O golpe a favor dos direitos humanos
Nacionalismo socialista nascido no quartel
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Crise capitalista destroi direitos humanos
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Capitalismo estatal mais perto do socialismo
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Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
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Gestão neoliberal no capitalismo estatal
Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
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O Brasil engarrafado
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PIB brasileiro: gigante com pés de barro
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Colapso capitalista exige superação da economia de guerra pela economia da pazda economia de guerra exige economia da paz para superar capitalismo em crise total
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9 dias atrás

Implode o estado capitalista

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Grande exemplo do Império para o mundo: dar calote nos bancos para reduzir dívida e crescer
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10 dias atrás

NOS ESTADOS UNIDOS, CACETE NOS BANCOS. Ben Bernamke, presidente do Banco Central dos Estados Unidos manda uma trolha bem grande para os aplicadores nos títulos do governo americano, ENTRE ELES…

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Terceira guerra mundial em marcha
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11 dias atrás

O oculto e o latente não conseguiram se disfarçar no discurso do presidente Barack Obama nessa terça feira 24, ou seja, a disposição do governo americano de barrar o avanço…

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Socialismo lulista em ação

Categoria: (Política) por Cesar Fonseca em 01-09-2009

Lula avança com discurso da distribuição da renda nacional e da melhor distribuição da riqueza do petroóleo para os brasileiros

Patrimônio do povo! Riqueza da Nação! Futuro do Brasil!”

Esse foi o destaque político principal que o presidente Lula deu ao lançamento do pré-sal, que muda a consideração político-estratégica do Brasil no cenário capitalista global em crise, no qual desponta como promessa de potência internacional, graças a sua base industrial e a disponibilidade de matérias primas para serem manufaturadas sem custo de transporte, elevando, consideravelmente, a competitividade nacional.

A disposição política do titular do Planalto em destacar que o povo é o principal responsável pela existência da Petrobrás, algo que o emocionou, no final do discurso, na data histórica, explica porque a grande mídia nacional dependente do capital externo , passou a ter mais medo do Estado, na medida em que ele decide arbitrar a renda nacional em nome do povo.

O discurso pode começar a ganhar conteúdo prático. O poder estatal dirigente sobre o petróleo eleva a capacidade política do Estado para fazer política social e mudar a correlação de forças que sempre dominou a destinação dos recursos orçamentários no contexto da produção e do consumo no capitalismo brasileiro ao longo de sua história.

Essa alteração política no comando da destinação da riqueza para abastecer o povo de educação, saúde, infra-estrutura, cultura e ciência e tecnologia, mediante fundo de investimento com a riqueza do petróleo, agilizando esses setores fundamentais e essenciais à nacionalidade, sintoniza-se não com o pensamento conservador, colonialista que sempre dominou as elites nacionais, mas com o pensamento socialista, que agita a América do Sul.

O realce ao “Patrimônio do povo” soa nitidamente socialismo. É disso que os conservadores têm medo. A conjunção histórica está contra eles, no momento, porque a economia de mercado, pregada por eles, à revelia do Estado, faliu na grande crise global mediante anarquia financeira.

O governo americano, praticamente, estatizou os bancos, embora a representação deles seja privada e as montanhas de dinheiro do povo canalizadas para eles não quebrarem, pareça que o setor financeiro privado está dando as cartas. Ilusão. O poder econômico privado, que, sob anarquia financeira, caminhou  para a deflação e a auto-destruição, correu para o colo do governo, a fim de ser protegido da bancarrota.

Uma onda de movimentação política para organizar socialmente a produção varre o mundo no contexto capitalista em crise, em que se denota a anarquia dos mercados. O Estado comanda essa onda em nome do interesse público, demonstrando que o que estava vigorando prejudicava a sociedade dominada pelo discurso da zorra liberal total.

A desregulamentação das atividades financeiras, contra a qual a grande mídia não protestou, ao contrário, saudou, em nome da eficiência e da produtividade, capaz de sustentar a acumulação capitalista aceleradamente especulativa, demonstrou que não é possível ao Estado deixar a nação nas mãos dos loucos. O Estado havia enlouquecido sob comando deles, até que o caldo entornou.

