Investidor foge e coloca em risco 2º mandato de Bolsonaro

Em cerimônia discreta, Roberto Campos toma posse como presidente ...

Fuga de capital

Os capitalistas internacionais, em meio à pandemia da Covic, querem, agora, exercitar governança interna sobre o dinheiro que colocam no Brasil. Afinal, não estão confiando na governança do presidente Bolsonaro/Guedes. Isso ficou claro na reunião do dia 22, conforme depoimento do presidente do Banco Central, Campos Neto. Não acreditam os homens do capital na possibilidade de ter retorno sobre o que jogam aqui dentro. Dizem, como destaca Neto, que o dinheiro é canalizado para prefeituras e governos estaduais, onde vira fumaça. Não se tem, portanto, segurança quanto às afirmações do ministro Paulo Guedes de que poderá levantar, fácil, fácil, cerca de 500 bilhões de dólares para tocar infraestrutura nacional e, assim, garantir, como disse ele, a reeleição do presidente Bolsonaro. Se depender desse dinheiro para garantir segundo mandato, será difícil. O jeito vai ser ou não dar mais crédito a ala nacionalista que defende a proposta do general Braga, com o Plano Pró Brasil?

 

INVESTIDOR FOGE DE PAULO GUEDES OU DO GENERAL BRAGA NETO? A gente vai entendendo, didaticamente, que Paulo Guedes é,…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, May 27, 2020

Brasil ficará do lado derrotado?

Opção desastrosa

A fatídica reunião do dia 22 de abril, que repercutiu no cenário internacional, demonstrou racha do governo Bolsonaro, na economia, na política, na diplomacia e, sobretudo, na geopolítica global.
A preferência bolsonarista por Washington, o fato oculto da reunião, censurado pelo medo governamental de se expor, tentando desdenhar a China, demonstra opção pelo equívoco e pelo despreparo.
Isso ocorre no momento mais intenso da diplomacia global, em que Trump, temeroso de perder a eleição, engrossa discurso contra a China, tentando culpá-la pela emergência inesperada do Codiv-19, contra o qual foi pego de calça curta.
O império de Tio Sam, frente ao seu maior concorrente, levou tiro certeiro.
Evidenciou seu despreparo, para encarar com responsabilidade o inimigo desconhecido, perigoso e letal.
Arrogância e presunção desastradas.
A pandemia deixou tudo mais claro relativamente à incapacidade americana frente ao modo de agir chinês.
O Brasil, que deixou de lado a soberania nacional, para subordinar-se a Tio Sam, agiu da mesma forma, arrogantemente, infantilmente.
Agora, nem entrar nos Estados Unidos, podem os brasileiros, rechaçados por Trump, para não piorar as coisas por lá.
Os dois, Trump e Bolsonaro, são, hoje, considerados os relapsos do mundo.
Vergonha.
Hegemonia americana em debacle
Tá na cara, ou melhor, tá nos números, a superioridade chinesa frente aos americanos no enfrentamento da Covid-19.
No embate contra o coronavírus, mais de 100 mil já morreram nos Estados Unidos.
Já, na China, perto de 5 mil tombaram.
Levando em consideração a população chinesa, muito maior que a americana, trata-se de derrota fragorosa, tipo aqueles 7 x 1 dos alemães no Mineirão, em 2014.
A competência dos chineses de atuarem preventiva e amplamente diante da tempestade virótica, controlando-a e saindo dela, na medida do possível, dando visibilidade ao mundo da eficácia de sua ação, diz tudo.
A leitura que a humanidade faz é a de que a China está muito mais estruturada econômica e sanitariamente do que os Estados Unidos.
Representa vitória material e moral.
Os chineses, com isso, estão vendendo mais confiança ao mundo, enquanto adota diplomacia da cooperação sanitária, ao lado de Cuba e Rússia, ganhando aplausos aonde chegam.
Acabou a supremacia de Tio Sam. 

Aposta no mercado interno

Depois do crash capitalista de 2008, a China vem dando um banho.
Deixou de comprar títulos da dívida americana, na proporção em que vinha fazendo, até então, para faturar e ampliar seu poder, apostando no fantástico mercado interno chinês.
Isso significa que o modelo econômico chinês distribui melhor a renda do que o modelo americano.
É o que aliás se vê em plena pandemia.
Faltam, nos Estados Unidos, respiradores para o povo enfrentar a Covid-19, para só dizer isso, sem falar na estrutura hospitalar americana, incapaz de atender a população.
Afinal, a prioridade não é a população, mas o lucro dos investidores no mercado da saúde, o que extrapola para todos os demais setores.
O famoso way of life americano, que ficou famoso no pós segunda guerra, é coisa do passado.
Mais de 50 milhões de americanos estão na linha da pobreza.
Tio Sam priorizou guerras, esqueceu de priorizar saúde. Quando vem, agora, a pandemia, o desastre fica explícito. 

