Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
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A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

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Colapso capitalista destroi direitos humanos
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Posted 1 dia ago

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unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
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Olhaí a Europa!
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Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
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O programa politico para
neoesquerda é pregar

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Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
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São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
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Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
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Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
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No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

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Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
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Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

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Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

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Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
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Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

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Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

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Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
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Dólar cadente exige distribuição de renda e reforma política consequente – ou revolução

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 17-09-2009

a falência do dólar exige distribuição da renda para capitalismo mundial oxigenar-se; caso contrário, emerge, cada vez mais forte, guerras comerciais e protecionismos e desvalorizações monetárias sangrentas
A desvalorização do dólar, que atingiu R$ 1,80,  e a valorização da bolsa, alcançando os 60 mil pontos, nessa quarta, 16, representam jogos combinados, que sinalizam avanço do protecionismo mundial, no contexto da crise deflacionária, cujas consequências, especialmente, nos países capitalistas periféricos, como o caso brasileiro, dependentes de poupança externa, para se desenvolverem, impulsionam movimentos políticos favoráveis à maior distribuição da renda nacional e abrangentes reformas políticas.
Ambas, por sua vez, decorrem das novas correlações de forças produzidas pelo movimento quantitativo e qualitativo de transformação econômica e política, responsáveis por sinalizar empobrecimento relativo dos países capitalistas ricos,que estavam dinamizando suas economias na base da especulação com moedas ficitícias, e enriquecimento relativo dos países emergentes, a exemplo do Brasil, detentores de matérias primas essenciais à manufatura global e de espaço para novos investimentos, a fim de dar vazão aos capitais sobreacumulados no capitalismo cêntrico, canditados a sofrerem quedas em suas taxas de lucro, graças à insuficiência de oportunidades onde se sobreacumulam.
 
falência do dólar exige distribuição da renda, mudança política e cesta de m oeda para fluir as relações de troca em nova divisão internacional do trab alhoO jogo bruto do comércio internacional significa, simplesmente, que todos os países estão se preparando para jogar seus excedentes internos no espaço econômico global. Nos Estados Unidos, maiores consumidores do mundo, cujo consumo está em queda, porque a sociedade está superendividada, depois da grande crise, cuja duração ainda é incognita, podendo esticar, embora de forma menos atenuada do que no momento de maior pânico, como ocorreu há um ano, o fato evidente é o excesso de excedentes. Estes, historicamente, no grande país, sempre eram consumidos internamente, graças à divisão internacional do trabalho que ocorrera depois da segunda guerra mundial, em que o dólar despontou como equivalente geral nas relações de troca globais, desbancando a libra inglesa.
 
Os grandes deficits americanos representavam a saúde econômica do capitalismo, porque tinham como contrapartida , em favor dos Estados Unidos, os superavits financeiros, decorrentes da senhoriagem obtida com o dólar todo-poderoso. Déficit comercial, de um lado; superavit financeiro, de outro. A compensação era amplamente vantajosa para os americanos.O resultado correspondia a vantagens comparativas dadas pelo poder da moeda americana nas trocas cambiais. Europa e Ásia, grandes exportadores, realizavam suas produções no consumo dos Estados Unidos, que, por sua vez, evitavam estouros inflacionários, mediante grandes investimentos públicos em guerras, bancando mais deficits, com ampliação da produção bélica e espacial(não-mercadorias), gerando demanda sem aumentar oferta. Evitavam, desse modo, queda de preços nos setores de bens duráveis, que provocaria deflação, como ocorreu em 1929,
 
 
 
Remédio getulista para falência keynesiana
 
 
 
lula parte para o social com mais força que getúlio para salvar o capitalismo de debache
Ou seja, tudo dependia do jogo keynesiano, expresso no aumento da dívida pública americana. Com uma mão, Tio Sam jogava , barbaramente, dinheiro na circulação, para ativar a produção; com a outra, lançava títulos da dívida pública, para enxugar parte da liquidez monetária, a fim de evitar enchente inflacionária. A dívida crescia, dialeticamente, no lugar da inflação. Do pós-guerra até a década de 1970, os Estados Unidos trabalharam com o dólar-ouro; depois dos anos 70 em diante, com elevação dos deficits, acumulados com a guerra fria, guerra do Vietnam, corrida bélica e espacial etc, gastos que ameçavam a saúde da moeda, desatrelaram o dólar do ouro. A moeda flutuou.
 
Iniciava o tempo da especulação sem limites. Dos anos de 1970 a 2009, ocorreram as bolhas especulativas intermitentes, até que em 2008, com a desregulamentação total do mercado especulativo, em que as rendas capazes de bancar o consumo eram produzidas em cima da moeda fictícia, tudo foi aos ares. O dólar não aguentou. Os países exportadores para o mercado americano, principalmente, os europeus e asiáticos, lotados de moeda americana, ficaram com o grande mico na mão. Eles, que trabalharam ao longo desses anos, com moeda desvalorizada, para ganhar em cima do dólar forte, valorizado, viveram tempos de grande bonança. Onde jogarão os excedentes, se o mercado americano , como destacou o presidente Barack Obama, não será mais a fonte de consumo capaz de puxar a demanda global, na esc ala anterior, senão abrindo guerras comerciais, que, por sua vez, estimularão protecionismos renitentes, enquanto serão forçados a fortalecerem o mercado interno, possível, somente, via distribuição mais acelerada da renda nacional?
 
