Bolsonaro copia Lula e prioriza Brics

Bolsonaro exalta identidade e potencial entre Brasil e Índia: ‘Vamos avançar e muito’

Amorim desbanca Araújo

O presidente Bolsonaro passou a copiar ipsis literi a política externa do presidente Lula, comandada pelo ex-chanceler, Celso Amorim; volta-se para os BRICs, que, até há pouco, estava criticando, incorrendo em erro comercial e geopolítico crasso; a miopia fundamentalista do chanceler Araújo isolou o Brasil do comércio e diplomacia internacional; foi preciso, agora, o ministro ultraliberal da economia, Paulo Guedes, romper a bolha diplomática fundamentalista, derrubando, na prática, o chanceler, que vira figura de decoração.

Araújo, trumpista de carteirinha, havia detonado o pragmatismo do Itamarati, que, com o protagonismo de Amorim, ganhara espaço internacional; em Davos, Guedes, na linha Lula-Amorim,  articulou com chineses, indianos e russos, neo-inserção brasileira nos BRICs, para tentar sair do perigo que o Brasil passou a enfrentar, com possibilidade de crise no balanço de pagamentos no comércio externo.

O ex-chanceler Rubens Ricúpero, em entrevista ao site Metrópoles, destacou que a cruzada medieval Bolsonaro/Araújo cometeu suicídios diplomáticos e econômicos; entrou em choque com os chineses, árabes, latino-americanos; indispôs-se, até, com africanos; o maior parceiro comercial brasileiro na América do Sul, Argentina, virou passivo político perigoso, graças à agressividade neoliberal bolsonarista, derrotada pelos hermanos, que mandaram Macri passear.

Bolsonaro passou a ser visto no continente como neo-fascista a serviço de Tio Trump; igualmente, os europeus, graças à subordinação canina de Bolsonaro/Araújo ao chefe da Casa Branca,  guerreiam o Brasil com sua política ambiental; questão amazônica aumentou riscos de suspensão de investimentos; caixão e vela preta para as contas externas; de 2018 para 2019, o saldo positivo externo caiu 20%.

Amigo da onça

Bolsonaro e Araújo, aparentemente, só se deram bem com Tio Trump, mas foram retribuídos, pelo amigo da onça, não com vantagens, mas com punições: sanções comerciais sobre o aço, açúcar e carne; ficou comprovado que, pragmaticamente, o Brasil não tem nada a ganhar com os americanos, mas com os asiáticos, com destaque aos chineses; por essa razão, embora eleja Lula inimigo do Brasil, “o maior corrupto do mundo” – quando os rumores de corrupção cercam o governo -, Bolsonaro passou a seguir a política lulista, na esfera geopolítica, para não ficar, apenas, nas mãos de Tio Trump.

O Brasil não tem nada a ganhar, de significativo, com acordo comercial EUA-China; ao contrário, trata-se de armadilha para os brasileiros; a obrigatoriedade dos chineses de importarem 200 bilhões de dólares dos Estados Unidos em 2 anos limita expansão do comercio externo brasileiro.

O mundo, com o acordo EUA-China, volta à regra da competição sem regra; a OMC, reguladora do comércio internacional, foi para o espaço, com o acerto multilateral das duas potências; não é à toa, portanto, que Paulo Guedes anunciou em Davos prioridade à Índia e China, mesmo estando o governo se aproximando da OCDE, cujos frutos, para o Brasil, são incógnita.

China, namora do mundo

Estados Unidos e Europa, dentro da OCDE, brigam entre si, para ver quem mais se aproxima, vantajosamente, da China; Tio Trump usou seu poder de fogo, para sair na frente da União Europa; mas do ponto de vista do Brasil, trata-se de negócio duvidoso; Tio Sam quer apertar pescoço do agronegócio tupiniquim; ao contrário, acertar com China, Índia e asiáticos em geral é para ontem; se não acelerar exportações, com câmbio competitivo – enquanto vigora, porque ninguém sabe se amanhã a conjuntura altera -, as contas externas brasileiras podem entrar em bancarrota.

No final de 2019, o sinal vermelho acendeu; Paulo Guedes teve que lançar mão de 44,7 bilhões de bilhões das reservas de 380 bilhões de dólares, herdadas de Lula e Dilma; não fosse isso, não fechava buraco de quase 40 bilhões de dólares, no balanço de pagamento; assim, China, Índia e Rússia – comércio e bomba atômica! – viram prioridade número um para política externa bolsonarista em 2020.