Domínio incontestável

Soma-se, portanto, duas vantagens comparativas: os chineses detêm mais de 4 trilhões de dólares em reservas, que balizam a saúde da moeda americana, para o bem e para o mal, a depender de Pequim, e o fortalecimento do mercado interno chinês .
Este vira o termômetro da nova potência, que bate sua concorrente no mercado internacional, por deter maior poder competitivo.
Trump está demonstrando a fraqueza de Washington ao tentar falar grosso, como se estivesse de bola cheia e não, como a que está em seu poder, murcha.
Cão que ladra demais não morte, como destaca o ditado popular.
Supremacia no campo nuclear não resolve, porque os chineses, também, têm bombas atômicas.
E a estratégia de saída econômica pela Eurásia, como nova fronteira do desenvolvimento global, está sob controle chinês.
A falência americana pode ser medida pela incapacidade de Washington de brecar navio do Irã, aliado da China, que levou combustível para Venezuela, numa ação cooperativa internacional.
O cão ladrou, ladrou, ladrou, mas não mordeu.
Fato.
Tio Sam, como mostra a realidade afetada pelo coronavírus, não é aquela brastemp.
Os sobrinhos dele estão de cabeça baixa.
A fase pós-coronavírus demonstrará o óbvio já à vista: a nova divisão internacional do trabalho, sob mando chinês.
E o Brasil, nessa, vai ficar ao lado do derrotado?
https://br.sputniknews.com/sputnik_explica/2020052115606406-por-que-as-relacoes-entre-eua-e-china-atingiram-ponto-tao-baixo-/

Coronavírus enfraquece Guedes e fortalece Braga

General passa 'cola' a ministros durante entrevista

Mudança de rumo

O essencial da reunião do dia 22 de abril, que ameaça o presidente Bolsonaro de impeachment, não é a controvérsia sobre se ele decidiu ou não interferir na PF/RJ para salvar seus filhos de investigações sobre crimes e corrupção, mas o debate sobre o Plano Pró Brasil.

Capitaneado general Braga Neto, ministro da Casa Civil, o plano representa alternativa de Estado à proposta ultraneoliberal de Paulo Guedes de não-Estado como fator dinâmico do desenvolvimento nacional, de agora em diante, para enfrentar o novo coronavírus, cuja duração é incógnita.

A mídia preferiu ficar na parte escatológica e horrível da reunião entre presidente e seus ministros, quando cobras e lagartos foram soltos dando a dimensão moral baixíssima do governo do capitão presidente.

Ele quis ou não interferir na polícia federal do Rio?

Dizer que faltou prova material nas gravações liberadas pelo ministro Celso Mello, do STF, para incriminar o presidente e seus filhos, é jogo de verdade e mentira, sujeito às interpretações abstratas.

Tudo isso vai dar pano prá manga que refletirá na disputa eleitoral em 2020, se não houver, por conta da pandemia, adiamento da eleição municipal, o que alterará ou não o calendário da sucessão de 2022.

Especulações estão abertas, mesmo, porque não se sabe a duração dela, se ela veio para ficar ou se será passageira etc.

O fato central é que a reunião ocorreu não por conta dessa discussão sobre a interferência ou não do presidente na PF carioca, denunciada por Sérgio Moro.

Foi convocada por outra razão fundamental que não se está discutindo.

O ministro da Casa Civil, General Braga Neto, como diz no início do encontro histórico, convocou todos para discutir o Pró Brasil, estratégia de desenvolvimento econômico e social, para enfrentar o Covid-19 e suas consequências.

Plano de Estado para nova Geopolítica 

Não se trata, como ele disse, de plano de governo, mas de plano de Estado.

Governança estatal, para enfrentar, no novo cenário de incertezas, a geopolítica global, dividida pelas duas maiores potências econômicas da atualidade: China e Estados Unidos.

É aí que a porca torce o rabo.

O governo está dividido sobre que caminho geopolítico seguir.

Está amarrado, ideologicamente, aos Estados Unidos, que não oferecem, hoje, garantias de comércio ao Brasil, enquanto a China se transformou no seu maior parceiro comercial.

E aí, que caminho seguir?

Enquanto subordinado ideológica e economicamente a Washington, o governo toca, sob comando de  Guedes, política econômica ultraneoliberal, que visa reduzir tamanho do Estado, para combater o vírus, mas, de jeito nenhum, pode abrir mão do parceiro chinês, do qual fala mal.

Como o setor privado não dá conta da nova tarefa de alavancar economia brasileira, está nascendo, para tentar resolver a parada o Plano Pró Brasil.

Guedes bufa, mas tem que engolir manobras do general, que tomou o nome do programa do ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, com amplo apoio do ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional.

