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Globo investe contra soberania sul-americana

Categoria: (Cultura, Economia, Política) por Cesar Fonseca em 02-12-2008

 

O jornal O Globo em sua edição de domingo, 30, vai em cima do assunto calote sul-americano nacionalista venezuelano, boliviano, equatoriano e paraguaio que diz estar em marcha contra o Brasil.  Ao todo, são R$ 5 bilhões. É um negócio, a priori, dado. Em cima da pressuposição, projetam-se conclusões abstratas baseadas em fatos pretensamente concretos que ainda não aconteceram, mas tidos como se já acontecidos. Dissemina-se a versão, antes do fato emergir e gerar consequências normais que estariam abertas às ações políticas.

O fato não acontecido, mas tratado como se fosse algo palpável, gerando produtos políticos e econômicos aprioristicamente especulados com  gosto de guerra – eis a tática. Vem aí um calote de R$ 5 bilhões. Cria-se animus nacional contra o ataque emergente e na bica para acontecer. Uma beligerância calculada. 

O alvo não está aparente, mas latente. 

Os governos vizinhos do Brasil, sob ondas políticas nacionalistas, que crescem no rastro do estrondo neoliberal global, estão tendo um encontro com sua própria história, buscando, na investigação democrática, colocar os fatos na mesa, a fim de serem apreciados social, política e economicamente. 

Exercitam o que representa horror ao status quo, ou seja, a soberania nacional plena. Buscar tal alternativa é puro populismo. Os governos querem exercitar a soberania, investigando seu próprio calcanhar de Aquiles, suas dívidas e os interesses existentes, historicamente, em torno de sua formação, multiplicação e escravização econômica. Não pode de jeito nenhum.

Caminham, nessa direção, não porque queiram, mas porque estão sendo impulsionados por ondas de movimentos sociais, politicamente, organizados, em grau crescente em toda a América Latina, e não só.

Foram tais movimentos, por exemplo, que levaram à Casa Branca, pela primeira vez na história, um negro. Obama é fruto de politicas nascidas em núcleos sociais comunitários, que ganharam impulsão política extraordinária no contexto da tecnologia da informação na era do conhecimento. Milhares de núcleos comunitários espalhados por todos os Estados Unidos em favor dele fizeram a diferença. Emergiu, forte, o poder político comunitário digital. 

 

Novo poder sul-americano apavora poder midiático

A onda obamiana gerou sistema de financiamento de campanha à margem dos esquemas políticos institucionalizados, na base da corrupção etc. Criou-se nova ética. Movimento irresistível determinado pela ciência e tecnologia a serviço da comunidade que tende às investigações populistas, perigosas, assustadoras, para os credores, cujos abusos são patentes. 

A surpreendente entrevista de Roberto Troster, no Estadão, segunda, 01, demonstra essa evidência. Ex-economista chefe da Federação Brasileira de Bancos, Febraban, ele relata práticas de abusos dos credores no momento em que o país passa dificuldades, considerando absurdas as atuais taxas de juros vigentes no país. 

Anti-populismo, pensamento bancocrático, atacando o populismo, pensamento nacionalista, favorável às investigações necessárias para comprovar as acusações de quem conhece por dentro a prática dos abusos. Para tal anti-populismo a onda dos movimentos sociais anunciam tempestades em forma de auditagem de dívidas.

 

Emergência guevariana

Novo poder emergente, cuja base são movimentos sociais em expansão, como previu Guevara, está levando os governos sul-americanos nacionalista do Equador, da Venezuela, da Bolívia e do Paraguai para o mesmo caminho da mobilização populista-barackobamiana que apavora a grande mídia.

 Seria o mesmo populismo de outrora, com caciques políticos controlando de cima para baixo, ou outro populismo, já que a história não é estática, mas dinâmica e dialética?

O Eldorado glauberiano , com São Jorge do céu esporando o dragão da maldade contra o santo guerreiro em transe, está aí, nessa busca dos governos neonacionalista lançando-se à investigação sobre a relação Estado-banqueiros na era da oligopolização geral do capital.