Bolsonaro, a contragosto, chega mais perto de Rússia e China do que dos Estados Unidos, rendendo-se à realidade que estava sendo traçada pelos governos petistas, interrompida pelo golpe neoliberal de 2016; o golpe dado pelos aliados do Império para agradar Tio Sam revelou-se prejudicial aos interesses estratégicos do Brasil; Paulo Guedes, em Davos, realinhou seu discurso com Pequim, Nova Delhi e Moscou.

O pai de santo Araújo perdeu espaço, no contexto da ideologia utilitarista anti-fudamentalista; tem que retomar os ensinamentos diplomáticos de Celso Amorim, Samuel Pinheiro Guimarães etc, artífices dos BRICs.

 

 

Bolsonaro se alia a Maia para esvaziar Moro

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Ciúme domina cena política

Bolsonaro tenta, mais uma vez, polarizar, politicamente, com Moro.

Dessa vez, esvazia o Ministério da Justiça com admissão de recriar Ministério da Segurança.

Por que?

Simples: é justamente a área de segurança que embala a popularidade de Moro, bombeando sua candidatura para 2022.

Nessa empreitada Bolsonaro se alia ao deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, empenhado, também, pelo mesmo objetivo, para atender demanda da classe política, estressada com o poder de Moro.

A identificação dele como homem da Lavajato, impulsionada por procuradores e polícia federal, aliados a ele, o fortalecem como o xerife nacional, devidamente, embalado pelo Rede Globo.

A classe média, por isso, transformou-se na sua principal base política.

Que acontecerá, se esvaziarem Moro?

Sairá fortalecido ou se enfraquecerá?

A burguesia financeira está de olho no popular ex-juiz da Lavajato.

Sente o cacife dele na classe média, e se entusiasma.

A Globo faz tudo por ele.

Quer sua candidatura.

Mancheteia-o, dia e noite, campeão da moralidade.

Pouco importa, para a classe média, que o adora, as evidências de que ele é quinta coluna do departamento de justiça dos Estados Unidos, na América Latina, como acontece com inúmeros outros magistrados latino-americanos, bem relacionados com Tio Sam.

Também, ela não dá credito algum às denúncias do Intercept Brasl de que participou, com Dallagnol, da armação para inviabilizar candidatura Lula em 2018.

Pelo contrário, ela o aplaude por ter acusado e inviabilizado o ex-presidente de disputar.

Moro x STF

Igualmente, a classe média, nas redes sociais, fecha com Moro na sua cruzada no STF contra o juiz de garantia, que viria para inviabilizar arbitrariedades de juízes de primeira instância, transformadas em condenação na segunda instância.

Tal estratégia foi sucesso para barrar Lula, demonizado por ela, na onda eleitoral anti-petista.

Nessa semana, Moro ficou mais forte, porque está no comando do STF seu aliado ministro Fux, que adiou sine die apreciação do juiz de garantias.

O prestígio elevado de Moro junto ao presidente em exercício do STF irritou o presidente capitão.

No contra-ataque, Bolsonaro tenta puxar tapete de Moro, na Segurança, onde vem fazendo e acontecendo.

Ali, multiplica seu prestígio popular, elogiado por prender figurões, mas acusado, também, de destruir ativos nacionais importantes, como as mais significativas empreiteiras nacionais, trabalho muito elogiado por Tio Sam.

Namoradinho dos militares

Os militares, por sua vez, estão de olho no ministro, porque, como homem de segurança, com prestígio popular, poderia ser a representação da direita civil perfeitamente compatível com a direita militar incomodada com os arroubos autoritários bolsonaristas, sinalizadores de propensões ditatoriais, incompatíveis com democracia.

Ressalte-se que o general Heleno, do GSI, elogiou a reação da sociedade contra manifestações nazi-fascistas bolsonaristas, na semana passada, que causaram comoção nacional.

Deu um claro puxão de orelha no capitão.

Bolsonaro se sente na corda bamba quanto mais Moro se sustenta, popularmente, como xerife da população, embalado pela Rede Globo.

O problema é que se esvaziar Moro, Bolsonaro antecipa o calendário eleitoral dentro das suas próprias forças, dividindo-as.

Guedes inviabiliza Frente Ampla anti-Bolsonaro

6.set.2019 - Ministro da Economia, Paulo Guedes - Mauro Pimentel/AFP

Empecilho ou triunfo neoliberal?

Essa semana esquentaram articulações entre o governador do Maranhão, Flávio Dino(PC do B) e os ex-presidentes Lula e FHC, tendo em vista Frente Ampla anti-bolsonarista, para disputar o poder, em 2022, possivelmente, contra Bolsonaro; o presidente já deixou claro que é candidato; nas redes sociais o assunto mobiliza a base bolsonarista etc.