Braga apresentou o esboço do trabalho e adiantou suas fases de desdobramento, nos próximos meses.

Quer acelerá-lo, porque entende que ao ser apresentado ao país, brevemente, a sociedade exigirá resultados em face das incertezas emergentes.

Como plano de Estado, porém, a estratégia nacionalista do general entrou em choque com a do ministro da Fazenda, o ultraneoliberal Paulo Guedes, que advoga o fim do Estado.

Este, em suas palavras, acabou.

Deixou de ser instrumento válido para buscar investimentos privados externos.

Virou espantalho, dado seu elevado déficit público, decorrente de excesso de gastos, nos últimos 30 anos.

Verdade ou mentira?

Estado x Iniciativa Privada

Somente investidores privados, segundo Guedes, teriam condições de investir alto na infraestrutura, na mineração, na energia elétrica, no petróleo, no sistema financeiro, na saúde, educação etc, substituindo o Estado falido graças ao endividamento excessivo.

Destacou que, junto ao setor privado,  se poderia levantar, no curto prazo, 500 bilhões de dólares, R$ 2,5 trilhões, pelo câmbio atual, desde que sejam concluídas as reformas estruturais, no Congresso.

O Estado, hoje, não teria fôlego, diz ele, de levantar, sequer, R$ 50 bilhões.

Tornar o ambiente de negócios favorável, abrir conta de capital, sistema tributário adequado às demandas do investidor, manter teto de gastos para evitar expansão da demanda estatal etc, são as exigências fundamental do mercado, para voltar ao Brasil.

Ao lado das outras reformas liberais já encaminhadas, como a da Previdência e a trabalhista, que reduziram, drasticamente, o custo de contratação e manutenção do trabalho, favorecendo o capital, Guedes prevê enxurrada de investimentos.

Insiste em destacar que o Brasil vai surpreender o mundo.

Mas, aí, entrou em cena o desastre do coronavírus, e bagunçou o coreto do ministro.

Com a economia vindo já, antes do corona, com pneu baixo, quase furado, produzindo PIB na casa dos 1%, tendente a zero, em meio à tendência deflacionária, tudo mudou.

Se já estava ocorrendo divisões dentro do governo sobre a política neoliberal, embora ela tenha reduzido a taxa de juros e diminuído inflação, graças à bancarrota do mercado, com o corona, o racha se ampliou.

Tal emergência exigiu mais gastos que pularam para mais de R$ 350 bilhões.

Ao lado do orçamento geral da União, tornou-se necessário criar orçamento paralelo extraordinário, para tentar socorrer trabalhadores, empresas e governos estaduais e municipais em colapso.

Nesse cenário, a terapia Guedes, que se mostrava inconsistente, desabou.

Surgiu, então o Pró Brasil do general Braga.

Marinho alerta contra dogmas

O ministro Marinho, aliado de Braga, destacou que o momento é outro, requer mentes abertas e não mentes dogmáticas, neoliberais, lançando indiretas a Guedes.

Todos os países do mundo, frisou, mudaram de rumo, diante das previsões catastrofistas do FMI, anunciando queda do PIB mundial na casa dos 3% e do Brasil, 5%, algo inédito.

Já há previsões piores, ainda mais pessimistas, desde a realização da fatídica reunião de 22 de abril, que veem o PIB brasileiro caindo mais de 10% etc.

Frente a essa catástrofe, quem virá para o Brasil cumprir o sonho de Guedes, de atrair 500 bilhões de dólares, com a economia mundial parada?

Sua pregação pelas reformas, pelas privatizações, com defesa de vender essa “porra do Banco do Brasil”, e, agora, pelo congelamento, por dois anos, dos salários dos servidores, de remédio virou veneno.

Corroborou a pregação do ministro Rogério Marinho a declaração do presidente do Banco Central, Campos Neto, que reconheceu estarem os investidores sem apetite para enfrentar riscos, salvo se o governo bancar prejuízos.

Neto chegou a dizer que a exigência externa por garantias leva à pregação dos investidores por governança externa, na medida em que descreem da governança interna.

O pavor externo diante da situação chega ao ponto, admitiu, de o mercado estar sem nenhum apetite para emprestar ao governo federal para salvar governos estaduais e municipais.

A percepção, lá fora, acrescentou, é a de que se trata de jogar dinheiro fora quando se empresta para prefeitos e governadores.

Ficou mais difícil, depois dessa, acreditar em Paulo Guedes.

Socorro estatal urgente

Marinho defendeu investimento público emergencial de R$ 600 bilhões, via endividamento público extraordinário, para reconstrução nacional.

A estratégia de Guedes, mantida na fase pós coronavírus, quando a situação estará muito pior, disse o ministro do Desenvolvimento Regional, não resolve, porque a resposta do setor privado estará muito fraca e vai demorar para se firmar.

