Voto latino nos EUA barra invasão da Venezuela

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Ensaio geral de guerra sul-americana

O presidente Trump só pensa no segundo mandato, em 2020.
Não seria burro de invadir a Venezuela, se sequer tem apoio da população americana, muito menos, e principalmente, da população latina residente nos Estados Unidos.
São cerca de 13 milhões dos chamados hispânicos, correspondente a 10% do eleitorado.
O presidente americano já havia tido dificuldades em emplacar, no primeiro mandato, com seu discurso de expulsar 12 milhões de imigrantes.
Perdeu no voto popular, salvando-se na votação do colégio eleitoral, o jeito de fazer democracia de mentirinha na América.
Foi um auê, espantando votos latinos.
Aliás, está sendo um auê tentativa dele de construir o muro segregacionista na fronteira EUA-México.
O governo americano está parado por conta disso.
O Congresso fechou as portas para Trump.
Não aprova orçamento para a obra.
Perto de 1 milhão de funcionários públicos estão sem receber salários, com o shutdown.
Se forem para as ruas, o desgaste político do titular da Casa Branca se intensifica.
Os latinos poderiam engrossar essa mobilização popular, apoiando servidores.
Já pensou, no meio dessa confusão, mobilização governamental para invasão da Venezuela?
No momento, a população americana está de saco cheio de guerra.
A decisão trumpiana de retirar tropas da Síria, acabando com a guerra perdida, vergonhosamente, para a Rússia-Irã-Turquia, com apoio dissimulado da China, no Oriente Médio, é o fato político fundamental, a dar rumo ao império em suas novas investidas de guerra, ou não.
Os falcões guerreiros de Tio Sam, sempre de goela aberta a pedir mais orçamento para armas bélicas e espaciais, mantêm a temperatura política sul-americana pró Casa Branca, mobilizando lideranças direitistas aliadas, como se verificou, nessa semana, em Brasilia, com retórica guerreira Bolsonaro-Macri.
Mas, será que as populações argentina e brasileira estão de acordo com elas, em meio ao desgaste produzido pela terapia econômica neoliberal, responsável por desemprego em escalada nos dois países?

Volta do foquimo guerrilheiro?

O foquismo político revolucionário, na América Latina, voltaria ou não à tona, a exemplo do que aconteceu durante invasão fracassada de Cuba, em 1962, incendiando o panorama político continental?
As bases frágeis do neoliberalismo antipopular teriam fôlego para sustentar o rojão por muito tempo, se as populações latino-americanas se solidarizarem contra eventual invasão na Venezuela pelo império, desejoso de assaltar os venezuelanos, tomando sua principal riqueza, o petróleo?
A América do Sul se transformaria ou não numa imensa praça de guerra?
A indústria bélica e espacial, sempre na defesa de novas guerras, para justificar expansão orçamentária como motor da economia capitalista, está em plena ebulição nos EUA.
Está interessada em abrir novas frentes, para ter onde enviar as tropas, que retornam aos Estados Unidos, no rastro das derrotas, como acaba de acontecer na Síria e no Afeganistão.
Tempos quentes: o encontro Macri-Bolsonaro faz parte desse ensaio geral politicamente ensandecido.

 

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Ideia rompe grades, ganha ruas e orienta oposição