Os governos vizinhos que já estão dando calote no Brasil, segundo o Globo, estão fazendo aquilo que Getúlio Vargas fez em 1931. Logo depois de assumir em cima do cavalo dos tenentistas golpistas para destronar governos velhorepublicanos, igualmente, golpistas, Getúlio apertou o pescoço das empresas multinacionais americanas distribuidoras de gasolina. O Departamento de Estado, segundo o historiador Moniz Bandeira, em “Presença dos Estados Unidos no Brasil”(2005, Civilização Brasileira, pag. 328), ouriçou e mobilizou o poder interno, isto é, a mídia, para preservar os interesses que vinham desde o Império, passando pela República Velha. 

Populismo puro tentar desalojar tais interesses.

 

Mina da corrupção exposta

Na investigação sobre os endividamentos públicos interno e externo dos governos está a mina da corrupção. Mexer nisso é populismo puro. Temem os investigados que sejam encontrados e expostos os mecanismos financeiros, traçados pelos interesses externos e internos, no contexto do poder nacional. Devidamente, acautelado por uma superestrutura jurídica que atua sob a influência do capital em sua dimensão máxima, especialmente, nos países de economia dependente, como são, historicamente, os da América do Sul. 

Ora, O Globo, assim como fez no tempo de Getúlio, quando  a nação iniciava busca de sua soberania, faz, nesse momento, com os governos sul-americanos de linha getulista, em suas tentativas de alcançarem a independência econômica nacional e sul-americana, pressuposto, fundamental, para a integração continental.

Mexer com a dívida, investigá-la? Satanás populista.

Marx destacou que a dívida externa é instrumento de dominação internacional. Incialmente, dinamiza; em seguida, com os juros, escraviza. Keynes, idem, ao ressaltar, na mesma linha, que a deterioração dos termos de troca, na relação entre países ricos e pobres, é dada pelo endividamento do país pobre na moeda do país rico, que cobra senhoriagem em forma de dividendos juramentados. 

Investigar essa forma de exploração é tentativa revanchista, populista. 

Os governos nacionalistas sul-americanos, nesse momento, se dispõem a pagar o preço para investigar esse assunto cabeludo, tendo em sua retaguarda o apoio e a cobrança simultânea da sociedade.

O Globo antecipa o calote e parte para o ataque, criando ambiente de controvérsias cujos resultados são os que desejam os eternos dominadores do continente, ou seja, manter os dominados divididos. A grande mídia, assim, está partindo para o mesmo procedimento adotado quando a  Igreja Católica e os partidos de esquerda, na Era FHC, se armaram para concretizar o plebiscito sobre a dívida nacional. Populismo inaceitável.

O tema foi totalmente implodido pelo poder midiático que atua como oligopolio sob impulsão das forças econômico-financeiras que bancam o próprio poder midiático. 

Escândalo: CPIs para investigar dívidas públicas, empreiteiras, bancos, os agentes que se misturam, para produzir as grandes obras, agrupados em interesses que se lançam ao governo tendo por caução os congressistas e suas emendas parlamentares que carreiam dinheiro público para os empreendimentos contratados? Nem pensar. Populismo, manifestação política de atraso.

 

Informação ou ficção?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A reportagem de O Globo que antecipa o calote de R$ 5 bilhões é menos informação e mais ficção. O calote, diz o lead da matéria, é o objetivo principal. Tal afirmação não é ancorada em nenhuma declaração de entrevistado de peso, amparada em fatos reais, expostos por evidências concretas, para gerar reportagens instigantes. O próprio embaixador brasileiro no Equador, semana passada, no Senado, descartou as categóricas informações midiáticas de efetivação de calote. Viu exagero no contexto.

Mas, indiscutivelmente, os calotes vão em frente, estão sendo preparados pelos governos paraguaio, boliviano, venezuelano, simplesmente, porque resolveram auditar dívidas nacionais. Populismo escandaloso.

Exercer a soberania nacional, do ponto de vista da grande mídia, seria declarar guerra. 

Representa para a grande mídia insuportável acinte o desejo de saber tudo sobre a dívida nacional. Certamente, viria ao ar tudo, numa grande investigação, inclusive, os intestinos do poder midiático, que, nessa crise de crédito, pode estar se deteriorando. 

Calote ou renegociação de compromissos?

