abrupta da taxa de juro americana, em 1979. De 5% ela foi para 17%, aproximadamente, em nome do combate à inflação, gerada pelo excesso de dólares, eurodólares, nipodólares e petrodólares que encharcavam a praça internacional, desde a segunda guerra mundial, graças aos elevados deficits dos Estados Unidos. Quebradeira geral. Tio Sam mandou os economistas de Chicago tomarem conta do pedaço sul-americano. Exigiu o equilibrismo orçamentário indispensável à saída da crise financeira, cuja prioridade estabelecida é o pagamento dos serviços da dívida. Até a Constituição de 1988 entrou na dança bancocrática. O artigo 166, parágrafo terceiro, ítem II, letra b, proibe contingenciamento dos recursos orçamentários destinados ao pagamento dos juros. Já os demais setores da economia são totalmente contingenciados. Contingenciar para pagar juros é RESPONSABILIDADE. O contrario, descontingenciar para gastar com a sociedade é IRRESPONSABILIDADE. Polo e contrapolo.  A LRF nasce no auge do domínio neoliberal, na Era FHC, em que a economia, sob ataques cambiais permanentes, estendia o chapéu ao FMI, dia sim, dia não. Para compatibilizar-se com essa ordem , dada de fora para dentro, o Estado, na conformação nacionalista que havia alcançado, desde Getúlio Vargas, precisava vir abaixo. A Era Vargas era o atraso. A Era FHC, o avanço. Sua expressão e qualidade seriam o enxugamento das atividades do governo federal, estaduais, bancos públicos e empresas estatais, privatização,  abertura etc em nome da RESPONSABILIDADE. Todos passaram a submeter ao novo conceito segundo o qual gasto do governo é custo e não renda. Como está inchado, tem que emagrecer, entrar na lipoaspiração, para ficar mais esbelto, bonito, chic. Chic neoliberal.

 

 

Tango eleitoral à vista

 

 

O movimento mágico do tango entrará sucessão presidencial em forma de democratização federativa brasileira, como ocorre na terra dos hermanos?

O movimento mágico do tango entrará sucessão presidencial em forma de democratização federativa brasileira, como ocorre na terra dos hermanos?

O conceito principal da LRF  é o de que gastar conforme as receitas representa mandamento número um da ética governamental. Fora desse mandamento , os governos se mostram irresponsáveis em penalizar o dinheiro do contribuinte, gastando desordenamente. Imagine se, no auge da crise financeira, o governo Lula seguisse a LRF. Seria julgado pela história como IRRESPONSÁVEL. Teria quebrado o capitalismo brasileiro, dependente, estrutural e historicamente, dos favores fiscais, visto que é formado por poupança externa, exposta às crises de realização do capital, essencialmente, contraditório. O ponto de vista da responsabilidade fiscal, na linha da LRF, prevaleceu na era neoliberal, porque a principal preocupação dos banqueiros era a de garantir, primeiro, o pagamento dos juros; somente, se sobrar, seriam atendidos os demais setores. Gastar demais para pagar juros não seria desperdício do governo, cujo contrapolo seria o péssimo atendimento à sociedade em forma de oferta de serviços públicos. O desperdício dos gastos públicos em juros exigia a redução dos gastos nos serviços públicos em geral.  A lei , para os banqueiros, é de responsabilidade fiscal; mas, para a sociedade que fica sem a oferta de serviços públicos, trata-se de LEI DE IRRESPONSABILIDADE FISCAL. A eficiência do setor privado requer, segundo Malthus, a ineficiência dialética do governo, em nome da salvação do capital. As provincias, na Argentina, assumiram seu ponto de vista em relação à lei e foram às urnas para contestá-la, na última campanha eleitoral. Resultado: Cristina Kirchner perdeu maioria parlamentar. Em tempos democráticos, os modelos econômicos externos, ditados pelos banqueiros, começam a enfrentar a sociedade politicamente organizada e mais resistente. A descentralização do poder econômico e político sinaliza novo tempo sul-americano. A campanha eleitoral no Brasil jogará o tema no ar, tipo efeito tango?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Serra acelerou taxação do dólar

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 21-10-2009

Serra acelerou decisão de Guido Mantega para evitar desgastes maiores à candidatura da ministra Dilma Rousseff, caso o desemprego avançasse no ritmo do dólar barato disparado pelo ministro Henrique Meirelles. Economia entra na sucessão

Serra acelerou decisão de Guido Mantega para evitar desgastes maiores à candidatura da ministra Dilma Rousseff, caso o desemprego avançasse no ritmo do dólar barato disparado pelo ministro Henrique Meirelles. Economia entra na sucessão

O presidente Lula e sua candidata ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, cairam na real. Perceberam, subitamente, que estavam fazendo propaganda para a candidatura do PSDB, seja a do governador José Serra, de São Paulo, seja a do de Minas Gerais, Aécio Neves, ao manter a política monetária-cambial conduzida pelo presidente do Banco Central, ministro Henrique Meirelles. Ao sustentar o dólar muito baixo, o BC eleva a dívida pública, o risco cambial e hiperinflacionário e, consequentemente, os juros. Ao mesmo tempo, destroi os empregos. A indústria nacional frente ao dólar em processo de desvalorização irreversível, pelo menos enquanto durar a crise global, teria que demitir, pois não suportaria a concorrência dos produtos importados. Os trabalhadores demitidos e suas respectivas famílias, bem como toda a cadeia produtiva dependente das empresas de ponta na exportação, onde abriga a classe média, votariam maciçamente na oposição. O desemprego destruiria a armação estratégico-eleitoral do presidente Lula, que, nessa terça feira, à noite, fechou negociação com o PMDB, para fazer a dobradinha PT-PMDB , nos 27 estados da Federação. Os peemedebistas, historicamente, oportunistas, poderiam pular para o oposição, rachando a montagem política presidencial. O governador José Serra detonou o titular do BC, no mesmo momento em que o titular do Planalto e a tiular candidata da Casa Civil faziam campanha eleitoral nas águas do Rio São Francisco, sob protestos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

 

 

Perigo eleitoral

 

 

A dupla que poderá representar a coligação governamental sofreria duro golpe com o dólar barato especulativo detonando os empregos ao inviabilizar a competitividade da indústria nacional

