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Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
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O Brasil engarrafado
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Grande exemplo do Império para o mundo: dar calote nos bancos para reduzir dívida e crescer
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Derivodólar ameaça Meirelles

Categoria: (Economia) por Cesar Fonseca em 16-09-2008

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pode dançar no último baile da Ilha Fiscal global. A bancarrota financeira neoliberal representaria seria ameaça a ele.

A política de juros altos, que foi favorável, num primeiro momento, para a economia, tende a se transformar em pesadelo, se os juros brasileiros, os mais altos do mundo, atrairem, irresistivelmente, os dólares derivativos apodrecidos na praça global. Aprodeceria a economia. 

O mundo, depois de viver a pujança e a decadência do dólar, do eudólar, do petrodólar e do nipodólar, vive, agora, os fantasmas da destruição do dólar derivativo, o derivodólar, gerado na bancarrota do setor imobiliário que produz crise bancária aguda.

Os investidores especulativos estão em polvorosa. Nos Estados Unidos, perderam a teta estatal para mamar. Na Europa, idem, apesar de, tanto americanos como europeus e japoneses estarem jogando dinheiro na circulação, nesses dias, para evitar o empoçamento de capital no sistema, perigando falir geral.

Sem chances de reproduzirem nas praças ricas onde se realiza a eutanásia do rentista, com juro baixo para evitar recessão, quem vai perder um negoção chamado juros brasileiros?

Fantástica lucratividade: trocar moeda que está apodrecendo o sistema financeiro internacional por títulos da dívida pública brasileira, cujo lastro é a riqueza do petróleo, dos minérios, dos alimentos, da biodiversidade, da condições naturais – terra, água e sol, que possibilitam até três safras anuais etc.

Nacionalismo ou entreguismo?

Se houver uma corrida de investidores para o Brasil nas próximas semanas, sem dúvida, o dólar, em vez de valorizar-se, seria brutalmente desvalorizado. O presidente do Banco Central tremeria na cadeira. Aumentariam vozes no Congresso pedindo sua cabeça.

Pode ser que tal pedida seja feita pela oposição, sem arma política para combater Lula.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está colhendo  vitória em cima do discurso jurista neoliberal de Meirelles, no auge da crise financeira.

Como, criticamente, apostou no desenvolvimentista redistributivo- social-nacionalista-getulista-lulista, pregador de juros mais baixos, como faz, também, o vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, Guido Mantega vê o chão abrir sob os pés de Meirelles.

Poderia ser tragado pela areia movediça neoliberal em crise de forma acentuada, se houver uma corrida bancária, por esses dias – hoje, ou amanhá, quem sabe? – ou por horas contra eventual enxurrada de moeda podre atraída pelo juro alto. Parece Boró, aquele bichinho que gosta de tudo que é podre, papel, pau etc.

 

Lenin cantou a bola

Em tal ambiente, nada  tão favorável paras as causas socialistas, como destacou Lênin, do que as desorganizações monetárias, que mexem com a segurança íntima do ser humano, já que os movimentos do dinheiro levam a um estresse total, predispondo-o, preocupado, às osciliações politicamente radicais.

O relógio da história está virando contra Meirelles, simplesmente, porque, se o juro alto, até agora, foi solução, daqui para a frente, pode virar problema., causando incertezas generalizadas. O que é positivo numa hora, é negativo em outra, contraditoriamente, dialeticamente.

Para piorar a situação conjuntural, emergente, Meirelles errou fragorosamente na última reunião do Copom, na semana passada. Em vez de conduzir a discordia interna dentro da diretoria do BC para um consenso, jogando , policamente, quis dar uma de machão. Fez política econômica em vez de economia política.

Estrepou-se ao optar por mais uma torcida forte no parafuso dos juros. Pegou mal. O momento pedia ponderação. A coragem para atender os interesses dos especuladores, sob o disfarce de combater a inflação, excedeu-se. Foi mais realista que o rei.

Rendeu-se ao mecanicismo, dançou na dialética.

Resultado: os preços do petróleo cairam fortemente; idem os preços das commodities etc. Pode pintar, em vez inflação, deflação.

Haveria deterioração acentuada nos termos de troca em favor de quem dispõe de matéria prima, América do Sul, relativamente, a quem precisa delas para industrializar, Europa, Estados Unidos, Japão, China etc.