Sebastião Gomes, criador do programa da sopa para os pobres, nos anos de 1970, que viria influenciar políticas sociais no paraná e no DF, inspirando, depois, iniciativas nesse sentido, no governo federal, vê no direito de consumo, a saída para o capitalismoA visão do presidente Lula de acelerar a consolidação das leis sociais, como destaca em entrevista aos repórteres Claudia Safatle, Maria Cristina Fernandes, Cristiano Romero e Raymundo Costa, do jornal  Valor Econômico, nessa quinta feira, 17, que fortaleceria o direito de consumo, pregado, neste site, pelo octogenário empresário brasiliense, Sebastião Gomes, do setor de  alimentação, criador do Programa Nossa Sopa, no DF, caminha na direção de fortalecer a estrutura produtiva e ocupacional brasileira, não mais priorizando a produção, que não gera consumo correspondente, mas, ao contrário, fortalecendo os programas sociais, que permitem os mais pobres a ampliar sua capacidade consumista.
Sem o consumo o governo não terá como elevar a arrecadação e aumentar os investimentos públicas, necessários ao atendimento das demandas da sociedade.
 
 
 
Protecionismo destrutivo em marcha
 
 
 
china-e-estados-unidos , se não se acertarem, partem para o protecionsimo e a autodestruição, como ensairam na última semana, com a guerra dos pneus
Com o estouro financeiro derradeiro das finanças americanas, expresso na debacle do mercado imobiliário, a era do dólar forte acabou. Sem poderem bancar moeda valorizada, para realizar a produção do mundo no consumo americano, os Estados Unidos, superendividados em  maiores proporções, ainda, depois do estouro, já que tiveram que elevar, mais perigosamente, o deficit público para a casa dos 13% do PIB, assustando geral, vêem o que não gostariam de ver, ou seja, o enfraquecimento do dólar, o perigo de que ocorra com ele o que ocorreu, nos anos de 1920, com o marco alemão, isto é, hiperinflação.
 
A queda do dólar frente ao real, caindo para R$ 1,80 – podendo despencar mais, se o Banco Central não continuar comprando as verdinhas, acumulando reservas candidatas à desvalorização – , demonstra, agora, que os Estados Unidos não podem mais continuar sustentanto, como outrora, deficites acumulados. Têm que realizar superavits comerciais, para compensar o fim da capacidade de produzirem superavits financeiros, senhoriagem valorizativa. Caso contrário, entrarão em buraqueiras de deficits em contas correntes. Seria o fim.
 
Os aliados comerciais, não podendo mais se sustentarem naquilo que acabou, ou seja, na divisão internacional do trabalho, inaugurada com o dólar todo poderoso, depois da segunda guerra mundial, a partir de Bretton Woods, somente, podem sobreviver, de agora em diante, com a combinação de distribuição da renda , para permitirem aumento do consumo interno, ou partirem violentamente para a guerra comercial.
 
Sem visão social abrangente o capitalismo, na crise de realização da produção no consumo, vai ao caos e à guerra caóticaOs chineses reagiram , prontamente, nessa semana, à ação do governo americano de impor sobretaxas sobre os pneus produzidos na China. O mesmo se repete em diversas outras mercadorias. Em nível mais modesto, na América do Sul, Brasil e Argentina travam, também, sua guerra comercial, correndo riscos de inviabilizarem a união sul-americana, ameaçada pelas políticas de segurança continental, como se evidenciou na reunião da Unasul.
 
As disputas comerciais, no andar da carruagem da desvalorização do dólar, tenderiam a disseminar-se. O protecionismo vai se configurando como alternativa nas relações de troca, combinando com pressões políticas internas. Estas, sem que haja melhor distribuição da renda nacional, poderiam disseminar-se em tensões políticas a desembocarem em guerras civis, quanto mais se acumularem excedentes produtivos que não encontrem canais de desovas nas exportações. Os governos teriam que desvalorizar suas moedas. Se todos caminharem nesse sentido, haveria carnificinas comerciais e total desarranjo monetário. Aceleraria, consequentemente, a superação do dólar como equivalente geral das trocas comerciais globais. Os movimentos dos países em partir para arranjos comerciais com suas próprias moedas sinalizam essa nova possibilidade.
 
Os excedentes, que sempre procuraram o mercado internacional, para serem desovados, com esse mercado mais enxugado, terão que ser consumidos internamente. O aumento do consumo interno, por sua vez, somente ocorreria com ampla distribuição da riqueza. Por outro lado, melhor distribuição da riqueza, especialmente, nos países capitalistas periféricos, representa rompimento de estruturas políticas que impedem alterações nos modelos de desenvolvimento econômico poupadores de mão de obra e concentradores de renda. Uma nova libertação da escravatura se põe em marcha no compasso da grande crise deflacionária.
 
 
 
Capitalismo mais humano ou revolução
 
 
 
O novo premier japonês do DPJ não vê saída no capitalismo, a menos que ele se transforme em face mais humana, para abrir espaço à distribuição melhor da renda para proporcionar maior consumo e arrecdação capaz de permitir aos governos realizarem programas sociais
Os governos, nesse contexto, estarão diante das pressões econômicas e políticas cada vez mais acentuadas por parte das classes sociais economicamente antagônicas. De um lado, o capital, como ocorreu, ao longo dos últimos meses, continuaria a pedir ao governo, diante da queda da produção, exoneração fiscal e vantagens creditícias, de modo a sustentar sua taxa de lucro. De outro, o trabalho solicitaria proteção contra o desemprego.
 
O fôlego do governo, para bancar deficits fiscais via desoneração de impostos – como está ocorrendo, quando a carga tributária recua 1 ponto percentual em 12 meses – , tenderia a esgotar-se rapidamente, porque os empresários, em face da redução do nível de atividade, não investiriam, para elevar o consumo e, consequentemente, a arrecadação. E mesmo que investissem, os investimentos não gerariam consumo correspondente, de modo a garantir ingressos tributários capazes de permitir novos gastos públicos para atender as demandas sociais.
 
1 bilhão de seres humanos passam fome; outros 2 b ilhões ganham 2 dólares. não podem comer, não podem sobreviver, não podem con tribuir para aumentar a arrecadação via consumo, para dinamizar o sistema capitalista que os excluemRestariam aos governos bombarem o consumo para produzir arrecadação e não a produção, incapaz de gerar efeito semelhante. Do contrário, os excedentes acumulariam, se houvessem investimentos sem o rspectivo consumo correspondente. E por que haveria aumento da produção de excedentes, via novos investimentos, se o consumo interno dos países da periferia capitalista padecem de crônica insuficiência relativa de demanda histórica?
 
