07 out
2009PETROREAL livra Brasil do dólar sem lastro
Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 07-10-2009

O economista nacionalista Almir Rockembach, autor do estudo BRASIL SEM DÍVIDAS, dá a receita para o País não mais depender da poupança externa para se desenvolver
Atenção! PETROREAL à vista! Fim da dependencia da poupança externa!
Por mais de 60 anos, os Estados Unidos emitiram dólares para financiar o mundo capitalista via déficit fiscal. Essa emissão esteve ancorada , de um lado, no absurdo poderio militar – economia de guerra keynesiana - e, de outro, no consumo alavancado por um endividamento irresponsável e sem limites.
A pasmaceira dos indolentes facilitou a vida dos espertos. Em 2008, a bomba relógio da emissão sem lastro, que durou 65 anos, acabou explodindo no colo do Tio Sam. A partir daí, a economia estadunidense começou a definhar. Brotou a desconfiança do mercado financeiro em relação à saúde do dólar. Contaminado pelo descalabro de uma gestão financeira ruinosa e comprometedora, o dólar não para de cair. Este fato pode lançar os Estados Unidos na vala da débâcle cambial.
Antes da bancarrota real, a bancarrota propalada constituía-se num mero catastrofismo dos agourentos descrentes da potencialidade do colosso econômico americano de extrair forças adicionais de si mesmo, como se fosse um eterno moto contínuo. A crise demonstrou ser a esperança dos incautos uma mera fantasia.
O empobrecimento relativo dos Estados Unidos é, portanto, expressão da incapacidade do dólar americano agüentar o tranco em doses cavalares como ocorreu após outubro de 2008. A partir daí tudo mudou. O dólar se transformou de moeda forte em moeda abalada e problemática.

Por que o Brasil teria que ficar sofrendo pressão inflacionária imposta pelo dólar, sem garantia, se possui moeda forte, com garantia, o petróleo?
Dólar hoje, melhor não ter!
Para os países detentores de elevadas reservas em moeda americana a situação é a seguinte. – “Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.
Que o digam os árabes. O The Independent, de Londres, deu, nessa terça, o furo espetacular. Os árabes, russos, chineses, indianos, franceses e brasileiros, trabalham para superação do dólar como moeda equivalente geral das relações de trocas globais. Pintaria, na avaliação deles, uma cesta de moeda, na qual, evidentemente, o dólar estaria incluído. Seria o fim da hegemonia monetária americana.
Como parar esse jogo? Impossível
Os árabes, já antes da bancarrota financeira americana, que emergiu em setembro do ano passado, elevaram o preço da sua mercadoria, o petróleo, porque estavam pagando mico para o euro. Como importam em euro as mercadorias que consomem e pagam em dólar, porque seu produto é cotado na moeda americana, estavam, evidentemente, importanto inflação. Subiram o preço do óleo para compensar, claro.
Sofriam o que, agora, depois da crise, sofre o Brasil, mediante jogada do Banco Central, de valorizar o dólar, evitando o que prega, ou seja, o câmbio flutuante. Contribui, dessa forma, para elevar a dívida pública interna, que, por sua vez, sinaliza hiperinflação, estimulando mercado financeiro a aumentar os juros. Juro alto + carga tributária = + inflação, óbvio.
A invasão imperial dos Estados Unidos no Iraque, por W. Bush, teria sido motivada, conforme analistas mais atilados, quando deixou vazar que desejaria cotar o petróleo iraquiano em euro e não mais em dólar. Tio Sam mandou as tropas invadir e a marinha cercar o país. Agora, são os árabes em geral os dispostos a seguir o exemplo de Saddam. Vem nova guerra por aí?
Garantia real