Os governos sul-americanos, se depender da grande mídia,  estariam proibidos de ter encontro decisivo com seus credores. Isso é bom ou é ruim para a democracia? Implica calote, inevitável ou possíveis e prováveis negociações?

O mesmo ocorre relativamente aos super-endividados consumidores americanos frente aos bancos que esfolaram suas rendas na especulação que transformou seus ativos em pó e detonou a base da riqueza nacional, a capacidade do consumo interno via crédito direto ao consumidor. 

Se o dólar tinha por lastro, essa garantia e ela se perdeu, a sua ressurreição somente se daria pela negociação ou pelo perdão, pois, do contrário, o império cairia.

John MacCain perdeu a guerra, mas seu discurso está ganhando a paz. 

Durante a campanha , ele pregou perdão de dívida, o que os jornais sul-americanos, na linha do Globo, chamam de calote. Não mencionaram numa linha sequer o populismo maccainiano americano. 

 

John MacCain ganhou a paz

Adam Smith, o pai da economia clássica, o pregador das leis do mercado,  por saber que as contradiçõese do sistema levariam aos gargalos financeiros e às brutais concentrações autodestrutivas de renda, destacou que dívida pública, necessária para equilibrar oferta e demanda, a partir de gastos governamentais que complementam a insuficiência consumista privada,  não se paga, renegocia-se. 

MacCain, representante da velha e sábia direita financeira, sabia o que falava. Tocava direto na história americana. Em diversas ocasiões, no século 19, o governo americano deu o calote no mundo. 

Nixon, em 1971, ao desvindicular o dólar do seu lastro, o ouro, deixando o papel flutuar, deu tremendo beiço na praça. É uma prática histórica dos Estados Unidos. Característica que se acentuou diante da conquista do poder monetário global, que impõe senhoriagem geral a seu favor.

 No entanto, se os governos da América do Sul, que os comentaristas da grande imprensa chamam de subcontinente, entram pelo mesmo caminho, ou seja, se questionam diante dos seus credores, as suas práticas, os comportamentos dos antecessores que adotaram posições excessivamente laxistas diante da banca e dos procedimentos públicos no relacionamento com ela etc, a grande mídia entra em campo, feroz, esbravejando, antecipando, manchetando  desastres iminentes, a fim de criar um clima de confronto. 

Vem por aí pregações caloteiras ou negociações, acertos de contas, diplomaticamente, negociados? 

Barack Obama já está na de MacCain. Vamos continuar aceitando o juro alto depois que ex-diretor da Febraban reconhece que os banqueiros comentem abusos excessivos com a taxa de juro?

 

Obama convoca Adam Smith

Adam Smith já está em ação nos Estados Unidos. O excesso de dívidas das famílias americanas alavancadas pelo crediário em relação a sua renda real demonstra, como inúmeros comentaristas ressaltam, a implosão geral dos mecanismos de criação e transmissão da riqueza pela moeda e seu poder de gerar juros pela via do crediário. O desindividamento familiar tornou-se uma urgente necessidade econômica para o capitalismo americano. MacCain na cabeça.

Se essa estrutura entrou em crise total nos países capitalistas cêntricos, colocando em pé de guerra consumidores e credores, por que não ocorreria o mesmo fenômeno na relação de depedência financeira dos governos sul-americanos, no momento em que governos nacionalistas populares sobem ao poder, em nome da defesa da soberania nacional?

Não, não pode, é populismo.

O poder midiático não quer saber dessa discussão em profundidade. Não é do interesse de tal poder discutir por que uma obra, como a de San Francisco, no Equador, tocada pela Norberto Odebrecht, com recursos do BNDES, ou o túnel que virou cratera em São Paulo, também, tocado pela Odebrecht, acabaram custando o triplo do preço inicialmente contratado.

Por que?

Para dar essa resposta é preciso expor os interesses em jogo, na auditagem do processo de endividamento. Populismo inaceitável.

Conclusão: apelar para acusações populistas é a forma de aceitar, intrinseca e inconscientemente, a corrupção. Busca afastá-la com a acusação de um neologismo político histórico pretensamente decadente.

Querem dizer, então, que a corrupção é a modernidade?