A solução, portanto, não poderia ser estímulo dos governos à produção, em ambiente em que a simples capacidade instalada, se impulsionada, produziria excesso de oferta sem consumo correspondente, incapaz, portanto, de produzir arrecadação consequente. Dançariam os governos, em ambiente democrático.
O novo premier japonês, Yukio Hatoyama, deu o tom do novo rumo dos acontecimentos, ao destacar que precisa ser praticado “capitalismo humanizado”, ou seja, distribuir as benesses não apenas para o capital, produção, mas, principalmente, para o trabalho, o consumo. É este que vai diminuir o excedente interno que não encontra mais, na era do dólar desvalorizado, espaço para desova. Se não desovar, emerge a deflação. Com deflação, ocorre a destruição não apenas do trabalho, mas, principalmente, do capital.
 
Resumindo: dólar em queda impõe distribuição da renda ou revolução social.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Arapuca para pegar o consumidor-eleitor

Categoria: (Economia) por Eduardo Starosta em 16-09-2009

meirelles-e-mantega não conseguiram, durante a Era Lula, compatibilizar o crédito direto ao consumidor à evolução da inflação, armando para o consumidor uma tremenda armadilha que o submete a grandes pepinos financeiros que o aleijam econômica e financeiramente

Praticamente fechando a série dos indicadores de atividade econômica de julho, o IBGE, nessa terça, 15, divulgou alta de 5,9% do volume de vendas do comércio varejista em relação ao mesmo mês de 2008.

A versão ampliada do indicador (inclui automóveis e material de construção) acabou sendo um tanto quanto decepcionante, fechando com expansão de apenas 0,87%

A próxima ilustração acompanha a evolução no varejo brasileiro em doze meses desde dezembro de 2005. E nesse espaço de tempo podemos claramente observar as vendas sempre estiveram mantendo um ritmo de expansão superior a 5% ao ano, sendo que o indicador disparou para os dois dígitos a partir do final de 2007, até o fechamento do ano passado.

E mesmo a forte desaceleração da economia em 2009 não impediu que a alta fosse mantida em patamares superiores a 5%.

Em princípio, tal contexto chega a ser um contra-senso diante de outros indicadores de produção negativos, especialmente no âmbito da indústria e exportações.

Observe o leitor que especialmente no período de maior crescimento do comércio, as remunerações avançavam em ritmo sensivelmente inferior.

Ou seja, as vendas estavam aumentando em um ritmo mais intenso do que o acréscimo da renda de trabalhadores, autônomos e profissionais liberais.

É o tradicional ” gastar mais do que tem”, já que não faz parte da tradição brasileira o hábito da poupança.

O fenômeno se explica pela rápida expansão do crédito junto à classe média e baixa do Brasil, que nesse meio tempo ampliou seu acesso a cartões de crédito e financiamento de longo prazo para a aquisição de veículos e outros bens duráveis.

É preocupante o fato de que, em princípio, essa novidade da economia nacional continue a se expandir a taxas anuais superiores a 20%.

 

desconexão entre renda do trabalho e preços dos produtos ameaçam saúde do bolso do consumidor no rítmo dos juros

A próxima ilustração deixa a questão ainda mais clara: desde meados de 2004 até o tempo atual o volume de vendas no varejo aumentou entre 33% e 37% ( versão ampliada do indicador).

Ao mesmo tempo, a massa real de remuneração cresceu cerca de 25%. Esse desequilíbrio entre renda e consumo foi preenchido pela expansão de 163% do crédito aos lojistas, ou diretamente ao consumidor via instituições financeiras.

Inicialmente, tal percentual poderia não ser tão significativo, partindo de uma base pequena. Entretanto, no período de análise, tais modalidades de empréstimo simplesmente pularam de 9,7% para 19,2% do PIB brasileiro, acumulando em julho último o montante de R$ 560 bilhões (dados trabalhados a partir de informações do Banco Central).

Ou seja, não dá para dizer que estamos falando apenas de alguns trocados. E nesse contexto, a preocupação fica para a continuidade da expansão anualizada do crédito em patamares acima de 20% anualizados.

O enforcamento geral do consumidor está em marcha com o desenvolvimento do crédito caro que não guarda relação com o rendimento salarial

Lembrem que tais empréstimos têm taxas de juros predominantemente muito caras (de 4% a 12% ao mês, conforme a modalidade). Isso significa que o custo financeiro e amortização de dívidas está cada vez representativo na receita orçamentária das famílias brasileiras

A questão, então, é: até que ponto tal endividamento pode continuar a aumentar? Bem, isso depende das taxas de juros e ampliação do prazo de crédito.Mas, mesmo assim, existe um teto a ser descoberto.
O risco é que tal dosagem seja exageradamente extrapolada.

Daí, corremos o sério perigo de uma crise da sub-prime brasileira (créditos podres estourando e ameaçando o sistema financeiro

No ano passado, pouco antes de setembro, quase ninguém acreditava na insolvência da classe média norte-americana, por conta de hipotecas residenciais. E deu no que deu!

Aqui no Brasil, a enxurrada de carros novos, eletrodomésticos e outros bens de consumo (via cartão de crédito) podem estar construindo problema análogo.

Dica: quem trabalha com crédito poderia começar a ser mais criterioso. Isso tanto vale para o empresário, como para o consumidor

Eduardo Starosta – economista

http://estplan.blogspot.com

 

 

PIB positivo ainda não remove recessão

Categoria: (Economia) por Eduardo Starosta em 11-09-2009

 mantega se entusiasmou com a recuperação do PIB e o otimismo levou-o a destacar que a recessão já era, o que, efetivamente, ainda, não é verdade

Hoje pela manhã o IBGE causou impacto nos principais portais da Internet, ao veicular a informação de que o Brasil havia deixado para trás a recessão, de acordo com o resultado do PIB do segundo trimestre desse ano. Segundo o Instituto, houve uma alta de 1,9% do produto interno bruto nacional, frente aos três meses imediatamente anteriores.

