Lula resgata Geisel

 

A crise financeira americana coloca os Estados Unidos em posição desvantajosa na geopolític a global em território sul-americano, da mesma forma que no sudeste asiático, onde o Japão, como o Brasil, busca, também, fugir da influência de Tio Sam com seu dólar desvalorizado, candidat a papel podregeisel tentou fugir das garras de tio sam que não deixou o brasil deenvolver a energia nuclear. foi trucidado pela esquerda que, segundo Glauber, optou pelo falso pacifismo de jimi carter

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil entra na economia de guerra ao concluir acordo Brasil-França que resulta em investimentos de R$ 24 bilhões em indústria bélica e espacial sob domínio da tecnologia nuclear. A palavra de ordem é defesa sul-americana contra a cobiça internacional. Depois de Hugo Chavez, presidente da Venezuela, decidir armar seu país para proteger suas riquezas, Lula vai no mesmo caminho, rumo à economia de guerra, que é o resultado final do ciclo industrial capitalista desenvolvido, como aconteceu com os Estados Unidos, França, Inglaterra, no século 20.

O acordo militar Brasil-França, que arma o Brasil de tecnologia aeronáutica e marítima nuclear , com transferência de conhecimento tecnológico,  conferindo parceria econômica no cenário da América do Sul, tornando-o plataforma de exportação com carimbo Brasil-França, leva o governo brasileiro ao alcance do complemento que sempre faltou à industrialização brasileira, como diz Lauro Campos, ou seja, a tecnologia de guerra que proporciona a economia de guerra como responsável pela demanda global.

“Penso ser incompatível com  a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer minha tese – a do pleno emprego -, exceto em condições de guerra. Se os Estados Unidos se insensibilizarem para a prepação das armas, aprenderão a conhecer sua força”, disse John Maynard Keynes( Crise da Ideologia Keynesiana,Lauro Campos, Campus, 1980).

O  poder do dólar proporcionou aos Estados Unidos, depois da segunda guerra mundial, a dominação internacional, na medida em que apostou na economia de guerra keynesiana, completando o que o presidente Eisenhower considerou construção do Estado Industrial Bélico Espacial Nuclear Americano.

A economia de guerra não foi suficientemente desenvolvida no Brasil, como aconteceu nos Estados Unidos, no século 20, especialmente, depois da crise neoliberal de 1929,  porque o governo americano, no final dos anos de 1980 e inicio dos 90,  pressionou o ex-presidente Fernando Collor a enterrar o sonho militar nacionalista  de possuir a tecnologia do ciclo nuclear.

Nascia, nos anos 80, a era neoliberal, comandada pelo Consenso de Washington, disseminador da ideologia equilibrista privativista otimizada para o capital e não para o nacional. O nacional subordinou-se ao capital. A soberania abastardada foi a preço a pagar.

Os militares, durante o governo Geisel, caminharam, celeremente, no sentido da tecnologia nuclear. Dançaram, no entanto,  na crise monetária de 1982. Lula, agora, em 2009, entupido de petróleo, bate no peito e resgata Geisel.

 

 

A esquerda fez aposta errada

 

 

glauber viu em geisel o cavaleiro de são jorge que desce da lua para espetar o dragao da maldade contra o sangue guerreiro na luta pela distribuição da riqueza em Eldoraldo onde a concentração do poder esmaga os mais pobres

 

O ex-ditador, que iniciaria a abertura, havia fechado com a Alemanha, em 1975, o acordo nuclear, ao mesmo tempo em que rompia acordo militar Brasil-Estados Unidos. A CIA estava alvoroçada. 

A esquerda brasileira, ansiosa por democracia e cheia de ditadura,  combateu a estratégia geiseliana. Na ocasião, estava rendida à  falsa ideologia pacifista de Tio Sam, comandada por Jimmy Carter, ancorada na defesa dos direitos humanos. Como Geisel era ditador…, os esquerdistas embarcaram na bandeira de Tio Sam.

A bandeira de Tio Sam, na verdade,  era NÃO ao acordo nuclear Brasil-Alemanha, ou seja, o mesmo que, agora, Lula resgata, em forma de submarino nuclear, com plena transferência de tec nologia, com a França. 

Os esquerdistas haviam caido no conto de Tio Sam. Acreditaram que prevaleceria nos Estados Unidos o discurso de protesto da população contra a desmoralização da participação dos Estados Unidos na guerra do Vietnan. O pacifismo captado pela alienação seria a superação da indústria de guerra e predominio da paz. Ilusão. 

Glauber Rocha, em 1976, no Correio Braziliense, dirigido por Oliveira Bastos, em artigo intitulado “Myzérya do lyberalysmo”, abriu polêmica. Defendeu Geisel e sua opção militar nacionalista contra o que considerou opção alienada da esquerda que pregava o pacifismo lyberal jymycartysta. Foi crucificado. 

Agora, em 2009,  tanto a direita como a esquerda tendem a concordar com opção nacionalista de armar o país para proteger suas próprias riquezas, conferindo-lhe conquista do ciclo industrial completo que requer economia de guerra como determinação do capitalismo e seu desenvolvimento contraditório.

