Crise mundial acelera privatização dilmista
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A direita está eufórica porque o Governo Dilma privatiza aeroportos.
Os ganhadores terão 20-25-30 anos para explorarem o negócio; ainda assim terão o governo como sócio deles em 49%. Se der…

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Tom: linguagem brasileira universal
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O maestro sincretizou o caldo cultural brasileiro que ganhou asas indo aos quatro cantos do mundo obrigando a arte global se render ao talento nacional. A simplicidade, suprassumo do dom…

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Forte ajuste fiscal detona rebelião policial
Aperto fiscal e rebelião policial no carnaval
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  Prioridade é pagar banqueiro
O PT corre sério risco de grande desgaste relativamente aos servidores públicos em todo o país em ano eleitoral. O cerco contra eles é total, nesse…

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O golpe a favor dos direitos humanos
Nacionalismo socialista nascido no quartel
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Crise capitalista destroi direitos humanos
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5 dias atrás

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Capitalismo estatal mais perto do socialismo
Capitalismo estatal-social distancia do fali…
7 dias atrás

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Cuba se rende ao capitalismo estatal petista
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8 dias atrás

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Gestão neoliberal no capitalismo estatal
Coalizão presidencial entra em crise na gestã…
9 dias atrás

A determinação da presidenta Dilma Rousseff de realizar um governo eminentemente técnico, colocando para escanteio o governo político, que reflete as correlações de forças político-partidárias, capazes de sustentar a governabilidade…

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O Brasil engarrafado
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11 dias atrás

Não falta gente astuta neste mundo. A última de uns espertalhões americanos foi lançar uma “interessante” campanha publicitária para uma marca de pinga chamada Cabana Cachaça ($15). Bom, até aí…

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PIB brasileiro: gigante com pés de barro
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12 dias atrás

As históricas manipulações dos números têm feito com que a população se engane com o proclamado avanço da riqueza nacional, como se ela fosse amplamente democratizada e não abocanhada por…

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Conspiração golpista contra Morales

Categoria: (Política) por Cesar Fonseca em 09-09-2008

As reações políticas separatistas na Bolívia, expressas na resistência dos terratenientes de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija, Chuquisaca entre outras cidades importantes do sul do país rico em se submeterem ao poder central de La Paz estão sendo fomentadas por conspiração internacional semelhante às praticadas pela CIA em diversos continentes. Não se deve esquecer o que aconteceu em 1973, no Chile, de Allende, vitimado pela conspiração anti-democrática, por trás da qual esteve a CIA.

Tenta-se criar crise de abastecimento, interrompendo a oferta de gás boliviano ao Brasil. Colocaria uma região como São Paulo, consumidora do produto, em situação de grande inquietação. Da mesma forma, Buenos Aires, que utiliza parte do gás, ficaria intranquila. Haveria pressões políticas sobre os governos brasileiros e argentino para engrossarem discursos contra tal situação, sinalizando tensões crescentes.

Trata-se de gerar instabilidade capaz de abalar governos que ameacem os capitalistas internos aliados aos capitalistas externos, profundamente, contrariados com o status quo indigenista boliviano sob comando do presidente eleito Evo Morales. Nem a reafirmação do poder dele por meio de plebiscito recente consegue deter a conspiração em marcha.

As forças conspiratórias na Bolívia jogam no separatismo porque em tal situação abre-se espaço para intronização, na América do Sul, de forças de paz internacional capitaneadas pela ONU, a exemplo do que já aconteceu em diversos países, como Kosovo, e como acontece, atualmente, no Iraque.

A América do Sul estaria envolvida, então, em guerra separatista, já que evento-tese política dessa natureza criaria antíteses, igualmente, políticas cujas consequências desestabilizadoras suscitariam intervenções externas convenientes aos interesses que estão sendo contrariados pelo poder boliviano nacionalista.