A dupla que poderá representar a coligação governamental sofreria duro golpe com o dólar barato especulativo detonando os empregos ao inviabilizar a competitividade da indústria nacional

Igualmente, em campanha eleitoral, como o presidente,  mas sem a censura de Gilmar Mendes – dois pesos, duas medidas – , Serra visualizou os milhares de desempregados que o dólar barato produziria, se mantido o jogo do BC, nos próximos meses, e foi ao ataque. Alertou que pode vir muito desemprego e juro alto por aí, caso o BC continue na linha ultra-liberal, deixando o dólar entrar a rodo. Serra demonstrou que estará na linha de frente para atacar as contradições da política econômica e monetária da equipe governamental, durante a campanha. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não teve outra alternativa, senão responder politicamente o desafio econômico e político colocado pelo excesso de moeda americana em franca desvalorização na praça brasileira, tensionando geral a economia, em véspera de campanha política, que promete ser acirrada. Mantega, autor de “Economia política brasileira”, adepto de Getúlio Vargas e do nacional-desenvolvimentismo, base da sua tese de mestrado, jogou politicamente no contrataque. O titular do Banco Central ficou calado, não porque não sabia da decisão, visto que Mantega destacou que Meirelles acompanhou todo o desenrolar do processo de decisão que culminou com a taxação de 2% na entrada de dólar para a bolsa e para a especulação em renda fixa e variável.

 

 

Entre BC e PMDB

 

 

 

A cabeça de Meirelles rolaria se continuasse o dólar baixo detonando a taxa de desemprego que bombaria a candidatura da oposição em 2010

A cabeça de Meirelles rolaria se continuasse o dólar baixo detonando a taxa de desemprego que bombaria a candidatura da oposição em 2010

O silêncio de Meirelles, no primeiro momento, expressa sua mais profunda contradição. Política e economia misturam na sua cabeça.  Ele é candidato, pelo PMDB, ao Senado, por Goiás, podendo, também, disputar a governança, se conseguir articular politicamente no Estado, o que não é certo. Passaria por cima do cacique, prefeito Iris Resende, candidato a candidato a governador, cometendo irrazoabilidade política, o que não parece razoável supor. Como integrante do PMDB, que acertou com o PT a aliança para 2010, Meirelles, peemedebista, se justificaria perante os líderes do partido, oferecendo sua própria cabeça, se mantivesse política monetária que bomba a candidatura adversária. Tornou-se completamente incompatível a relação de Meirelles dentro do BC neoliberal, visto que a direção do banco se encontra dividida, conforme relatou o repórter Alex Ribeiro, do Valor Econômico, nesta quarta feira. Pode ser, também, que a política, com Meirelles, tenha chegado ao BC, colocando o dedo do PMDB na condução da política monetária, submetida à orientação não de política econômica, mas de economia política. Tudo está mudando no comando da economia em processo de enfrentamento da crise global, cujos desdobramentos ninguém sabe, no instante em que o presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Ben Benanke, alerta que a crise financeira está oculta e latente. Parece a ameaça da bomba atômica sob poder do Irã, alardeado por Israel, que pode contratacar, jogando, preventivamente, suas bombas nas bases nucleares iranianas, abrindo a terceira guerra mundial.  O quadro favorece a política e não a economia, como fator de decisão econômica, especialmente, porque é a demanda estatal que determina o ritmo das atividades produtivas em cenário de crise internacional, onde a orientação do mercado naufragou-se econômica e politicamente. O jogo político cambial entrou na dança sucessória. Como os problemas do presidente Lula estão ligados não à escassez de dinheiro , mas ao excesso dele, as manobras para tentar passar por cima do perigo cambial-eleitoral se abrem amplas e compridas.

Partido único anti-nacional anti-republicano

Categoria: (Cultura, Política) por Cesar Fonseca em 19-10-2009

Porta-voz alienado do PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-REPUBLICANO ANTI-NACIONAL tem conceito de democracia invertido, porque sua mente está ancorada no abstrato e não na realidade

Porta-voz alienado do PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-REPUBLICANO ANTI-NACIONAL tem conceito de democracia invertido, porque sua mente está ancorada no abstrato e não na realidade

O apresentar do Jornal Nacional, da Globo,  William Bonner,  falou barbaridade em conferência na Universidade de Brasília, para divulgar seu livro sobre os bastidores da edição do noticiário mais importante do país. Indagado sobre a necessidade de democratização das comunicações no Brasil, respondeu, na cara de pau, indagando, que democratização? Já existem seis empresas que disputam o mercado, acrescentou. Seria o bastante, na sua opinião, para configurar a democratização. Seis redes de tevês, seis partidos políticos. Está bom demais. Freud tinha razão. As palavras servem para esconder o pensamento. Estão os representantes da grande mídia e seus funcionários de elite tentando ler a realidade latino-americana, nesse momento, pelo avesso. Bombardearam os notíciários e os editoriais, nas últimas semanas, contra o projeto de lei, aprovado no Congresso argentino, sobre a limitação da concessão para os grupos privados oligopolizados. Está sendo um Deus nos acuda a reação do pessoal.

A mentira toma conta da realidade e leva a sociedade a pensar pelo avesso ideologicamente enganada

A mentira toma conta da realidade e leva a sociedade a pensar pelo avesso ideologicamente enganada

 Depois de vários meses, quase um ano, de debate, em todos os segmentos da sociedade portenha, a lei ganhou perfil altamente democrático. Quem lê e vê a grande mídia  ficou sabendo que os Kirchners, peronistas ditatoriais, armaram uma legislação, na calada da noite, para calar o Clarin, repeteco do pensamento do poder midiático brasileiro e sul-americano, historicamente, aliado das elites, resistentes à modernização política na América Latina. Tremenda ditadura predomina na Argentina. O Congresso, sob pressão irresistível, da Casa Rosada, rendeu-se aos ditadores eleitos pelo povo. Tenta-se vender a mentira. O professor Venício de Lima, da Universidade de Brasília, um dos maiores especialistas em mídia sul-americana, esteve na Argentina e declarou no VerTevê, comandado pelo repórter Lalo Leal, que nunca viu tanta democracia em sua vida, por ocasião dos debates sobre o destino da comunicação na terra dos hermanos.