Os preços dos produtos primários, escassos, sobem, enquanto os preços dos industrializados, graças ao aumento da concorrência, caem.

Haveria acirramento violento da competição no comércio mundial, carente de regulações, por causa do fracasso da Rodada de Doha.

Pode vir por aí uma sangria dos preços. A solução meirelliana pode estar deixando de ser útil.

 

Imperfeição é fundamental 

Não está pintando clima para compatibilizar-se com as decisões do BC,  que, visando a meta de 4,5% para a inflação para 2009, estaria arrochando, desde já, o custo do dinheiro.

Necessário? Desnecessário? Inconveniente? Imprudente? Prudente? Estados Unidos, Europa, Japão, Chile, que estão reduzindo os juros, estariam errados? 

Ou Meirelles acredita que elevando ainda mais os juros nas alturas estratosféricas continuará distribuindo renda a partir de bônus para os especuladores da classe média com os títulos da dívida pública que geram consumo bem à moda de um keynesianismo financeiro cuja fonte de renda é a própria moeda em circulação, agitando o consumo popular?

A qualidade do momento econômico internacional mudou para pior. A sinalização é de aumento da concorrencia global, que leva às desvalorizações, mediante políticas monetárias e fiscais altamente competivas.

As praticadas no Brasil, como mostram os resultados da balança comercial, não são. E o mais dramático, ainda: o que era bom, tende a ficar ruim, com muito dólar circulando para fugir do juro baixo, isto é, da morte-eutanásia.

Na Europa, nos Estados Unidos, na China, no Japão, no Chile, etc, os juros caem. Já, no Brasil, graças à estratégia meirelliana….

Não seria melhor jogar as reservas cambiais em maciços investimentos públicos do que ficar com elas num contexto altamente volátil?

Meirelles, em entrevista a Willian Waack, disse que não está afastada essa possibilidade. Talvez seja a sua salvação politica.

O giro dos acontecimentos está sendo veloz, criando situações inesperadas, surpreendentes, incontroláveis, desestabilizadoras.

Bastou poucas horas para o Lehman Broths, de 158 anos de idade, ir para o espaço, como fumaça. 

Não dá para não citar Fernando Pessoa diante da bancarrota do pensmento econômico neoliberal que pensava portar verdade única do pensamento perfeito:

“O perfeito é o desumano, porque o humano é imperfeito.”

Show de Bachelet: UNASUL desbanca OEA

Categoria: (Cultura) por Cesar Fonseca em 16-09-2008

Show político de Michelle Bachelet, presidente do Chile e pro-tempore da União das Nações Sul Americanas – Unasul. No sábado, 12.08, convocou, emergencialmente, reunião da entidade política, no auge da crise boliviana, afetada pelo terrorismo fascista, disposto a destronar o presidente Evo Morales, dado o temor radical pela democracia direta em curso sob poder político socialista indigenista.

Competente, ela utilizou o instrumento político da UNASUL, para executar a tarefa. Desencadeou, com essa jogada política genial não apenas a aposentadoria da Organização dos Estados Americanos(OEA), tardia e morosa em suas ações, ao mesmo tempo que causou confusão geral entre os presidentes sul-americanos. Estes se confundiram na imediata interpretação da estrategia politica micheletiana e da convenIência do encontro, visto de óticas individuais. Foram dominados pelo pensamento individualista, enquanto Bachelet jogou com a totalidade, pensando na América do Sul.

A confusão foi geral. Lula ficou na dúvida; Cristina Kirchner fechou na hora; Alan  Garcia se machucou, não comparecendo, porque viu equivocadamente articulação chavista no ar; Álvaro Urite titubeou, temeroso de radicalismos vindos do presidente Chavez; e Morales, quase nas cordas, diante dos ataques fascistas, temerosos da democracia direta, jogou com competente realismo.

O presidente boliviano viu o lance político genial de Bachelet e disse que foi iniciativa para discutir assuntos sul-americanos comuns. Avanço em relação à histórica prática da OEA de tormar partido sempre dos governantes norte-americanos, que impuseram na marra a expulsão de Cuba do organismo.

Agora, depois do histórico lance político Bachelet, inguém mais vai querer ficar na organização. Fossilizou, graças à astúcia política da chilena socialista.

Morales viu a luz brilhar. Não tinha outra saída, senão ser socorrido pelos colegas sul-americanos na Unasul, criada em junho em Brasília. Soprou vento politicamente forte dado por uma líder sul-americana. O jogo Bachelet rompeu impasses e impôs novo paradigma politico sul-americano.