A questão é que essa é uma medida deturpada da realidade, mesmo que isolada dos chamados efeitos sazonais. Afinal, no primeiro trimestre há a concentração de férias dos trabalhadores brasileiros, além de eventos típicos do verão, como o carnaval, que acabam determinando um menor nível de produção no período. Simplificando: sempre a geração de riqueza no segundo trimestre foi e será maior do que nos primeiros três meses do ano.

A linha verde da ilustração a seguir mostra exatamente isso. Eventualmente pode-se destacar o aspecto favorável de que o ritmo de crescimento da economia brasileira, na abordagem em foco, vem se acelerando desde 2007.

Mas a verdade, na forma mais crua, só é verificada na medida em que comparamos períodos homogêneos. Ou seja, analisamos o desempenho do segundo trimestre de 2009 diante de espaços de tempo idênticos dos anos anteriores.

Nesse caso, como mostra o traço avermelhado (mesmo trimestre do ano anterior) o PIB nacional recuou 1,16%, o que não é um desempenho tão ruim, se comparado como padrão mundial da atualidade, em função da crise financeira iniciada em setembro do ano passado.
 
Sendo assim, politicamente entendo que governo federal errou ao não tratar a questão de maneira mais aberta e franca.

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 Esclarecida a questão, chamo a atenção do leitor para o próximo gráfico, que mostra a evolução encadeada do produto interno bruto do país. No caso, tanto no enfoque de variação sobre o mesmo trimestre do ano anterior (mais sensível), como na análise anualizada, é possível verificar que desde o final do ano passado o Brasil vem passando por um sério esfriamento da sua economia.

 Observando a trajetória recente da linha laranja, é praticamente impossível que o PIB nacional não feche no vermelho na contabilização final de 2009, uma vez que o ritmo de desaceleração é bastante intenso.  

Esmiuçando um pouco mais essa rápida análise, no âmbito do setor produtivo a indústria e a agricultura é que acabaram determinando a dinâmica verdadeiramente recessiva do Brasil.

 

 No caso industrial, a retração de 7,94% é o pior resultado das últimas décadas (o IBGE inicia a sua série em 1999, não havendo registro de queda tão intensa), sendo a conseqüência direta da retração do comércio mundial, em conjunto com um contexto cambial francamente desfavorável para as fábricas brasileiras.

 

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O recuo da agropecuária foi devido à queda do preço das commodities no mercado global no segundo trimestre do ano, além de adaptações do mercado à nova realidade financeira global, após o enxugamento da liquidez provocado pela crise do crédito.

Por fim, o único setor produtivo a sustentar crescimento foi de serviços, apurando alta de 2,4%. Esse resultado acabou sendo impulsionado, especialmente, por dois aspectos, quais sejam: a elevação de 3,2% do consumo das famílias e de 2,2% dos gastos do governo.

Acompanhando esses movimentos, o setor de intermediação financeira liderou a formação de riqueza do país, com a generosa alta de 8,22%. Em contraposição, o comércio amargou queda de 3,98%.

A comparação desses números deixa fortes indícios de que o aumento do consumo das famílias está mais focado nos serviços financeiros do que na aquisição de bens, propriamente ditos.

 

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Em resumo, por mais que o cidadão brasileiro esteja ansioso por boas notícias no campo econômico, a verdade é que, pelo menos até o fechamento dos dados oficiais do primeiro semestre de 2009, as atividades produtivas do país, predominantemente, estavam enfrentando dificuldades de sustentação.

 

Ao invés de mascarar essa realidade para novamente aumentar impostos sobre carros, eletrodomésticos e material de construção, o governo federal poderia estar estudando e implementando estratégias de forma a aproveitar as atuais instabilidades do mercado global, em favor da ampliação das oportunidades comerciais para as empresas brasileiras.

Essa agenda deve, obrigatoriamente, incluir aspectos como: desoneração real das exportações; política cambial mais harmônica com a realidade produtiva e do emprego (ao invés de priorizar necessidades financeiras do tesouro); e estratégias diplomáticas mais próximas afeitas à promoção comercial.

 

 

 

Xeretando na Balança Comercial Brasileira

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Meio que na surdina, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulgou, hoje, o detalhamento das exportações e importações brasileiras de agosto.

 

Bem, todos os interessados no assunto devem saber que as exportações do mês chegaram a US$ 13,5 bilhões. Isso representou uma queda de 30% diante de julho; e de 2,24% em relação a agosto do ano passado. Nessa última comparação, o resultado até que está bom, diante do contexto de crise global.

Com relação às importações, elas chegaram a US$ 10,8 bilhões, recuando 38% frente a julho e 4% em relação a agosto de 2008.

Em poucas palavras, o comércio exterior brasileiro manteve, aparentemente, uma situação de tradicional equilíbrio com superávit. Em princípio, nem parece que o país passa por um quadro de grave apreciação cambial.

Mas a realidade não está às mil maravilhas, como aparente. Vejamos alguns aspectos que deixariam qualquer gestor público de negócios internacionais com a pulga atrás da orelha:

1 – Em média, cada quilo exportado pelo Brasil rende US$ 0,33 centavos. Pelo lado das importações, o custo fica em US$ 1,21. Isso quer dizer que um quilo de produto estrangeiro vale cerca de 3,6 quilos de produto brasileiro. Tal perfil não é de se orgulhar.

2 – No mês passado foram importados 6.977 diferentes tipos de itens exportados 5.176, mostrando importante déficit diversificação comercial do país;

3 – Nove dos 10 principais produtos exportados (em ordem de valor) são básicos – agrícolas ou minerais – e representam 41% da receita brasileira com comércio exterior. Pelo lado das importações, sete entre 10 são mercadorias industrializadas. O grupo representa 20,5% das compras internacionais do país. Em resumo falta diversificação em nossa matriz de vendas externas.

