Bozo mentiroso desvia da Noruega para acertar Dória e Huck

Resultado de imagem para BOLSONARO, LULA, HUCK E DORIADesgaste da mentira

Para desviar a atenção do desgaste da mentira sobre matança de baleias na Noruega, Bolsonaro intensificou campanha eleitoral 2022, para espantar adversários interessados em faturar com seu desgaste.
Lula, seu maior adversário, subiu o tom do discurso na entrevista a Bob Fernandes, da TV.
Detonou Bozo e os generais.
Atacou a política econômica e denunciou traição à soberania pelo entreguismo do governo militarizado.
Mas, por enquanto, preso, a polaridade Lula está imobilizada, por golpes jurídicos e midiáticos.
O que mais preocupa Bolsonaro, nesse momento, são os que, à direita, no seu campo de dominação, querem tomar o seu lugar, como Huck e Dória.
Para eles, Bolsonaro tem como arma o presidente do BNDES, que vai soltando os podres dos dois para ele saborear com suas frases corrosivas.
Huck, alertou, o bicho vai te pegar.
Cuidado com os jatinhos!
Como se sabe, Huck tomou emprestado no BNDES para comprar um supersônico espetacular.
Também, Dória entrou nessa.
Os ricos não abrem mão do jatinho com dinheiro do FAT, do trabalhador, repassado ao BNDES.
 

Adeus, candidaturas

 
Flechados por Bolsonaro, Dória e Huck dão adeus as suas candidaturas à presidência em 2022.
Os dois, incentivados pela Rede Globo, que pintou cara para a guerra contra Bolzo, via JN, mostraram-se, excessivamente, excitados.
Pura ejaculação precoce.
Num discurso, no Espírito Santo, Huck arregaçou as manguinhas, dizendo que Bolsonaro não jogaria no seu time, sendo, portanto, descartada parceria etc.
Dória, estimulado pelo desgaste governamental com a Lavajato produzido pela Vazajato do Intercept achou que tinha horizonte largo pela frente.
Igualmente, desejam Bolzo à distância, para não serem contaminados pelo identitarismo fascista.
Jogaram seu jogo de pôquer.
Sifu.
Bolsonaro abateu-os no ar.
Portanto, podem estar, prematuramente, mortas as candidaturas presidenciais do governador de SP e do apresentador da Globo.
 

Balão furado

O presidente destemperado, para minimizar desgaste da mentira fake news que soltou contra a Noruega, furou o balão de ensaio do centro-direita.
Dória e Hulck tentaram esvaziar direita bolsonariana, com desgaste de Bolsonaro.
Os bolsonaristas direitistas radicais se tornaram alvo preferencial do centro-direita, a fim de aproveitar patente divisão entre eles.
Comprova-o o racha que expediu do PSL o deputado Frota.
PMDB, DEM e PSDB tentaram agir no vácuo, para tomar conta bolsonarismo neoliberal sem Bolsonaro, como quer o mercado financeiro.
Esperto, Bolsonaro reagiu antes.
Atuou como chefe de torcida dos 30% da parcela do eleitorado brasileiro, de linha fundamentalista, religiosa, fascista, que domina.
Radicalizou contra adversários prévios dentro do campo da direita, para continuar, sozinho, polarizando contra Lula, o adversário que lhe mete medo.
 
 
 
 
 
 

Cocô de Bolzo pode cair na cabeça de Guedes

– Guedes, tô achando que vou ter que te jogar no mar, meu camarada!

Olha a bosta, Guedes!