Passadas as incompreensões políticas múltiplas, dadas pelo individualismo de cada presidente e o aspecto cioso que procuram manter, para tentar ser, cada qual, o líder maior, todos chegaram ao consenso. Simples, Bachellet bombou políticamente no cenário sul-americano.

Aproveitou as incompreensões dos seus colegas, de não buscarem superar, logo, as idiossincrasias individuais, e viu o coletivo. Estadista.

As mulheres ganharam, com Bachelet, agora, grande espaço político no contexto da Unasul.

 

Parlamento sul-americano

A Unasul, sob Bachelet, ao jogar no armário de antiguidades latino-americanas a OEA, dá, na prática, passo fundamental para inaugurar o parlamento sul americano. Desbanca o pensamento neoliberal americano sob a instituição, detonando-a, colocando em seu lugar uma tentativa de pensar a Unasul com pensamento sul-americano. Onde melhor exercitar isso, senão no parlamento sul-americano? Bachelet faz história.

Dominada, historicamente, pelos poderosos interesses dos Estados Unidos, na América do Sul, a OEA, quase, sempre, nas crises sul-americanas jogou com interesses americanos que contribuiram para a divisão política sul-americana. Não havia a voz nítida da América do Sul. Era um ruído, filtrado pelos interesses que se impopularizaram porque foram financiadores de ditaduras sanguinárias e não de líderes democráticos, como Allende, vítima das conspirações que tentam destruir Evo Morales.

Morales, político brilhante, viu, no primeiro lance,  o que nem Lula nem Chavez viram, ou seja, que a Unasul, sob Bachelet, colocava em cena o pensamento sul-americano em informal parlamento sul-americano, expresso na Unasul. Chavez saiu dando tiro, Lula sacando nota diplomática chinfrim, Uribe ouriçou, enquanto Cristina não vacilou diante da genialidade política da colega chilena.

Teria pintado inveja de homem?

Diante dessas incompetências que surgem quando interesses pessoais predominam, a presidente do Chile sublimou politicamente com grande talento. Sua performance no recibmento dos convidados espraiava áurea espetacular de auto-confiança infinita na sua jogada. Viu o todo. Transcendeu às partes.

Resultado: é a nova líder sul-americana.

Põe em funcionamento a Unasul, cujas propostas estão inseridas no parágrafo único do art quarto da Constituição brasileira de 1988, que prioriza “a integração política, econômica, social e cultural dos povos da América latina, visando uma comunidade latino-americana de nações”. Simplesmente, Unasul.

Bachelet, como verdadeira líder, tira do papel e lança ao ar uma conquista política sul-americana, no sentido de dominar sua própria voz, para buscar solução para as crises políticas na América do Sul. A OEA não fez o dever de casa, que seria condenar o terrorismo e afirmar-se contra a negação, pelos fascistas, da democracia boliviana.

 

Lição sul-americana-chilena

Curiosamente, vence, no plano ideológico, a astúcia política chilena, sob comando de uma líder provada na vida dura de filha de mártir da liberdade, assassinado pela ditadura Pinochet. Bachelet, seguramente, depois que sair da presidência é nome sul-americano para a ONU.

Enquanto isso, está mostrando sua habilidade, que não é dada nem pela excessiva indefinição de Lula no trato da questão boliviana, nem pelo excessivo açodamento adotado por Hugo Chavez.

Caminhou exuberantemente com a experiência chilena. É isso a conquista política socialista chilena, com discurso ajustado pela mistura adequada do pensamento socialista com pensamento capitalista, não à moda chinesa, que padece de democracia, mas dentro dos pressupostos democráticos.

Estes, sob o pensamento socialista chileno, está, com Bachelet, caminhando mediante compromissos maiores do capital para com o social, via política fiscal, a fim de fortalecer o mercado interno nacional.

Em outros modos, a mesma coisa é tentada, no Brasil, com Lula; na Venezuela, com Chavez; na Argentina, com Cristina; na Bolívia, com Morales; no Paraguai, com Lugo; no Equador, com Correia; no Uruguai, com o politicamente apagado ex-guerrilheiro, Tabaré Vasquez; e no Peru, com Garcia, que, lamentavelmente, fez um papelão ao não ter ido a Santiago.