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Com uma frase genial, Lula, como ideia, que diz que é, escapuliu das grades, ganhou as ruas  e deu o discurso objetivo para a oposição lutar contra o fundamentalismo político bolsonariano.
Armar população com carteira de trabalho e livros é proposta para vencer a violência que Bolsanaro pensa combater com armas.
Lula se ancora na cultura, na história, no avanço civilizatório, na paz contra o discurso agressivo bolsonarista, que cria clima psicológico de guerra, mantendo população em estado de tensão e medo.
Contra essa paranoia guerreira agressiva, a carteira de trabalho.
A favor de Lula, a pesquisa da Datafolha: 75% da população discordam da liberação das armas.
Igual percentual, também, condena a reforma da previdência, tendo como ponta de lança a proposta de capitalização, um salto no escuro, como demonstra experiência fracassada dessa iniciativa, no Chile, implementada pelo ditador Augusto Pinochet.
Somente com ditadura o neoliberalismo previdenciário chinelo emplacou, mas, lá, já está a caminho outra alternativa à capitalização neoliberal, socialmente, excludente.
A palavra de ordem lulista organiza o movimento de resistência ao bolsonarismo.
Ela bate com a assertiva política segundo a qual a ideia quando assimilada pelas massas, ganha força material e se torna irresistível.
A qualidade de poucos, com visão de estadista, como denota essa frase lulista de resposta ao decreto de Bolsonaro, vira quantidade de muitos, contrários ao armamentismo.
Lula, preso político, soltou ideia que rompe a inércia e dá rumo à resistência dos trabalhadores às medidas bolsonaristas.
Ganha força a greve geral que já está sendo articulada pelas centrais sindicais, para rechaçar a previdência pauloguedeseana bolsonarista.
Na verdade, o foco de Bolsonaro é fuga ao assunto principal,
que interessa maioria da população: o combate efetivo ao desemprego.
Ao obscurantismo, que sugere pregação bolsonarista, Lula contrapõe os valores da liberdade e da cultura.
Maestria política.
Posição de estadista que coloca em movimento a oposição, goste ou não seus adversários.

Queiróz desmoraliza militares no poder

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Fuga para frente

O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, deve estar preocupado; afinal, os militares, que estão avalizando o governo Bolsonaro, só têm a perder, quanto mais a estória do Queiróz continuar escondida, sem esclarecimentos suficientemente convincentes.

O argumento de militares, no governo, de que não se trata de assunto do atual governo é válido, apenas, em parte, porque o fato é que a relação estreita entre os coadjuvantes – os bolsonaros e os Queiróz – joga merda para todos os lados.

O próprio presidente, na SBT, admitiu que Queiróz fazia rolo.

Ou seja, o cara não era de confiança, salvo para quem se beneficiava com seus negócios, mesmo, assim, mantendo-se, em relação a ele, desconfiança.

A declaração do presidente não deixa dúvida nesse sentido.

Ora, os militares, que cada dia mais se pronunciam com extroversão, o que não acontecia antes, dão argumentos de que vieram para moralizar.

Não representa moralização alguma o silencio de Queiróz.

Ele deixa rastros para todos os lados.

São inaceitáveis as artimanhas para não comparecer ao Ministério Púlbico, a fim de depor sobre as maracutaias que praticou.

Da mesma forma, prejudica a imagem do governo Bolsonaro a resistência do filho dele, senador Flávio Bolsonaro(PSL-RJ), em comparecer aos procuradores, dando desculpas esfarrapadas.

O novo parlamentar carioca toma posse moralmente baleado.

Trata-se de um amontoado de fatos graves que agride a inteligência da população, cada vez mais ligada nas redes sociais, dando palpite sobre tudo, especialmente, sobre o caso Queiróz, que vira piada nacional de mau gosto.

O general Cruz, em entrevista a Miriam Leitão, na Globonews, revelou-se incomodado com a situação e deixou clara necessidade de os esclarecimentos serem feitos com transparência.

Como não se incomodar, se a transparência, no caso, é a que está faltando?

Evidentemente, a fuga para frente do Queiróz e do seu ex-patrão, o agora senador Bolsonaro, só alimenta controvérsias, ironias, sarcasmos populares e descrença.

O novo senador paulista do PSL Major Olímpio, também, não tem mais palavras, sempre admitindo o desgaste inevitável.

Afinal, não foi para moralizar que o novo governo, recheado de militares, apareceu?

A mesma crítica, contundente, veio do candidato derrotado do PDT, Ciro Gomes, cobrando papel que os militares precisam, nesse episódio, desempenhar, dando exemplo de moralidade.

A demora na elucidação do caso vai colocando-o ao lado de escândalos dramáticos que não foram esclarecidos, ainda, como o assassinato de Marielle.

Na prática, Bolsonaro está dando sorte para o azar ao não atacar de frente o rumoroso caso.

Dessa forma, vai, crescentemente, perdendo autoridade, se não mata a cobra e mostra o pau.

Contribui, também, para desgaste dos militares no poder, a questão do nepotismo do vice presidente Hamilton Mourão de justificar o puxa-saquismo do novo presidente do Banco do Brasil em promover o filho Mourão Junior, para ganhar salário alto.

