Crise mundial acelera privatização dilmista
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A direita está eufórica porque o Governo Dilma privatiza aeroportos.
Os ganhadores terão 20-25-30 anos para explorarem o negócio; ainda assim terão o governo como sócio deles em 49%. Se der…

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Tom: linguagem brasileira universal
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Forte ajuste fiscal detona rebelião policial
Aperto fiscal e rebelião policial no carnaval
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  Prioridade é pagar banqueiro
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O golpe a favor dos direitos humanos
Nacionalismo socialista nascido no quartel
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Crise capitalista destroi direitos humanos
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Capitalismo estatal mais perto do socialismo
Capitalismo estatal-social distancia do fali…
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Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
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Gestão neoliberal no capitalismo estatal
Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
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O Brasil engarrafado
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PIB brasileiro: gigante com pés de barro
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Zelaya veste Fidel, Ortega etc

Cesar Fonseca em 27/09/2009

castro-ortega v ão se tornando exemplo para Zelaya que não tem mais espaço na democracia representativa de honduras, restandoo-lhe a resistência fidelista e orteguista etcsem espaço na democracia representativa, zelaya fica entre o povo, a essência, e a representação parlamentar falsa que implodiu no golpe de micheletti, jogando com o povo

Zelaya está sendo empurrado para frente pela história. Não pode mais estar no partido que o levou à presidência, pois quem manda nessa agremiação, agora, é Micheletti, que o depôs, ancorado na Constituição, segundo a leitura da corte constitucional hondurenha. Como voltaria ao poder para comandar partido golpista? As bases do Partido Liberal(PL) jogaram a democracia no abismo. Negaram o processo democrático. Deixaram  de ser representação democrática, de acordo com o direito burguês. Agiram em nome da Constituição, estruprando a Constituição. Se Zelaya volta para o PL, estaria dizendo sim aos métodos que foram usados contra ele, presidente deposto. O partido não merece mais Zelaya. Seu vínculo com o passado foi aos ares. Teria que se abrigar em outra corrente política. Qual senão uma que prega a destruição de quem destruiu a democracia em sua regra fundamental de sustentar-se por meio de representatividade partidária balizada pelo voto popular? Se a derrubada de Zelaya foi patrocinada por uma pretensa representatividade política que se revela golpista , sobra ao presidente deposto negar tal representatividade, caso deseje ser considerado líder político autêntico. 

Entre elite e povo

As massas darão a palavra final ou se renderão às elites por falta de lideranças políticas?

Ele ficou entre manter-se fiel à falsa representatividade que negou o processo democrático e o destituiu ou alinhar-se ao representado enganado pelos falsos valores democráticos, ou seja, o povo. A representatividade ficou de um lado; o povo, de outro. A essência, o povo, separou-se da aparência, modelo representativo corrupto. Aparência e essência entraram em choque violento em Honduras. Zelaya ficaria com a aparência ou com a essência? A sua voz de comando pela desobediência civil, a partir do momento em que percebeu impossibilidade de diálogo político com Micheletti, seu ex-colega de PL, representa opção revolucionária. Caminha para outro desdobramento do processo, chamando o povo para defender suas conquistas democráticas ou deixar-se levar pelos moldes dos golpistas. Apela para o sentimento de resistência popular, como forma de repudiá-los, nas ruas.  Vai na linha de Fidel Castro. Vale dizer, os golpisas empuram Zelaya para novas circunstâncias, que somente se fixarão se o alvo do presidente deposto for, realmente, o de mudar de representação política, repudiando sua classe, a burguesa, e abraçando a nova classe, o povo, socialmente, excluído pelo processo econômico e político burguês, da falsa representatividade parlamentar golpista. Zelaya não pode mais ficar na aparência, pois foi expulso das suas fileiras por Micheletti. Sobra a essência que se distância do aparente ficcional, para tentar alcançar  nova representação, concreta, amparada no povo. A representação golpista cuja aparência foi revelada e desmoralizada , como pressuposto democrático, não serve mais para a essência popular, que se encontra diante de uma enganação à qual estava subordinada até à implosão do Partido Liberal. Dentro dele, abrigavam, antes do golpe, Zelaya e Micheletti. Se Zelaya não nega a aparência, Micheletti, confunde-se com ela e se distancia da essência, o povo. As divergências no jogo do poder impediram que houvesse avanço democrático para balizar novo regime, do seu aspecto meramente representantivo para o participativo,  dado pela consulta popular antecipada, em nome da democracia direta, prevista nas constituições avançadas. O povo do abismo, isto é, o bicho, como denomina as massas o grande escritor americano socialista Jack London, pode pegar.

 

 

Contradição entre essência e aparência

 

 

fhc foi anti-democrata ao propor a reeleição sem consulta popular, mas por golpe parlamentar. Seria detonado por Michelettimicheleti derrubaria fhc com muito mais razão do que derrubou zelaya, pois a proposta aprovada por fhc foi antidemocrática, sem consulta popular, enquanto a de zelaya visava o aval do povo via plebiscito

 

 

 

 

 

 

 

 

Os hondurenhos, de acordo com essa proposta de avanço democrático qualitativo, possibilitada pelo referendo plebiscitário, foram mais respeitados que os brasileiros, na Era FHC , quando a Constituição de 1988, foi desrespeitada, à custa de grossa corrupção parlamentar, sem nenhuma consulta popular. Não teve um Zelaya, no tempo de FHC, para virar o barco, com proposta democrática mais ousada, que fosse deposto, por algum Micheletti tucano, por denunciar a farsa.