Os poderosos do sul resistem, basicamente, que seja transferido do sul para o norte, sob comando do poder em La Paz, a arrecadação dos impostos extraídos das riquezas do gás e do petróleo da região sul. Cobram royalties elevados e bloqueiam os canais de escoamento, tanto para o mercado interno como externo, na tentativa de gerar caos econômico financeiro. Morales tenta reformar o poder a partir de nova Constituição popular, mas as resistências às suas tentativas indicam que o seu poder está sob intenso perigo. A corda pode romper, gerando tensões sul-americanas crescentes, que seriam capitalizadas pelos que interessam na divisão política continental.


Ambiente contaminado pela crise mundial

No contexto em que os países ricos estão sendo abalados pela bancarrota financeira, ao mesmo tempo em que buscam influir no destino da riqueza poderosa do petróleo que está se ampliando na América do Sul, uma guerra separatista aumentaria a confusão adequada para suscitar paixões que desatariam em violência, quando mais vão ficando sombrias as perspectivas das forças liberais envoltas no fracasso econômico neoliberal na Europa e nos Estados Unidos.

Estaria criado ambiente que permitiria divisão territoral na Bolívia, bem ao gosto dos interesses  dos defensores de maior intervenção direta sobre as riquezas sulamericanas, como está sendo feito no Iraque.

Destaque-se que o Iraque, sob Saddam Hussein, caiu na armadilha dos interesses poderosos do petróelo que buscaram e conseguiram apossar das reservas iraquianas.

Os Estados Unidos estimularam Saddam a invadir o Kuwait, para em seguida se voltarem contra o mesmo Saddam, invadindo o Iraque. Vale dizer, Saddam caiu na armadilha de Tio Sam.

Algo nesse sentido, foi tentado na Bolívia, depois que Evo Morales se elegeu e passou a agir com base na sua plataforma política nacionalista, a partir da nacionalização das reservas de petróleo e gás boliviano.

As multinacionais do petróleo, cuja história na afirmação do negócio de exploração do ouro negro está manchada de sangue, não aceitaram , inteiramente, a soberania econômica afirmada por Morales.

A Petrobrás, que atua como multinacional na Bolívia, levantou controvérsias no Brasil relativamente à necessidade de resistência á ação nacionalista de Evo Morales, em termos quase belicosos.

Os tucanos, por exemplo, pregaram mobilização de tropas, para defender os interesses da Petrobrás, cujo monopólio foi, na Era tucana-FHC, rompido, para permtir ampliação dos interesses externos, ou seja, das próprias empresas multinacionais do petróleo, dentro da empresa outrora 100% estatal.  Pressões nesse sentido sobre o presidente Lula se avolumaram.

Armadilha da guerra

Era, exatamente, isso que os Estados Unidos e Europa desejariam, ou seja, a criação de uma tensão guerreira na América do Sul. Dividir para governar. Haveria um racha entre os sul-americanos.

Hugo Chavez, presidente da Bolívia, diante dessa possibilidade, acusou, na ocasião, disposição de ajudar Morales, caso mobilizações de tropas brasileiras fossem posicionadas na fronteira Brasil-Bolívia.

Haveria reação de Chavez , mobilizando tropas para fortalecer Morales, mediante discurso politicamente radical, de acusação, principalmente, ao presidente dos Estados Unidos, W. Bush.

Estaria formado o campo ideal para o separatismo e a guerra. Lula, naquele momento, poticamente, cautelo, contornou o perigo e não caiu na armadilha.

Agora, novamente, as forças derrotadas nas eleições resistem em aceitar que o poder nacional sob comando de Morales dê destino aos recursos arrecadados com o gás e o petróleo extraído em regiões dominadas pelas forças internas aliadas às forças econômicas externas, tanto americanas quanto européias.

As armadilhas estão sendo montadas e sua predisposição é para produzir radicalismos. Os interesses poderosos de Santa Cruz, que sempre colocaram a mão no dinheiro da arrecadação, resistem, bravamente, à utilização do dinheiro pelo governo para dar destino ao mesmo objetivando prioridades polítcas alternativas, como a de apostar em políticas sociais.

Resistência à distribuição da renda nacional

Crescem, extraordinariamente, as resistências à  opção política preferencial para incrementar programas sociais na Bolívia, como ocorre no Brasil sob orientação semelhante, produzindo maior volume de consumo interno, incrementando a economia boliviana com melhor perfil de distribuição da renda nacional, algo adequado à reprodução do próprio capital que se rebela contra Morales.