Soma-se ao acúmulo de desgastes, igualmente, a conversa mole repetida pelo chefe da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, dando ares de  normalidade à anormalidade evidente quanto apresentação de notas fiscais em série para justificativas de despesas, emitidas por empresa de amigo dele, na prestação de contas do seu gabinete.

Para culminar, tem-se o silêncio do ministro Sérgio Moro sobre os três casos que incomodam a sociedade e cria nela o espírito de desconfiança precoce no governo federal, manchando sua reputação moral.

Cadê o outrora todo poderoso juiz de Curitiba que fazia e acontecia para ir atrás da imoralidade pública como representante do judiciário?

Mudou sua percepção ao assumir o executivo da justiça nacional?

Promessa de transparência total

 

 

Queiroz desmoraliza Bolsonaro e favorece Renan no Senado

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Reação nordestina

O governo Bolsonaro pode ter pela frente um líder no Senado nordestino que se transformaria em carne de pescoço para ele.

Favorece o senador Renan Calheiros(PMDB-AL), candidato do PMDB, ao Senado, o escândalo Queiróz, que atinge fortemente o senador Flávio Bolsonaro(PSL-RJ).

Patrão do seu ex-motorista, assessor dele no gabinete, quando deputado, na Assembleia carioca, o novo senador sofreu forte desgaste político, nessa quinta, ao não comparecer ao Ministério Público para dar explicações das maracutaias praticadas por Queiróz.

Até as crianças estão brincando nas quadras de Brasília, imitando a piada do Queiróz.

Estaria em formação no inconsciente popular a imagem da mentira transformada em agente político?

A história super mal-contatada do Queiróz fere perigosamente reputação do governo Bolsonaro, do senador Bolsonaro e dos deputados Bolsonaro, no momento de disputa eleitoral interna no Congresso para indicar as lideranças do Legislativo na Era Bolsonariana.

Nesse rumoroso episódio, que fragiliza o filho senador do presidente da República, Renan avança em espaços que se ampliam com desprestígio antecipado do representante do PSL do Rio de janeiro; não convence ninguém a estória da carochinha do Queiróz, aumentando ceticismo e ironia popular.

Renan, nesse contexto, pontua imagem de independência do legislativo e, especialmente, representa a força nordestina no parlamento, acossada pelas ameaças revanchistas bolsonaristas do rescaldo da derrota eleitoral para o PMDB e PT, fortes no Nordeste lulista.

Bolsonaro se irritou com ausência dos governadores do Nordeste na sua posse e disse que não era presidente dos nordestinos; declaração de guerra; sem alicerce no Planalto, a esperança nordestina se volta para o Congresso, onde desponta o nordestino Renan.

Desastre ético e político

Sobretudo, na sucessão no Senado, fortalece Renan, apoiado pelos governadores do Nordeste, o desgaste político dos Bolsonaros; eles vão se transformando em reféns do Legislativo, por se desmoralizarem, precocemente, tornando-se exemplo ético a não ser seguido; o senador Bolsonaro está politicamente baleado antes de tomar posse.

Os próprios militares, fortíssimos no governo Bolsonaro, não engoliram a estória do Queiróz; restam-lhes dizer que não se trata de assunto do governo; porém, não tem como descartar os efeitos politicamente negativos que atingem duramente a imagem do novo presidente.

O executivo, com o episódio Queiróz, perdeu força para Congresso, na largada; o assunto, nas redes sociais, alvo especial para a família Bolsonaro, bombou, negativamente.

Pegou mal, para os interesses do presidente, a desmoralização precoce da imagem do governo; inversão da estória de Dorian Gray: o personagem já nasceu horrível em vez de se tornar horripilante apenas no final da sua jornada humana, como concebido por Oscar Wilde.

Desmouralização

Fragilizou, ainda mais, a imagem do bolsonarismo o comportamento do vice-presidente, general Hamilton Mourão, cujo filho recebeu promoção de puro puxa-saquismo no Banco do Brasil por parte do novo presidente indicado por Paulo Guedes; Mourão junior bombou seu salário de R$ 12 mil para R$ 36 mil, mais mordomias, com promoção para diretoria.

