Keynes vira El Cid na Era do Gelo

 

keynes, a solução que virou problema, precisa ser mantido vivo, embora esteja simbolicamente morto pela evidencia da montanha dos deficits que anulam a sua proposição como saída para o capitalismoEl Cid é o simbolo do heroísmo segundo o qual o morto comandará o vivo, a exemplo do que se tenta entre os governos capitalistas em crise, no sentido de animar o simbolo que deixou de existir como solução que virou problema

A chegada da economia ao tempo do juro cadente, caminhando para zero, descontada a inflação, a fim de viver na era do gelo, da eutanásia do rentista, no compasso da grande crise global, com estados deficitários e bancos falidos como ocorre nos Estados Unidos e Europa, espalhando onda geral, coloca em cena as controvérsias nas quais debatem os economistas neoliberais que fazem a cabeça da grande mídia brasileira.

 

Eles vêm a taxa de juro não como produto histórico social decorrente da relação conflituosa entre capital e trabalho, que tende à queda da taxa de lucro, mas como um mecanicismo que obedecesse voz que se situa para além das contradições, dispondo de vida própria, a exemplo do consumidor neoliberal que entra na circulação capitalista pelas mãos neoliberalizantes já com dinheiro no bolso, sem conflitos, para gastar e não como o consumidor que é produzido pelo antagonismo social e econômico gerado no desenvolvimento da reprodução do capital. Com esse entendimento equivocado, não conseguem entender Marx, que diz serem valor e preço proporcionais quando a taxa de lucro caminha para zero, caso atual. Bombástico.

 

O fenômeno monetário ficitício em que se transforma o juro na economia monetária keynesiana sob necessária supervisão estatal, passa, na grande crise, a ser lido como necessidade da supressão da própria economia monetária como solução.

 

Representaria tal superação, na visão neoliberal, ingênua, a remoção parcial – ou total – do peso do Estado sobre os ombros do setor privado. Ai haveria, dizem, espaço para retomada ampliada da acumulação capitalista, e a situação se reverteria.

 

E a história, que não é levada em conta pelos neoliberais, mas o é por Marx, como é que fica?

 

 

Solução vira problema

 

 

Marx desnudou a dívida pública interna como instrumento capaz de esconder a inflação e previu que o sistema capitalista deixaria de dinamizar as forças produtivas para animar as forças produtivas, na guerra, via inflação, escondida na dívida pública, como aconteceu no século 20

 

O juro keynesiano, no século 20, cai para elevar a taxa de lucro da economia, desde que se elevem os gastos do governo. São estes que criam a renda para o consumo do setor privado sem que haja oferta, para que o nível de preços continue subindo, bombando os lucros. O governo, departamento III, precisa existir para dar sobrevida aos departamentos I, produtor de meios de produção, e II, produtor de meios de consumo, pois, sem o apoio daquele, estes dois departamentos naufragam, como ficou demonstrado na crise de 1929.

 

A tendência  histórica à sobreacumulação de capital nos dois deparamentos I e II, como destaca Lauro Campos, seguindo as pistas de Marx, em “A crise da ideologia keynesiana(Campus, 1980), somente é amenizada pelo aumento da demanda produzida pelo governo, departamento III. Tal demanda é o consumo, não de mercadorias, mas de não-mercadorias – contratação de pessoal, produção bélica e espacial, gastos improdutivos, destrutivos, adquiridos, necessariamente, a preços altos, sem concorrência.

“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego – , exceto em situação de guerra. Se os Estados Unidos se insensibilizarem para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força” , aconselhou, em 1936, John Maynards Keynes ao presidente Roosevelt, em artigo no New Republic. Não deu outra. Os gastos do governo americano, em 1944, já atingiam 144% do PIB. Viraram potência mundial.