Teórica e praticamente,  já fora antecipada, historicamente, no Brasil, na Era FHC, a dissociação entre aparência, jogo democrático partidário burguês(desde o tempo de Napeleão, depois da revolução de 1789), e essência, o povo, representado pela farsa que, agora, se rasga, em Honduras.

A elite brasileira é muito mais brutal do que a hondurenha, pela medição da história, na sua relação com o povo.

Nesse contexto, os advogados, orientadores das cabeças que fazem as colunas na grande mídia, entram em campo para dar aula de direito constitucional. Dão razão a Napoleão que disse serem os advogados os profissionais que traçam a lei de acordo com as ordens emanadas dos palácios, vencedores das batalhas e das guerras.

O código napoleônico é a aula magna do poder liberal burguês que derrotou a monarquia e passou a cobrar senhoriagem dos reis derrotados, sob corrupção dos Talleyrand da democracia burguesa ocidental em todo o século 18 e seguintes.

Os porões do poder representantivo burguês na América Latina são a undécima versão de Napoleão que se degenerou, historicamente, especialmente, nas periferias capitalistas, dependentes da poupança externa, escrava dos juros compostos.

Nelas, na grande crise capitalista em curso, com os bancos poderosos quebrados no colo do Estado, está em risco a continuidade do espírito(napoleônico) burguês, expresso em falso poder representantivo parlamentar, cuja contradição tende a implodir no compasso da ba ncarrota financeira global.  A emergência do G-20 é prenúncio de novo tempo, parteiro de uma nova história.

O poder burguês, com sua corte de puxa-sacos, vê o jogo político representativo como massa de manobra para atender os interesses dos grupos econômicos poderosos comandantes do capital, que, na crise, balança, porque o instrumento básico que estava permitindo a sua reprodução, a especulação, dançou.

Nos parlamentos, caminha para ficar em xeque tal poder, que traça  sua estratégia de obtenção e expansão de poder para controlar os antagonismos que o processo de acumulação desenfreada do capital produz em termos de exclusão social. Torna-se indispensável, portanto, que a representação do poder burgues nos parlamentos sirva para encobrir as reais causas da exclusão.

 

 

Ser ou não ser?

 

 

shakespeare recebe nova adaptação em Honduras sob Zelaya deposto

Mas, o que fazer quando a própria representação se rebenta por dentro? Os impérios não caem de fora para dentro, mas de dentro para fora. Roma é o exemplo maior.

Zelaya, com sua proposta de expansão da democracia participativa em Honduras, não coube mais no molde do Partido Liberal, da democracia meramente representiva hondurenha, dentro da qual disputava espaço com Micheletti e os golpistas. Estes não suportaram maiores aberturas à modernização do poder burguês, dominado pelas ordens de Washington, fomentador dos interesses que visam a exploração do petróleo no país por parte das multinacionais americanas.

Tudo fica ainda mais excitado politicamente, sabendo que a grande crise neoliberal, que estourou a praça financeira global, sinaliza mudanças qualitativas no contexto de nova divisão internacional do trabalho a ser ditada pelo G-20, fórum maior, que ultrapassou, formalmente, o G-8, grupo de países ricos, agora, relativamente, empobrecidos, sem bala cambial para comandar a senhoriagem global, visto que o dólar perdeu seu elãn.

A nova dinâmica em curso balança de alto a baixo o poder burguês meramente representativo, transformado em fonte de inspirações de golpes políticos, sustentados pelo interesse do capital, que, na crise, perde sua potencialidade e, naturalmente, passa a agir violentamente às propostas de renovação política.

Zelaya, diante da conjuntura em ebulição, detonado pelo seu partido, consciente de que a farsa democrática hondurenha não será mais o caminho pelo qual poderá voltar ao poder democraticamente alcançado pelas regras falsamente democraticas que foram aos ares , veste o discurso de Fidel Castro.

Suas palavras de ordem voltadas para mobilização popular, a partir desse final de semana, enquanto se encontra abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, demonstram que o seu novo partido é a revolução popular.

A posição do governo Lula, diante do discurso revolucionário fidelista, orteguista etc, em meio ao desdobramento da crise,  torna-se mais delicada.

Se tentar calar Zelaya, impedindo sua pregação, colherá repúdio popular latino-americano; se concordar, estará estimulando a revolução; se ficar em cima do muro, coloca Zelaya em perigo por se render a Micheletti.

A correnteza da história latino-americana engrossa extraordinariamente no ambiente da bancarrot financeira global, que detona o poder representativo burguês anti-popular. 

Ser ou não ser: Zelaya vira personagem latino-americano shakespeariano.

 

 

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 marco-antonio visiualizou o impasse de zelaya e o chamento histórico a que terá que cumprir se não quiser se desmoralizarDedico este artigo ao arguto jornalista Marco Antônio Pontes que disse, no Jornal da Comunidade, coluna Comunicação & Problemas, não haver saída outra para Zelaya senão rasgar a fantasia e ir em busca da verdadeira essencia social, o povo, como aconteceu com Fidel, Ortega etc. Nada como um grande pauteiro para conduzir os repórteres em busca de ângulos novos por conta dos desdobramentos dos fatos. É a arte dos mestres de acompanhar, criticamente, a expansão dos acontecimentos, enfim, do universo, como destacam os físicos visionários.

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Categoria: (Cultura, Política)

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