 

 

Ditadores sul-americanos

 

 

Os ditadores coloc aram para a sociedade a total liberdade do debate para que o projeto de lei que democratiza a comunicação na Argentina fosse aprovado no Congresso, sob pressão da ditadura da Casa Rosada, segun do entendeu a grande mídia nacional

Os ditadores coloc aram para a sociedade a total liberdade do debate para que o projeto de lei que democratiza a comunicação na Argentina fosse aprovado no Congresso, sob pressão da ditadura da Casa Rosada, segun do entendeu a grande mídia nacional

Nas esquinas, nos bares, nos sindicatos, nas escolas, nas fábricas, nos clubes etc, o assunto, segundo Venício,  mereceu atenção geral. Afinal, perto de 100% da mídia portenha estão nas mãos de meia dúzia de grandes empresários, cujos interesses vão em todas as direções, na exportação da carne, do trigo, nos bancos, nas indústrias e,  naturalmente, na mídia. O pensamento do capital, em tremendo processo de oligopolização econômico-financeira-editorial, campeava solto, sem contestações.  Por que as reportagens da grande mídia sobre a oligopolização econômica nacional são tão raras? Oligopólio falaria de oligopólio? Não há diferença em relação ao que acontece no Brasil. Aqui, sete famílias, como destaca o deputado Ivan Valente, líder do PSOL(SP), na Câmara, determinam o que 170 milhões de brasileiros/ras devem saber. Saem o que elas querem em matéria de informação. Os tratores que os Sem Terra passaram por cima dos laranjais da Cutrale mereceram as manchetes, mas a grilação da terra pública executada pela Cutrale não mereceu, é claro, o mesmo tratamento. Dois pesos, duas medidas. Quando o MST decide invadir a terra privada, querem derrubar o modelo capitalista; quando os empresários grilam as terras públicas, fortalecem o modelo do capital.

Sete famílias ditam a moda e o pensamento nacional, sintonizado com seus interesses de alienação da consciência nacional em relação ao seu próprio potencial, tornando-a infantilizada

Sete famílias ditam a moda e o pensamento nacional, sintonizado com seus interesses de alienação da consciência nacional em relação ao seu próprio potencial, tornando-a infantilizada

incompetênica empresarial privada exercida pela Vale do Rio Doce, sob comando do Bradesco, não mereceu cobertura exemplar. Pq? Outras derrubadas praticadas pelos tratores do capital, igualmente, não merecem tratamento, como foi o caso da destruição, por grupos privados, dos pinheiros do Paraná. O juramento da grande mídia de cobrir os dois lados da notícia é uma completa farsa. No momento em que essa farsa começa a ser desvendada e sugere o controle social sobre a concessão dos meios de comunicação eletrônicos, emerge, em uníssono, o grito de guerrra: a democracia está ameaçada. A democracia deles.  As sete famílias escrevem os mesmos editoriais, eivados dos mesmos valores éticos, morais e políticos, a priori construídos como religião, adequada aos interesses de elite. Fora dos critérios critérios estabelecidos por elas, a democracia corre perigo. Na América Latina, onde avança a democratização midiática, como acaba de acontecer, na Argentina, sendo seguida no Uruguai, ocorre onda anti-democrática, alardeiam. No Equador, na Venezuela, no Uruguai, na Argentina, em Honduras etc, a onda anti-democrática abre alas. Abalo geral do poder midiático democrático. Tremendo perigo para a democracia.

 

 

Tremendo perigo para democracia

 

 

A grande mídia, que tem por trás interesses econômicos e financeiros, atua como partido político e não como porta-voz da sociedade democrática. Deve, dessa forma, ser tratado como partidária e não apartidária, como tenta vender, falsamente.

A grande mídia, que tem por trás interesses econômicos e financeiros, atua como partido político e não como porta-voz da sociedade democrática. Deve, dessa forma, ser tratado como partidária e não apartidária, como tenta vender, falsamente.

Somente o Brasil, na América do Sul, está amplamente sob domínio da democracia midiática, comandada por sete famílias. O resto corre perigo. Tentam os comandantes do poder midiático nacional  inverter a realidade. Aqui, a democracia. Pela América Latina afora,  a ditadura adentra em campo. Não seria o contrário? Não estaria havendo uma mudança democrática na visão midiática popular argentina, em vez de estar avançando a ditadura? Ou seria a ditadura midiática tupiniquim que estaria bloqueando a abertura? Não se ouve, não se vê o debate das mudanças dentro da própria mídia. Por que? Seria uma linda reportagem. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anti-democrata de carteirinha, meteu o dedo no nariz da grande mídia, ao taxar a rede de televisão Fox, do empresário, Ruper Murdoch, de partido político. Quando a grande mídia brasileira tenta inverter a realidade, dizendo que a ditadura midiática avança na Argentina, por força do dirigismo peronista, em vez de reconhecer a verdade de que quem está exercendo o poder ditatorial é ela, organizada por sete famílias, , ocorre, simplesmente, uma ação político-partidária. Obama está correto.

O debate sobre a realidade da tevê no Brasil vai desvendando as contradições entre o aparente e o real, entre o discurso e a prática, da grande mídia, que não consegue mais sustentar racionalmente seus argumentos em conflito com a realidade.

O debate sobre a realidade da tevê no Brasil vai desvendando as contradições entre o aparente e o real, entre o discurso e a prática, da grande mídia, que não consegue mais sustentar racionalmente seus argumentos em conflito com a realidade.

A grande mídia é o grande partido político. E como tal deve ser tratado pelos concorrentes. O partido midiático, com seus interesses, deve ser analisado como o Partido Republicano, o Partido Democrata etc, visto que sua ação não é extra-partidária, mas, ao contrário, partidária, profundamente, partidária. Completamente, alienado, Willam Bonner destaca o oposto: as sete irmãs praticam ampla democracia. Freud colocaria Bonner em tratamento intensivo de desalienação. Os poderosos da mídia brasileira perderam o pé de apoio. Teriam , agora, que chamar Barack Obama de ditador por passar a considerar o canal Fox como partido político. Barack Obama e Hugo Chavez, tudo a ver. Partido político anti-democrata = opinião midiática oligopolizada. Murdoch desenvolve, nos Estados Unidos, diferentes interesses nos setores da economia. Da mesma forma, os empresários midiáticos, no Brasil, estendem seus braços em diferentes versões, na medida em que estão, hoje, na esfera dos interesses dos bancos, que são seus credores e principais acionistas, com poder de decisão sobre a orientação editorial.