 

Os que defendem enxugamento do departamento III, para que os departamentos I e II consigam sobreviver com mais poupança e investimentos, são suicidas. São os casos notórios de economistas neoliberais como Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, e Afonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, consultores de grandes bancos, e um penca de outros banqueiros de calças curtas, como denomina Lauro os que deixam o governo para trabalhar no setor financeiro. Imagine se o governo americano escutasse Pastore e Nóbrega!

 

O problema, em 2009, é que, com a emergência da crise, a situação fica muito mais grave para o capitalismo, do que aquela apresentada nos anos de 1930.

 

Naquela ocasião, Keynes apresentou sua solução – remédio conservador de Malthus contra o perigo da previsão de Marx – quando o Estado não tinha dívidas. Malthus percebera que era necessário o aumento dos gastos improdutivos do governo – contratação de pessoal, guerras, etc – para aumentar a demanda efetiva afetada pela lógica do capital que provoca crônica insuficiência de demanda capitalista, jogando o sistema no suicídio da deflação.

 

 

 

Jogo das não-mercadorias

 

 

 

Teórico das não-mercadorias, adquiridas pelo governo para salvar o capitalismo do lassair faire, Lauro Campos demonstra que a solução virou problema e sinaliza desemprego colossal que marcará ressurreição do debate socialista em meio à derrocada capitalista

 

O departamento III, keynesiano, que os neoliberais desconsideram, é moeda estatal intervencionista no processo econômico. Ela irriga e enxuga o mercado de dinheiro – entesourador geral – , movimentando a oferta e a demanda globais, sob comando da taxa de juro, considerada fenômeno monetário, sujeito , consequentemente, à ação da autoridade monetária, governo. Ou seja, torna-se necessária a economia dirigista.

 

O aumento da quantidade da oferta de dinheiro cria o que Keynes denominou de eficiência marginal do capital, ou seja, o lucro. Mais dinheiro 1 – eleva os preços, 2 – reduz os salários, 3 – perdoa a dívida do empresário contraída a prazo e 4 – diminui a taxa de juro.

 

Vale dizer, não  são, apenas, os juros baixos a solução capaz de levar o empresário ao investimento. Se os preços não subirem e se os salários não diminuírem, bem como as dívidas dos empresários não forem perdoadas no médio e longo prazo, de nada adianta o juro despencar. O Japão, na década de 1990, ficou com juro negativo, algo que está repetindo, agora, levando a economia não ao aquecimento, mas à deflação.

 

Por si só, o juro competitivo, baixo, negativo, não representa atração para o investidor,  não ativa a demanda global. De que adianta tentar aproveitar a onda do juro negativo, elevando os investimentos, se as mercadorias não serão consumidas pela ausência do crédito direto ao consumo? O juro baixo não é sinal de eficiência marginal do capital.

 

Precisa do complemento da demanda estatal, que não é de mercadoria, mas, essencialmente, de não-mercadorias, como destaca, inovadoramente, Lauro Campos.

 

 

Se os gastos do governo, departamento III, diminuíssem na escala capaz de atender os reclamos do discurso neoliberal de Mailson, Pastore etc, não apenas morreria subitamente  o departamento III, mas, da mesma forma, entraria em colapso os departamentos I e II, que imaginam estariam protegidos. Pintaria desemprego colossal.

 

 

 

Improdutivo é produtivo

 

 

 

Tomas Malthus fez a cabeça de Keynes que abandonou a economia clássica quando percebeu que ela seria o caixão do capitalismo mantida os pressupostos da economia de mercado sob o padrão ouro responsável por levar o sistema à deflação, à morte

 

As compras governamentais do departamento III precisam aumentar,  necessariamente, para promover o desperdício e a improdutividade, gerando renda com moeda fictícia, para garantir a vida dos departamentos I e II, cuja dinâmica é dada pela eficiência e crescente aumento da produtividade mediante avanço da ciência e da tecnologia colocadas a serviço da lucratividade do capital. A ineficiência estatal é, dialeticamente, indispensável à eficiência privada.

