Cachoeira, receita do capitalismo em crise
Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Posted 6 horas ago

A corrupção que tomou
conta do Estado capitalista 
O drama maior da crise capitalista em ascensão irresistível decorre do fato de que o governo não pode mais gastar inflacionariamente, escondendo a…

Cachoeira, produto do capitalismo em crise
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Colapso capitalista destroi direitos humanos
Posted 1 dia ago

Os ex-presidentes precisam
unir-se à presidenta, urgente, 
É chato ficar repetindo.
Os neoliberais detestam.
Mas, fazer o que frente às evidências históricas que se desenrolam diante de todos?
Olhaí a Europa!
Capitalismo desenvolvido, ao entrar…

Colapso capitalista destroi direitos humanos
Estatizar o crédito, programa para neoesquerda
Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Posted 2 dias ago

O programa politico para
neoesquerda é pregar

O comportamento dos bancos privados brasileiros de resistência à diminuição dos absurdos spreads bancários é a demonstração inequívoca de que a bancocracia não tem…

Capitalismo em transe: salve-se quem puder
Ataque à miseria reduz crise e eleva receita
Capital + Trabalho + Consumo = Receita – Cris…
Posted 3 dias ago

No auge da crise financeira
global, o jeito
São mais quatro milhões de novos consumidores na economia, que demandarão R$ 2,8 bilhões a serem lançados na circulação capitalista.
É o que, de…

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Colonialismo tecnológico inviabiliza emancipação economica nacional
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Posted 4 dias ago

No país do entreguismo, o capital
 
estrangeiro deita e rola,

No momento em que surgem novos avanços na nanotecnologia e na criação de materiais, como o grafeno, é fundamental compreender a…

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Corrida suicida ao dólar como reação ao colapso europeu sinaliza moratória global inevitável
Corrida suicida ao dólar como reação ao colap…
Posted 8 dias ago

O mundo enlouqueceu ao 
Cenas de horrores econômicos.
A Europa, se não sair do pacto de austeridade, pode acelerar a bancarrota financeira americana, pois os investidores, sem nenhuma confiança nas atividades produtivas,…

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Grande mídia anti-nacional, inimiga de Dilma
Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Posted 9 dias ago

Acostumado a ver obedecidas
A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.
O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.
Reclama…

Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma
Agiotagem bancária une Dilma e Chavez
Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Posted 10 dias ago

A luta do governo Dilma Rousseff contra a agiotagem bancocrática vai ganhando contornos dramáticos e colocando a titular do Planalto na posição defendida também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez,…

Ataque aos agiotas une Dilma e Chavez
Neopoupança exige renegociação de dívidas e divide com CPI atenção do Congresso Nacional
Vitória de Hollande fortalece Dilma
Posted 11 dias ago

O governo Dilma Rousseff se fortalece com a vitória do presidente eleito Francois Hollande, na França. Ele derrotou o neoliberalismo abraçado por Nicolau Sarkozy, cujo objetivo era o de destruir…

Vitória de Hollande fortalece Dilma
Juro abafa CPI e vira bandeira eleitoral
Consumo mais barato turbina reeleição
Posted 12 dias ago

BB, CEF e BNDES, armas
contra bancocracia privada
O estardalhaço que prometia ser a criação da CPI do Cachoeira foi relativamente abafado pela decisão política da presidenta Dilma Rousseff de cair…

Consumo mais barato turbina reeleição
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Cair fora da globalização(intoxicação), já!

Categoria: (Economia) por Adriano Benayon em 04-04-2009

A busca por novas moedas condena o dólar que excessivamente espalhado na praça global por meio dos seus filhoes derivativos condenam sua capacidade de continuar sen do referencia das trocas internacionais

