Economicídio neoliberal de Guedes agita junta militar

 

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Desmonte do estado nacional

O nervosismo com a crise econômica é o dado novo na economia política bolsonariana. O plano econômico ultraneoliberal de Paulo Guedes eleva a temperatura social e abre expectativas de instabilidade; a junta militar que da as cartas no governo Bolsonaro arregimenta as forças da guarda nacional, para enfrentar tarefas diversas, se a agitação política tomar conta dos grandes centros; estados e municípios falidos, grandes centros tomados pelo desemprego e Congresso agitado com o desmonte do sistema de seguridade social, que divide a própria base do governo, dão um tom dramático no ambiente convulsionado pelo desemprego em massa e aumento da miséria e concentração da renda sem limites, por uma estrutura produtiva e ocupacional, totalmente, dominada pela especulação financeira incontrolável. As expectativas são as mais preocupantes possíveis, criando ambiente capaz de desatar anarquias, se ampliar o desastre econômico instalado pela política econômica ultraneoliberal, que leva ao desmonte do estado nacional.

 

ARROCHO NEOLIBERAL DE GUEDES PÕE POLÍCIA NA RUAO desemprego em massa, o arrocho salarial, a destruição de programas e…

Posted by Cesar Fonseca on Wednesday, April 17, 2019

Bolsonaro põe direita em xeque e favorece reeleição

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Guinada à esquerda

A esquerda ficou, agora, numa sinuca de bico; a direita lançou mão da prática adotada por ela, para tocar a economia, como está sendo o caso do reajuste de preço dos combustíveis; Bolsonaro resolveu barrar aumento do diesel e da gasolina acima da inflação, como fazia Dilma, como fez Lula; que diz a esquerda, agora, diante desse fenômeno, em que a direita vira esquerda, para não se lascar com a população, cuja saúde financeira, na recessão e no desemprego, não suporta mais a exploração, que vem sendo imposta pela Petrobrás dominada pelos ultraneoliberais?

Populismo de direita ou de esquerda?

Engraçado; quando o governo adota posição que favorece a população, é populista; mas, quando atende interesse dos capitalistas, é racional, sintoniza-se com o mercado, etc e tal.

O reajuste nos preços dos combustíveis é bastante didático e marca guinada do governo de direita: se o presidente voltar atrás para atender os ultraneoliberais de Paulo Guedes, entra em desgraça popular; se insistir que o preço dos combustíveis deve ser reajustado pela inflação e não pelo dólar bombeia sua reeleição, da qual já se fala.

A política entrou em cena na economia: o trabalhador ganha seu salário em real, mas é obrigado a pagar gasolina e diesel em dólar, pois seus preços são calculados pela variação da moeda americana e do petróleo no mercado internacional, sujeito a todo o tipo de especulação.

Por que os salários, também, não são reajustados pelo mesmo critério: sobem o dólar e petróleo, sobe, também, o salário, para manter sua paridade de compra?

Arrocho salarial

Taxam Bolsonaro de populista, porque reagiu contra o aumento de 5,7% do diesel, enquanto a inflação, nesse ano(janeiro/março), está em 1,5% e em 12 meses, 4,8%; numa só pancada, a Petrobrás, orientada não pelo seu sócio majoritário, o governo, ou seja, o povo que o elegeu, mas pelo seu sócio minoritário, o setor privado, puxou a cotação bem acima da inflação; com isso, arrocha salários dos consumidores assalariados.

Em 3 meses, já foram reajustados os preços do diesel em 15% e a gasolina em 21,7%; os salários, reajustados pela inflação, em 1,5%, perderam 20% para os preços da gasolina, reajustados em 21,5%; já, para o diesel, a perda foi de 13,5%.

Quem está pressionando a inflação: os salários que correm atrás, bem atrás, dos preços dos combustíveis, ou a política da Petrobrás, sintonizada com o mercado internacional?

A estatal, na mão do interesse privado, dolariza a inflação travestida de real.

Bolsonaro, contra os neoliberais, defendeu o interesse público.