 

A lição de Malthus, criticada por Marx, que não queria salvar o capitalismo,  e elogiada por Keynes, empenhado em tal salvação, é clarividente em meio ao jogo dialético da realidade: a ineficiência expressa nos gastos do governo, com moeda estatal fictícia, torna-se, necessariamente, indispensável para assegurar o seu contrapolo, a continuidade da eficiência e da produtividade do setor privado, dentro de limites razoáveis, de relativa escassez, para manter elevada a taxa de lucro, de modo a não romper o status quo das relações sociais da produção no contexto do desenvolvimento das forças produtivas.

 

Nesse dinamismo da história capitalista, a moeda, para os neoliberais, é algo que se situa no exterior da realidade, ente neutro, a-histórico. Abstração. Ela, fundamentalmente, segundo Keynes, representa, na economia monetária, na qual o juro é fenômeno monetário, portanto, sujeito à ação governamental dirigista, a única variável econômica capitalista verdadeiramente independente, simplesmente, porque o fenômeno monetário, o juro, dirigido pelo Estado, significa o próprio capital em movimento pela mão estatal. O Estado é capital, é poder sobre coisas e pessoas, como disse Marx. Simplesmente, inexiste a neutralidade monetária ficticiamente construída em laboratório neoliberal esquizofrenicamente equilibrista.

 

O problema, agora, na grande crise mundial, detonada pelo estouro financeiro nos Estados Unidos e na Europa, é que o departamento III, considerado a solução, virou problema.

 

Os neoliberais querem voltar à convivência contraditória, vigente no século 19, entre os dois departamentos, o I e o II, precariamente equilibrado, sob padrão-ouro, sem a presença do Estado, do governo, do departamento III, da moeda estatal. Desejam voltar ao útero materno. Freud explica, ironiza Lauro Campos.

 

 

 

Renascimento do socialismo

 

 

 

O enxugamento drástico do departamento III, como pregam os neoliberais, para salvar os departamentos I e II, representa emergencia do desemprego colossal que ressuscitará ondas revolucionárias incontroláveis, fazendo pipocar por todos os lados as pregações guevaristas

 

O colapso previsível do departamento III, que amplia o déficit para salvar o setor privado e os bancos da bancarrota,  é a expressão exata da grande crise que é , por enquanto, um iceberg.

 

O departamento III imobilizado significa emergência incontrolável do desemprego nos departamentos I e II. O renascimento do discurso socialista seria inevitável. Idem o avanço dos movimentos sociais na América Latina, que está apressando a mudança da democracia representativa para a democracia direta, no compasso da derrocada capitalista especulativa.

 

Tais movimentos, que têm se ampliado nas duas últimas décadas em toda a América Latina, estando por trás das renovações políticas, que fortaleceram a democracia participartiva, ganhariam escala, se a crise social se aprofundar. Ganhariam, certamente, conteúdo altamente guevariano em plena floresta cubana, quanto mais venha a prevalecer pregações do tipo da de Mailson e de Pastore.

 

Os movimentos sociais em escala radicalizada atacariam e destruiriam os Batistas conservadores latino-americanos, que voltaram a ser golpistas, como demonstra a destituição tragicômica do democrata Manuel Zelaya, em Honduras, pelos neoliberais lacerdistas sul-americanos, em sua tentativa de envolver os militares nas ondas anti-democráticas, para garantir a reprodução ampliada do capital sob arrocho ditatorial.

 

Os neoliberais, que a contragosto abraçam a ação econômica dirigista keynesiana do Estado, impulsionando o departamento III, avaliam , com medo, seu próprio funeral.