Mourão produziu neologismo popular: mouralizou o país.

Cinismo político explícito: ao considerar legítima a ascensão funcional do filho, como se a influência do vice-presidente não existisse no poder bolsonariano, o vice tenta fazer o povo de trouxa.

Intensificou-se, ainda mais, o desastre ético no poder bolsonariano o vazamento de informações de negociações do ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, em prestação de contas de gabinete parlamentar mediante notas fiscais em série extraídas por empresa particular de prestação de serviços, quando ele era deputado; já havia ocorrido o primeiro escorregão dele na admissão de ter agido ilegalmente na prática de caixa dois; mais essa… desastre.

Por fim, configurando governo de amigos, tem-se o comportamento passivo do ministro da justiça, o outrora temido juiz Sérgio Moro, que, até agora, deu às costas aos casos Queiróz, Onix e Mourão, como se não participasse do governo, justamente, para conduzir o novo poder na via da ética, da retidão e da transparência.

Por que Moro deixou de dizer a que veio até agora diante do escândalo Queiróz, do nepotismo de Mourão e das ilegalidades de Lorenzoni?

A ira popular já caiu em cima dele, em supermercado de Brasília, quando foi questionado sobre assunto.

Equilíbrio republicano

Esse emaranhado de fatos políticos desgastante do executivo favorece Renan, embora sobre ele pese acusações de corrupção etc; a desmouralização governamental torna ineficaz ataque moral ao senador alagoano.

Bolsonaro, portanto, pode colocar barbas de molho, no compasso do desgaste produzido pelo caso Queiróz: se Renan faturar, as reformas que Paulo Guedes quer passar com ampliação do poder do PSL no Congresso, podem ser barradas.

O super-poder bolsonariano no Executivo e no legislativo romperia equilíbrio clássico, check and balance do poder republicano burguês, dando lugar ao cesarismo político autoritário.

Com Legislativo capacho, dominado, na Câmara e no Senado pelo PSL bolsonarista, estaria criado o novo César da República Romana ditatorial.

As reformas passariam no berro de César dado no Planalto para abalar Congresso.

O escândalo Queiróz arrefece ímpeto bolsonarista cesarista rumo ao poder absoluto.

Essa circunstância política excepcional bombeia candidatura Renan.

Jornalismo fantasioso

Nos últimos quatro anos, o déficit previdenciário nos estados praticamente dobrou

FSP CULPA APOSENTADOS POR CRISE ESTADUAL E ESCONDE O PRINCIPAL: BOMBA FINANCEIRA PRODUZIDA PELA LEI KANDIR, CAUSA REAL DO DÉFICIT PÚBLICO

Quem quebrou os estados e municípios foi a Lei Kandir e não despesas previdenciárias, como a Folha de São Paulo tenta fazer crer, nessa segunda feira, dizendo que eles estão pagando aposentados com aumento do ICMS.
O fato é que as duas mais dinâmicas fontes de divisas nacionais, as exportações de produtos primários e semielaborados – ou seja, o agronegócio e a mineração – não recolhem um centavo de ICMS, mais importante tributo dos estados e municípios.
Faltam a eles, consequentemente, recursos para tocar desenvolvimento regional.
Isso vem acontecendo desde 1996, quando FHC, pressionado pelo Consenso de Washington, criou a LK.

POPULISMO CAMBIAL TUCANO

O objetivo fundamental dessa lei imperialista, no contexto do Plano Real, foi levantar moeda forte para cobrir déficit do balanço de pagamento decorrente de sobrevalorização cambial populista para vencer hiperinflação e ganhar eleição à custa de desemprego e desindustrialização.
No final do primeiro mandato(1998), FHC já estava fazendo água.
O FMI recomendou desvalorização.
O tucano segurou a recomendação, para faturar segundo mandato.
Ao final, em 2002, o barco virou, com inflação, desemprego e desindustrialização saindo pelo ladrão.
O PT, que deveria ter rompido com Lei Kandir, livrando os estados e municípios da canga neocolonial/imperial, expressa na lei ditada pelos credores da dívida pública, deixou o barco correr.
A Lei Kandir é pura armadilha contra industrialização regional.
Sem as receitas de ICMS, estados e municípios se transformaram em mendigos de chapéu na mão fazendo fila em Brasília, para levantar dinheiro.