A Ressaca da globalização Se não quisermos sofrer males ainda maiores que os que vêm assolando nosso País, temos de saltar fora da globalização com urgência. Ela é como um trem em acelerado em direção ao abismo. Mesmo que pular do trem cause algum incômodo, mais vale não nos deixarmos espatifar.
Outra metáfora, válida para todo o Planeta, é comparar a globalização à intoxicação por bebida alcoólica ou por droga entorpecente. Seus terríveis efeitos surgem antes mesmo de cessar a ingestão dos tóxicos.
O tema central do livro Globalização versus Desenvolvimento, cuja 1ª edição foi publicada há onze anos (1998), é a demonstração de ser o desenvolvimento incompatível com a abertura indiscriminada da economia e com o controle dela por capitais estrangeiros.
Essa situação leva a ter política econômica comandada do exterior. Isso transformou a estrutura da economia, tornando mais primário o padrão de produção. Fez, por exemplo, as exportações dependerem cada vez mais de recursos naturais. Em suma, o País regride tecnologicamente, e aumentam as transferências para o exterior.
Venho apontando que, nos EUA e na Europa, entre outros lugares, o colapso financeiro está rapidamente degenerando também em colapso econômico e social. Nos EUA, por exemplo, as demissões estão ocorrendo ao ritmo de 1 milhão por mês. No Brasil foram 600.000 em dezembro e mais de 100.000 em janeiro.
Há tempos, exponho ser enganoso o discurso que afirma estar o Brasil preparado para enfrentar a “crise” mundial. No artigo “Contas externas vulneráveis”, publicado em A Nova Democracia, nº 42, abril de 2008, tratei da vulnerabilidade estrutural da economia brasileira, quase que totalmente desnacionalizada, a inviabilizar as decisões de política econômica necessárias ao desenvolvimento.

Dólar vira buraco negro

O dólar e seus filhotes derivativos abriram um buraco negro que ameaça englir toda a economia mundial embarcada na globalização, cujos pressupostos apontam para o suícido, do qual os países começam a fugir criando suas moedas e trocando elas por nova correlação de forças dada pela reunião do G-20Em trabalhos subseqüentes deixei claro que as reservas externas do Banco Central – da ordem de US$ 200 bilhões hoje, pois já foram maiores – podem pulverizar-se em função de simples mudança de conjuntura.
No artigo “Investment grade ou Brasil atrás das grades?”, publicado nº 43, maio de 2008, expus o engodo que foi a elevação da cotação do Brasil pelas agências internacionais de risco de crédito. Elas próprias não merecem crédito algum, haja vista terem dado cotação máxima a títulos tóxicos, inclusive os baseados em hipotecas nos EUA, que perderam depois todo seu valor de mercado.
Em “A nova crise do real”, escrito em agosto e publicado em A Nova Democracia, nº 46, setembro de 2008, disse estar em gestação, para futuro pouco distante, nova crise cambial. De então até agora, o real já caiu 38% em relação ao dólar.
O pior é que os efeitos no Brasil do colapso mundial ainda estão começando a se manifestar. Alguns sinais claros já estão presentes, como o da taxa de câmbio e muitos outros. Entre eles, o fato de a inadimplência das empresas ter crescido nada menos que 149% na comparação de janeiro de 2009 com janeiro de 2008.
Ademais, grandes empresas no Brasil endividaram-se grandemente no exterior em anos recentes, inclusive as transnacionais junto a suas matrizes. Com a desvalorização do real, cresce o serviço dessas dívidas. Os balanços das empresas deterioram-se por causa do câmbio, ao mesmo tempo em que cai o valor em dólares das exportações – e não apenas em função da taxa cambial – pois há brutal redução da procura externa pelos produtos exportados do Brasil.