O pre-sal é a base do PETROREAL
Embora atingido pela crise financeira mundial, todavia numa escala bastante menor e graças as suas múltiplas potencialidades, ao Brasil, neste momento, lhe é dado, a grande oportunidade de se livrar da armadilha do dólar sem lastro. Comprar dólar porquê?… Estocar dólares, jamais!
O Brasil, pelo que tem e pelo que produz, possui garantias reais. Segundo o economista nacionalista Almir Rockembach, o país não precisa mais realizar empréstimos para financiar o seu desenvolvimento. A partir do Pré-sal, lhe é dada a oportunidade de emitir papel moeda com lastro em “ouro negro”. O sistema exige superação conceitual.
Vamos aos números:
As medições preliminares ponderam a existência de uma reserva exuberante de petróleo encravada na plataforma marítima brasileira cuja área entendida mede 112 mil quilômetros quadrados. Especialistas ponderam a possibilidade de que este campo de petróleo seja continuo. Daí a preocupação em torno de um novo marco regulatório, de modo a evitar que esse petróleo seja sugado de áreas não licitadas. Das 48 áreas que estão sendo exploradas na Bacia de Santos, somente 10 são de exclusividade da Petrobrás.
Então todo cuidado é pouco.
Para Newton Monteiro, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, “o pré-sal pode guardar 338 bilhões de barris.
Estas previsões, se confirmadas, tornariam o Brasil o maior detentor de reservas provadas no mundo, superando de longe a Arábia Saudita – Hoje com 264 bilhões de barris.
Os analistas do Goldman Sachs estimam que no final de 2010, o preço do petróleo ficará próximo de US$ 100 dólares o barril, em face, principalmente, do retorno da escassez de energia no mundo.
Estas expectativas consideram que a renda potencial do Brasil, com petróleo, se elevaria a US$ 33,8 trilhões de dólares, correspondendo a 2,3 vezes o PIB dos Estados Unidos e 19 vezes o PIB brasileiro.

É a força da potencia econômica brasileira que atrai os investidores, de olho na garantia real, o ouro negro
Voltemos a terra!
Por muito menos, os Estados Unidos invadiram o Iraque de Saddan Hussein. As reservas do Iraque estavam avaliadas em 134,9 bilhões de barris, metade da reserva estimada por Newton Monteiro.
As emoções no curso dos debates, sobre as potencialidades do pré-sal não são novas, elas surgiram nos anos 70. Desde então, os engenheiros da Petrobrás já falavam da existência de uma reserva gigantesca em águas extremamente profundas no litoral brasileiro. Todavia, não dispunham de tecnologia para a sua prospecção. No ano de 1979, a Petrobras conseguiu perfurar poços profundos na bacia de Campos, mas as descobertas não foram animadoras.
Em 2005 os ânimos foram recobrados com a descoberta do mega campo de TUPI, com reserva estimada, entre cinco e oito bilhões de barris de petróleo. O campo de Tupi bastou para colocar o Brasil entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo.
Superação conceitual

Os árabes tentam sair fora do dólar para não importarem inflação
No universo midiático, as especulações são todas.
Num primeiro momento, o “Credit Suisse”, em relação ao pré-sal, considerou um potencial de reservas da ordem de 37,3 bilhões de barris de óleo equivalente. (BOE). Num segundo relatório, esses mesmos analistas, ponderam quantitativos entre 46,2 e 53,4 bilhões de barris.
Monetizada esta reserva física de gás e petróleo, ela se transforma numa montanha dinheiro que por si só convalida o sistema e partilha, mas as ponderações do economista Almir Rockembach vão muito além e vaticina:
“O preço do petróleo na superfície, pronto para embarque é de US$ 70,00 dólares o barril. O custo de extração no pré-sal está superestimado em US$ 20,00 dólares o barril, que corresponde a R$ 34,00 o barril”
“A quantidade física segundo os especialistas ficaria entre um mínimo de 9 e um máximo de 50 bilhões de barris. Isto pondera uma média louvável de 30 bilhões de barris”.
O sistema exige superação conceitual, repete Rockembach:
“A superação reside na monetização da reserva a preço de mercado. Uma vez monetizada, o valor correspondente é depositado como reserva estratégica do país, a cargo do Tesouro Nacional no total de R$ 3,57 trilhões de reais”.

o novo sheik quer cesta de moeda para evitar pressão inflacionária dolarizada
“A partir desta reserva estratégica, o Tesouro Nacional pode evidentemente, emitir moeda nacional – PETROREAL – limitado ao custo de extração do pré-sal, já superestimado em R$ 34,00 reais o barril, que por sua vez corresponde a um novo aporte monetário da ordem de R$ 1,0 trilhão de reais, destinados a financiar a extração do pré-sal e a infra-estrutura dela decorrente e através do BNDES, que ao conceder os empréstimos, implica numa conseqüente securitização da operação em nova lavra conceitual”.
O valor restante e correspondente aos US$ 50 dólares por barril continuaria como reserva estratégica do país. O óleo seria a garantia da moeda emitida pelo tesouro, de modo a elevar seu poder absoluto nas relações de troca, como acontece com o petróleo árabe.
O PETROREAL seria a nova versão do petrodólar. O mercado, diz o economista, enxergaria a moeda brasileira pela luz da sua garantia real, ou seja, por intermédio do óleo, base da emissão monetária, repita-se, em cima, apenas do preço de custo para extrair o produto, calculado em 20 dólares. O resto da riqueza, os 50 dólares, depositados no Tesouro, daria nova configuração da POTENCIA BRASIL.









