Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 6 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipa…
Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
PreviousNext

Mensalão: Barbosa complica PSDB e livra PT

Cesar Fonseca em 15/05/2009

O PSDB de Minas Gerais sofre violento golpe com a decisão do ministro do STF e abre espaço para os petistas avançarem sobre o prestigio do governador Aécio que pode sofrer abalos com a mancha na reputação do seu correligionário senador mineiroNa justiça comum, Valério, com dinheiro para pagar bons advogados, terá seu julgamento protelado ad aeternumO ministro, com sua decisão, cria fato político que esquenta ainda mais a temperatura política no Congresso em meio aos movimentos sucessórios já acelerados pelo presidente Lula que o indicou para o STFInacreditável! Saiu escorregando do julgamento pelo Supremo Triunal Federal  do episódio do mensalão Marcos Valério, o epicentro do negócio, a via pela qual todas as informações e recursos financeiros transitavam para abastecer os mensaleiros lulistas e aliancistas, no maior e mais escandaloso caso de corrupção da Era Lula.
O ministro Joaquim  Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, relator do mensalão, acatou sugestão dos advogados mineiros de Marcos Valério, para que o seu julgamento seja feito pela via comum da justiça e não por um foro privilegiado, como ocorreria se fosse julgado pelo STF.
Como, nas instancias inferiores, os advogados são craques para livrar seus clientes, jogando com os prazos e recursos jurídicos protelatórios, tornando quem tem dinheiro eternamente livre, somente sendo presos ladrões de galinha, Marcos Valério ganha, na prática, com o despacho de Barbosa, a liberdade incondicional dos ricos.
 
O operador do mensalão pagará, certamente, caro, quem sabe com o dinheiro mensaleiro depositado em paraísos fiscais, para seguir os trâmites jurídicos da justiça desde o início do seu processo até etapa final, que seria o próprio Supremo Tribunal Federal. Certamente, quando Valério, pela via comum, tiver que chegar à frente do STF, para apreciação final das suas estrepolias financeiras como gerente do mensalão, o próprio ministro Joaquim Barbosa poderia estar aposentado. Valério, lá para a casa dos 7o anos, dadas as chances proporcionadas pela burocracia jurídica para protelar julgamentos, à custa de altos honorários advocatícios, poderia limpar a sujeira formal de sua biografia.

A sorte sorriu para Valério pelas mãos de Barbosa. Já , quanto ao senador tucano mineiro Eduardo Azeredo, esse, sim, por dispor de mandato, não poderia usufrir da justiça comum, que o levaria à salvação, ou não, de forma mais demorada, como deverá acontecer em relação a Marcos Valério. Por possuir foro especial, será fritado na gordura quente da apreciação dos ministros do STF, celeremente, se comparada à demora decorrente da interminável tramitação verificada na justiça comum.
A situação se inverte. Os que dispõem de foros privilegiados passam a sonhar com a condição de não disporem desse foro, altamente carbonizado, principalmente, no ambiente político nacional, subordinado, de agora em diante, a todas as incertezas decorrentes da bancarrota financeira global que desatou a luta de classes em um capitalismo neoliberal moribundo.
Valério, com os seus advogados, estão dando uma rasteira geral naqueles que acreditaram na eficácia da ação do mineiro esperto. Deixam aqueles – cerca de 40 correligionários da coalizão governamental -  a quem financiou na chuva e se salva debaixo da lage burocrática da justiça comum, movida por recursos e contra-recursos intermináveis, graças ao despacho do ministro Joaquim Barbosa.
 