4 – Agora, nas relações com os parceiros comerciais, o principal destino exportador brasileiro é a China, que já concentra 13,8% de nossas vendas internacionais. Cada kg exportado para o citado país, rende ao redor de US$ 0,14. Por outro lado, mesmo com um grande coquetel de práticas desleais de comércio, os embarques chineses para o Brasil tiveram, em agosto, o preço médio de US$ 3,43. Por mais que doa, temos que admitir que o quilo de China está valendo quase 25 vezes a mais do que o quilo de Brasil. Tal tipo de relação não era vista nem na época em que nosso país era colônia de Portugal.

5 – E como deve ser essa medida nas trocas com os “gananciosos” norte-americanos? Nosso preço médio de exportação é de US$ 0,65 e o de importação US$ 1,03. Sem dúvida uma relação bem mais próxima do que poderíamos chamar de equilíbrio comercial. Quem é o ganancioso, diante de tal fato?

6 – Outro dado periclitante: de agosto de 2008 até o mês passado, os 10 principais parceiros comerciais do Brasil pularam de 51% para 54% em termos de participação das exportações nacionais. Isso é um temeroso retrocesso, dado o aumento de concentração das vendas em poucos mercados. No caso das importações, a relação piorou ainda mais: os 10 maiores exportadores para o Brasil representavam 56,8% em agosto de 2008 e pularam para 63,5%, de acordo com a última informação disponível.

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Em resumo, o que mostram tais dados?

Se por um lado, o Brasil conseguiu reagir, em termos absolutos, no que se refere aos valores exportados e sustentação de uma balança comercial positiva (graças ao agronegócio e minérios), por outro a qualidade de nossas relações comerciais estão piorando a olhos vistos.

Não é só aparente a percepção de que estamos reassumindo a posição de produtor periférico (produtos básicos) que foi criticada por décadas a fio, especialmente, pelos economistas que hoje estão no governo federal.

Evidentemente não condeno o avanço do agronegócio no país. Isso é fundamental para o desenvolvimento, mas não elimina a necessidade de aumentar a competitividade nacional no âmbito das mercadorias com maior agregação de valor, especialmente aquelas com elevada intensidade de tecnologia embarcada, que são, realmente, os produtos mais dinâmicos do mercado global.

Além da deterioração da competitividade industrial, chama atenção os sérios problemas de concentração das relações comerciais em poucos países. Isso gera riscos de dependência econômica e indica que o Itamaraty poderia estar trabalhando melhor e mais pragmaticamente em suas ações diplomáticas.

Melhor começar a pensar mais seriamente nessas questões.

Uma política industrial e de comércio exterior deve ser levada a sério. Senão, o Brasil tenderá a limitar suas ambições em ser a maior fazenda do mundo, com algumas competências específicas.

Isso é muito pouco!

 

Eduardo Starosta – economista

http://estplan.blogspot.com

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oligarquia financeira ameaça democracia

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 09-09-2009

Os juros altos cobrados pela oligarquia financeira brasileira são as principais ameaças à democracia brasileira pois joga a economia no chão e impedem que a estabilidade economica se realiza pela via do aumento do consumo, já que este é garroteado pelos agiotas
A oligarquia financeira internacional, que faliu, passou a ser uma das principais, senão a principal, ameaça à democracia. Obsecada pelo risco que a leva aumentar os juros ou a pedir socorro aos bancos centrais para evitar a liquidez excessiva deflacionária que a destruiria, a oligarquia = oligopólio, que em cenário de bancarrota se mantêm no colo governamental, empoça o dinheiro e não deixa o sistema fluir, como está acontecendo. Tanto no exterior, como no Brasil. Para evitar o colapso geral, os governos se lançam às políticas fiscais que elevam o endividamento em escala incontrolável. Tem-se, de um lado, o perigo da deflação, com o empoçamento monetário, que destroi as relações de troca, jogando os preços no chão; de outro, emerge o perigo inflacionário. Os governos jogam com uma mão dinheiro na circulação e com a outra títulos para enxugar liquidez monetária, a fim de evitar explosão inflacionária. A dívida cresce no lugar da inflação. Como os deficits governamentais  já se encontram excessivamente elevados, o fôlego para bancar a situação fica cada vez mais curto, sinalizando hiperinflação. Se der mergulho muito fundo, pode não voltar à tona. Sem a fluidez do sistema monetário, o sistema democrático sofre choques intermitentes, em função das incertezas gerais cujos resultados são desempregos crescentes e consequentes tensões políticas.

Concentração e colapso total

 

o castelo monetário especulativo global detonou a oligarquia financeira que se mantém no colo do estado bloqueando o trabalho coletivo e ameaçando o distema de dissolução totalA oligarquia financeira, ao oligopolizar o mercado dinheiro, a mercadoria da qual dependem todas as demais mercadorias para poderem circular, vai, no ambiente de colapso, tornando-se ameça ao interesse público. Candidata-se, consequentemente, ao controle das autoridades monetárias em nome do ponto de vista social. A correlação de forças políticas, em ambiente democrático, obriga o governo a atuar nesse sentido, ou seja, em nome do interesse público. Ocorre, no entanto, que a máquina pública, nas economias monetárias, durante o século 20, dominado pela moeda estatal ,distribuída pelo sistema financeiro, em forma de concessão, está amplamente dominada política e ideologicamente pelo pensamento bancocrático neoliberal. Vale dizer, está ela  não a serviço do interesse público, mas do interesse financeiro privado, o anti-interesse social. Pressionado, politicamente, o governo fica entre a democracia e a oligarquia financeira , que domina as finanças governamentais. Os desdobramentos políticos de tal predomínio despertam a sensibilidade social, em meio à grande crise, na medida em que são necessárias escolhas políticas por parte do governo, para evitar que o sistema entre em derrocada. O poder político relativo dos banqueiros no sentido de direcionar as políticas públicas capazes de atender seus interesses, como ocorreu ao longo da Nova República, dominada pelo Consenso de Washington, depois da crise monetária dos anos de 1980 em diante, sofreu duro baque, agora, na crise monetária de 2008.

