Revolução financeira: LTN para o povo

O presidente Lula passou a seguir o conselho do empresário Sebastião Gomes, 80 anos, do Distrito Federal, dado em artigo que está girando  neste site, no qual propõe estímulo à compra de letras do tesouro nacional pelo povo. A letra está disponível para todos, mas, até agora, não se fez propaganda do assunto e uma vasta burocracia o envolve, dificultando acesso popular. O Palácio do Planalto articula essa demanda como estratégia de desenvolvimento. O argumento do empresário seduziu o presidente da República: “se os banqueiros podem ganhar a taxa básica de juro selic sobre os títulos, como poupança milionária, porque os trabalhadores não poderiam ter acesso a esse privilégio, sendo obrigado a ganhar apenas o juro da poupança que é inferior a 6% ao ano?” Qualquer brasileiro pode, com  R$ 200, comprar a sua poupança em forma de letra do tesouro nacional. O negócio é fazer propaganda em cima dessa poupança segura e rentável, da qual não se faz alarde. Os rendimentos poderão variar de 7% a 12% ao ano. Será a poupança segura do futuro. Os grandes bancos ficarão fulos da vida com essa disposição lulista de popularizar as letras do tesouro nacional.   Os brasileiros e brasileiras  seriam os novos agentes do desenvolvimento, ao disporem do estímulo de comprar no balcão dos bancos oficiais o papel governamental,  com o vencimento que o cliente desejar. Haveria possibilidade de o poupador , com a letra do tesouro, programar seus investimentos familiares, como é o caso da educação dos filhos etc.
 
Haveria, na compra direta de balcão, destaca Gomes, a desburocratização geral, ou seja, a supressão da intermediação bancária, tão cara quanto os juros escorchantes. O governo, nesse caso, disporia de um financiamento da dívida pública bem mais barato, porque evitaria pressão inflacionária sobre a economia decorrente dos juros altos e suas intermediações caríssimas, tudo repassado, pelos empresários, aos preços, caindo em cima do lombo do povo, em forma de tributação indireta regressiva sobre os produtos mais consumidos pela massa, feijão, arroz, carne, frango, macarrão etc. Tremendo crime popular contra o qual o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ain da não se pronunciou, no rol de ataques aos criminosos contra os quais tem disparado.
 
 
 
Tacada histórica lulista
 
A proposta de Sebastião, conforme noticiário, dessa quarta, 25, da CBN, lançada pelo governo, guarda a mesma justificativa apresentada pelo empresário brasiliense, ou seja, que haja equivalência entre os pivilégios. Assim como os grandes bancos podem, os pobres, igualmente, passam a poder.
 
Lula entra para a história , promovendo verdadeira revolução financeira popular, gerando fonte de renda financeira para o povo à qual tinha acesso apenas os bancos, como arma de promoção do desenvolvimento nacional sustentável. Estaria atuando para além as teorias econômicas equilibristas neoliberais bancocráticas totalmente falidas no incêndio da grande crise global, sobreviventes, apenas, no conceito ideológico da grande mídia conservadora, depedente da banca.
 
Trata-se, na opinião do empresário, de criar base de sustentação do desenvolvimento nacional, expresso na decisão governamental de ampliar o endividamento do governo para lutar contra a desaceleração econômica decorrente da bancarrota financeira dos Estados Unidos e da Europa.
 
O país, prevê,  poderá sair mais rapidamente da crise de desaceleração mundial, detonadora de efeitos psicológicos paralisantes, se emplacar a proposta de capitalismo popular via acesso de letras do tesouro para o povo com garantia governamental. Quem não vai aceitar essa garantia que dá sustentação ao aquecimento do consumo interno? Tal garantia é a que vem engordando os lucros dos bancos ao longo da história ec onômica da Nova República, falida em meio à corrupção política.
 
Dispondo de base industrial forte; de mão de obra especializada; de fontes inesgotáveis de energia alternativa; de disponibilidade de terras que dão até três safras anuais; de biodiversidade infinita; de petróleo abundante do pré-sal, do etanol; do biodiesel;  de disposição popular para acreditar nos papéis do governo, referenciados na riqueza nacional, e de mercado consumidor bancado keynesianamente pelo Estado , o Brasil, na avaliação do empresário, poderia despontar como novo potência do século 21, enquanto os ricosa afundam na bancarrota. Virada história.
 
 
 
América do Sul, nova rica do mundo
 
O exemplo patente do potencial nacional, que só é baixo na mente dos economistas funcionários dos bancos, que entendem ser o Brasil prisioneiro de crescimento limitado, é a disposição das montadoras japonesas para se deslocarem para o Brasil, transformando-o em plataforma nova de exportação japonesa. Por que os japoneses, pergunta Sebastião, levarão daqui o aço, atravessando os mares, pagando carreto e seguros caríssimos, se pode instalar aqui as suas montadoras, reduzindo custos e potencializando lucros?
 
Os países sul-americanos, diz, são os novos ricos do mundo,  enquanto os ricos empobrecem, no compasso da transformação do dólar em papel de parede, até 2015, por aí, conforme prevê. A estratégia é manter a América do Sul unida, para evitar que os ricos falidos apostem na sua desunião, impediando-a de exercer o poder da sua riqueza em beneficio dos sul-americanos e não mais dos europeus e americanos como ocorre desde o descobrimento das Américas.
 