O fato concreto é que o separatismo visa bloquear a melhor distribuição da renda nacional. A fim de conseguir isso, a conspiração precisa ganhar força, para, se preciso for, ameaçar a democracia e derrubar o governo democraticamente eleito. Essa é uma tradição boliviana, onde o poder ligado à extração das riquezas minerais marca a histórica do país com sangue, suor e lágrimas.

As forças democráticas sul-americanas poderão ser obrigadas a agir, urgentemente, em torno da Organização dos Estados Americanas(OEA) e da União das Nações Sul Americanas(UNASUL), no momento em que bafejam ventos positivos de união continental, depois que Brasil e Argentina deram pontapé inicial à criação da moeda sul-americana, por meio da dispensa do dólar na relação comercial entre os dois países, abrindo espaço à valorização de suas respectivas moedas.

Logo, logo o peso e o real, unidos, tenderão à valorização, pois o lastro deles é a riqueza real sul-americana disponível, alvo de cobiça internacional, em processo de sobrevalorização em meio à bancarrota financeira que sobredesvaloriza o dólar em termos globais, sinalizando fugas espetaculares de investidores da moeda americana, ameçada de sofrer uma corrida especulativa, dada a desconfiança do mercado em sua saúde.

Nasce moeda sul-americana

Categoria: (Política) por Cesar Fonseca em 09-09-2008

O germe da moeda sul-americana nasceu nessa segunda feira histórica em que os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, decidiram que o comércio entre os dois países, a partir de outubro, dispense o dólar.

Será realizado mediante troca de moedas dos dois países. O método, disseram, se entenderá, num segundo momento, para os demais integrantes do Mercosul, Uruguai e Paraguai. Influenciaria decisões nesse sentido aos demais países que, também, estão se filiando ao bloco comercial, Chile, Bolívia e Venezuela. Estará, na prática, intensificando-se, dialeticamente, integrando tanto o Mercosul como a Comunidade Andina. Estaria, portanto, cimentada a base da União Sul-Americana – Unasul – , para lançamento da moeda comum sul-americana. Depois, parlamento sul-americano, banco central sul-americano, forças armadas sul-americana, tribunal sulmericano. segurança sul-americana….

Os bancos centrais do Brasil e da Argentina providenciarão medidas de ajustamento nas relações das duas instituições, para coordenar as relações monetárias brasileiro-argentinas. Logo, naturalmente, as economias de ambos os países estarão se transformando numa só economia, trabalhando em conjunto no plano fiscal e monetário, para promover o sistema econômico bi-nacional. Uma potencia sul-americana global.

Trata-se de prática que disseminará comportamentos fiscais, monetários e creditícios no âmbito das duas economias integradas, sinalizando o futuro da integração efetiva da economia continental.  Caminha-se, portanto, para intensa relação direta que se traduzirá em remoção de velhos conceitos econômicos protecionistas.

O jogo da globalização, como destaca o economista Márcio Porchman, estabelece grandes grupos econômicos superiores aos estados nacionais, que se transformarem em reféns deles. A organização sobre-estatal, no plano dos blocos econômicos, coordenados por estados nacionais, torna-se necessidade como preservação do próprio Estado nacional que, sob o keynesianimso, vai se apodrecendo, de tantas de dívidas. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. A união sul-americana, cercada de riquezas por todos os lados, sob cobiça universal, vai se impondo como imperativo categório. Como comprova o plano de defesa continental que já está sendo discutido mediante visão geoestratégica da América do Sul, no cenário global, como condição de nova rica do mundo. Possui a riqueza real e não a riqueza fictícia, que está sumindo na bancarrota financeira neoliberal.

América do Sul no pré-sal

Ao mesmo tempo, o presidente Lula, no auge da euforia com a descoberta trilhonária das reservas de petróleo do pré-sal, destacou a necessidade de a Argentina participar, diretamente, do esforço brasileiro de explorar as jazidas de petróleo na costa que estão a seis mil metros de profundidade. Jogo binacional.