Alô, alô, Paulo Guedes, seu colega argentino, Nicolas Dujovnes, que segue sua mesma política, aliás, seguia, no governo Macri, na Argentina, dançou.
Disse que cumpriu seu dever direitinho, cortou gastos e segurou déficit mediante austeridade fiscal, receitada pelo FMI.
O essencial não deu certo: criar o ambiente econômico capaz de ganhar eleição. 
Receituário neoliberal não suporta teste das urnas.
Também, pudera, a essência das medidas neoliberais é derrubar empregos e espalhar fome e desigualdade social em nome do livre mercado.
Macri, nesse sábado, chamou, às pressas, Hernan Lacuna, comandante da economia de Buenos Aires.
Não fez nada de grandioso, senão obedecer, também, ao FMI.
Mas, a vantagem é que está menos desgastado do que Dujones, sacrificado, para tentar salvar Macri, na hora da morte.
Por aqui, em terra brazlies, Paulo Guedes, que segue o mesmo receituário do FMI, sem estar, ainda, no FMI, como está a Argentina, bota prá quebrar.
Sua política economicida só produz barbaridades: 13 milhões de desempregados, 30 milhões de desalentados/desocupados e 63 milhões de inadimplentes, dependurados no SPC.
As filas de trabalhadores se esticam pelas cidades do país afora.
Mais de 100 milhões de consumidores marginalizados pela terapia ultraneoliberal pauloguedeseana.
Nada mais anticapilitalista.
O ministro de Bolsonaro, homem do mercado financeiro, que acelera entrega das estatais ao capital estrangeiro na bacia das almas e promove deformas de interesse do mercado financeiro especulativo no Congresso, não está, como seu colega argentino, dando conta do recado: colocar a economia para funcionar.
Sua hora, também, está chegando.
Afinal, virou sinônimo de instabilidade geral.
Está na corda bamba.

Já, já Bozo joga cocô nele.

Coisa horrorosa

 

Bolsonaro mata Getúlio e ressuscita Dutra

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Economicídio neoliberal

Getúlio criou o estado nacional para os capitalistas e trabalhadores brasileiros.
Em “Minha razão de viver”, Samuel Wainer destaca que, se, de um lado, ele foi o pai dos pobres, com criação da legislação trabalhista, seguridade social, salário mínimo, sustentáculo para o consumo interno, sem o qual não se realiza industrialização, de outro, foi a mãe dos ricos, criando para eles o consumidor, sem o qual não há capitalismo, além de políticas macroeconômicas nacionalistas, de valorização do capital nacional.
A taxa de juros, com Getúlio, entre 1937-45, era, em média, 7% ao ano, depois que, com a revolução tenentista, mandou fazer auditoria da dívida.
Revelou-se, nesse trabalho patriótico, o quanto a banca estava roubando do povo, como acontece, hoje.
Colocado tudo em pratos limpos, depois da devassa, os custos operacionais do estado – o chamado custo Brasil, livre do sobrepeso do endividamento especulativo – desabaram.
Foi possível, então, com redução das despesas financeiras, cobrar juro barato para a produção e o consumo.
Quem ganhou?
Os capitalistas e os trabalhadores.

Torrando as reservas

Os banqueiros jamais perdoaram Gegê, embora não perdessem nada, apenas, deixaram de ganhar demais.
Rui Castro, em “A noite do meu bem”(Cia das Letras, 473 pgs), relata o chororô dos empresários, nas boates cariocas, em Copacabana, nos anos 1950, saudosos de Getúlio, depois que Dutra ganhou, com apoio de Vargas, a eleição.
Ao som do samba-canção do piano de Ribamar, no “Vogue”, acompanhando Dolores Duran, Doris Monteiro, Sylvinha Telles, Marisa, Maysa, Alayde Costa, entre outras maravilhosas cantoras; seguindo João Gilberto, no “Arpège”; Tom Jobim, no “Show Confidencial”; Dorival Caymim, em “Casablanca”; Johnny Alf Trio, no “Plaza Bar”; Bola Sete, no “Baccara” etc, os capitalistas lamentavam terem embarcados na canoa furada do desastre ultraneoliberal do general Dutra.
Burro de dar dó, Dutra jogou o jogo errado dos banqueiros, sobrevalorizando a moeda, para torrar as reservas acumuladas, importando bugigangas.
Os capitalistas perderam mercado para importações baratas, como aconteceu no tempo do real fernandino, com o populismo cambial eleitoral.
Quando as reservas acabaram, emergiram falências.
Que saudade do ditador nacionalista!
E tomem uísque falsificado, para abafar mágoas e tristezas!
Era o papo geral, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Blá, blá, blá

Mutatis mutantis, o que faz Bolsonaro, agora?
Repete Dutra, o ultraneoliberal, antecedente de FHC, cão de guarda de Washington.
Destrói as bases construídas por Getúlio, por meio do ultraneoliberalismo de Paulo Guedes.
Os empresários choram pelos cantos com a falta de consumidores.
Sem a valorização do salário mínimo, que atuava, com Lula e Dilma, a exemplo de Getúlio, em linha de transmissão bombeando consumo, o capitalismo tupiniquim está no chão.
Recessão técnica, admite o BC.
Bolzo embarca na de Guedes que se vender as empresas estatais quita dívidas e retoma o crescimento.
Blá, blá, blá neoliberal.
Age como aquele cara que sustenta a família com a renda do taxi e resolve vender o carro para liquidar os papagaios.
Fica sem o instrumento gerador de sua renda.
Acaba pedindo esmola.
É claro que a saída está na renegociação da dívida para se chegar aos juros baixos, como fez Gegê.
Primeiro, levantou as dívidas, checando o que era roubo e o que era verdade.
A Constituição brasileira jamais foi obedecida nesse particular, de discutir a cada cinco anos as bases do endividamento nacional, como destaca Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da dívida.

