Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 7 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
PreviousNext

Lula pune classe média para segurar inflação

Cesar Fonseca em 09/10/2009

O dólar deixa Lula atarantado, obrigado a entrar em contradição, atacando a classe média, que deixa de consumir para construir o sonho lulista obrigado a sacrificá-la por pressão da inflação dolarizada

O dólar deixa Lula atarantado, obrigado a entrar em contradição, atacando a classe média, que deixa de consumir para construir o sonho lulista obrigado a sacrificá-la por pressão da inflação dolarizada

O atraso na devolução do imposto de renda cobrado a mais pelo governo sobre a classe média, diante das tensões inflacionárias alardeadas pelo mercado financeiro, que sinaliza aumento de juro, representa arma de combate à inflação. Ao atrasar a devolução do IR para a classe média, ela deixa de consumir. Redução do consumo redundaria em aumento da oferta em relação à demanda, jogando os preços para baixo. A classe média passa a ser , no final do governo Lula, instrumento de combate direto à inflação, por meio do atraso na devolução do IR. Rompe-se um comportamento dessa categoria social politicamente influente. Normalmente, tendo a garantia da devolução do IR, as famílias tomam dinheiro emprestado nos bancos. Terão que renogicar seus papagaios. Os juros subirão ou diminuirão, para elas, sabendo que passam a ser riscos aos olhos dos banqueiros?
 
Sacrifício financeiro adicional sobre a classe média representa diminuir da renda disponível para o consumo. A equipe econômica entra em contradição total. O governo está no sufoco com a queda da arrecadação tributária, de um lado, e sob pressão inflacionária, de outro. Se combater a inflação, reduzindo consumo da classe média, terá ingresso tributário menor. As obras do PAC ficariam semi-paralisadas. Sobretudo, o governo encontrará maiores dificuldades para pagar o superavit primário aos bancos, ou seja, os juros da dívida pública interna. Sinaliza horizonte de calote. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
 
Trata-se de cenário econômico, determinado pelo excesso de oferta de dólares na economia nacional, que gera  pressão inflacionária sobre a dívida, puxando os juros, cujas consequências poderão ser sinalização de expectativas negativas a atrapalhar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a escolhida pelo titular do Planalto. Não é nada positivo para o presidente Lula negociar a parceria com o PMDB, na formação da aliança maior da coalizão governamental, no momento em que o governo convoca a classe média ao sacrifício, para pagar o mico do dólar falso inflacionário.
 

Classe média vira arma contra inflação no tempo do dólar barato em que a inflação deveria cair e não subir. Samba do crioulo doido.

Classe média vira arma contra inflação no tempo do dólar barato em que a inflação deveria cair e não subir. Samba do crioulo doido.

A enxurrada de dólares eleva a dívida, a inflação escondida e em crescimento dentro dela e, consequentemente, bombeia para cima, também, os juros. Teoricamente, dolar baixo teria que baixar a inflação e não o contrário, mas a entrada da moeda gera efeito para o bem e para o  mal . Serve para baixar e para aumentar. Para pagar os juros da dívida que cresce, o governo atrasa a devolução do imposto de renda da classe média, cujo consumo cadente diminuiria a inflação. Será?
 
Há oito meses consecutivos, o tesouro nacional amarga ingressos tributários negativos em relação ao ano passado. Os atrasos nos pagamentos das encomendas governamentais já começam a deixar os empresários preocupados. O recolhimento do imposto virou a norma das empresas em meio ao sufoco financeiro produzido pelo juro alto. Tal conjuntura joga para baixo a demanda estatal,  que puxa a demanda global, especialmente, no momento em que o governo atua fortemente como banqueiro, por intermédio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, colocando-os na vanguarda dos empréstimos às atividades produtivas a juro mais baixo para os programas sociais, especialmente, o da casa própria.
 