 

 

Prisioneira dos banqueiros e da alienação

 

 

Amigos entrevistando amigos no espaço midiático onde são utilizados como instrumento para desvirtuar a reaidade, ressalando, inversamente, que ditadura é democracia e democracia, ditadura

Amigos entrevistando amigos no espaço midiático onde são utilizados como instrumento para desvirtuar a reaidade, ressalando, inversamente, que ditadura é democracia e democracia, ditadura

Na prática, a grande mídia nacional está, de um lado, nas mãos dos bancos; de outro, dependente do socorro estatal, quando seus balanços de pagamento, nas crises, implodem, sendo chamado o BNDES para socorro imediato, com aval do Congresso, orientado pelo Executivo. No Legislativo, os poderosos da mídia estão presentes. No Senado, o presidente da Casa, senador José Sarney, é coronel midiático, no Maranhão; na Bahia, os herdeiros do senador Antônio Carlos Magalhães pontificam na Câmara dos Deputados e no Senado. Dessas trincheiras, defendem os interesses do poder midiático. Ou seja, defendem a si mesmos. Na Nova República, herdeira da ditadura militar, os líderes políticos conservadores do coronelismo nacional tomaram conta do Ministério das Comunicações, para fixar as regras de distribuição dos canais  de tevê e rádio. Uma festa, para divulgar a orientação neoliberalizante ditada pelo Consenso de Washington na era neorepublicana. 

Combatente do pensamento único midiático neoliberal, Mauro Santayana tornou-se uma das mais lúcidas mentes do jornalismo sul-americano

Combatente do pensamento único midiático neoliberal, Mauro Santayana tornou-se uma das mais lúcidas mentes do jornalismo sul-americano

Essa turma tem medo tremendo da verdadeira democratização. Ganharam concessões que se renovam automaticamente sem prestação de contas à sociedade. O pleno exercício democrático das sete famílias(Globo, Estadão, Folha, Record, Band, SBT, Abril) e seus derivativos tóxicos-comunicativos -as coligadas – , espalhados, incontitucionalmente, pelos vinte e sete estados da Federação, são a expressão exata da democracia midiática nacional, segundo Willam Bonner. Falou besteira, ao mesmo tempo em que ganhou ares de valentia e independência sarcástica, à custa do poder global, para imitar o amigo do ditador midiático Chavez, o presidente Lula, em entrevista a Maria  Gabriela. Quer dizer, Globo entrevistando Globo. Brincadeirinha de promoção pessoal. O negócio é o seguinte: faz-se urgente projeto de lei que estabeleça divisão para a exploração de concessões pelo Estado: 33% para o setor privado; 33% para as comunidades e 33% para o setor público. Por que quase 100% para o setor privado, travestido de sete famílias? Trata-se de dar privilégio exagerado para o PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-NACIONAL ANTI-REPUBLICANO. Durante a Nova República, ele reinou absoluto, lançando mão do pensamento ideológico utilitarista-mecanicista  privado radical anti-social. Só se viu a si e a mais ninguém.

 

 

Coroneis eletrônicos neo-republicanos

 

 

Os coroneis da grande mídia exerceram seu poder sob neoliberalismo midiático radical, levando o país para o PARTIDO MIDIÁTICO ÚNICO ANTI-DEMOCRACA ANTI-REPUJBLICANO. Filhotes de Berlusconi.

Os coroneis da grande mídia exerceram seu poder sob neoliberalismo midiático radical, levando o país para o PARTIDO MIDIÁTICO ÚNICO ANTI-DEMOCRACA ANTI-REPUJBLICANO. Filhotes de Berlusconi.

O unilateralismo midiático privatizou o Ministério das Comunicações durante a Nova República. Aos amigos foram dados tudo e mais alguma coisa. Os movimentos sociais, no entanto, seguiram organizados para fazer valer o texto constitucional, favorável à democratização. Os ditadores cercaram os democratas. Avançam em toda a América do Sul e, agora, na América do Norte. Trata-se de por os pingos nos iiis. Não é a ditadura que está avançando, mas a democracia. Assim como nasceu o conceito de propriedade como inversão da exclusão da propriedade, na formação do capitalismo inglês, a partir do século 16, com a destruição da propriedade dos agricultores, para inaugurar a propriedade do capital e a transformação do trabalhador em assalariado, do mesmo modo ergueu-se  o conceito de democracia midiática ancorado no preceito ideológico da igualdade jurídica que corresponde, dialeticamene, à desigualdade social.  A tese da democracia das sete irmãs levantou a antítese da proposta de democraticação geral, com mudança nos critérios públicos, para distribuição da informação a toda a sociedade. O neoliberalismo radical criou o partido do pensamento único segundo o qual a verdade está na liberdade do capital, inagurada pela economia política de Adam Smith, da mão invisível do mercado.

As abelhas, irracionais, naturais, não visam os lucros; as abelhas humanas, racionais, ao contrário, privilegiam o lucro. O individualismo socialista das abelhas não é o individualismo capitalista dos humanos.

As abelhas, irracionais, naturais, não visam os lucros; as abelhas humanas, racionais, ao contrário, privilegiam o lucro. O individualismo socialista das abelhas não é o individualismo capitalista dos humanos.