Ciranda financeira suicida

 

escalpelamento-do-tomador-de-dinheiro condena o consumo e o sistema porque a produção não se realiza e apodrece na deflação
Os banqueiros, ancorados nos títulos do governo , foram além dos seus limites. Sendo condutores dos seus próprios interesses, manipulando o Estado, para minimizar as regras fiscalizatórias sobre o comércio de dinheiro, em escala global, jogaram contra o interesse público no compasso da oligopolização = oligarquização financeira. Emitiram, no caso da crise imobiliária , nos Estados Unidos, que se transformou em estopim final da bancarrota americana, títulos privados que espalharam por todo o globo, com maior intensidade no mercado europeu. Romperam com os limites prudenciais, mediante cinismo da fiscalização estatal, pois dominavam a máquina política do Estado. Os derivativos dolarizados apodreceram a moeda americana, cuja sobrevivência, como equivalente monetário global, estressou-se  com o esgotamento do fôlego do governo para continuar bancando deficits indefinidamente. No colo do governo,  o sistema financeiro estatizado de fato e falido de direito  passa a representanr bomba atômica para o próprio Estado, impossibilitado de equacionar os balanços bancários que passaram à responsabilidade estatal. O governo americano , tornando-se árbitro entre a democracia, dependente da fluidez do crédito direto ao consumidor, e a oligarquia, resistente a elevar os empréstimos, preferindo mantê-los empoçados,  está diante do seu maior desafio. Há excesso de dinheiro nos bancos que não podem ser usados na praça. O sistema se afoga na abundância de dinheiro que se candidata a perder valor.

Abundância destrutiva

 

o dinheiro empoçado sem serventia é dinheiro queimado que destroi os preços em forma de deflação, cujo contrapolo é a inflação que pode destruir os governos já excessivamente endividados. por isso, a ONU já pede o fim do dólar como moeda equivalente global
No Brasil, a mesma coisa. O jornal Valor Econômico , em 09.09.2009, com matéria de Cristiane Perini Lucchesi, informa  disponibilidade de capital  superior a R$ 400 bilhões nos cofres dos bancos brasileiros. Resistem à demanda dos empréstimos ao crédito direto ao consumidor, com tamanha oferta de dinheiro, receosos de calote. Não aceitam correr risco, embora preguem a lei do risco aos que tomam emprestado deles. Preferem aplicações no governo, em forma de títulos da dívida pública ou em esterilização monetária, para manter relativa escassez, de modo elevar o custo da sua mercadoria, em forma de juro especulativo. Os banqueiros estão afogados em dinheiro que não flui para o comércio, para a indústria e os serviços. Os setores produtivos, no contexto de oferta excessiva de moeda empoçada, na economia monetária, representam riscos elevadíssimos, sob a ótica dos bancos. Os investimentos realizados na produção não geram sustentavelmente consumo correspondente, criando, consequentemente, no médio prazo, sempre risco de quebradeiras, com formação de estoques, por conta da insuficiência crônica de consumo. O governo, sob pressão dos empresários sufocados, valem-se – valiam, antes da crise – de desvalorizações cambiais. Com isso, viabilizava exportações, de um lado, e pressão inflacionária, de outro, bem como aumento da dívida pública interna, que, por tabela, sustenta juros altos. O presidente Lula minimizou tal estratégia ao apostar nos programas sociais que elevaram o consumo interno. Aprendeu que essa é a melhor forma de elevar a arrecadação, bem como a valorização da moeda, cujo resultado é diminuição da inflação. Esse jogo governamental, porém, terá vida curta , se os interesses da oligarquia financeira continuarem sendo priorizados em forma de juros de 150% ao ano que empobrece e escraviza o povo no crediário.

Perigo eleitoral iminente

 

a derrocada do crédito por conta da resistencia daoligarquia gera o desemprego porque sem o consumo o governo não dispõe dos investimentos que puxa a demanda global na economia capitalista, colocando o sistema democratico em derrocada
O juro bancário extorsivo transforma-se no principal obstáculo ao objetivo governamental de promover investimentos públicos mediante aumento de arrecadação proveniente do consumo popular estimulado por programas sociais. O fôlego do consumidor, para continuar girando a arrecadação tributária desejada pelo governo, de modo a produzir recursos orçamentários destinados aos investimentos públicos, entraria em colapso via inadimplência, caso mantido por mais tempo a espoliação jurista bancocrática nacional. Os sintomas de falência do consumidor já são antevistos pelos bancos que, consequentemente, pisam no freio, empoçando o dinheiro. Está, pois, montada uma máquina financeira envolvendo a superestrutura e a microestrutura econômica que, no ambiente de crise, em que a oligarquia, ao intensificar o oligopolio financeiro privado, avançando sobre as empresas seguradoras, ameaça o interesse público, em forma de oferta de juro escorchante. Obriga, dessa forma, o governo a conformar-se , também, em oligopólio, como alternativa capaz de preservar o interesse público. Caso contrário, o goveno, sob democracia, cai. O dinheiro parado nos bancos torna-se o padrastro cruel da sociedade. Recorrer a ele é optar pela escravidão jurista oligopolizada, essencialmente, contrária ao interesse público. O Estado, diante dessa realidade, obriga-se a agir contra o oligopólio bancário privado vestido de salvador da pátria, em forma de oligopólio bancário estatal. Confronto de gigantes em plena sucessão presidencial: oligarquia financeira privada contra oligarquia financeira estatal.