Dizem que a Frente iria da direita passando pelo centro até chegar à esquerda; antigos adversários, em nome do combate ao nazi-fascismo, perfil político bolsonarista, apertariam as mãos?.

Essa possibilidade tem barreira pela frente: política ultraneoliberal de Paulo Guedes.

É aí que a porca torce o rabo; não há consenso; primeiro, a direita e o centro não estão nada distantes de Paulo Guedes; pelo contrário, fecham com ele, embora haja dissidências, como os antagonismos que estão surgindo dentro da Fiesp, que abriga a falida indústria nacional.

O que enoja a direita e o centro cheirosos são os arroubos toscos nazi-fascistas do presidente capitão; para ela, porém, a política econômica de Guedes está uma beleza; o titular do Planalto é suportável, porque fecha com os interesses dela, centro e direita.

Haveria aproximação de todos, esquerda, direita, centro, apenas, em torno da questão da aparência, o nazi-faci, e não da essência, o neoliberalismo socialmente excludente?

Essência e aparência

Paulo Guedes é o peão da discórdia que turva possibilidade de Frente Ampla, já que, dentro da Frente, direita e ultradireita estão com ele.

A esquerda e o centro-esquerda têm como premissa principal nova política econômica emergencial de combate ao desemprego, maior preocupação nacional.

As prioridades da esquerda e centro sociais democratas são a valorização dos salários, o fortalecimento dos programas sociais e a flexibilização dos gastos públicos, para alavancar setores sociais(saúde, segurança,  mobilidade urbanas, infraestrutura etc), que elevam renda disponível para o consumo.

Os empresários – direita e ultradireita – têm outras prioridades; do ponto de vista individual, egoísta, estão satisfeitos com Guedes/Bolsonaro; afinal, a reforma trabalhista aumenta seus lucros, graças redução dos custos de contração de mão de obra, com os salários sendo ditados pelo lassair faire.

Do ponto de vista do todo, da economia, eles se preocupam com redução do consumo, erodido pelo arrocho salarial; sem consumo, não há produção, arrecadação e investimentos; quem vai investir se falta consumidor?

As dificuldades para formação da Frente Ampla situam-se, portanto, na política econômica neoliberal que Guedes pratica, combinando, explosivamente, arrocho salarial e esvaziamento total do estado como agente econômico, por meio das empresas estatais, responsáveis, nos últimos 50 anos, por garantir demanda aos capitalistas do setor privado, com as encomendas governamentais.

Keynesianismo demonizado

A pregação keynesiana da esquerda e aliados bateria de frente com os que fecham com Guedes, inviabilizando, portanto, a Frente Ampla; para esquerda, mais gastos do governo, variáveis econômicas independentes, são as armas para elevar a eficiência marginal do capital, ou seja, os lucros dos empresários, a retomada da economia e política social distributiva de renda, como na Era PT.

Essencialmente, mais gastos públicos aumentam relativamente os preços, diminuem os salários, derrubam os juros e perdoam dívida contratada a prazo pelo governo, famílias e empresas; trata-se do momento, segundo Keynes, em que nasce o espírito animal empreendedor que leva os empresários aos investimentos.

Reduzir juros, apenas, não resolveria a estagnação econômica, porque eles são variáveis economicamente dependentes da variável maior, independente, que são os gastos estatais; sem eles, não emerge o silogismo capitalista: renda, consumo, produção, arrecadação e investimentos; quem iria investir, com juros baixos, se a produção ficará encalhada por falta de consumidor?

Paulo Guedes bombardeia a estratégia da esquerda com o argumento de que tem que acabar com o Estado como agente econômico, para liberar as forças do setor privado; só que em nenhum lugar do mundo capitalista, essa alternativa – o lassair faire – sobreviveu de forma independente, depois que entrou em colapso no crash de 1929.

Volta ao século 19

Guedes vai se revelando economista do século 19,  em que predominava, ainda, o capitalismo bisetorial , composto de, apenas, dois departamentos: o produtor de bens de consumo(D1) e o de bens de produção(D2), subordinados ao padrão ouro e ao equilibrismo orçamentário; essa estrutura produtiva e ocupacional, característica do capitalismo industrial, se transformou em relíquia bárbara depois do crash de 1929; desde então o sistema(D1 + D2) precisou do socorro de D3, gastos estatais; são eles o carro-chefe da demanda global estagnada pela sobreacumulação de capital, de um lado, e explosão da desigualdade social, de outro, característica do modelo D1 + D2.