 

 

 

Fuga de si mesmo

 

 

 

Os neoliberais, tipo Pastore, banqueiro de calça curta, são autênticos suicidas, que vêem o desmonte do departamento III como solução para o departamento I e II. Mecanicismo puromailson é puro mecanicismo econômico a serviço da ideologia utilitarista bancária travestido de falsa ciência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Keynes, espertíssimo, inteligentíssimo – considerado por Bertran Russel a maior cabeça da Inglaterra no seu tempo – , certamente, diante do juro baixo vigente no âmbito da crise global, sinalizando queda da taxa de lucro – proporcionalidade entre valor e preço –  e elevação do desemprego, saberia que a busca da solução keynesiana, em 2009, não seria a mesma coisa do que aconteceu em 1929. Seria muito pior. Provavelmente, fugiria, apavorado, de sua própria solução que virou desastre.

 

No tempo de Keynes(1883-1946), os governos não tinham dívidas públicas elevadas, porque o modelo monetário ancorado no ouro segurava os gastos públicos nos limites do equilibrismo orçamentário ditado pela economia clássica. Tal condição foi implodida no crash de 1929, porque o padrão contraditório de acumulação capitalista, apoiado nos departamentos I e II, deixou de ser útil.

 

A sobreacumulação, que detona a contradição dialética gerada na relação conflituosa entre os departamentos I, de produção, e II, de consumo, exigiu a superação do padrão ouro, que Keynes denominou de “relíquia bárbara”.

 

A remoção do padrão ouro para dar lugar ao padrão monetário estatal – que permite a burguesia financeira fugir dos limites anteriormente impostos pelo equilibrismos orçamentários estabelecidos pelas monarquias – deu  certo, dentro de certos limites, porque os governos estavam em situação financeira satisfatória, para que os banqueiros iniciassem a nova prática de trocar papel moeda bancado pelo estado emissor. O jogo da moeda fictícia durou quase todo o século 20.

 

 

Em 2009, passados 80 anos do crash, o perfil de endividamento dos governos, principalmente, do mais poderoso deles, o dos Estados Unidos , é horroroso aos olhos dos bancos.

 

Inicialmente, os banqueiros foram chamados para financiar as monarquias. Quando viram que o ouro do rei tornara-se insuficiente para sustentar a acumulação capitalista, passaram a apostar no novo padrão monetário, que abria espaço à especulação com o dinheiro fictício, livre do equilíbrio determinado pelo padrão-ouro monárquico. Embarcaram na onda da produção da ficção-derivativo-monetária até implodirem em 2008.

 

 

 

O buraco é bem mais embaixo

 

 

 

barack-obama foi claro: tio sam não tem mais gás para sustentar o departamento III na escala necessária para continuar sustentando via deficits os departamentos I e II, que , sem o III, entrariam em parafuso, colocando o capitalismo de ponta cabeça, sem rumo

 

Em 2009, o buraco é mais profundo. Atualmente, a quantidade de moeda especulativa-derivativa alcança o patamar fantástico de 600 trilhões de dólares, segundo o Banco de Compensação Internancional(BIS).

 

Sabendo que  1 – essa quantia terá que ser trocada por outras emissões monetárias patrocinadas pelo governo, para limpar os passivos dos bancos privados, 2 – que o governo Barack Obama teve fòlego suficiente para trocar, por enquanto, apenas, 14 trilhões, repassados aos bancos, para limpar seus balanços negativos, restando, portanto, outros mais de 500 trilhões para serem trocados por novas emissões e 3 – que os governos, isoladamente, não têm  mais cacife para bancar novas emissões na escala compatível com o pepino financeiro global especulativo,  o impasse para a continuidade da missão do departamento III torna-se, simplesmente, insolúvel.

 

 A pregação de Afonso Celso Pastore favorável ao enxugamento de departamento III, antes que ele vá para o espaço, é, igualmente, a pregação do desaparecimento imediato dos departamentos  I e II, é retroceder do século 21 ao século 19, na vã esperança de que o equilibrismo orçamentário seja suficiente para salvar o capitalismo encalacrado em 600 trilhões de dólares derivativos, responsáveis por empoçar o crédito global e fazer emergir pregação pela superação do dólar como condição sine qua non capaz de promover, de novo, as trocas internacionais, antes que o mundo vá à guerra.