Depois da bonança, ressaca mortífera

A globalização coloca a humanidade diante do seu próprio fim porque não há garantias de maiores seguranças para evitar a bancarrota dos papeis podres que estão encharcando a base monetária, jogando o preço do dólar no chãoÉ de notar a queda, superior a 60%,de março a dezembro de 2008, do preço das commodities (bens agrícolas e metais) no mercado mundial. O grosso das exportações brasileiras se compõe desses recursos naturais com nenhum ou pequeno grau de transformação industrial.
Esses bens ainda tiveram saldo positivo em 2008 de U$ 55,1 bilhões, viabilizando que a balança comercial do País tivesse o superávit de US$ 47,9 bilhões, apesar de déficit de US$ 7,2 bilhões por parte da indústria de transformação.
Mas houve significativa deterioração do Balanço de Pagamentos em 2008, o qual prenuncia maior afundamento em 2009, uma vez que se está acentuando o colapso nos países com que o Brasil tem relações econômicas.
Em 2008 já se registrou a maior saída líquida de divisas do País – excluindo a balança comercial – desde 1982. O último recorde foi em 2005, com US$ 32,5 bilhões. Em 2008 saíram US$ 48,9 bilhões, os quais foram insuficientemente compensados pelos US$ 47,9 bilhões do saldo comercial. Com isso, o Balanço de Pagamentos (BP) fechou com déficit de US$ 1 bilhão, o primeiro desde 2002, o ano da última crise cambial.
Excluindo as transferências unilaterais[1][1][1], para ficar só com o resultado das capitais e de serviços, as saídas líquidas destas contas atingiram US$ 53,6 bilhões, não obstante ter o Brasil mantido as taxas de juros mais altas do Mundo. Em princípio, altas taxas de juros atrairiam capitais para o País.
É visível também a diminuição do saldo comercial, não só pelo declínio, mês a mês, em 2008, mas também pelos resultados dos dois primeiros meses de 2009, quando somou apenas US$ 1,2 bilhão.

Mágica desmascarada

Acabou-se o que era doce, ou seja, a fantasia de o governo americano emitir dólares sem parar para movimentar a praça global, que, encharcada de dinheiro podre, vomita novas emissões, demonstrando a inviabilidade da continuidade da situação fantasiosa que não engana ninguém, mas que ainda pode levar a humanidade à guerraAs transações correntes, que englobam tudo, menos o movimento de capitais, registraram, em 2008, déficit de US$ 28,7 bilhões. Até 2007 havia superávit, mas já minguando então para US$ 1,7 bilhão. Isso implica que o déficit do BP em 2008 só não foi muito maior que US$ 1,2 bilhão, porque o movimento de capitais registrou apreciável ingresso líquido, em grande parte de investimentos diretos.
Além de ser problemático que isso se mantenha, não haverá, de qualquer modo, como fechar o BP sem recurso a grande aumento da dívida externa brasileira. Mas esta já cresceu muito em 2008, e os bancos do exterior vêm negando crédito. Estão, na maioria, falidos e sobrevivem mediante a vergonhosa injeção de trilhões de dólares por parte dos governos e dos bancos centrais de seus países.
Seriam necessários mais dados para perceber que se aproxima gravíssima crise das contas externas no Brasil?
Fica para o próximo artigo atualizar a situação mundial e avaliar em profundidade a colossal negociata que, em geral, está sendo o auxílio dos governos aos bancos e outras instituições financeiras causadoras do colapso econômico. Este, a continuar o tipo de tratamento que lhe vem sendo dado, promete ser o mais profundo de todos os tempos.

Artigo publicado no www.patrialatina.com.br

G-20 cria fundo sem fundo para lavar dinheiro podre no FMI e salvar capitalismo

Categoria: (Economia, Política) por Cesar Fonseca. Sebastiao Gomes em 03-04-2009

FMI tem cara de lobo, mas está parecendo boi de piranha lançado pelo G-20 para lavar o dinheiro dos dólares derivativos que infestam a praça global como forma de limpar os ativos e permitir que o comércio internacional seja retomada, salvando o capitalismoO grande mistério que a reunião dos países integrantes do Grupo dos 20, em Londres, na quinta, 02, deixou no ar é saber qual o lastro, a garantia real, do fundo financeiro dos 1,15 trilhão de dólares – falou-se em até 5 trilhões até 2010 -  que eles injetarão no FMI, para dinamizar o comércio internacional,  em troca do ouro da instituição distribuido proporcionalmente às cotas de cada sócio, entre os quais os Estados Unidos possuem o maior número. Por isso, continuariam, claro, dando as cartas, embora estejam baleados pela bancarrota financeira que destruiu os grandes bancos dos Estados Unidos. O multilateralismo, por enquanto, seria um sonho de noite de verão. A necessidade do presidente Barack Obama de emitir dólares sem garantia  para enxugar os dólares derivativos podres e tóxicos em forma de hipotecas, fed funds etc, que encharcam a circulação global, sem regulamentação governamental dos países ricos, inviabilizando a produção e o consumo, no crediário, lança  desconfiança sobre a saúde do fundo financeiro internacional que engordará o FMI e o Banco Mundial. Os países que estão preocupados, como os europeus, China, Japão entre outros, inclusive, o Brasil, por disporem de excesso de títulos e moeda americanos em caixa, ameaçados pela grande oferta de derivativos dolarizados, teriam onde desovar seus borós. Ou seja, no FMI. Não teria sido à toa que o presidente Lula, logo depois da reunião, abriu espaço para trocas comerciais, na América do Sul, com moedas locais.O titular do Planalto, orgulhoso, seria o primeiro líder dos emergentes a colocar dinheiro – 10 bilhões de dólares- no renovado Fundo Monetário Internacional, que pode virar fundo sem fundo como resultado principal da reunião do G-20. Tremenda  encenação, da qual o FMI poderá ser primeira grande vítima.