A entrado do governo colocando o dinheiro estatal para evitar que a produção e o consumo desabassem no colapso do crédito, aprofundado pelos banqueiros loucos em sua proteção contra o risco, representou serviço de utilidade púbica fundamental, algo que a busca privada pelo lucro não contempla em suas ações contábeis, obedientes, apenas, à minimização de custos e a maximização de lucros, a qualquer custo.

Ao entrar em cena, para salvar o sistema, o Estado paga um custo, o de ter que descolar dos interesses que estavam controlando-o, para adquitir autonomia a fim de falar em nome do interesse público, como alternativa de sobrevivência sob a democracia representativa.

Sua legitimação dependeria da sua determinação, na crise, de promover o desenvolvimento não apenas do econômico, mas, fundalmente , do social.

A promoção da economia no sentido social, como é o que promete o presidente Lula, entupido de petróleo, amplia-se as chances de se abrirem movimentos sociais de massa em defesa da melhor distribuição da renda nacional, algo incompatível com o capitalismo ultra-concentrador de renda e poupador de mão de obra.

O social tenderia a preponderar sobre o econômico, em meio aos escombros da estratégia neoliberal, com o dinheiro do petróleo, fortalecendo, consequentemente, o discurso socialista.

 

Planejamento econômico e social

 

 

miguel-jorge, o porta-voz do projeto de desenvolvimento sustentável com o dinheiro do petróleo, de agora em diante

No ato de interferir na economia, em nome do interesse público, o governo, com a moeda estatal, que é capital – “poder sobre coisas e pessoas”(Marx) – , ganha dimensão justicialista como prestador de serviço , para evitar que haja a contaminação destrutiva da sociedade, comandada por categoria social dominante que , sob economia de mercado, se auto-suicidou econômica e financeiramente na desregulamentação geral.

O planejamento social e econômico passa a ser uma exigência social fundamental em que o Estado se obriga a cumprir para romper e superar a anarquia privada , a economia tocada pela exuberância irracional, como a denominou o ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, ao analisar o sistema financeiro e sua relação com o governo americano, nos anos de 1990-2000, entrando século 21 adentro, até implodir geral na bancarrota do mercado imobiliário em outubro de 2008.

A necessidade do planejamento ganha o debate nos parlamentos e configura, consequentemente, demanda ao governo, para agir como árbitro da distribuição da renda com opção preferencial para o social como forma de salvar o econômico, que se suicidou. Pensou poder se auto-reproduzir, livre e esquizofrenicamente.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, em seu instrutivo artigo “A crise mundial e a política de desenvolvimento produtivo”, no Valor, 01.09, pedagogiza a nova estratégia de desenvolvimento econômico, político e social, que leva o governo a planejar as ações produtivas, como alternativa à anarquia, sempre repetida quando o discurso liberal chega aos seus limites esquizofrênicos, para fugir da realidade.

Não se trata, portanto, de deixar o investidor canalizar sua poupança para uma produção livremente escolhida, mas planejada, que analisa os fatores de produção e de mercado, de modo a ser empreendida. Materializa-se, no cenário do governo, o tipo de ensinamento que é dado pelo Sebrae aos empresários de pequeno porte, de orientá-los, recomendando menos ousadia e mais ciência e pé no chão.

Afinal, sob a livre concorrência, a qualquer custo, o resultado do investimentos não é o de produzir consumo correspondente, mas, ao contrário, crônica insuficiência relativa de demanda global, expressa em estoques elevados e deflação. Ou seja, condição que leva o empresário ao colo do governo, para pedir desoneração, desvalorização monetária, perdão de dívidas, prazos largos para pagamento de tributos, jamais recolhidos em dia etc.

A tendência ao planejamento, na grande crise global,  reforça o poder estatal de organização, especialmente, em relação aos grandes negócios, nas áreas em que o país é economicamente poderoso, como são os casos das produções de petróleo, alimentos, energia, bancos de varejo e desenvolvimento.

As novas regras para exploração do pre-sal reforçam a conjuntura de planejamento, de organização social da produção, para evitar deflação e desemprego. Ganha espaço não a disposição para investir mais na produção relativamente  ao consumo , mas investir mais no consumo relativamente à produção.