 

O avanço da China, do Japão e dos asiáticos, cheios de dólares, no mercado mundial deslocando os concorrentes, inapelavelmente, por meio da valorização de suas moedas, valorizadas pelos reservas em dólares que dispõem, assemelha-se à devastação concorrencial que o capitalismo alemão promoveu na economia mundial no final do século 19, deslocando os ingleses e os franceses, levando o capitalismo à super-concentração oligopólica, cujo resultado foi a primeira guerra mundial.

 

Os gastos em guerra foram úteis para dinamizar a economia, porque eram bancados pelo departamento III, que, como disse o próprio presidente dos Estados Unidos, hoje não pode mais garantir a dinâmica mundial, por meio do consumo americano que realizava a produção dos asiáticos e dos europeus. C’est fini.

 

 

 

Plástica no corcunda

 

 

 

 

say foi desmoralizado por marx que disse ser possível a teoria dele de que toda oferta gera demanda correpondente dar certo desde que as mercadorias dos capitalisas fossem vendidas sem lucro. Impossível

 

O departamento III transformou-se, 80 depois da crise de 1929, num monstrengo desfigurado por uma corcunda monumental. Os neoliberais pregam uma plástica para o monstro,  eliminando sua corcunda, que o enfeia. O remédio – remover a corcuna horrorosa – seria veneno que mataria o monstro. Morreriam todos afogados.

 

O juro baixo ou negativo, que era solução quando o remédio keynesiano não apresentava perigo de virar veneno, na medida em que contribuía para elevar os preços, ao promover aumento do consumo, gerado pela renda estatal, vira, agora, em seu contrário. Em vez de elevar os preços, bombados pelo consumo que o juro baixo promove, este passa a derrubar não apenas os preços, mas os lucros em geral, configurando deflação, remédio mortal para o capitalismo. A inflação aleija, mas a deflação mata.

 

Keynes veio, com a sua lição inflacionária , copiada de Malthus, salvar os neoliberais , que acreditavam no marginalismo equilibrista de Alfred Marshall, do qual Keynes foge para escrever seu famoso livro “Teoria geral do emprego, do juro e da moeda”. Detona, com ele, a economia clássica de livre mercado, ancorada na ficção equilibrista de Jean Bapitiste Say , segundo o qual toda oferta gera demanda correspondente, colocada amplamente em xeque por Marx.

 

 

 

Cadáver insepulto

 

 

 

a solução keynesiana se transformou de solução em problema, virando um cadáver insepulto que os liberais desejam ressuscitar como se fosse possível voltar ao útero materno. precisam do colo de freud.

 

O juro negativo de agora é fenômeno muito mais complexo. Significa que não apenas os departamentos I e II não sobrevivem sem o departamento III, mas, também, que o próprio III não suporta mais a missão de continuar salvando o I e o II, para promover a reprodução ampliada do capital.

 

O juro que detona a deflação mostra que o Estado não pode mais combatê-la com o fenômeno oposto, a inflação, instrumento eleito salvador do capitalismo por Malthus e Keynes.

 

As crises simultâneas, no momento atual, dos departamentos I, II e III, interativos, dialeticamente, entre si, em processo de negação, sinaliza o colapso final da economia monetária keynesiana, como destaca Lauro Campos em “A crise completa – Economia Política do Não”(Boitempo, 2002).

 

O aplauso em geral, carregado de elevado pressentimento, aos remédios keynesianos adotados, na grande crise de 2009. que aprofunda a crise sistêmica do departamento III, coloca Keynes como cadáver insepulto que os governos vestem de general para enfrentar sua última batalha. É o El Cid, em cima do seu cavalo, ancorado numa armadura de madeira para dar a impressão de que o morto está vivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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