29 ago
2009Vai o artista, fica a arte
Cesar Fonseca em 29/08/2009
Tive o prazer de trabalhar, nos anos 1970-1980, com meu amigo Jamil Bittar(1950-2009), no Jornal de Brasilia, com uma turma muito boa, inesquecível, e no José – Jornal da Semana Inteira, ambos, ao seu tempo, editados por Luiz Gutemberg , que lançou, como marca registrada no José, a fórmula FPA – Fato, Pesquisa e Análise – , a notícia em três tempos, para contextualizá-la em nome da inteligência e respeito aos leitores/ras. Correspondia ele, magicamente, com essa dinâmica jornalística, encaixando suas fotos com o pensamento no editor, furando a página com seu trabalho brilhante, dando sincronia ao movimento da notícia. Prendia o editor ao seu próprio ângulo artístico. Como os grandes artistas, buscava, sempre, a síntese. Pontificou sua competência em O Globo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense e agência Reuters. Guerreiro sensacional. Orgulha Ângela, Rodrigo, Bruno, Rafael e todos nós seus fãs cheios de saudade, desde a última quarta feira, 26. Beijo, mano.

Paixão nacional

Uma parceria de 509 anos

Ironia, gozação, bronca, confissão, júbilo?
O tempo, o vento , a ilusão

Ditadura em glória sombria

Olhar frontal ou lateral?

Falta muito ou pouco, mnistra?
Farsa , máscara e representação

Democracia disfarçada de guerra

Me espere, Goiás

Fraternidade em crise global
Conhecimento, história e dor

Abismo inexplicável

Esperança em meio à desordem

Eternidade de um instante
Humanismo, força e realização

Eterno e moderno

O baile da bola

Paixão nacional
Atração, repulsão, conexão

Colapso da mentira
Caminhos cruzados da parceria sul-americana

Tombos, glória, tombos, glória, tombos…

Preço da paz: eterna vigilância

A arte de derrubar aliados
Roda da alegria efêmera

O circo em êxtase

Arte foge como sombra

Lula, Lula, Lula, Lula…

Moldura de mármore e sol

Cultura contra a força
Impulso do poeta

Seu clic era suave como poema de Quintana…

gozador como papel que aceita mentiras…

doce como o colo do amor…

carinhoso como os braços do populismo….

espontâneo como a beleza da vida….

enigmático como as frases calculadas…

furioso como a energia quente….
Tempo de turbulências

Papa bate na cabeça do prego

Revoada que muda opiniões
Decadência burguesa européia atrás de lucro

Personagens que chegam e vão da capital

Eternos humanos direitos

Consciência em expansão

Ímpeto para matar ou dramaturgia?

Causas eternamente perdidas

Último recurso da cidadania
Trabalho, beleza e suor

Deslumbramento com fogo consumista

Fantasmas da Casa Branca

Samba tangado ou Tango sambado?
Floresta no parlamento

Mitologia narcotraficante

Civilização ou barbárie?
Balacobaco tropical

O petróleo é nosso

A rua é do conflito, do tumulto e da violência

República das Alagoas em transe

Sorriso da impunidade

Artista se rende à arte

Duro exercício da popularidade

Sintonia total
Pensar, falar, agir

Arte em três tempos: arquitetura, política e cultura

Parece que tudo começou ontem

Casa sul-americana

Discurso da imagem

Premonição presidencial jamiliana?