O FMI estaria, na prática,  assumindo o lugar dos governos para salvar o capitalismo da destruição financeira. Os países individualmente não poderiam ser capitalizados por emissões monetárias sem fim, rodando máquina de fazer dinheiro, para puxar a demanda econômica. Acabariam, com o tempo, perdendo a confiança do mercado, por conta de déficits excessivos. Suas moedas despencariam. O papel do FMI, nesse caso, como destaca o empresário Valter Rucker, da Goiás Óleos Vegerais, seria o de lavar dinheiro, transformando-se na grande lavandeira mundial, para livrar os países que estão abarrotados de grana do caixa dois. Qual seria a razão, senão essa, de eliminar os paraísos fiscais? Os Estados Unidos enfrentam esse risco, visto que seu deficit caminha para 4 trilhões de dólares, enquanto, para enxugar os créditos podres empoçados nos grandes bancos americanos e europeus, seriam necessários mais de 10 trilhões de dólares, segundo os especialistas. A situação fiscal dos demais países , especialmente, os europeus, cuja burocracia mantenedora da social-democracia exige deficit crescente, na crise, correria risco semelhante. Superariam o tratado de Maastrich, pelo qual são fixados limites orçamentários rígidos. Como superariam essa limitação, se o desemprego em alta impõe gastos públicos crescentes, para puxar a demanda? O FMI resolveria o problema, gastando no lugar dos governos, fragilizados fiscalmente.

No Brasil, com toda a bravata lulista, o governo , igualmente, corre perigo porque, embora o juro esteja caindo devagar, a taxa real mais alta do mundo aqui está em vigor, traduzindo-se em déficit em contas correntes, sinalizando tempestades, que se traduzem em redução da popularidade do presidente e em limitações crescentes à capacidade de endividamento estatal. Igualmente, seria interessante, para o Brasil, transferir para o FMI os riscos do próprio Brasil, como tentam fazer os governos americano, chinês, japonês e europeus, dando novo papel à instituição, de gestora do caixa global, assumindo novas responsabilidades, para irrigar de dinheiro a praça global.

Governo mundial em cena

Lula vira atração internacional não por conta de suas extroversões políticas provincianas, mas porque tem por trás de si a potencialidade brasileira sobre a qual o mundo põe os olhos, para ajudar o capitalismo a superar a crise O FMI renovado é essa nova aparência que está sendo chamada a assumir a cara dos déficts no lugar dos governos, comprando dólares, apresentando em troca o ouro que acumula como propriedade dos sócios cotistas. Estes jogam suas vergonhas em forma de deficits crônicos para cima do FMI que teria cara de governo mundial, com os dólares sem garantias, depositados pelos novos e poderosos  sócios do G-20, no próprio FMI, em forma de direitos especiais de saques.

Qual seria o fôlego do FMI para endividar-se no lugar dos governos, produzindo inflação? A desconfiança sobre os governos, transferida para o FMI, cujas reservas em ouro poderão ser trocados por dólares sem garantia e lastros reais, poderia surgir ou não com o tempo? Todos lavariam as mãos como Pilatos, na hora H, mais à frente. Como no médio e longo prazo, como disse Keyn es, todos estaremos mortos, deixa o assunto de lado, por enquanto.