 

 

Opção pelo consumo

 

 

A insuficiência crônica de consumo que Marx identificou como lei do capital em processo de acumulação seria superada pela transformação da riqueza nacional mais poderosa , o petróleo, em patrimônio do povo, para retiará-lo do reino da necessidade, para coloca-lo no reino da prosperidade mediante distribuição da renda?

O governo descobriu que mais consumo bombado por programas sociais representa mais arrecadação tributária, com a qual programa investimentos públicos. Os governos asiáticos entraram nessa, do bolsa família. O novo primier japonês do PDJ prega bolsa-natalidade.

Dinheiro para consumo do pobre gera imediata arrecadação e novos investimentos para a indústria. Já dinheiro para a produção em forma de desoneração fiscal e crédito subsidiado gera consumo insuficiente, porque não há correspondência direta entre investimento na produção com geração de consumo. 

Não funciona a Ley de Say, segundo a qual toda a oferta, investimento, gera demanda, consumo, correspondente. Ao contrário, como demonstra Marx, didatica e fulgurantemente, em “As Metamorfoses do Capital e o Ciclo Delas”, terceiro volume dO Capital, o movimento gira no polo oposto, em forma de sobreacumulação de capital, por um lado, e exclusão do social pelo capital, por outro, produzindo, consequentemente, gap em forma de insuficiência de consumo, que desequilibra estruturalmente o sistema.

A crise financeira global é o retrato da teorização de Marx, a partir da lei do valor-trabalho, concebida por Ricardo, que volta a ganhar a consciência do trabalhador em forma de pressão por redução da jornada de trabalho. Trata-se, como praticaram os trabalhadores ingleses, no século 19, de elevar o salário médio real e, consequentemente, renda disponível para o consumo, mediante diminuição do tempo de trabalho empregado na produção sem reduzi-la, graças ao avanço da ciência e da tecnologia responsáveis pelo aumento exponencial da produtividade.

A crise global concluiu uma etapa histórica do pensamento capitalista especulativo esquizofrênico, em nome da acumulação sem freio, e o Estado entra no circuito em nome do interesse público. Nessa condição, o planejamento social e econômico expressa o interesse público, pautado na melhor distribuição da riqueza, que, como figurou no discurso do presidente Lula, é patrimônio nacional.

Os grandes meios de comunicação colocam em marcha uma linha de produção de informações voltada para o otimismo acrítico de que está havendo retomada da produção, mas não mostra que a acumulação capitalista , na fase especulativa, prescindiu da produção. Basicamente, apoiada na especulação financeira, a acumulação do capital dispensou o valor-trabalho, do qual extraia lucratividade, porque ficou mais fácil gerar renda disponível para consumo em cima da moeda fictícia. Esse instrumento de reprodução ampliada do capital, que dispensava a produção e o trabalho, quebrou.

Retomar à produção, com os problemas de insuficiência crônica de demanda que o capitalismo provoca, seria retomar aquilo que a história já superou, ou seja, a fase antetior à crise de 1929, em que predomina o padrão-ouro. Sonho.

O Estado , que entrou na economia para puxar a demanda , depois do crash de 1929, e levou  capitalismo na base do endividamento crônico ao longo de todo o século 20, mediante economia de guerra, busca sobreviver, agora, descolando das forças com as quais alinhou,  o econômico, para dividir com ele , de forma mais equitativa, o social.

Vale dizer, está em curso a construção do discurso social, socialista.

 A força do Estado, com cores nacionalistas e pregações socialistas nas paredes do Planalto, coloca Lula, no  comando de planejamento do projeto de desenvolvimento com o dinheiro do petróleo, alinhado com o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, da Bolívia, Evo Moralez, no desenvolvimento dos princípios econômicos filosóficos nacionalistas-socialistasa.

A regulamentação do Estado venezuelano sobre as reservas de petróleo na Bacia do Orinoco, atrativa para todas as empresas de petróleo do mundo, inclusive, a Petrobrás, guarda as mesmas relações com as regras estabelecidas pelo presidente Lula para explorar a reserva do pre-sal.

Nacionalização da riqueza e distribuição socialista dela, com o discurso de que tal patrimônio é do povo, viram o mote eleitoral que o presidente neo-socialista Lula empreende para tentar eleger a ministra Dilma Roussef  presidente do Brasil em 2010.