Smith baseou sua descoberta na “Fábula das Abelhas”, de Mandeville, em 1714. Observando o comportamento das abelhas, destacou que cada uma trabalha para si, por interesse próprio,  para realizar uma obra coletiva. Os interesses particulares, seguiu na mesma trilha Adam Smitih, seriam os motivos para cada um exercitar seu potencial, gerando um todo coletivo. Esqueceu de destacar que, entre as abelhas, o critério do interesse particular não é o lucro, mas a distribuição comum do produto, enquanto entre os humanos racionais, o lucro , como expressão do interesse proprio, é essencial, e ao ser eleito prioridade, contrasta com o coletivo. A leitura é inversa. O interesse privado é a antítese do interesse público . Qual seria a síntese? Interesse público + interesse privado/2? Marx destacou que a busca do lucro, na coletividade das abelhas humanas racionais, cria o fenômeno subconsumista, expresso na crônica insuficiência relativa de demanda global que joga o capitalismos nas crises recorrentes de sobreacumulação de capital, de um lado, e sobre-exclusão social, de outro, até que tudo imploda, como aconteceu na grande crise de 2008. O modelo neoliberal das abelhas midiáticas está implodindo. A erosão desse poder dá a sensação, aos empresários do setor, de expropriação de sua propriedade, quando, na verdade, o que está sendo sinalizado pelo rompimento do neoliberalismo esquizofrênico é a democratização da propriedade mídiática. Portanto, 33% para o setor público; 33% para as comunidades e 33% para o setor privado, na exploração do espaço midiático eletrônico nacional,  sob estrito controle social. Se cumpriu bem a tarefa, ótimo; se não, cassação da concessão. É essa a ditadura que o Congresso tem que aplicar em cima do PARTIDO ÚNICO MIDIÁTICO ANTI-NACIONAL ANTI-REPUBLICANO. A conferência nacional de comunicação vem aí para dar conteúdo mais real ao processo midiático nacional. Esgotou-se o que está aí.

Real põe preço no dólar em queda

Categoria: (Economia) por Cesar Fonseca. Sebastiao Gomes em 18-10-2009

Não há economia que tenha peso internacional que não busque investir na moeda brasileira que se valoriza graças à potencialidade econômica nacional que passa a ditar os termos de câmbio nas trocas internacionais como demonstrou o Friboi-JBS ao exigir valorização para sua mercadoria frente à mercadoria , o dólar, que tenta compra-la, sem dispor de força correspondente

Não há economia que tenha peso internacional que não busque investir na moeda brasileira que se valoriza graças à potencialidade econômica nacional que passa a ditar os termos de câmbio nas trocas internacionais como demonstrou o Friboi-JBS ao exigir valorização para sua mercadoria frente à mercadoria , o dólar, que tenta compra-la, sem dispor de força correspondente

Os grandes oligopólios de matérias primas básicas – alimentos, minérios , energia, petróelo etc - poderão ser os componentes mais fortes capazes de ditar novo rumo ao sistema monetário internacional. São francamente vendedores os países que dispõem dessas matérias primas, como é o caso do Brasil. Por isso, dentro do país, os oligopólios controladores da produção e comercialização desses produtos pesarão na formulação de nova moeda internacional, de modo a dividir com o dólar a tarefa de mediar as relações de troca, já que a variação, para baixo, da moeda americana lança dúvidas gerais nos empresários. O exemplo que rolou semana passada com as exportações de carne pelo grupo Friboi-JBS, maior produtor e vendedor de carne do mundo, foi simbólico. Como os preços dos produtos do Friboi-JBS estão perdendo competitividade com o dólar baixo, que entra de enxurrada, no país, desnacionalizando a economia, passaram os empresários a cobrar mais em dólar por tonelada vendida. Ou seja, colocaram preço na sua mercadoria frente à moeda americana. Os importadores teriam que pagar 600 dólares adicionais, como compensação. Por que os produtores esperarão que o dólar caia, supostamente, até a R$ 50, se o BC, realmente, praticasse o câmbio flutuante e não o administrado? O Friboi-JBS exigiu mais dólares para vender em reais. A moeda brasileira mostrou-se mais valorizada porque o produto é essencial para os importadores europeus, americanos e asiáticos. Estes pagaram para ver e aceitaram a imposição. A moeda, representação abstrata, sendo mercadoria, oscila do mesmo modo que as suas congêneres, expressas em bens e serviços. Como há excesso de moeda americana circulando pelo mundo, sem lastro nenhum, graças às emissões realizadas pelo governo Barack Obama, de modo a sustentar as atividades produtivas, diante da bancarrota financeira, o preço dela , cujo montante no mundo já é excepcional, tende a cair. Se se trata de mercadoria que perde valor, cujo preço volatiliza-se, selvagemente, em razão da redução do poder relativo dos Estados Unidos no cenário da globalização implodida pela financeirização econômica, os proprietários de mercadorias mais valorizadas, como são os casos das matérias primas básicas, tentarão proteger seu preço.

  

Cesta de moedas à vista

    

 

 

 

 

 

Os importadores, que precisam dos produtos alimentícios e básicos, indispensáveis à manufatura global, pagam para ver, e levam, demonstrando a nova correlação de forças na deterioração dos termos de trocas cambiais, dada pela crise da moeda americana

Os importadores, que precisam dos produtos alimentícios e básicos, indispensáveis à manufatura global, pagam para ver, e levam, demonstrando a nova correlação de forças na deterioração dos termos de trocas cambiais, dada pela crise da moeda americana

Se o preço da carne está sofrendo com a sobrevalorização do real, mas os importadores desejam o produto para comprálo com dólar que se desvaloriza, por que não exigir mais dólares, que não tem lastro, para comprar o produto em real, moeda que tem lastro forte?