Nova revolução de 30

No capitalismo financeiro, em que a produção deixa de remunerar o capital na escala necessária à sua reprodução ampliada, a especulação com o endividamento do governo se transforma em autosustentação dos especuladores.
Ninguém trabalha, só especula, como se vê, agora, com a economia morrendo, mas o capital se reproduzindo, numa boa, obrigado.
A auditória, porém, requer revolução capitalista, como aconteceu com os tenentes, em 1930, comandados por Vargas.
Bolsonaro, versão Dutra, que está entregando, de graça, a máquina de fazer rapadura, deixa a família Brasil morrer de fome, ao cair no papo furado ultraneoliberal.
Segue a trilha do desastre que acaba de destruir Macri, na Argentina.
E pior, com ajuda dos militares, que desistiram do nacionalismo para se entregar de vez a Tio Sam.
O mais incrível em tudo isso é que os capitalistas brasileiros da produção batem palmas para quem está levando-os à falência.
Não é à toa que Getúlio Vargas, como diz Samuel Wainer, taxou-os de burros.
“Eles não entendem que estou ajudando-os”.
A burrice se repetiu na eleição de 2018: os empresários optaram pela própria morte, que está se acelerando na crise capitalista global, no embalo da guerra comercial China-EUA.

No tempo do samba-canção

Poliamor, o colapso do machismo

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Era do corno manso

Os canais da burocracia estatal executiva e suas relações de poder com o legislativo, judiciário e setor privado simbolizam, no ambiente da corrupção tupiniquim,  canal de esgoto no qual transita o inescrupuloso mundo dos interesses de classe da elite reacionária e antinacionalista brasileira.
Tudo regado, claro, à leniência, malemolência do toma lá dá cá, interminável.
Os partidos políticos, indiferenciados em suas caracterizações ideológicas, rendidos ao liberalismo de Washington, são as peças que azeitam os canais burocráticos, conduzindo-os no processo de irrigação de todas as cabeceiras.
Nesse cenário, o globetrotter H. Doyle, codignome do jornalista, empresário, professor, consultor político, documentarista, escritor, Hélio Doyle, iniciando no romance, “Interregno”, editora Chiado, 385 pgs, tem Brasília como personagem central.
Expõe sua exuberância, fluindo nas imagens de construções e armações do roteiro da novela, para acompanhar um triângulo amoroso em meio à crise política do impeachment.
Paula, linda, inteligente e gostosa, personagem central de “Interregno”, movimenta-se exuberantemente no universo empresarial-estatal-parlamentar-jurídico, como relações públicas, manobrando, pragmaticamente, o mercado das comunicações e do marketing governamental em sua totalidade.
Atua como modus operandi dos negócios, conduzidos pelos lobbies, nacionais e internacionais, que exigem profissionalização e eficiência máximas, como segurança das transações.
Amadores não têm vez.
Paula está inserida de corpo e alma, nesse mundo, no qual as relações são, sistematicamente, espúrias, porque envolvidas por legislações flexíveis aos acertos econômicos e financeiros de grandes interesses que rolam na relação público-privada.
Todos têm tesão em Paula.
Inteligente, linda, sedutora, irresistível e, politicamente, indiferenciada, claro.
Seu pragmatismo profissional é de classe média alta em intermediação com as classes mais altas, que dão as cartas no comando do Estado.
Enquanto abomina os assédios em geral, submete-se à lógica brumosa das negociatas, sempre calcadas na letra da lei, suficientemente, móvel às adaptações, em metamorfose ambulante.
Estamos no mundo badalado da comunicação, publicidade, relações públicas, marketing, mentiras, viagens, convenções, armações, jantares, teatro, hotéis, baladas, envolvimentos sutis, tudo a serviço do convencimento para fechamento de contratos milionários.
Não faltam fantasias da noite, mulheres maravilhosas etc e tal.
A conta, claro, vai para o contribuinte e o lucro/benefício, para minoria de sempre, que paga muito bem o trabalho de Paula, garantindo-lhe alto padrão de vida, na capital, com direito a viajar pelo mundo.