Resta saber se o governo brasileiro terá gás suficiente para bancar os deficits que sustentarão economia de guerra como versão do ciclo capitalista completo, ou se vai, indo por essa estratégia, acabar pagando o mesmo preço que agora pagam os Estado Unidos, afogados em deficits que desmoralizam o dólar, em meio ao armamentismo que caminha para o sucateamento como expressão de decadência do processo econômico que tem como sustentáculo a guerra.

 

 

Nacionalismo X Pacifismo 

 

 

carter com seu liberalismo pacifista ganhou a simpatia da esquerda contraria ao nacionalismo geiselista ganhou a simpatia da esquerda enquanto geisel que

Geisel, boicotado pela esquerda brasileira, optante pelo pacifismo de Carter, não conseguiu emplacar o nacionalismo militarista brasileiro cujos propósitos essenciais são os mesmos que Lula apregoa, agora, quando fecha negócio nuclear com a França.

Por que Geisel queria a energia nuclear barrada pelo liberalismo cartista em nome dos direitos humanos? Para completar o ciclo da produção industrial que se desenvolve naturalmente no capitalismo  como ponto de chegada final completa do sistema, como demonstrou o desenvolvimento capitalista americano, no século 20, mediante concretização da economia de guerra.

O rearmamento brasileiro na era  lulista é o resgate do armamentismo abortado geiselista pela estratégia neoliberal americana, baixada depois da crise monetária de 1982, sob aplauso da esquerda e protesto de Glauber.

Em 1979, os Estados Unidos haviam aumentado a taxa de juros de forma desproporcional, de 5% para 17%, em nome do combate à inflãção. A periferia capitalista endividada em dólar, caso brasileiro, faliu.

Os deficits americanos no pós-guerra, com a recuperação da Europa pelo Plano Marshall, como arma para combater o comunismo;  com a guerra fria , para evitar a expansão dos comunistas; e com a guerra do Vietnan, dentro desse contexto de confronto entre capitalismo e comunismo em país periférico do sudeste asiático, acabaram por afetar a saúde do dólar.

Ao puxar para cima violentamente o custo do dinheiro, Tio Sam colocou pá de cal no nacionalismo geiseliano. As sobredesvalorizações cambiais como resposta para arranjar dinheiro via exportações, a fim de compensar a restrição de crédito, derrubaram o sonho nuclear nacionalista. Rompera o equilíbrio macroeconômico e os militares ficaram sem chão. Tiveram que acelerar a abertura para dividir os prejuízos com os democratas da Nova República que os substiuiriam.

A Nova República, subordinada às ordens do Consenso de Washington,  cuidaria de enterrar, como fez o ex-presidente Collor, o programa nucelar geiselista, ressuscitado,  agora, pelo herdeiro lulista.

O acordo Brasil-França permite retomada do sonho dos militares de alcançar o ciclo completo do processo industrial sob economia de guerra, conforme concretizaram os americanos, os franceses e os ingleses.

 

 

Com que roupa?

 

 

sheik-lula abre alas ao armamentismo brasileiro para proteger riquezas nacionais e sulamericanas alvo de interesses dos investidores que terão que se subordinarem a regras nacionalistas

A moeda de Lula é o petróleo e  o discurso nacionalista de defesa das riquezas, sua melodia. Quantos barris de petróleo correspondem aos investimentos no programa industrial nuclear, acertado no Dia da Pátria, no valor de R$ 24 bilhões?

Não é assim que o presidente Lula visa capitalizar a Petrobrás, para dar-lhe maioria das ações no cenário da exploração do pré-sal, de modo a elevar a soberania nacional sobre sua grande riqueza?

A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, destacou que o governo emitirá  o correspondente a 5 bilhões de litros de petróleo para capitalizar a Petrobrás, fazendo chamada de capital, que diminuirá a participação do sócio minoritário e aumentará a do sócio majoritário União. Reestatização petrolífera.

A ira da Cassa Branca deve estar grande, nesse momento em que o presidente da França, Nicolas Sarkozy fatura em cima do presidente dos Estados Unidos, Barack Oboma,  em território sul-americano que os Estados Unidos consideram quintal dos americanos.

Vem chumbo grosso aí?

Qual a moeda de Obama nesse momento? O dólar? A ONU está pedindo a cabeça dele.

A moeda americana, bichada pelos deficits e pelo excesso de moeda derivativa  dolarizada que empoça os balanços dos bancos falidos e estatizados pelo governo, passa a valer menos que o petroleo. O óleo negro é moeda real, garantida; as verdinhas se transformam em incertezas derivativas, candidatas à desvalorização.

O resgate do nacionalismo de Geisel por Lula coloca em cena uma amarração do pensamento nacionalista ao longo das últimas cinco décadas e meia, desde a morte de Getúlio Vargas. O ex-ditador de 1930 lutou pelo petróleo; o ex-ditador militar dos anos de 1970 batalhou pela energia nuclear.

Ambos adotaram posições nacionalistas, que , agora, se concretizam como convergências políticas sob batuta do nacionalismo lulista com pregação socialista ancorada na palavra de ordem de que a riqueza é patrimônio do povo.

 

 

 

 

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