Olhar conservador decadente

Colaborador do conservador New York Times, Krugmam finge de morto. Não sabe como tocar o assunto dialeticamente. Se fosse fundo no mesmo, teria que mostrar as entranhas do poder americano apodrecido, ou seja, sua moeda, que vai deixando de ser referência internacional, para dar lugar àquilo que Keynes propôs, um sistema monetário baseado no Bankor, expressão prática de uma cesta de moedas internacionais.

Somente essa nova estrutura monetária daria segurança suficiente aos produtores de matérias primas para evitar especulações com os preços delas, como ocorre com os minérios e o petróleo, levando suas cotações às alturas, gerando pressões inflacionárias incontroláveis. Sem referência numa moeda saudável, o petróleo e o minérios se autotransformam em moeda, em poder monetário irresistível.

Os empresários, em geral, vêem essa evidência com muito mais clareza do que os economistas. Mas, na economia monetária, os empresários, racionais, deixaram de ser referência principal da grande mídia. Esse papel passou a ser representado pelos irracionais, economistas dominados pelo pensamento abstrato, mecanicista, funcionários de elite dos bancos que faturam horrores com a dívida pública interna deslastreados dos governos, propulsora de pressões inflacionárias nos diversos países no compasso da derrocada do poder monetário americano.

As próximas eleições no mundo capitalista desenvolvido, certamente, serão pautadas pela instabilidade do dólar. Como destacou Lenin, são as desorganizações monetárias que podem fortalecer o pensamento socialista internacional. Por isso, apostava nelas.

Krugmam, com certeza, teme a previsão leninista, pois sua materialização representaria fim do poderio imperial americano no mundo e perda da alavanca do pensamento alienado que domina a grande mídia ancorada no fetichismo monetário.