O fenômeno mais signigicativo recente ocorreu entre 2007-2008, até o estouro da crise. Os árabes passaram a fazer o mesmo que está fazendo, nesse momento, o Friboi-JBS. Elevaram o preço do petróleo. O barril do óleo chegou a quase 180 dólares, antes de iniciar a queda. Como os países produtores do petróleo pagam suas importações européias em euro e recebem em dólares a cotação do petróleo, começaram a perder dinheiro em face da desvalorização do dólar. Elevaram, com o peso do oligopólio da OPEP, o preço do óleo, e o mundo teve que engolir em forma de inflação repassada aos preços. O preço óleo se impôs ao preço dólar. Os produtores argumentaram que estavam protegendo o valor do seu produto diante da desvalorização da moeda americana. Os empresários brasileiros fazem idêntico movimento. Buscam proteger-se. Quantdo maior a quantidade de verdinhas que entram na praça brasileira, para comprar ativos nacionais na bolsa, desnacionalizando a propriedade nacional, no jogo especulativo bursátil, maior a valorização do real, menor a capacidade dos empresários brasileiros de competirem, mesmo dispondo de matérias primas que valorizam mais que a moeda americana. Perdem para uma moeda desvalorizada a riqueza valorizada que dispõem. Certamente, o jogo pesado do Friboi-JBS , somente, é possível de ser ganhando, se quem estiver praticando-o for suficientemente forte no cenário global. Os alimentos brasileiros produzidos em grande escala pelo agronegócio deverão seguir o rastro do comportamento do Friboi - JBS. Oligopolização. Idem o caso dos minérios. A Companhia Vale do Rio Doce já força renovação dos contratos com os chineses e europeus, principalmente. A onda do dólar desvalorizado e do real sobrevalorizado coloca o setor produtivo, nacional e internacional, em alerta para proteger o valor de sua mercadoria. O equivalente monetário das trocas globais, o dólar, deixou de ter a confiança dos produtores. Estes, sem confiança na moeda americana, predispõem à proteção do seu preço. Conscientizam-se, nesse processo, que a mercadoria que dispõem é, igualmente, moeda. Esta nasce , na história, para mediar as relações. Quando se transforma em mediação problemática, os produtores fogem dela. Os árabes, por isso, querem não mais os petrodólares, mas o PETROARÁBICO, moeda cujo lastro é o petróleo. Da mesma forma, recomenda o economista Almir Hockembach que o governo brasileiro lance o PETROREAL, tendo como garantia, apenas, o valor corresponde ao custo de extração do petróleo do Pré-sal. A propensão arábica de fugir do dólar, como noticiou, há duas semanas, a imprensa internacional, buscando parceria com a China, Brasil, Rússia e Índia, países integrantes dos BRICs, insere-se no movimento geral de desconfiança mundial relativamente ao dólar, que não assegura mais confiabilidade às relações de troca. O excesso dele na praça, somado às desconfianças mundiais em relação aos deficits americanos, impulsiona o movimento em defesa de novo sistema monetário internacional.

  

Lavanderia universal

   

 

 

 

 

 

O FMI não tem mais poder de fixar regras de acordo com a cara do freguês para ajustar balanços de pagamentos deteriorados, pois , agora, quem está em deterioração completa são as economias que dão as ordens para sua funcionalidade, historicamente, disfuncional em relação aos países capitalistas periféricos

O FMI não tem mais poder de fixar regras de acordo com a cara do freguês para ajustar balanços de pagamentos deteriorados, pois , agora, quem está em deterioração completa são as economias que dão as ordens para sua funcionalidade, historicamente, disfuncional em relação aos países capitalistas periféricos

A tentativa do FMI de se transformar em banco central universal com credencial para distribuir dólares em nome do equilibrio do balanço de pagamento global nada mais é que desejo dos países ricos de evitarem a bancarrota da moeda americana em excesso na praça mundial, desorganizando, globalmente, as relações de trocas cambiais, ameaçando a estabilidade das demais moedas

A reação dos países ricos, que, na crise, relativizaram seu poder financeiro em frangalhos, é a de tentar continuar dando as cartas a partir do FMI. Conseguiriam se livrar de ataques especulativos contra suas moedas? Por meio do FMI, enxugariam a praça mundial do excesso de dólares, a fim de evitar estouro hiperinflacionário? O Fundo , sintomaticamente, passou a pregar contra países , como China e Brasil, que possuem excesso de reservas em moeda americana. Querem que depositem elas no Fundo. Conseguirão? Os desdobramentos das tensões produzidas pelo sistema monetário em crise ditarão os comportamentos políticos nos próximos anos, como a novidade central da economia global, na primeira metade do século 21. O modelo monetário que vigorou no século 20, baseado na economia monetária, em que a moeda não dispõe de lastro real, como ocorreu no século 19, predominado pelo padrão-ouro, esgotou-se em sua utilidade. Os oligopólios, expressões finais do sistema capitalista, em busca da supressão da concorrência, a fim de evitarem queda dos preços, deflação e destruição de capital, passam a ter as chaves do comando da economia global, especialmente, os que se organizam em torno das matérias primas. Como a capacidade produtiva instalada global está predisposta a uma ampla concorrência selvagem – facilitada pelo aumento da produtividade, bombada pela ciência e tecnologia a serviço da produção – os preços dos manufaturados tendem a cair , enquanto o das matérias primas caminham opostamente, tendendo a uma alta relativa maior. Se a moeda dominante, o dólar, no cenário capitalista global, exerceu até agora poder de senhoriagem para favorecer os produtos industrializados relativamente aos produtos básicos, sua função, no momento em que as manufaturas tendem à deflação, e os básicos à inflação, perde utilidade. Deixa de ser interessante para os países ricos em matérias primas e para os oligopólios que dominam a cena economica nesses países capitalistas periféricos, emergente.

  

Potencia real 

 

Por que os exportadores brasileiros que têm valor que se valoriza, suas mercadorias básicas, trocarão elas por moeda que se desvaloriza, no jogo cambial imposto pela bancarrota financeira global?

Por que os exportadores brasileiros que têm valor que se valoriza, suas mercadorias básicas, trocarão elas por moeda que se desvaloriza, no jogo cambial imposto pela bancarrota financeira global?

O lastro do real são as riquezas minerais e alimentícias que estão se valorizando no compasso do dólar em desvalorização por absoluta falta de lastro

A força do real estará na potencia econômica nacional, expressa em oferta de matérias primas de toda natureza para a realização da manufatura, bem como base industrial competente que dispõe da oportunidade de agregar valor ao seu produto, a fim de valoriza-lo como moeda forte. Qual seria a força da Vale do Rio Doce, se extraísse o minério e o industrializasse, diante dos seus concorrentes, que têm que pagar pela matéria prima, pelo frete e pelo seguro, antes de dispor de poder de competição? A força do Brasil, nesse momento, em que a crise dá sinais de arrefecimento – sem afastar, contudo, possibilidades de perigos emergentes , surpreendentes etc – , poderia estar numa combinação estratégica de conter o excesso de dólar, taxando a entrada dele no país, e de estimular política industrial, condicionando a entrada de capital, desde que destinado a ampliar a capacidade produtiva, para aproveitar as verdadeiras potencialidades, a partir da conclusão da grande infra-estrutura nacional – saúde, educação, distribuição da renda e integração. Nesse contexto, haveria o amplo espaço para as parcerias público-privadas, com capital externo, que está sobrando, fugindo da eutanásia do rentista no juro negativo. Caso contrário, a continuar a enxurrada de dólares no país, a dívida pública vai aumentar sem controles, preparando a hiperinflação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bradesco, na crise, não acreditou na Vale

Categoria: (Economia) por Cesar Fonseca em 16-10-2009

Lula não engoliu o argumento anti-nacionalista de tesouraria neoliberal de Agnelli para justificar o esfriamento dos investimentos da Vale, quando o titular do Planalto atuava em sentido diametralmente oposto. Chocaram-se ,irreversivelmente.