Violenta mancada diplomática. Ficou na rabeira do campeonato de liderança política sul-americana. Coisa boa.

Bachelet coloca dentro da Unasul a discussão que é de todos os presidentes sul-americanos, independente das variantes políticas idiossincráticas existentes no plano da aparência: maior investimento no social para equilibrar o desequilíbrio provocado pelo capital oligopolista em expansão. Este destrói a concorrência e faz emergir o seu oposto, em movimento dialético, isto é, o oligopólio estatal, em nome do interesse público, como previu Jack London, em Tacão de Ferro, prefácio de Trotski.

Lula está nesse jogo, dividindo prioridades entre o social e o capital, bancando juros altos para atrair dólares que estão apodrecendo na crise bancária global, empobrecendo Estados Unidos e Europa e lançando raízes de desastres monetários e políticos. O fascismo alimenta-se disso.

 

O jogo econômico nacionalista sul-americano

O presidente brasileiro deu aos empresários o que eles não tinham: consumo interno. Antes, quando os estoques encalhavam, vinha sobredesvalorização. Com consumo interno emergiu sobrevalorização. Ele jogou na circulação capitalista 50 milhões de consumidores, colocando dinheiro estatal keynesiano – sempre Keynes! – para garantir poder de compra dos miseráveis que viviam sob o subconsumismo econômico histórico nacional, bombador de crises políticas sul-americanas.

Na circulação, como destaca Marx, é que o capital se reproduz. O bolsa família, apesar de o valor destinado a dar aval a 12 milhões de cartões de crédito contra a fome, corresponda a pouco mais de 1% do PIB, a circulação multiplicou, triplicou, o capital e o governo arrecadou mais. Caminhão novo para transportar 40 milhões de quilos de comida por dia, correspondente ao programa Bolsa Família, somente com sete meses de espera.

Na circulação, o capital multiplica não apenas para si, mas, também, para o governo, que é o maior beneficiado pela circulação das mercadorias. A arrecadação bate seguidos recordes.

Sem o consumo dos miseráveis, os cofres estariam vazios. O país estaria vulnerável à bancarrota financeira global. O ministro Guido Mantega para que está até gozando com a situação. Se o governo não tivesse aumentado os gastos mais que o crescimento do PIB, solução manteguiana-nacionalista, a tempestade estaria aí, rebentando tudo. Os neoliberais são suicidas. Teriam que ler Sócrates e Marx que consideram entesourar empobrecer. Não é mecanicismo, é dialética.

O milagre da circulação popularizou Lula, Chavez, Bachelet, Cristina, Correia, Morales e, agora, Lugo, mediante políticas nacionalistas destinadas a fortalecer o poder de consumo nacional. É um novo tempo de emergência dos movimentos sociais em toda a América do Sul, cuja exigência é por maior distribuição da renda nacional.

 

Sócrates entra em ação

Por isso, como é de urgência, a democracia direta vai se transformando em imperativo categórico, como diria Kant. Instrumento político de transformação das massas.

Como a democracia representantiva foi corrompida pelo capital e se encontra, minoritária, contra a sociedade, pois abandonou a política pelas medidas provisórias, a democracia direta, nos contextos onde as contradições econômicas, políticas e sociais, historicamente, estão mais radicalizadas, como na Bolívia, a maioria no poder impõe o jogo, sob os pressupostos democráticos.

As bombas contra Morales representam bombas na democracia direta, que acelera a distribuição da renda e forma nova correlação de forças políticas dada pelo aumento das conquistas e direitos da maioria, antes marginalizada, politicamente. Revolução democrática.

Não dá, dessa forma,  para engolir o comentário de William Waack de que o Brasil de Lula está sendo conivente com a Bolívia por não endurecer o discurso contra Morales. E a história, Waack, não vale nada? Francamente, pobre.

Felizmente, pintou quem seguisse o conselho de Sócrates na República de Platão: sabedoria, ousadia e ponderação. Nem Chavez nem Lula foram tão brilhantes, pois se comportaram como se estivesse em jogo a capacidade de um dos dois de resolver a questão, já que são os mais ricos, os donos do petróleo. Resquícios do machismo sul-americano. 

Bachelet, craque, deu o chapeu e completou de primeira. Destronou a OEA e pode ganhar a ONU. Emerge irrestivelmente como voz sul americana de coragem, de ousadia e de ponderação. Socrática.