Tacão de ferro

 

genial jack londom literalizou o confronto dos gigantes oligopolizados em que predomina o poder do tacão de ferro como escravizador da humanidade expresso em oligarquia financeira
Jack Londom, em livro premonitório, “Tacão de ferro”, de 1907, que simboliza o poder total da oligarquia sobre o povo, projeta sociedade em que o desenlace da contradição será o confronto final entre o oligopólio público e o oligopólio privado. As cores são tão vibrantes que assustaram grandes escritores como Anatole France e Leon Trotski. Genial, versado em economia política, pois dominara Adam Smit, Ricardo Malthus e Marx, e calejado pela vida de pobre miséravel que se fez por si mesmo, trabalhando e estudando, enquanto passava fome, Jack London uniu teoria e prática como unidade dialética em movimento para antever o confronto  final entre a oligarquia e socialistas, depois de destruída a democracia. Ergue-se monstro oligopolizado como dominador de tudo. Segundo o escritor estariam, nesse momento, maduras as condições objetivas  para o confronto derradeiro entre o oligopólio privado contrário ao interesse público que obriga o surgimento do oligopólio estatal obrigado, por pressão política, mediar contrariamente ao interesse privado. Ocorreria mudança de mão no comando do poder ou continuidade do tacão de ferro, a oligarquia escravocrata e sanguinária, mobilizadora da revolução social. No momento em que ocorre a ação estatal em nome da estabilização econômica, desenha-se a grande guerra das oligarquias. A grande crise em curso, que o ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, balançará forte, brevemente, corre como uma sombra ameaçadora sobre a humanidade sob o domínio financeiro oligárquico global.

Lula resgata Geisel

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca em 08-09-2009

 

A crise financeira americana coloca os Estados Unidos em posição desvantajosa na geopolític a global em território sul-americano, da mesma forma que no sudeste asiático, onde o Japão, como o Brasil, busca, também, fugir da influência de Tio Sam com seu dólar desvalorizado, candidat a papel podregeisel tentou fugir das garras de tio sam que não deixou o brasil deenvolver a energia nuclear. foi trucidado pela esquerda que, segundo Glauber, optou pelo falso pacifismo de jimi carter

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil entra na economia de guerra ao concluir acordo Brasil-França que resulta em investimentos de R$ 24 bilhões em indústria bélica e espacial sob domínio da tecnologia nuclear. A palavra de ordem é defesa sul-americana contra a cobiça internacional. Depois de Hugo Chavez, presidente da Venezuela, decidir armar seu país para proteger suas riquezas, Lula vai no mesmo caminho, rumo à economia de guerra, que é o resultado final do ciclo industrial capitalista desenvolvido, como aconteceu com os Estados Unidos, França, Inglaterra, no século 20.

O acordo militar Brasil-França, que arma o Brasil de tecnologia aeronáutica e marítima nuclear , com transferência de conhecimento tecnológico,  conferindo parceria econômica no cenário da América do Sul, tornando-o plataforma de exportação com carimbo Brasil-França, leva o governo brasileiro ao alcance do complemento que sempre faltou à industrialização brasileira, como diz Lauro Campos, ou seja, a tecnologia de guerra que proporciona a economia de guerra como responsável pela demanda global.

“Penso ser incompatível com  a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer minha tese – a do pleno emprego -, exceto em condições de guerra. Se os Estados Unidos se insensibilizarem para a prepação das armas, aprenderão a conhecer sua força”, disse John Maynard Keynes( Crise da Ideologia Keynesiana,Lauro Campos, Campus, 1980).

O  poder do dólar proporcionou aos Estados Unidos, depois da segunda guerra mundial, a dominação internacional, na medida em que apostou na economia de guerra keynesiana, completando o que o presidente Eisenhower considerou construção do Estado Industrial Bélico Espacial Nuclear Americano.

A economia de guerra não foi suficientemente desenvolvida no Brasil, como aconteceu nos Estados Unidos, no século 20, especialmente, depois da crise neoliberal de 1929,  porque o governo americano, no final dos anos de 1980 e inicio dos 90,  pressionou o ex-presidente Fernando Collor a enterrar o sonho militar nacionalista  de possuir a tecnologia do ciclo nuclear.

Nascia, nos anos 80, a era neoliberal, comandada pelo Consenso de Washington, disseminador da ideologia equilibrista privativista otimizada para o capital e não para o nacional. O nacional subordinou-se ao capital. A soberania abastardada foi a preço a pagar.

Os militares, durante o governo Geisel, caminharam, celeremente, no sentido da tecnologia nuclear. Dançaram, no entanto,  na crise monetária de 1982. Lula, agora, em 2009, entupido de petróleo, bate no peito e resgata Geisel.

 

 

A esquerda fez aposta errada

 

 

glauber viu em geisel o cavaleiro de são jorge que desce da lua para espetar o dragao da maldade contra o sangue guerreiro na luta pela distribuição da riqueza em Eldoraldo onde a concentração do poder esmaga os mais pobres

 

O ex-ditador, que iniciaria a abertura, havia fechado com a Alemanha, em 1975, o acordo nuclear, ao mesmo tempo em que rompia acordo militar Brasil-Estados Unidos. A CIA estava alvoroçada. 

A esquerda brasileira, ansiosa por democracia e cheia de ditadura,  combateu a estratégia geiseliana. Na ocasião, estava rendida à  falsa ideologia pacifista de Tio Sam, comandada por Jimmy Carter, ancorada na defesa dos direitos humanos. Como Geisel era ditador…, os esquerdistas embarcaram na bandeira de Tio Sam.

A bandeira de Tio Sam, na verdade,  era NÃO ao acordo nuclear Brasil-Alemanha, ou seja, o mesmo que, agora, Lula resgata, em forma de submarino nuclear, com plena transferência de tec nologia, com a França. 

Os esquerdistas haviam caido no conto de Tio Sam. Acreditaram que prevaleceria nos Estados Unidos o discurso de protesto da população contra a desmoralização da participação dos Estados Unidos na guerra do Vietnan. O pacifismo captado pela alienação seria a superação da indústria de guerra e predominio da paz. Ilusão. 