Guedes quer detonar D3 para retornar à estrutura capitalista clássica dezenovecentista, que a histórica jogou no fundo do baú; vai dar certo o cadáver insepulto voltar ao útero materno?

Por essas e outras, a Frente Ampla, pregada pelo governador Flávio Dino(PC do B-MA), interlocutor desse assunto, nessa semana, junto a Lula e FHC, encontra dificuldade de se estruturar; Dino, potencial pré-candidato a enfrentar Bolsonaro em 2022, bombardearia Paulo Guedes?

O sucesso ou fracasso de Guedes depende da política econômica ultraneoliberal que comanda; se o PIB, nesse ano, repetir 2018, 2019 e 2020, ele vai para o sal; Frente Ampla contra ele teria futuro; mas Bolsonaro, diante de Frente Ampla forte, manteria Guedes no cargo, se seu interesse maior, a reeleição, estiver ameaçado? Ou racharia a Frente assumindo parte do programa dela, justamente, para esvaziá-la?

Nazi-fascismo uniria Frente de Todos?

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Em busca da Argentina

O racha do centro-esquerda em 2018 que elegeu Bolsonaro produziu campo fértil para a lavoura nazi-fascista que cresce como erva daninha quanto mais o desemprego se amplia e produz desespero na sociedade em ritmo de empobrecimento; na Argentina, los hermanos formaram Frente de Todos para dar um basta no macrismo neoliberal que já alimentava ervas daninhas fascistas por lá; por aqui, o modelo neoliberal demonstra não ser solução, mas problema; os espertos tentam separar nazi-fascismo de neoliberalismo; não existe, infelizmente, essa separação, mas uma unidade; neoliberalismo = nazi-fascismo, simplesmente; a inviabilidade eleitoral do nazi-faci se aprofunda quanto mais a economia não abre perspectiva sob modelo socialmente excludente, incapaz de criar expectativas, pois a sua sobrevivência requer extração cada vez maior e com mais violência da mais valia dos trabalhadores; está aí para intensificar a desgraça econômica, o arrocho violento que prenuncia a política salarial; sua meta é reajustar o salário mínimo abaixo da inflação, simplesmente, porque o mínimo foi jogado para o lassair faire; essa estratégia afeta todas as demais categorias; afinal, ele é base para reajuste delas; o subconsumismo, portanto, é o horizonte do neoliberalismo, que sinaliza o desastre social; a insuficiência crônica de consumo decorrente dessa estratégia é o roteiro para se chegar ao salário zero ou negativo na sua  expressão máxima do termo; bomba atômica social que produz fuga de capital. Só Frente com Todos, como aconteceu na Argentina, será capaz de barrar escalada rumo ao caos.

FRENTE DE TODOS NO BRASIL CONTRA NAZI-FASCISMO?Los hermanos superaram divergências dentro do peronismo para derrotar…

Posted by Cesar Fonseca on Tuesday, January 21, 2020

Latinoamerica, urgente!

 

Nazismo polariza bolsonarismo x lulismo

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Desagregação geral

Depois do tsunami nazi-fascista bolsonarista explícito, os aliados do presidente capitão voltarão mais divididos ainda para o Congresso que enfrentará eleição municipal 2020. Ampliarão as divergências dentro do PSL e a criação da Aliança Para o Brasil sofrerá constrangimentos; fato novo saiu do surto nazista, mundialmente, criticado dentro do governo Bolsonaro; ficou exposta sua vertente ditatorial, no momento em que a democracia pede ar para tocar eleições municipais; em contrapartida, a oposição busca se fortalecer com pregação de Lula, à TVT, de que o PT tem que ir para rua, aprofundar mobilização social, defender mais inclusão da maioria, mais industrialização, para vencer desigualdade social.

Bolsonaro se fragilizou extraordinariamente diante das reações enérgicas e fulminantes dos presidentes da Câmara e do Senado ao nazismo bolsonarista; o Jornal Nacional deitou e rolou; deu mais de 15 minutos ao aborto nazi-fascista e assustou a classe média, levando-a à reflexão política; a base de apoio do bolsonarismo, a classe média anti-petista, incensada pela Rede Globo, está com barbas de molho; assustou-se com excessiva intolerância do fascismo tupiniquim no plano cultural e se mostra favorável aos seus ídolos, os artistas que trabalham na Globo; a namoradinha do Brasil, Regina Duarte, terá força para amenizar essa desconfiança?

O crescente engajamento da categoria artística, diretamente, afetada pelo discurso nazi-fascista de Goebbels Alvim, tende seria apoiado pela classe média conservadora que passa a rever conceitos equivocados pelos quais fora arrastada pela polarização bolsonarismo x antipetismo?