A ação financeira bancária estatal entra em xeque no momento em que a enxurrada de dólares eleva a dívida e pressiona para cima os juros, como resposta dos bancos ao risco decorrente da valorização excessiva da moeda nacional. Como deter o dólar? Estocá-lo e pagar juros sobre moeda desvalorizada que entra para ser convertida em real que paga juro básico de 8,75%, enquanto nos países ricos o juro está negativo? Quem comprará nossos dólares no futuro? Garantia falsa. Quem comprará  moeda que passou a ter seu preço em queda todo o dia?
 

 
Dólar enlouquece economia

 

Aécio e Serra estão começando a ver vantagem na política econômica pelo lado do beneficio que traz a eles dadas as contradições que geram confusões e possibilidades que se abrem para frente e para o alto, como dizia Ademar de Barros

Aécio e Serra estão começando a ver vantagem na política econômica pelo lado do beneficio que traz a eles dadas as contradições que geram confusões e possibilidades que se abrem para frente e para o alto, como dizia Ademar de Barros

O dólar em crescente desvalorização internacional se transformou no maior problema atual do governo Lula. O presidente, no momento em que coloca para fora todo o seu ufanismo nacional, começa a sofrer os efeitos da vaca holandesa, cheia de leite, que não pode desovar para não provocar hiperinflação de oferta do produto. É preciso tirar o leite da vaca e estocar, porque se for totalmente consumida a oferta, os produtores morrerão de fome para alimentar suas vacas. O custo do estoque passa a ser maior do que a cotação do produto no mercado, exigindo elevação da dívida interna.
 
Ou seja, o dólar em excesso , que está entrando na economia(25 bilhões de dólares no segundo semestre), obriga o governo a emitir reais para enxugar o excesso de moeda americana candidata à desvalorização em decorrência dos excessivos déficits americanos. Com isso, o governo ajudar a financiar o déficit de Barack Obama e, ao mesmo tempo, superinflaciona a dívida pública, que cresce, dialeticamente, no lugar da inflação. Jogo da maior inteligência, para evitar a falência imediata dos exportadores.
 
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, diante dos juros dos bancos privados, em ascensão, terão que emprestar mais a preços competitivos, com a ajuda do Tesouro Nacional. Ou seja, mais déficit, mais presão inflacionária , mais juros. O tesouro, irrigando o BB e a CEF,  evitaria que juro privado leve a economia à recessão em ano eleitoral. O esforço governamental seria feito em 2010 para maquiar a situação, elevando a dívida, para que em 2011 ocorresse, depois das eleições, um grande arrocho.
 

A moeda americana, candidata a virar papel de parede, joga a economia na sua mais incrível contradição, levando o governo a fugir para frente, culpando a crise pela derrocada monetária de Tio Sam

A moeda americana, candidata a virar papel de parede, joga a economia na sua mais incrível contradição, levando o governo a fugir para frente, culpando a crise pela derrocada monetária de Tio Sam

A entrada exagerada de dólar no mercado interno, em busca de rentabilidade que se esgotou na especulação, detonada pela crise mundial, enlouque, no momento, as autoridades econômicas. O Banco Central diz que a tensão inflacionária decorre do excesso de consumo que sinaliza alta de preços. O argumento pode ser contestado porque a capacidade instalada, somente, agora, segundo  CNI,  está repondo estoques. Com o atraso na devolução do imposto de renda, elevando a propensão consumista ao arrefecimento, as pressões inflacionárias acabariam , isto é, não justificariam , teoricamente, o aumento da inflação e, consequentemente, dos juros.
 
Ajudaria, ainda, a combater a inflação, alardeada pelo sistema financeira,  nova onda social no mundo desenvolvido, a de entrar na era da poupança, da redução do consumo, como fator de restabelecimento das finanças familiares, super-abaladas na grande crise. É o que começa a rolar nos Estados Unidos e na Europa  e tende a entrar no mundo fashion e soltar as frangas pelo universo como comportamento coletivo. Seria o pior dos mundos para o capitalismo.
 