Glauber Rocha, em 1976, no Correio Braziliense, dirigido por Oliveira Bastos, em artigo intitulado “Myzérya do lyberalysmo”, abriu polêmica. Defendeu Geisel e sua opção militar nacionalista contra o que considerou opção alienada da esquerda que pregava o pacifismo lyberal jymycartysta. Foi crucificado. 

Agora, em 2009,  tanto a direita como a esquerda tendem a concordar com opção nacionalista de armar o país para proteger suas próprias riquezas, conferindo-lhe conquista do ciclo industrial completo que requer economia de guerra como determinação do capitalismo e seu desenvolvimento contraditório.

Resta saber se o governo brasileiro terá gás suficiente para bancar os deficits que sustentarão economia de guerra como versão do ciclo capitalista completo, ou se vai, indo por essa estratégia, acabar pagando o mesmo preço que agora pagam os Estado Unidos, afogados em deficits que desmoralizam o dólar, em meio ao armamentismo que caminha para o sucateamento como expressão de decadência do processo econômico que tem como sustentáculo a guerra.

 

 

Nacionalismo X Pacifismo 

 

 

carter com seu liberalismo pacifista ganhou a simpatia da esquerda contraria ao nacionalismo geiselista ganhou a simpatia da esquerda enquanto geisel que

Geisel, boicotado pela esquerda brasileira, optante pelo pacifismo de Carter, não conseguiu emplacar o nacionalismo militarista brasileiro cujos propósitos essenciais são os mesmos que Lula apregoa, agora, quando fecha negócio nuclear com a França.

Por que Geisel queria a energia nuclear barrada pelo liberalismo cartista em nome dos direitos humanos? Para completar o ciclo da produção industrial que se desenvolve naturalmente no capitalismo  como ponto de chegada final completa do sistema, como demonstrou o desenvolvimento capitalista americano, no século 20, mediante concretização da economia de guerra.

O rearmamento brasileiro na era  lulista é o resgate do armamentismo abortado geiselista pela estratégia neoliberal americana, baixada depois da crise monetária de 1982, sob aplauso da esquerda e protesto de Glauber.

Em 1979, os Estados Unidos haviam aumentado a taxa de juros de forma desproporcional, de 5% para 17%, em nome do combate à inflãção. A periferia capitalista endividada em dólar, caso brasileiro, faliu.

Os deficits americanos no pós-guerra, com a recuperação da Europa pelo Plano Marshall, como arma para combater o comunismo;  com a guerra fria , para evitar a expansão dos comunistas; e com a guerra do Vietnan, dentro desse contexto de confronto entre capitalismo e comunismo em país periférico do sudeste asiático, acabaram por afetar a saúde do dólar.

Ao puxar para cima violentamente o custo do dinheiro, Tio Sam colocou pá de cal no nacionalismo geiseliano. As sobredesvalorizações cambiais como resposta para arranjar dinheiro via exportações, a fim de compensar a restrição de crédito, derrubaram o sonho nuclear nacionalista. Rompera o equilíbrio macroeconômico e os militares ficaram sem chão. Tiveram que acelerar a abertura para dividir os prejuízos com os democratas da Nova República que os substiuiriam.

A Nova República, subordinada às ordens do Consenso de Washington,  cuidaria de enterrar, como fez o ex-presidente Collor, o programa nucelar geiselista, ressuscitado,  agora, pelo herdeiro lulista.

O acordo Brasil-França permite retomada do sonho dos militares de alcançar o ciclo completo do processo industrial sob economia de guerra, conforme concretizaram os americanos, os franceses e os ingleses.

 

 

Com que roupa?

 

 

sheik-lula abre alas ao armamentismo brasileiro para proteger riquezas nacionais e sulamericanas alvo de interesses dos investidores que terão que se subordinarem a regras nacionalistas

A moeda de Lula é o petróleo e  o discurso nacionalista de defesa das riquezas, sua melodia. Quantos barris de petróleo correspondem aos investimentos no programa industrial nuclear, acertado no Dia da Pátria, no valor de R$ 24 bilhões?

Não é assim que o presidente Lula visa capitalizar a Petrobrás, para dar-lhe maioria das ações no cenário da exploração do pré-sal, de modo a elevar a soberania nacional sobre sua grande riqueza?

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, destacou que o governo emitirá  o correspondente a 5 bilhões de litros de petróleo para capitalizar a Petrobrás, fazendo chamada de capital, que diminuirá a participação do sócio minoritário e aumentará a do sócio majoritário União. Reestatização petrolífera.

A ira da Cassa Branca deve estar grande, nesse momento em que o presidente da França, Nicolas Sarkozy fatura em cima do presidente dos Estados Unidos, Barack Oboma,  em território sul-americano que os Estados Unidos consideram quintal dos americanos.

Vem chumbo grosso aí?

Qual a moeda de Obama nesse momento? O dólar? A ONU está pedindo a cabeça dele.

A moeda americana, bichada pelos deficits e pelo excesso de moeda derivativa  dolarizada que empoça os balanços dos bancos falidos e estatizados pelo governo, passa a valer menos que o petroleo. O óleo negro é moeda real, garantida; as verdinhas se transformam em incertezas derivativas, candidatas à desvalorização.

O resgate do nacionalismo de Geisel por Lula coloca em cena uma amarração do pensamento nacionalista ao longo das últimas cinco décadas e meia, desde a morte de Getúlio Vargas. O ex-ditador de 1930 lutou pelo petróleo; o ex-ditador militar dos anos de 1970 batalhou pela energia nuclear.

Ambos adotaram posições nacionalistas, que , agora, se concretizam como convergências políticas sob batuta do nacionalismo lulista com pregação socialista ancorada na palavra de ordem de que a riqueza é patrimônio do povo.

 

 

 

 

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