Os congressistas voltarão ao parlamento de cabeça cheia; a oposição fortaleceu sua posição diante do escândalo político nazi-fasci-bolsonarista; a unanimidade das reações críticas aumentou o cacife oposicionista; a base governista, em contraposição, encontra-se rachada.

Militares divididos

Até os militares estão divididos; a declaração do general Heleno, do GSI, de elogio à reação anti-nazista da sociedade representa repreensão militar ao bolsonarismo, que perdeu as estribeiras; vozes políticas conservadoras, críticas do comportamento nazi-bolsonarista, no Congresso, já avisam que não dá para ganhar no grito; também, não dá para fazer do ex-ministro nazi Alvim bode expiatório; na véspera do seu discurso, fez live com Bolsonaro, que elogiou sua política anti-esquerdista goebbelsiana; o presidente capitão botou fogo no discurso nazi de Alvim; compactuou com opiniões dele.

O titular do Planalto clareou sua posição ultra-radical, criou controvérsia internacional, que contraria interesses dos seus aliados; chegou-se a um ponto de ruptura; a direita moderada, a esquerda e o centro, em todo o mundo, reagiram ao ultradireitismo bolsonarista; os efeitos políticos e econômicos negativos para os interesses nacionais se multiplicaram.

Em Davos, o Brasil está sendo louvado pelos empresários por abrir totalmente a economia, mas está batendo de frente com a humanidade por dois motivos:  o nazi-fascismo explícito, que ela repudia, e o neo-liberalismo fracassado, que as greves da França estão derrotando; se, por conta dessa orientação econômica que o mundo está deixando de lado, Bolsonaro já suspendera sua ida a Davos, com muito mais razão ele tem de fugir de lá, depois do aborto nazi-fascista Alvim-Geobbels; caso contrário, seria vaiado.

Sujou geral imagem internacional do Brasil; como estarão os militares diante desse fracasso político estrondoso do governo Bolsonaro, que eles estão apoiando para acelerar neoliberalismo, também, sob protestos globais em Davos?

Trump pula fora ou não?

Bolsonaro corre risco de perder apoio do seu principal parceiro, o presidente Trump; como o titular da Casa Branca apoiará o Hitler tropical, se as fontes de financiamento da sua campanha ao segundo mandato são da comunidade judaica? Bozo vira persona non grata a Tio Sam, no momento em que esquenta campanha eleitoral nos Estados Unidos e Trump enfrenta processo de impeachment no Senado; se contrariar os judeus, apoiando Bolsonaro, Trump compra sua morte à vista, sem prestações, diante dos republicanos financiados pelo dinheiro judaico.

A única saída capaz de tirar Bolsonaro do sufoco seria uma boa reação da economia no primeiro trimestre do ano; os prognósticos que alimentam expectativas não são animadores, para garantir retomada econômica sustentável; o nazi-fascismo bolsonarista anti-nacionalista, em meio à economia em banho maria, não favorece, por sua vez, os investimentos; a cotação do dólar em alta é o sinal de fuga de capital, que pressiona inflação, especialmente, de produtos alimentícios.

Salario regressivo, desastre

A política salarial regressiva, por fim, cria ambiente de restrição do consumo; o salário mínimo, base de reajuste salarial de todas as demais categorias, foi jogado para o lassair faire, com a reforma trabalhista; o poder de compra dos trabalhadores, portanto, cairá, aprofundando subconsumismo, queda de arrecadação, de investimento etc; as previsões do boletim Focus de que o PIB 2020 crescerá 2,3% estão sujeitas a chuvas e trovoadas, embaladas por torcida forçada do mercado financeiro, único que está se dando bem com a política de Paulo Guedes.

A reação da economia está mais sob a dependência da força natural humana de sair do marasmo para situação melhor do que de iniciativas econômicas pró-desenvolvimento.

Por isso, a sociedade, enganada pela narrativa neoliberal midiática, mostra-se propensa à pregação da retomada econômica; cercadas da desmoralização governamental do seu discurso nazi-fascista, as bases bolsonaristas voltarão ao Congresso de crista baixa; recorrerão, certamente, a polarização com anti-petismo da classe média, que, no entanto, está decepcionada com o discurso nazi.

Em decorrência do fiasco nazi-fascista, pode ganhar força a pregação petista de programa econômico de emergência para enfrentar o principal problema nacional, o desemprego, do qual Bolsonaro foge, lançando mão do radicalizamo nazi que deu com os burro nágua.