A mortandade das empresas é fato incontestável.

Campos Neto falou de um passado pré-coronavírus, que se pode considerar remoto.

A queda da taxa de juros de longo prazo, de 20%, e a de curto, de 14%, para 6%, depois de 2016, em diante, destacou, resultou da fixação do teto de gastos e, na sequência, da aprovação da reforma da Previdência.

O mercado financeiro acreditou que, com tais mudanças, estariam sob controle os gastos do governo.

Mas, agora, a situação, com o corona, mudou, radicalmente, razão pela qual, na sua percepção, será preciso o governo cobrir os riscos que os investidores se negam a bancar.

E agora?

O Pró Brasil vai salvar os investidores externos ou cuidar do desenvolvimento interno como estratégia de Estado?

Restou a Guedes, para tentar ganhar os generais, que mandam no governo, levantar a bandeira de arregimentarem 1 milhão de jovens, ao custo de R$ 200, cada um, para atenuar a marginalização social explosiva que vem por aí.

Certamente, o Plano Pró Brasil abraçará essa bandeira com todo o gosto, para rechaçar a que Guedes levanta de salvar as grandes empresas e matar as micro e pequenas.

Nos próximos meses, portanto, brilhará mais a estrela de Braga que a de Guedes, quanto mais a porca torcer o rabo.

Abra o olho, general!

Miopia bolsonarista

Os generais influentes dentro do governo Bolsonaro, como Braga Neto, ministro da Casa Civil, estão todos no bolso ideológico de Paulo Guedes e seu ultraneoliberalismo, que ninguém sério no mundo segue por ser totalmente inadequado e ineficaz para enfrentar a nova realidade global de combinação de crise capitalista com novo coronavírus, paralisando geral a economia.
Braga Neto, com suas admoestações descabidas, prevendo o caos, se as atividades econômicas não forem ativadas, deveria ver o que os países capitalistas estão fazendo.
Não acreditam mais na receita de Paulo Guedes, que é, simplesmente, suicida, pois paralisa, em vez de ativar a economia.
Atacar o novo coronavírus com terapia neoliberal, com austeridade fiscal, é puro economicídio.
Em vez de ajudar, prejudica, porque anula a principal arma que os governos dispõem para enfrentar o inimigo desconhecido, perigoso e letal.
Braga precisaria ouvir o “comunista” Larry Summers, brilhante economista ex-assessor do governo Obama, que destrói, hoje, no Valor Econômico, a tese de Guedes, que Bolsonaro engole, acriticamente, ao antagonizar saúde e distanciamento social em relação à paralisa econômica produzida pela pandemia.

EQUIVOCADO

Está na cara, sr. general, que o problema não é, nesse momento, nem a economia, nem a saúde, mas a pandemia. Cuidar, separadamente, uma da outra, é não entender as causas do problema e tentar atacá-lo a partir das consequências.
O próprio general lançou outro dia um esboço de programa econômico de viés nacionalista oposto ao de Paulo Guedes completamente entreguista, cuja essência é a destruição do Estado nacional como agente desenvolvimentista.
Não é, portanto, o isolamento o problema que poderá trazer o caos.
É a anulação da arma contra o vírus, o Estado, com sua capacidade de desempenhar papel social fundamental, de modo a garantir o isolamento, garantindo sua convivência com a economia, certamente, numa base precária, diante da nova conjuntura.
Não há, como diz o economista André Lara Resende, restrição à capacidade do Estado de gastar, para sustentar a demanda global.
E esse gasto, agora, é o de garantir o consumo dos trabalhadores com a permanência deles em casa, mediante expansão fiscal, como sugere Summers.

A RECEITA É OUTRA, GENERAL

O economista americano destaca que não se trata mais de manejar política monetária, mas política fiscal, entendeu General?
O salário que o Estado vai bancar, abandonando austeridade fiscal, para que o trabalhador se proteja do coronavírus, será gasto e, consequentemente, transformado em receita tributária, com a qual o governo cobrirá despesas orçamentárias.
Evidentemente, em razão da nova realidade, isso se dará em bases mais restritas, é certo, mas conforme uma proporção adequada às circunstâncias extraordinárias que a situação impõe.
Se, nessa conjuntura extraordinária, o general assina em baixo do que Paulo Guedes está fazendo, simplesmente, ajudará aprofundar a desestruturação do Estado, ou seja, a arma sem a qual o coronavírus irá destruir tanto a economia como o consumidor.
Abra o olho, general.
O Estado neoliberal de Guedes é maléfico para o produtor e o consumidor, assim como a cloroquina é para os cardíacos, que podem morrer, se obedecerem, cegamente, o presidente Bolsonaro.

https://www.correiobraziliense.com.br/…/ministro-pais-pode-…

https://valor.globo.com/…/para-ex-secretario-do-tesouro-dos…