As provas dessa desconfiança crescentes são as reações do governo chinês, encharcado de dólares e títulos da dívida pública americana, propondo uma moeda mundial, para substituir a americana como mediadora das trocas internacionais. Elas produziram imediatas tensões internacionais.O Pentágono reagiu energicamente dizendo que os chineses poderiam desestabilizar a cena global. Evidenciaram os falcões do Pentágono que a garantia que está por trás do dólar é o poder bélico e espacial americano. E a moeda local que Lula está propondo não poderia gerar o mesmo efeito, gerando tensões em cadeias?

Mas, se a resistência dos militares americanos à proposta chinesa consagraria a continuidade da influência do dólar, o seu poder relativo, no entanto, poderá estar bem menor, depois da reunião do grupo dos 20. O presidente Barack Obama destacou que as decisões precisarão ser de cúpula de caráter permanente. Jogou a pá de cal no caixão do unilateralismo americano. Fez emergir o multilateralismo. Dessa forma, o governo americano foge do perigo de ele mesmo virar nova bolha especulativa. Transfere esse pepino para o FMI. A nova bolha está nascendo com o FMI renovado.

Nova divisão internacional do trabalho

Os países ricos deram a prova de sua falência, pois foram ultrapassados pela anarquia financeira que patrocinaram no sentido de desregulamentar a banca internacional, sendo obrigado agora a pedir socorro aos mais pobres, criando, assim, nova divisão internacional do trabalho, sinalizando novo capitalismo ou início de sua superação, apoiada na financ eirização econômicaNo cenário novo e desastroso de devastação financeira, o poder relativo do Brasil e da America do Sul tende a ser maior do que o dos Estados Unidos e da Europa, cuja fonte de renda para sustentar o consumo da classe média – os rendimentos especulativos no mercado financeiro – virou fumaça.

Os europeus e os americanos estão sendo vítimas da eutanásia dos rentistas. As relações de trocas , historicamente, têm sido dadas pela taxa de juro da moeda mais forte sobre a moeda mais fraca, descartando as garantias reais dos países no comércio internacional. No entanto, diante do juro negativo, como arma para reanimar a economia mundial e do excesso de dólares que estimulam disposição dos governos de trabalhar com moedas locais, a força da moeda americana começa a sobre baques porque não estaria mais, como antes, gerando senhoriagem, transferência de riqueza por intermédio do cambio.

Além disso, com a eutanásia dos rentistas, emagrece a renda obtida na especulação financeira que estava dinamizando o modus vivendi europeu e americano, marcados pelos excessos e desperdícios, sem regras, para promover a reprodução do capital. O valor trabalho deu lugar ao valor financeiro, na financeirização econômica neoliberal global. A crise jogou tudo pelos ares.

A alternativa dos europeus e dos americanos seriam, se estivesse o mundo nos anos de 1930, depois do crash de 1929, realizar investimentos públicos pesados para promover a construção da infra-estrutura europeia e americana, como, efetivamente, aconteceu nos anos de guerra. Agora, em 2009, os países capitalistas desenvolvidos estão com suas infra-estruturas econômicas, sociais, urbanas e espaciais prontas. O investimento já foi feito. Só dá para reformar. A não ser que rebente tudo e comece do zero, com a turma da frente furando buraco e a turma de trás tapando buraco, para encher linguiça keynesianamente.

Onde está quase tudo por fazer é, simplesmente, nos países emergentes, China, Índia, Brasil, America do Sul, América Central, África, Oceânia etc. Talvez, por isso, Barack Obama tenha dito que “Lula é o cara”. Para ele, o importante são as oportunidades de negócios. A Europa e os Estados Unidos não atraem mais os empreiteiros depois do estouro imobiliário. Não há espaço para investimento suficientemente rentável, salvo se por meio de bolhas. Mas, as bolhas, com a grande crise, se desmoralizaram.

Nos países emergentes, ao contrário, como é o caso brasileiro e sulamericano, quase tudo ainda está por fazer , com a vantagem de possuir as matérias primas necessárias ao manufatura global. Trata-se, como disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de uma revirada histórica nas relações de troca, comparativamente aos anos do desenvolvimentismo latino-americano, quando a deterioração dos termos de troca era dada pelos produtos manufaturados. Estes, na atual crise, tem seu preços deprimidos por conta da deflação, enquanto os preços das matérias primas mantem poder de troca resistente  à queda dos preços.