Ataque ao capital

Essa desproporção(público versus privado) se espalha na formação dos preços em geral, impondo prejuízo ao trabalho e privilégio ao capital; o salário mínimo, por exemplo, está, desde o golpe neoliberal de 2016, na vigência da reforma trabalhista, desvinculado da inflação; predomina o negociado no lugar do legislado; o trabalhador entra com o pescoço, o capitalista, com a faca afiada.

Igualmente, o preço mais importante da economia, o do dinheiro, o juro, é comandado pela mesma filosofia; o juro básico, Selic, que reajusta a dívida pública, pelos banqueiros, está em 6,5% contra inflação de 1,5%, de janeiro a março; já os juros do cartão de crédito estão na estratosfera, na casa dos 300%.

Outro absurdo: de seis em seis meses, regularmente, os capitalistas correm a pedir ao governo perdão de impostos, porque a economia, parada, diante da desproporcionalidade entre preços e salários, impõe insuficiência generalizada de consumo; sem demanda, o capital descola da produção e vai para bolsa ganhar na especulação.

Os empresários, com suas contas fiscais deterioradas, pedem refinanciamento de tributos(Refis); estão viciados nisso; são bilhões e bilhões de reais perdoados; isso é ou não populismo?

Cogita-se, nesse momento, de novos perdões, para agricultores, que alcançam R$ 300 bilhões; tenta-se, dessa forma, aliviá-los e atraí-los para apoiar o desmonte do sistema de seguridade social, cujas consequências serão mais insuficiência de consumo, pois os mais pobres serão os mais prejudicados, trabalhando mais e recebendo menos, conforme proposta governamental.

Concentração de renda permanente

Os industriais, da mesma forma, são premiados por Refis continuados; livram-se de cargas tributárias diretas e indiretas; enquanto isso, os trabalhadores suportam sistema tributário regressivo, expresso na cobrança exagerada de impostos sobre os produtos que mais consomem; já, os capitalistas sonegam, não pagam impostos sobre lucros e dividendos, nem são afetados em suas fortunas, sempre livres do leão da receita federal etc.

Pratica-se ou não, dessa forma, descarado populismo para favorecer os de cima contra os de baixo?

As benesses aos capitalistas garantem a taxa elevada de lucro deles; há 35 anos, desde o Plano Real, baixado em 1994 pelos tucanos, o BC fixa a taxa de juros acima do crescimento da economia; tremenda transferência de riqueza dos mais pobres assalariados para os mais ricos rentistas.

O BC é o grande agente populista para os capitalistas

Nova macroeconomia

Tal política monetária, porém, não vigora mais nos países capitalistas desenvolvidos, depois do crash de 2008; governos cronicamente endividados não suportam mais juros positivos, sob pena de o capitalismo implodir; por isso foi aos ares a teoria furada de que inflação decorre de excesso de demanda, a exigir juros altos para combate-la.

O excessivo endividamento governamental, produzido para transferir renda aos capitalistas requer, agora, juro zero ou negativo, senão, implode.

Eis a nova macroeconomia, que está dando as cartas na luta política dos democratas americanos, para enfrentar Trump nas eleições de 2020.

A jogada, agora, é ampliar a oferta monetária, mas manter juro na casa dos zero ou negativo, para evitar implosão hiperinflacionária via estouro de dívidas; o populismo financeiro visa salvar os credores do governo dando-lhes mais dinheiro, porém, sem juro positivo.

Ninguém segue mais a receita neoliberal; só no Brasil, terra da desigualdade social; os economistas criadores do real, como Lara Resende, fazem mea culpa.

Passaram a falar que a inflação é produzida pelo juro alto, que, ao impactar dívida pública, inviabiliza o capitalismo, se a elite financeira continuar praticando juro acima do crescimento da economia.

Está, portanto, em xeque o populismo financeiro bancado pelo estado, para privilegiar ricos; estes não têm moral nenhuma para acusarem o populismo de Bolsonaro para evitar arrocho salarial mediante aumento de combustível acima da inflação.

O REI ESTÁ NU

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SÃO OS JUROS, ESTÚPIDO

Depois que um dos papas do Plano Real, André Lara Resende, denunciou, no Valor Econômico, que a taxa de juros, fixada pelo Banco Central acima do crescimento da economia, é a grande causa da inflação e, portanto, do desajuste das contas públicas, caiu por terra o argumento segundo o qual esse desajuste é produzido por gastos sociais; não é não; mea culpa tucana; os juros sobre juros impactam a dívida, na prática do anatocismo criminoso, reconhecido pelo STF; os gastos financeiros são incomensuravelmente maior que os gastos não-financeiros; a disparidade é gritante.