O propósito é o de criar infra-estrutura produtiva em torno da exploração petrolífera cujo resultado será agregação de valor industrial, traduzido em refinarias, petroquímicas e derivados industriais desse processo de industrialização ligado ao petróleo.

Se o capital argentino entra no negócio do pré-sal, por que os capitais do Uruguai, do Paraguai, da Bolívia, do Chile, da Venezuela, da Colômbia, enfim, dos 13 países sul-americanos não farão também? É o jogo da integração em marcha. A riqueza sul-americana dá a base material da integração, que já se realiza por intermédio de diversas obras de infra-estrutura em curso. O jogo se inverteu. A América do Sul está de bola cheia.

A visita de Cristina Kirchner ao país na semana da pátria entra para a história da relação Brasil-Argentina por ter dado pontapé inicial na unificação das moedas dos dois países para efeitos comerciais, abrindo espaço para uma nova realidade monetária sul-americana, no momento em que a economia mundial vive os estertores de grave crise monetária decorrente da bancarrota financeira produzida pela implosão do setor imobiliário dos Estados Unidos, espraindo destruição de riquezas na Europa e no Sudesde Asiático.

A estatização bancária nos Estados Unidos, tomada, inicialmente, em relação aos dois maiores bancos imobiliários, demonstra novo curso aos acontecimentos capitalistas, dado que a orientação do mercado está fracassando, colocando em risco a economia mais poderosa do mundo.

Novo contexto internacional

Tal situação dramática, potencializando a crise global, acelerada pelo empoçamento do crédito, devido às desconfianças dos bancos em emprestar em ambiente de falências dos mutuários, em face da queda dos preços dos ativos imobiliários, abre espaço para desorganizações monetárias nas relações de troca internacionais. Os efeitos de tais solavancos, como demonstra a história, balançam instituições, pois afetam o humor da população que é dominada pelo sentimento de perda do seu poder de compra, induzindo-o à ira política. O neoliberalismo jamais voltará a ganhar eleições, depois da crise bancária.

Nesse ambiente, as matérias primas essenciais, escassas, tendem a aumentar de preços, no contexto em que a moeda de troca referencial, o dólar, enfraquece-se, sofrendo deterioração cambial crescente. Ao mesmo tempo, os países industrializados têm seus produtos desvalorizados, no cenário global, graças à concorrência, impulsionada pelo desenvolvimento científico e tecnológico.

Tendem a inverter-se as deteriorações nas relações de trocas. O câmbio deixa de ser arma poderosa contra as mercadorias, que se transformam em poderosas armas contra o câmbio, fragilizado pelo excesso de moeda americana na praça, desvalorizando seu poder de compra e impondo, consequentemente, inflação mundial, que induz os governos ricos a baixarem os juros, promovendo a eutania do rentista.

Não estaria afastada possibilidade de emergência internacional capaz de levar os bancos centrais à discussão sobre necessidade de novo modelo monetário global, caso a crise se aprofunde e coloque em xeque a capacidade do tesouro americano continuar emitindo moeda para salvar o sistema financeiro da bancarrota neoliberal em curso. O neoliberalismo, como proposta econômica, perde utilidde. Nega a regra número um de Keynes: “Tudo que é útil, é verdadeiro. Se deixa de ser útil, deixa de ser verdade”.

O lançamento de nova modalidade nas relações de troca entre Brasil e Argentina que escanteia o dólar demonstra que se caminha para a moeda sul-americana? O lastro para garantir ela, pelo menos, já está dado nas riquezas potenciais continentais, bombando no cenário internacional, dando maior visibilidade ao continente sul-americano no plano global.

A bancarrota financeira global que reduz o poder relativo dos ricos em relação aos pobres que podem vir a ser mais ricos do que os que agora temem o fantasma da pobreza somente ajudará a dar novo colorido político ao nacionalismo sul-americano, anunciado por Cristina Kirchner e Lula da Silva. Pode representar plataforma política contra os efeitos destrutivos que poderão advir da crise bancária cuja duração ninguém prever, pois estão todos assombrados.