A capacidade instalada semi-utilizada diminui a eficiência marginal do capital, ou seja, o lucro, assim denominado por Keynes. Como há excesso de capacidade instalada, seria intensificada guerra comercial global com desvalorização das moedas em busca de competição. Justamente, nesse momento, em que todos buscam alinhar suas moedas, para tentarem ser competitivos, a economia, sob o excessivo otimismo lulista, passa a praticar o oposto, a sustentação de moeda incompetitiva, mediante sacrifício da classe média.
 
 

 
Nova bolha global

 
 
 

O dólar fraco teria que baixar os preços, diminuindo a inflação, mas, ao contrário, ao elevar a dívida e o risco, aumenta o juro, que, com os impostos caros, elevam o preço. Quem é o culpado pela inflação, senão a especulação com o dinheiro que entra em excesso?

O dólar fraco teria que baixar os preços, diminuindo a inflação, mas, ao contrário, ao elevar a dívida e o risco, aumenta o juro, que, com os impostos caros, elevam o preço. Quem é o culpado pela inflação, senão a especulação com o dinheiro que entra em excesso?

Antecipadamente, o Brasil, pelo atrativo econômico que exerce, começa a sofrer a conhecida e sempre relembrada doença holandesa. Em 1960, com a descoberta de gás e óleo, ocorreu excesso de oferta que valorizou a moeda. Igualmente, em 1636 e 1637, também, na Holanda, houve a famosa especulação com as tulipas. Um bulbo de tulipa chegou a valer 24 toneladas de trigo. Pura especulação. Implosão inflacionária. O excesso de dólares, atraídos pelas possibilidades abertas pelo país emergente – a flor holandesa – mais disputado no planeta, neste instante, pelos investidores, afoga de flores/dólares a economia. Há um excessivo odor de glória e desastre possíveis.
 
O Brasil virou a nova bolha financeira global. Todos vêem o novo Eldorado. Petróleo, alimentos, base industrial competente, salários miseráveis, biodiversidade infinita, energia elétrica natural, que bombará o carro elétrico, a representar o novo chamariz consumista etc, tudo isso cria condições que aceleram entrada de dólares para o Brasil. Meirelles e Mantega terão que sentar, urgentemente, e dar um discurso coerente ao presidente Lula.
 
Por enquanto, a classe média começa a pagar parte do prejuízo. O ministro Mantega pode estar colocando a candidatura de Dilma Rousseff na rota do desastre, se cair no argumento do Banco Central de que o culpado pela pressão inflacionária é o consumo excessivo e não a entrada excessiva de dólares falsos, sem garantia, disponíveis para comprar ativos reais no país.
 

Os BRICs querem nova moeda para não pagarem o mico da inflação espalhada globalmente pelo dólar

Os BRICs querem nova moeda para não pagarem o mico da inflação espalhada globalmente pelo dólar

Se os dois ministros não se entenderem, se não apresentarem um argumento palatável ao presidente Lula, fortalecerão os adversários, os governadores do PSDB, José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais.
 
Como tudo é incerteza, muito provavelmente ocorrerá fuga para frente, ou seja, culpar a crise internaiconal e exigir a entrada em cena de moeda global pra evitar que o mundo seja obrigado a suportar hiperinflação espalhada pela moeda falsa em franca desvalorização.
 
O rumor de que os BRICs – Brasil, Rússica, Índia e China, Índia – e a  Arábia Saudita , interessada em lançar a moeda árabe, estariam articulando cesta de moeda para fugir da pressão inflacionária do dólar, criou novo ambiente financeiro internacional.
 
A cesta de moeda, dentro da qual estaria, também, o dólar, porém, com valor relativo afetado, como equivalente geral das relaçoes de trocas globais, seria a expressão do novo sistema monetário.
 
Caso contrário, os países emergentes continuarão totalmente vulneráveis diante da moeda americana e os governos, jogando a classe média no abismo, para tentarem se salvar, enfrentarão os eleitores e eleitoras em estágio de guerra, dispostos a votarem na oposição.

Categoria: (Economia, Política)

Comentários fechados.