 

MASSACRE CONTRA POVO

Vejamos o orçamento federal executado(pago) em 2018 = R$ 2,621 trilhões, elaborado pela Auditoria Cidadã da Divida, comandada por Maria Lúcia Fattorelli; desse total, R$ 1,065 trilhão decorrem de gastos com juros e amortizações, 40,66%; olha a Previdência: 24,48%; transferências aos estados e municípios, 9,82%, e por aí vai, como demonstram os dados abaixo, numa escalada descendente de despesas não-financeiras em comparação às financeiras; com um detalhe:os 40,66% que a bancocracia especulativa abocanha, não produzem nenhuma contrapartida em matéria de desenvolvimento, emprego, renda, consumo, produção, arrecadação e investimento; é grana que escorre pelo ralo e não volta mais, para a circulação capitalista; sai do circuito da produção e fica na pura especulação.

INVERSÃO DE PRIORIDADES

Já os restantes R$ 1,56 trilhão servem para atender todos os demais setores produtivos e sociais; trata-se de renda disponível para o consumo, que puxa a demanda global; a distorção é visível e monstruosa; desde o Plano Real, a taxa de juros vem comendo as pernas do povo brasileiro, deixando a economia cada vez mais improdutiva, agora, com 13,1 milhões de desempregados; 30 milhões de desocupados; 60 milhões de inadimplentes; esses 60 milhões, claro, estão comprando tudo à vista, porque está com crédito cortado; é essa gente que sustenta o colosso Brasil.

FUGINDO DO ASSUNTO

Desmontar a Previdência, ancorada no pacto social de gerações, estado, capital e trabalho, produzindo solidariedade e social democracia, gerada a partir da Constituição de 1988, para dar lugar ao regime de capitalização é fuga da realidade; é crime de lesa pátria; depois de descapitalizar a sociedade, pela prática de juros fixados acima do crescimento da economia, há 35 anos, os credores da dívida, que dominam o Banco Central e ditam essa política monetária antinacionalista, entreguista, querem dar o bote no que resta: a seguridade social – assistência, saúde e previdência, modelo exemplar de distribuição de renda, que segura a economia; sem ela, virá a desorganização social, o caos; afinal, pelo regime de capitalização, o estado deixa de contribuir, no ambiente da dieta desestatizante neoliberal; do mesmo modo, os empresários, também, ficam livre da contribuição; receberão, de mão beijada, 20 anos de isenção, em nome da redução dos custos de contratação de mão de obra, ao lado do que já está impondo a contrarreforma trabalhista, que determina o negociado sobre o legislado.

PAREDON

O capital entra com a faca afiada e o trabalhador com o pescoço liso, tendo o estado como assistente do massacre; está mais do que claro que a política monetária fixada pelo BC, comandado pelos banqueiros, é a grande algoz do povo; os governos endividados dos países capitalistas desenvolvidos, depois da crise do crash de 2008, jogaram na lata de lixo a teoria econômica neoliberal, segundo a qual a inflação decorre de excesso de demanda; praticam o contrário: ampliam a oferta de dinheiro na circulação capitalista e deixa o juro cair a zero ou negativo; do contrário, o endividamento público implode; não ocorreu o que os teóricos neoliberais alertaram; estouro inflacionário, se mais dinheiro encharcasse o meio circulante; por isso, Lara Resende está dizendo que o juro é o grande culpado; qualquer empresário já sabe disso há muito tempo; apenas, os economistas regiamente pagos pelos bancos, para mentir ao povo, inventa coisas; os BCs, em geral, estão em outra, conscientes de que juro positivo, no ambiente de superendividamento estatal, detona sistema capitalista; no Brasil, porém, vigora a jabuticaba tupiniquim, para servir de paraíso especulativo a uma elite financeira parasita; se vier uma revolução para valer, vai para o paredon.