Nesse novo cenário, a pressão popular ganha dimensão que ameaça os líderes dos países que compactuaram com a anarquia financeira internacional detonada pela ausência de regulamentação, enquanto aumenta o espaço político dos emergentes que atacam os líderes de olhos azuis, culpados pelos abusos, como destacou o presidente Lula.

Lula espalha brasa para virar liderança internacional em Londres no G-20

Categoria: (Cultura) por Cesar Fonseca em 01-04-2009

A crise mundial muda as regras do jogo e favorece quem dispõe, como o Brasil, de matérias primas, sobre as quais o governo pode lançar emissões de papeis brasileiros para financiar o desenvolvimento, tornando-se potencial intennacional do séuclo 21O presidente Lula pode ter mandado o Itamarati colocar mais pimenta no seu discurso no G-20, Londres, 02.04, principalmente, depois que seu prestigio popular começou a diminuir, perigosamente, no rítmo da crise. Se ele disse que não foi o Brasil que produziu a crise e a crise está destruindo sua reputação, aos poucos, devagar e sempre, quanto mais aumentam seus estragos, em escala global, claro, Lula vai sentar o pau nos que , ao seu juízo, fizeram a crise, ou seja, os homens de olhos azuis. Do contrário, o desgate governamental vai se aprofundar  e a condidatura da ministra Dilma Rousseff derrapará. Ontem, em Paris, lascou: os ricos são os culpados pela bancarrota mundial. Alguém tem dúvida?

O ataque lulista foi dado previamente no primeiro ministro inglês Gordon Brown, ao considerar culpado pela crise os homens dos olhos azuis, a grei da qual Brown faz parte. O titular do Planalto já partiu para o ataque. Buscará no exterior  - prestígio político internacional -  o que poderá faltar no interior, no compasso da crise que gera desemprego e insatisfação popular.

Como na Europa e nos Estados Unidos a agitação social já começou e tende a se ampliar, quanto mais avançar a taxa de desemprego e a contestação política e ideológica capaz de colocar em cena, novamente, a luta de classes, Lula, se recorrer aos velhos chavões da velha luta ideológica sindical, na qual formou sua consciência política, poderá ser o canal por meio do qual os desempregados pela crise se identificariam. Os líderes das potencias mundiais, salvo, por enquanto, Barack Obama, que está prestigiado, estão falidos, sem credibilidade. O presidente francês, Nicolas Sarkosy, esperto, propõe, para dar a volta por cima, refundação do capitalismo. Ou seja, não há confiança na sustentação do sistema, apoiado na financeirização econômica global irracional como foi tocada pelo estímulo dos governos dos países ricos, estimuladores da crise bancária, sem regulamentação, que implodiu em anarquia total.

Os emergentes são os fatos novos que espalharam brasa na reunião do G-20, a fim de criar as bases de novo sistema monetário internacional. A desregulamenação financeira no cenário da financeirização da economia mundial exposta à desmoralização produziu, igualmente, a inviabilidade da continuação do sistema atual. A partir das emissões de dólar sem lastro, o sistema produziu os derivativos que inundaram a praça global, inviabilizando empoçamento do crédito mundial, que gira as mercadorias produzidas sob sistema voltado para o lucro e a ganância, tornando incapaz a sustentação das relações de troca, visto que o numerário virou moeda podre, tóxica.

Os governantes, que, como Lula, no calor da crise, perdem popularidade, querem se livrar desse demônio , espalhando brasas, porque a sociedade, sob desemprego em ascensão, está inquieta, disponível, diante da queda do seu poder aquisitivo, de ir à luta política. Novo momento mundial prepara grandes mudanças estruturais.

Falência americana e européia

O dólar, que gerou derivativos por todos os lados, encharcando a praça global de moeda podre, perdendo valor, não tem mais condições de ser a referencia de troca global, como já teme seus aliados, como a chinaOs poderes sobre a moeda mudam com as crises. A libra inglesa, na passagem do século 19 para o 20, perdeu poder para os Estados Unidos. O dólar consolidou-se depois da guerra, determinando nova divisão internacional do trabalho. Na passagem do século 20 para o 21, no entanto, o poder da moeda americana já não é o mesmo de sessenta anos atrás, entrando como salvadora do mundo.