No caminho de Cunha Lima
 

Cunha lima se livrou do foro privilegiado, preferindo submeter-se à justiça do seu estado, onde teria mais chances de se livrar, já que ser privilegiado no Congresso tornou-se arriscado no cenário da corrupção generalizadaturma-do-mensalao representou a página mais suja da era petista, eliminando a reputação do PT como partido que renovaria os costumes éticos brasileiros. Acabou na sarjeta do imoralismo político

 

 

 

 

 

 

 

 

 Restaria ao senador Azeredo, por meio dos seus advogados, advogar a tese cínico-escapatória de que quando se meteu com Valério era governador de Minas e portanto teria que ser julgado em tal condição não pelo Supremo Tribunal Federal, mas pelo Tribunal Superior de Justiça(STJ), na instância jurídica mineira. Colaria? Difilmente, pois teria que renunciar para que isso acontecesse.
Há antecedentes. O ex-governador e ex-deputado da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima, pai do ex-governador Cássio Cunha Lima, recentemente cassado pelo  STF, por corrupção eleitoral, conseguiu escapar do foro privilegiado do Supremo, para ser julgado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Aqui, teria chances de escapar das acusações sobre tentava de matar, em novembro de 1993, o ex-governador Tarcísio Burity. Tal possibilidade dificilmente concretizaria pelo julgamento dos juízes do STF, no fórum privilegiado.
Azeredo, que, graças ao corporativismo senatorial, escapou do destino dos ex-deputados José Dirceu(PT-SP) e Roberto Jefferson(PTB-RJ), de terem cassados pela Cãmara seus direitos políticos, correria o risco de encerrar, de forma humilhante, sua carreira política, abreviada pelo julgamento do STF, graças à sua condição de dispor de foro privilegiado. Ou renunciaria, para escapar da humilhação como fez o ex-deputado paraibano, transformando-se, também, em ex-senador mineiro, para comparecer perante à instância judiciária, em Minas, como fará Valério?
Certamente, a espada de Dâmocles pesando sobre o pescoço de Azeredo poderá mobilizar os tucanos em defesa dele, obviamente, não solicitando suspensão do foro privilegiado, mas exigindo que o julgamento de Valério precisaria ser apreciado, igualmente, de forma rápida pelo STF. Do contrário, o tucanato ficará exposto à execração pública, enquanto os petistas – Valérios e os que não dispõem de mandatos, relacionados no julgamento do mensalão – escapariam pelo ralo da justiça comum protelatória.
 

Desgaste para Aécio
 

aecio-neves sofrerá impacto indireto, mas forte, pelo desgaste do senador Azeredo, seu correligionário, que o prejudica na sucessão mineira e presidencial, abrindo espaço para o PT nas Geraiso senador tucano Eduardo Azeredo aliado do tucano governador Aécio Neves, candidato potencial à sucessão lulista, o estrago direto da imagem do parlamentar afetaria indiretamente a imagem do executivo comandante do Palácio da Liberdade.
 
A reputação do neto de Tancredo Neves desgastaria , abrindo, consequentemente, maior espaço para o PT em Minas Gerais, na sucessão mineira, enquanto o enfraqueceria na sua disputa interna dentro do PSDB com o governador de São Paulo, José Serra.
O despacho jurídico do ministro Barbosa teria potencial de fogo para atiçar petistas contra tucanos e tucanos contra tucanos, pois, evidentemente, os serristas esfregariam as mãos com satisfação diante do possível desgastes aecista.
Restaria saber se a decisão de Barbosa estaria destituida de caráter político, para ganhar, apenas, conteúdo técnico, ou se, ao contrário, conteria, essencialmente, carburação política, que esquentaria ainda mais a corrida sucessória.
 
De uma coisa não escaparia o controvertido ministro do Supremo: da acusação por parte da oposição de que estaria dando curso a uma posição política ideológica antineoliberal com a qual os seus ex-colegas de Ministério Público Federal o identificam.
 
Como Azeredo, tucano, seria, na Era FHC, a expressão explícita do neoliberalismo que tomara conta do país, sob orientação do Consenso de Washington, Barbosa, indicado para o STF pelo presidente Lula, que adota medidas antineoliberais, no calor da crise global, estaria se identificando-se com posições governistas, voltada ao desgaste, quanto maior possível, dos tucanos, adversários maiores da coalizão governamental em 2010.
 
Ou seja, a decisão de Barbosa, implicitamente, suscitaria conteúdo viés político ideológico eleitoral. O STF estaria entrando, também, na dança da sucessão?
.

Categoria: (Política)

Comentários fechados.