FHC apoia militares e isola Bolsonaro e PT

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Articulação tucana

 
Os lances políticos de FHC são desconcertantes, mas não deixam dúvidas.
Nos EUA, apoiou Mourão, depois de considerar Bolsonaro pior do que pensava.
Ao mesmo tempo, isola o PT, equidistante entre o confronto entre o presidente e seu vice, pelo menos, aparentemente.
Os petistas alimentam ainda desconfiança e preconceito contra os verdes oliva, embora Lula e Dilma, em 2005 e 2007, tenham aprovado, no Congresso, a maior reivindicação dos militares brasileiros: Plano Nacional de Defesa(PND) e a Estratégia de Defesa Nacional(EDN).
Trata-se de velha reivindicação das Forças Armadas, desde Getúlio Vargas, em favor da opção pela defesa, como proposta de industrialização, para fortalecer soberania nacional, incrementando cadeias produtivas, ensino profissional e ocupação do território, hoje vazio, devido opção de desenvolvimento primário exportador colonialista, levado adiante por burguesia antinacional.
Até agora o PT não se pronunciou diante da polaridade Bolsonaro-Mourão, preferindo uma ausência caracterizada de descompromisso com as forças governistas em confronto, ao mesmo tempo em que não formula plano paralelo e alternativo ao explícito programa entreguista tocado pelo ultraneoliberal Paulo Guedes.
 

Pro-americanismo explícito

 
O racha Bolsonaro-Mourão se aprofunda frente às claras posições antinacionalistas bolsonarianas.
O presidente está cada vez mais pro-americano, incomodando a burguesia nacional, abalada pela recessão, desemprego e instabilidade, cujas consequências, diante do Plano Guedes, são destruição do mercado interno, obrigando-as a optar, cada vez mais, para o mercado financeiro especulativo, como alternativa à reprodução de capital, que deixou de se realizar na produção.
Os capitalistas tupiniquins ganham dinheiro na especulação, mas suas empresas se desvalorizam diante da recessão, tornando-se alvos fáceis ao capital externo, que vem aí com muita fome, favorecido pela promessa de abertura radical de Paulo Guedes.
Preocupação ainda maior da burguesia refere-se ao agronegócio, quanto mais Bolsonaro se posiciona, favoravelmente, a Israel, enquanto desdenha do mercado consumidor dos alimentos brasileiros no Oriente Médio. 
Já Mourão faz o contrapolo.
Está contra invasão da Venezuela e aliança cega a Israel-EUA, prejudicial aos produtores rurais, preocupados, nesse momento, com possibilidade de os árabes deixarem o mercado brasileiro, para comprar mais dos indianos e dos franceses, que se colocam como alternativa para vender frango para eles.
Piorou tudo para a burguesia agrária nacional declarações de Bolsonaro de que Irã e Palestina não são importantes para Brasil.
Imagina!
O presidente brasileiro escarra no mercado consumidor nacional.
Ao mesmo tempo, provoca a Venezuela e avança na desnacionalização da Amazônia.
Joga abertamente com Trump contra interesse das classes empresariais.
 

PT dorme no ponto

 
O PT, diante dessa polaridade, cada vez mais intensa dentro do governo, prefere situar-se como oposição genérica, sem focar nas divisões que deixam a burguesia em polvorosa.
Sua postura está influenciada pela necessidade de radicalizar-se contrariamente ao desmonte da Previdência, de modo a sintonizar-se, estreitamente, com a população, cuja posição, nas pesquisas de opinião, é de ataque a Bolsonaro e a Paulo Guedes, o ultraneoliberal, maior interessado no desmonte da seguridade social brasileira, para favorecer os credores da dívida pública.
FHC percebeu o vácuo e fez o lance.
Isola Bolsonaro e PT e cacifa os tucanos, apoiando Mourão.
Nessa, fica em posição vantajosa diante dos militares e dos chineses(Brics), aliados da Venezuela.
Sobretudo, fica bem com a burguesia nacional, preocupada em preservar o mercado dos árabes, sob ataque das declarações economicamente suicidas de Bolsonaro.
FHC joga, abertamente, com os verdes oliva, colocando cunha entre eles e Bolsonaro, que considera inadequado aos interesses nacionais, ameaçando a sobrevivência do setor econômico nacional responsável por 34% do PIB.