Lula não engoliu o argumento anti-nacionalista de tesouraria neoliberal de Agnelli para justificar o esfriamento dos investimentos da Vale, quando o titular do Planalto atuava em sentido diametralmente oposto. Chocaram-se ,irreversivelmente.

Está em cena choque de gigantes na economia. De um lado, o Estado, sob governo intervencionista lulista; de outro, o Bradesco, o segundo maior banco privado brasileiro, que preside a Companhia Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, da qual fazem parte bancos públicos e fundos de pensão estatais(Previ, Petrus, Funcep etc). No centro da discussão, o presidente da Vale, Roger Agnelli. Trata-se de mera aparência, de tentativa de personalizar o embate econômico gigantesco, que pode alterar os rumos da empresa e da economia sob orientação estatal como remédio para a crise desatada pela bancarrota financeira internacional. O Palácio do Planalto considera que o Bradesco, patrão de Agnelli, cruzou os braços na crise. Recusou a colocar a empresa no ataque. Cortou investimentos e demitiu trabalhadores. Ao mesmo tempo, critica a empresa que apostou nos investimentos externos, para aliar-se a grandes empresas internacionais de mineração, enquanto não privilegiou os investimentos internos, agregando valor ao minério em forma de siderúrgicas avançadas, como as que existem nos países desenvolvidos. Se a Petrobrás ganhou excelência internacional, por que as siderúrgicas, não? Essa é a indagação maior no Planalto. O choque entre a orientação dada por Lula aos bancos públicos e empresas estatais e a seguida pelo Bradesco, no contexto da crise econômico-financeira, tornou-se irreversível. De um lado, o presidente pediu aceleração; de outro, o Bradesco praticou o oposto, a desaceleração, puxando o freio em nome do risco dado pelo esfriamento econômico global. Depois de violentas pressões, o Bradesco arriou. Prometeu elevar os investimentos em 12 bilhões de dólares. Cumprirá?
 

Herdeiro da visão estratégia do pai, criador da Vale do Rio Doce, Eike Batista é o preferido para substitutir, na Vale, a visão bancocrácia bradescoana, incompatível com o espírito empreendedor voltado para o mercado interno em face da desaceleração global

Herdeiro da visão estratégia do pai, criador da Vale do Rio Doce, Eike Batista é o preferido para substitutir, na Vale, a visão bancocrácia bradescoana, incompatível com o espírito empreendedor voltado para o mercado interno em face da desaceleração global

O medo do risco foi maior que a vontade de empreender. O Bradesco cumpriu a pregação de Roberto Campos. O ministro do Planejamento do governo Castello Branco(1964), senador e deputado do PDS do Mato Grosso do Sul, nos anos de 1980-90,, diretor do Unibanco, conhecia a alma dos banqueiros. São todos, segundo ele,  covardes. Quando vêem o risco pela frente, fogem. O presidente Lula comprovou essa verdade robertocampista, vivida por Bobie Fields. A alma usurária predomina em profundidade, na crise, disse o profundo conhecedor dos meandros financeiros nacionais e internacionais. O capital é covarde, sentenciou. A crise comprovou a fuga dos bancos contra o risco. Nos Estados Unidos, fugiram para o colo do governo; no Brasil, idem, fugiram para os títulos do governo, para os juros reais mais altos do mundo. Não acreditaram, para valer, na primeira hora da crise, na potencialidade econômica nacional. Esta se afirmou sem o concurso dos banqueiros privados, que fugiram do risco Brasil, agora, considerado lucro Brasil. Quando Lula, no auge da bancarrota financeira, sem crédito para as exportações e para as importações, bem como para o mercado interno, convocou os bancos privados para a cooperação, não acreditaram no lucro Brasil. Preferiram dobrar as apostas no risco Brasil. Dentro da Vale do Rio Doce, o Bradesco, igualmente, deu no pé. Desativou o setor produtivo mineral voltado para as exportações e não buscou compensação nas apostas internas. Simplesmente, agiu como tesoureiro. Cortou gastos e demitiu pessoal.

 
“O capital é covarde”
 
 

 

Se FHC tivesse escutado o conselho de Bob Fields, profundo conhecedor da alma bancocrática, não teria privatizado a Vale do Rio Doce e impedido ela de atuar no plano desenvolvimentista nacional, jogando, apenas, com o pensamento jurista, de puro agiota

Se FHC tivesse escutado o conselho de Bob Fields, profundo conhecedor da alma bancocrática, não teria privatizado a Vale do Rio Doce e impedido ela de atuar no plano desenvolvimentista nacional, jogando, apenas, com o pensamento jurista, de puro agiota

O Bradesco jogou diretamente contra a estratégia de Lula. Da mesma forma, os demais grandes bancos, que, no país, atuam na base do oligopólio, reforçaram suas apostas no risco. Tal teoria sustenta juros reais absurdos no crediário, quando o país, aos olhos dos investidores estrangeiros, deixa de ser risco e passa a ser lucro certo. O que fizeram os banqueiros na hora dramática? Debandaram. O governo recomendou aos grandes bancos oligopolizados que socorressem , com dinheiro do compulsório, a custo zero, os pequenos bancos. Era crucial o apoio deles à estratégia governamental, de tentar segurar a demanda global, a fim de evitar mergulho da economia no abismo. Correram, simplesmente. O Planalto teve que comprar maioria das ações dos pequenos bancos encalacrados na crise do crédito em sua fase bárbara. Desse modo, manteve o crediário aos bens duráveis – automóveis, eletroeletrônicos, eletroomésticos etc – , por intermédio dos bancos públicos. Além disso, reduziu impostos, renunciando à parte de receita da arrecadação. Há oito meses, o Tesoruo amarga ingressos tributários inferiores aos registrados no ano passado, em nome da sustentação da taxa de lucro dos industriais. Os bancos privados, ao contrário, fugiram para os títulos públicos, esperando a onda de risco passar. Covardia pura, diria Roberto Campos. Apostaram que a grande crise levaria a uma alta da taxa de juro, ainda mais elevada do que a vigente anteriormente à bancarrota financeira. Se não fosse a benemerência governamental, os banqueiros brasileiros teriam falido.