Sebastião Gomes, que chegou a Brasília em 1956; que trabalhou diretamente com Juscelino Kubstchek; que animou, no DF, a campanha JK-65; que agitava os canteiros de obras da Vila Amauri, na beira do lago, aos 29 anos,  merecendo o apelido popular de “Tião Espalha Brasa”; que ajudou a fundar a Associação Comercial do Distrito Federal, a Federação das Indústrias do Distrito Federal; que liderou paralisação das padarias do DF, no tempo do governo Castelo Branco, protestando contra navios parados em alto mar para boicotar o consumo interno; que professa o espiritismo vinte e quatro horas por dia, se sentindo como instrumento de ação de Deus; que fundou dezenas de casas espíritas em Taguatinga e Sobradinho; que é permanentemente cerebral nas lições de Sócrates que o ensinou que “a metade é maior do que o todo” – esse empresário, lenda brasiliense viva e atuante, considera que a grande obra de Lula foi garantir consumo dos pobres para movimentar a produção dos ricos. O pobre, diz, faz o nobre, mas o nobre jamais faz o pobre”.
 
 
 
O pai do bolsa família 
 
Sebastião Gomes foi empresário pioneiro no DF que, nos anos de 1970 reuniu, como diretor da Associação Comercial do Distrito Federal, encontro nacional para discutir pela primeira vez uma rede nacional de ações voltadas para incrementar programas sociais como forma de garantir o consumo dos mais pobres, a fim de assegurar produção e renda para os setores produtivos de forma sustentável. O Paraná foi o único estado, então, que, imediatamente, colocou em prática a proposta de um programa social tipo bolsa família em que o papel da mulher seria relevante para gerenciar o dinheiro distribuido para comprar alimentos para os pobres. Logo em seguida o presidente da  Federação das Indústrias do Distrito Federal, Antônio Fábio Ribeiro, colocou em prática, no DF, a idéia original de Sebastião Gomes. O assunto pegou e o governador Critovam Buarque, do DF, cresceu o olho em cima do projeto que sob seu incentivo ganharia projeção nacional.
Lula, na avaliação, de Sebastião, teria que garantir mais 6 milhões de cartões de crédito do Bolsa Família, para dinamizar o consumo e afastar a crise. Seis milhoes representariam, em suas contas, 25 milhões de quilos de comidas diárias que movimentarão a agricultura, as estradas , a fabricação de caminhões, a expansão de postos de gasolina, oportunidade de empregos para quem vive nas estradas em torno dos postos, para gerar novas cidades, enfim, esquentaria a demanda para a indústria, a agricultura, o comércio e os serviços.
A quebradeira financeira européiá e americana, destaca o empresa´rio, amplia o fortalecimento da agricultura brasileira, no sentido de torna-la fator número um de dominação brasileira no novo cenário, comandando setor estratégico em meio à dependência geral do mundo rico falido das riquezas do mundo pobre que fica rico. Mais seis de milhões de cartões do bolsa família, prevê Sebastião, base para atravessar a crise, na medida em que fortalece o mercado interno e elimina os estoques que não estão escoando, adequadamente, nas exportações.

Garantir o consumo é fundamental

Comerciante e industrial que sub iu e desceu, “com a graça de Deus”, e sobe novamente nas águas do empreendedorismo voltado para a energia alternativa; que , como comerciante e industrial da área de alimentação, conheceu o apogeu e a queda, sendo maior fornecedor do mercado público e privado; que entrou em confronto com o ex-governador José Aparecido, por recusar-se a ajudar a campanha do ex-senador Pompeu de Sousa(PMDB-DF), saindo como suplente dele(deseja ser o titular); que, ora, é, novamente, aos 80 anos, empresário vibrante, no canteiro de obra e no chão de fábrica, dando ordens e aprendendo; que domina tanto as vendas , como a mecânica e a filosofia; que inventou fórmula que tira manchas escuras nas mãos dos velhos, como desgaste natural da pele; que patentou fórmula avançada de combate aos incendios das grandes florestas mediante deslocamento de plataformas espaciais carregadas de tanques que apagam grandes chamas de fogo,  rapidamente; que fabrica cachaça , “Do Piloto”; que encaminhou ao presidente Lula programa social que elimina, na prática, os problemas dos trabalhadores sem terra, transformando-os em empreendedores em módulos produtivos cooperativos, organizados em bacias de produção etc, combinando socialismo e capitalismo – esse dinâmico empresário b rasiliese, mente ágil e criativa, considera que o fundamental é garantir o consumo. Este sustenta a arrecadação do governo para bancar os investimentos públicos e dinamizar a produção. Esse, na sua opinião, é o grande papel do programa bolsa família que a oposição não entende ou finge não entender ser o grande instrumento de dinamismo da economia, antes dominada pela concentração excessiva da renda.
 
A letra do tesouro popular; na opinião de Sebastião Gomes, viria para consolidar e establizar taxa de consumo adequada ao desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, prevê, rearrumará todo o sistema financeiro nacional, tirando-o do sanguessugismo financeiro e colocando-o a serviço do fomento da produção e do consumo, para alinhar o Brasil como potencia mundial, no rastro da decadência das moedas europeias e americanas, que se renderão à riqueza sul-america e à moeda sul-americana.