CONGRESSO SEM AÇÃO

O Congresso, igualmente, não reagiu.
Em vez de suprimir a lei neocolonial, enveredou-se, por meio do Senado, em autorizar empréstimos externos, especialmente, do BID e BIRD, comandados pelos Estados Unidos, com aval da União, claro.
O pessoal do agronegócio e da mineração, com medo da supressão da Lei, pelo PT, pressionado por governadores e prefeitos, fortaleceu bancadas no legislativo que conseguiram constitucionaliza-la, via emenda constitucional.
Os petistas, no ambiente do governo de coalisão, dominado por PMDB e DEM, com apoio do PSDB, renderam-se à realpolitik, em vez de terem criado fonte orçamentária para subsidiar o agronegócio e os mineradores, livrando estados e municípios da sangria econômica e financeira, que inviabilizou desenvolvimento regional sustentável.
Tornou-se, praticamente, impossível reverter a situação, porque o PT jamais conseguiu reunir 308 votos, na Câmara, para viabilizar a economia regional, via supressão dessa lei colonial.

UNIÃO ROEU A CORDA

O trato inicial era o de que estados e municípios desonerariam as exportações de primários e semielaborados, deixando de receber receitas do ICMS, para obter compensações por parte da União.
Isso jamais aconteceu.
Pelo último levantamento do Banco Central e Conselho Nacional de Política Fazendára(Confaz), o saldo credor dos Estados, no período 1996-2014, era de R$ 168,044 bilhões.
O crédito total dos estados e municípios alcançava R$ 794,7 bilhões; a parcela de crédito referente aos municípios representava R$ 198,6 bilhões; a dos estados, R$ 596,076 bilhões, enquanto a dívida de estados e municípios para com a União alcançava R$ 603,507 bilhões.
O governo federal jamais liquidou o passivo acumulado.
O Supremo Tribunal Federal(STF) reconheceu a dívida da União, exigiu liquidação, ao longo de 2017 e 2018, mas o Congresso, pressionado pelas bancadas do agronegócio, apoiadas, abertamente, pela União, enrolaram o meio de campo, e o assunto está, até agora, pendente.
O governo Bolsonaro continuará o massacre sobre estados e municípios iniciado na era tucana e prolongado na era petista?

IMPASSE TOTAL

O PT, por meio do deputado Reginaldo Lopes(MG), propôs PEC 361/17, que extingue LK, cujas consequências são trágicas para a economia regional.
Desde 1996, os estados deixaram de arrecadar R$ 495 bilhões com a lei.
Os estados mais prejudicados são Rio Grande do Sul(R$ 45 bilhões); Minas Gerais(R$ 135 bilhões); Pará(R$ 27 bilhões) Rio de Janeiro (R$ 49,2 bilhões); MT(R$ 39 bilhões); MS(R$ 975 milhões); GO(R$ 3,4 bilhões) etc, segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de maio de 2018.
O assunto é explosivo.

BODE EXPIATÓRIO

A Folha de São Paulo, em vez de fazer jornalismo verdadeiro, cuida, apenas, da aparência do fato, sem mergulhar em sua essência.
Tenta fazer aposentado de bode expiatório.
O que fazem os aposentados com dinheiro no bolso?
Consomem; e ao consumirem, geram arrecadação para o governo, o que configura manipulação dizer que a previdência é deficitária.
CPI, no Senado, provou o contrário; o Sistema de Seguridade Social, composto por Saúde, Assistência Social e Previdência, conforme determina a Constituição, com respectivas fontes de receitas definidas, não é deficitário, mas superavitário.
Por isso, Bolsonaro está com pé atrás, em relação à radicalização de Paulo Guedes, interessado em sucatear o Sistema de Seguridade Social, para abrir espaço aos banqueiros, interessados em vender plano de saúde privada para 200 milhões de habitantes, detonando previdência, cuja bancarrota está sendo produzida pela recessão neoliberal, destruidora de receitas com avanço do desemprego crônico.

 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/01/aumento-de-icms-na-crise-foi-usado-para-pagar-aposentadoria-de-servidor.shtml