A Casa Branca teria fôlego para emitir dólares a fim de comprar as moedas podres em total superior a 10 trilhões de dólares, de modo a permitir a volta da circulação normal da produção e do consumo girada no crediário ao nível em que vinha sendo tocado o capatalismo, na base da especulação, como arma de reprodução acumulada do capital?

O drama de Obama pode está sendo o perigo de morrer afogado , endividando-se, na tentativa de salvar o afogado, o sistema financeiro, nas águas dos créditos podres e tóxicos. Afogado não salva afogado, como destaca o empresário Sebastião Gomes.  Nesse cenário de deterioração das bases do dólar para manter as relações de troca, deterioração que cresce quanto mais aumenta o buraco do tesouro por meio de deficit coberto por moeda deslastreada, a vantagem comparativa do Brasil, nesse instante, é superior, relativamente, à Europa e aos Estados Unidos, se o barco dos ricos afundarem. Eles estão sem boia. O Brasil possui as suas com relativa segurança.

O país dispõe das mercadorias que tendem a valorizar, ou seja, as matérias primas fundamentais à manufatura global, enquanto os países ricos dispõem das mercadorias manufaturadas que tendem a desvalorizar. Vira pelo avesso a deterioração nos termos de troca, como destacou há meses o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.Enquanto os preços das matérias primas, das quais todos necessitam, conseguem navegar no mar tempestuoso da deflação, saindo pela inflação, com mais boias, os preços dos manufaturados, em excesso, estocadas, sem mercado, por conta da suspensão do crédito, afoga-se no mar deflacionário.

As matérias primas valorizadas, frente às mercadorias manufaturadas desvalorizadas, representariam boias  sobre as quais seriam lançadas emissões inflacionárias anticíclicas. No limite, sem moeda, quem tem a mercadoria real, lastro, garantia , possui maior poder cambial na relação de troca de sua mercadoria que se valoriza, pela sua escassez, diante da mercadoria que se desvaloriza pelo seu excesso nos estoques.

Moeda com garantia

As riquezas nacionais , as materias primas abundantes, a base industrial, a produção de alimentos etc, são as garantias nacionais sobre as quais o país disporá de vantagem comparativa para participar da nova divisão internacional do trabalho no ambiente da grande crise mundial

O pré-sal brasileiro, que guarda petróleo; os biocombustíveis; os minérios estratégicos; terra, sol e água que garantem até três safra anuais, biodiversidade infinita, base industrial forte e mercado interno  etc são garantia reais que podem falar mais grosso depois da reunião do Grupo dos 20, especialmente, se os emergentes fecharem em torno de discurso político multilateralista irresistível.

Se Lula, em cima das grantias reais brasileiras e sul-americanas – pois falará em nome do continente – lança papeis do tesouro na cena internacional, para construir a infra-estrutura nacional, quem, na Europa e nos Estados Unidos, onde não há mais onde investir em grandes obras, não toparia?

Os investimentos públicos, na Europa e nos Estados Unidos, não seriam substitutos do consumo que está caindo, porque, simplesmente, do ponto de vista da estrutura produtiva e ocupacional, europeus e americanos estão atendidos. Os grandes investimentos, ao longo da história deles, foram realizados. Jogar tudo no chão e construir outra vez? Teria que emitir mais moeda em ambiente monetariamente encharcado de moeda podre. Impossível.

Se, nos países ricos, a infra-estrutura já está construida, o mesmo não ocorre nos países emergentes, como o Brasil e os da America do Sul, em geral, onde quase tudo ainda está por fazer. A hora, portanto, é de o Brasil fazer uma chamada de capital,  lançando títulos brasileiros ancorados na infra-estrutura do pré-sal, dividindo parceiras, cria demanda para capitais europeus e americanos que estão parados, afogados.

As chances de Lula acontecer no G-20 são grandes, porque os ricos ficaram pequenos e os pequenos podem ficar ricos, especialmente, se a América do Sul se unir em torno de um discurso sulamericano, ancorado em suas riquezas. reais, seu povo e suas matérias primas. Libertariam das restrições externas, expressas em deficits em contas correntes – que etenizam a miséria continental sob o jugo dos juros compostos.