FHC bancocratizou o pensamento empresarial dentro da Vale , invertendo o espírito empreendedor para o espirito entosourador, totalmente, inadequado em face da grande crise global

FHC bancocratizou o pensamento empresarial dentro da Vale , invertendo o espírito empreendedor para o espirito entosourador, totalmente, inadequado em face da grande crise global

Os governos dos países ricos, diante da crise do crédito e da demanda, jogaram a taxa de juro para zero ou negativo. Eutanásia do rentista. Se o governo Lula tivesse seguido o exemplo dos governantes do primeiro mundo, a banca privada teria dançado. A dívida pública cairia com os juros negativos e eles sairiam gritando que seria calote. A realidade demonstrou o óbvio: enquanto o governo reuniu esforços extraordinários para sustentar a demanda global via política fiscal, o sistema financeiro segurou os juros nas alturas absurdas e apostou na oligopolização, para tentar destruir os bancos menores, aos quais recusaram a ajudar, a pedido governamental. A crise jogou os grandes bancos na retranca. O Bradesco atuou com o espírito do usurário e não do empreendedor, no comando da maior mineradora do mundo. Desconheceu o chamado do acionista forte, o presidente da República, comandante das empresas, dos fundos e dos bancos públicos integrantes da razão social da Vale do Rio Doce. Por isso, o titular do Planalto estimula o empresário Eike Batista, grande investidor em petróleo e mineração, a comprar a parte do Bradesco, a fim de tirar a visão de tesouraria do negócio. Filho de Eliezer Batista, criador da Vale do Rio Doce, dotado de visão segundo a qual a Vale exerceria papel geoestratégico-econômico-financeiro-político na integração sul-americana, a partir do Brasil, Eike deseja dar consequência prática à estratégia paterna, por acreditar nela. Lula quer essa visão pragmática no comando da empresa.  Dominado pelo puro espírito de tesoureiro-usurário , o Bradesco, representado por Agnelli, bateu de frente com Lula, vestido da representação de empreendedor estatal em do interesse público. Na prática, o Bradesco, aos olhos do Planalto, atuou contra o interesse público.
 
 

Estratégia nacionalista militarista
 

 

No tempo de Delfim, as estatais eram as garantias dos bancos, porque puxavam a economia; no tempo de Lula, é o consumo interno, bancado pelos bancos públicos, porque a banca privada fugiu do pau na hora H

No tempo de Delfim, as estatais eram as garantias dos bancos, porque puxavam a economia; no tempo de Lula, é o consumo interno, bancado pelos bancos públicos, porque a banca privada fugiu do pau na hora H

Lula estivesse no comando da Vale, no auge da crise, teria feito o que o Bradesco, representado por Agneli, não fez: elevaria os investimentos e sustentaria a taxa de emprego. Seguiria a estratégia nacionalista militarista dos anos de 1980, no auge da crise financeira, quando o dólar desvalorizado levou os Estados Unidos a aumentarem a taxa de juros absurdamente de 5% para 17%, em 1979, quebrando a periferia capitalista. Naquele momento, o ministro Delfim Netto, com visão nacionalista, mandou as empresas estatais levantarem dinheiro no mercado internacional, para fechar déficits em contas correntes. Evitou debacle do balanço de pagamentos e manteve a economia funcionando. As empresas, gerando receitas, representaram as garantias nacionais efetivas em forma de lastro à moeda nacional. Vale dizer, a mesma receita que Lula segue, de lançar mão dos bancos públicos para sustentar o crédito e o dinamismo relativo das indústrias, em ambiente de esfriamento econômico geral. O país conheceu a si mesmo, a sua força, entendeu que tem condições de ir adiante. Por que ter medo, se o dólar tem que pagar, agora, um plus para o real? Os exemplos apareceram durante a semana.

O espírito animal de Peres é o que Lula quer relativamente ao enfrentamento da crise e não o espírito covarde que foge para o rentismo e eleva a taxa de poupança e desemprego, que paralisa o país, jogo jogado pelo Bradesco e grandes bancos privados no auge da bancarrota financeira global

O espírito animal de Peres é o que Lula quer relativamente ao enfrentamento da crise e não o espírito covarde que foge para o rentismo e eleva a taxa de poupança e desemprego, que paralisa o país, jogo jogado pelo Bradesco e grandes bancos privados no auge da bancarrota financeira global

O maior produtor mundial de carnes, o grupo brasileiro Friboi(JBS) já está pedindo aumento de preço em dólar. Ou seja, está colocando preço na sua mercadoria. Por que pautar ela por uma moeda que não tem garantia, que desce todo o dia, sendo salva, apenas, pelo BC? Vai esperar que a meoda americana caia a R$ 0,50? O grupo Friboi, simplesmente, aumentou o preço em dólar e os importares pagaram para ver. Precisam das mercadorias.  Mudou, no cenário de desvalorização acelerada do dólar, a correlação de forças no plano das trocas cambiais. Os minérios da Vale do Rio Doce valorizam mais que os dólares que se desvalorizam. A desvalorização do dólar, na crise, consiste na sua rendição às mercadorias que valorizam mais do que ele, dada a ausência de garantia da moeda americana, emitida sem lastro real. O preço é dado pela moeda mais forte, como disse Keynes. Se o dólar se desvaloriza, no momento em que a economia reage, elevando os preços das mercadorias, o empresário esperaria  a moeda americana  completar seu ciclo de queda até entrar no prejuízo total? Burrice. Certamente, exigirá mais moeda desvaloriza para vender seu produto valorizado.O Bradesco não acompanhou o raciocínio. Ficou na retranca, pois sua especialidade não é a comercialização de bens e serviços, que se valorizam, na crise, mas de moeda, o dólar, que se desvaloriza. Acovardou-se, cumpriu a maldição de Roberto Campos.