Verdadeira âncora da governabilidade desenvolvimentista

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Aposta na defesa nacional

 
Em 100 dias, a âncora do presidente Bolsonaro não foi Guedes nem Moro, como propagaram os neoliberais e os fundamentalistas bolsonarianos; os projetos de ambos naufragam no Congresso por falta de harmonização e articulação política; afinal, não somam, dividem a nação, dadas suas linhas essenciais que favorecem, apenas, os mais ricos; sendo assim, deixaram, no ambiente democrático, de ser a segurança do governo.
Quem pode guarnecer a estratégia desenvolvimentista?; pelo que se vê, na nova realpolitik, são eles, os verde-olivas; mas cadê o projeto deles?; esqueceram que ele já existe, mas que está, ainda, na gaveta?; tratam-se do Plano Nacional de Defesa(PND) e da Estratégia de Defesa Nacional(EDN), aprovados, respectivamente, em 2005 e 2007, nos governos Lula e Dilma, com apoio amplo, tanto das Forças Armadas como, principalmente, do Congresso; configuram, em essência, na proposta de união nacional cívico-militar; neles está a linha básica do desenvolvimento nacionalista, que foca na indústria de defesa, ao lado da Petrobrás e Eletrobras, como locomotivas da industrialização brasileira e formação profissional da juventude.
Priorizam, essencialmente, a cibernética, para dotar o Exército da inteligência necessária à proteção do território nacional; nos submarinhos atômicos, para dotar a Marinha de força capaz de proteger o pré sal, nas 200 milhas marítimas, e nas bases de foguetes, para exploração aéreo espacial, capaz de defender as fronteiras; as cadeias produtivas que se projetam a partir do PND e da EDN viabilizam a integração e soberania nacional; são, fundamentalmente, as propulsoras da produtividade econômica exponencial, determinadas, principalmente, a ocupar o espaço nacional, com o aumento populacional e educação de qualidade.
 

Loteamento da Lua 

 
Por enquanto, a miragem esquizofrênica neoliberal de Guedes vende lotes na lua; serve, apenas, para produzir o que se viu nos primeiros 100 dias de governo, ou seja, a confusão, a divisão e a falta de rumo; continuar no projeto Guedes, ditado pelos credores da dívida pública é fria; por uma razão simples: no comando do Banco Central, eles fixam a taxa de juros bem acima do crescimento da economia; os juros altos são bombeadores da inflação, da dívida e do desajuste fiscal; os países capitalistas desenvolvidos, depois do crash de 2008, jogaram essa política inconsequente na lata de lixo; afinal, ela destrói as forças produtivas, porque inviabiliza o governo, com sua prerrogativa de emitir moeda, como dinamizador do crescimento econômico; os juros, segundo essa estratégia, viraram inferno econômico, que os neoliberais querem fazer crer ser gerado pelo inexistente déficit da previdência, visto do ponto de vista da seguridade social, ancorada em receitas constitucionalmente asseguradas; o capitalismo, cercado pela dominância fiscal, não suporta mais juro positivo; os BCs jogaram fora a teoria neoliberal segundo a qual inflação decorre de excesso de consumo, a exigir juro para combater alta de preços, e partiram para o contrário: ampliou oferta de moeda e fixaram juro zero ou negativo, para salvar o próprio sistema capitalista; essa é a tônica eleitoral que já pauta a disputa eleitoral nos Estados Unidos, em 2020, na sucessão de Trump.
 

Economicídio

 
Os militares, embarcando na canoa de Guedes, inviabilizam-se eleitoralmente já na próxima eleição municipal, no próximo ano; afinal, com o neoliberalismo pauloguedeseano, serão obrigados a repetir o horror ditatorial de Pinochet, ídolo de Guedes; teriam que partir para a ditadura; a democracia não suporta a dose letal da destruição fiscal que a estratégia neoliberal impõe; a política econômica tupiniquim segue escalada economicida, antidemocrática; se querem ser a verdadeira âncora do desenvolvimento nacionalista brasileiro, para resgatar a história, limpando o passado ditatorial que imprimiram, entre 1964 e 1985, o caminho é outro: não seguir a orientação de Washington, interessada em tomar a América do Sul para usufruto exclusivo de Tio Sam.
 
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