Do ponto de vista, moral/comportamental, porém, Paula é tremenda conservadora.
É escrava do poder e da força do contrato social do casamento burguês, no qual a mulher se insere como objeto de desejo e manipulação nas relações com os homens.
Dessa escravidão, Paula conserva, como valor absoluto, a monogamia sexual.
Poligamia, para ela, é palavrão, mas o mundo dela vai mudar.
Embora estando em segundo casamento e tendo chifrado o  ex-marido com o atual, mais velho, que a conquistou, Alexandre, publicitário, suas convicções morais atam-na aos rigores do comportamento pequeno burguês falso moralista.
A aparência se sobrepõe à essência dos fatos essenciais da existência.
O rígido padrão moral de Paula será, como a novela descreve, com leveza, sutileza e argúcia, testado na prática da sedução internacional, pelo poder do dinheiro.
O milionário bonito e sensual trinitário negro, Rafhael,  que tenta conquistá-la, lançando mão da sabedoria militar, do estrategista chinês Sun Tzu, exigirá da conservadora Paula uma revolução interior, mexendo com todos seus alicerces morais.
Desgasta-se, emocionalmente, para construir nova fortaleza interna que de fortaleza, na verdade, não tem nada, porque está sujeita às chuvas e trovoadas das circunstâncias amorosas irresistíveis, regadas pela grana.
Nesse vendaval, cujo pano de fundo é o estado corrupto nacional, tem que conviver com marido ciumento – ela também é – e criar dois filhos, nos melhores colégios, para se habilitarem à Harvard, objeto de desejo da elite burguesa tupiniquim.
Paula é alvo do capital, como mercadoria, para abrir grandes tacadas.
A mulher, nesse patamar, ainda não se libertou da condição de escrava do contrato social matrimonial.
Não entrou em sua plenitude, que ocorre, como diz Marx, quando ela se abre, livre do casamento, à prostituição geral, no socialismo, como descreve em Manuscritos Econômicos e Filosóficos.
Aí escolhe seus parceiros, virando o jogo machista.
A revolução marxista ainda não está no horizonte de H. Doyle.
Sua personagem é escrava do arranjo contratual econômico, político, moral, cínico e oportunista burguês, essencialmente, discricionário, sem regras claras, quanto mais o capitalismo esteja, como agora, em crise.
Paula vive o fenômeno da modernidade das relações que entram em contradição com seus pensamentos.
A imaginação do autor é exuberante e livre, como ocorre nos milagres da ficção.

Novo conceito de amor

O roteiro se desdobra dos novos conceitos de relacionamento que o mundo de Paula reproduz, do qual se extrai moralidade de conveniência.
A novela de H. Doyle é jogo de espelho e narrativas do sentimento da classe média alta brasiliense/carioca.
O romance nasce nas praias do Rio, em tempos de férias, com família, e tem como substrato o velho ciúme que irrigou imaginação de Nelson Rodrigues, para construir passionalidades suburbanas.
Ciúme, medo e insegurança permeiam as relações tensas, do princípio ao fim, em meio ao jogo tripartite amoroso que se desenrola no cenário paradisíaco de Trinidade Tobago, no Caribe.
Está em cena o novo conceito de amor, Poliamor, que se abre às relações conjugais como revolução comportamental do século 21.
Doyle engendra, na estória, Milena, psicoterapeuta, no triangulo amoroso – Paula, Alexandre Rafhael – , adepta da psicóloga Regina Navarro.
A psicologia racionalizante dos casais, maduros, emocionalmente, até onde pode ir, sem explodir, atua como flexibilização espiritual civilizatória, em situações escaldantes na relação material homem-mulher.
Milena é surpreendente em seu papel de introduzir o novo, ousado e temeroso conceito revolucionário, jogando, sempre, pesado contra o machismo, abalando falsos moralismos.
O Poliamor é uma etapa de avanço pequeno burguês em que ainda não se põe em xeque a propriedade privada, como limite para a liberdade da mulher.
Com o Poliamor, a mulher, ainda, não vai à prostituição geral, proclamada por Marx, mas já produz estragos violentos no machismo.
O conflito dolorido de Alexandre, que ama Paula, para racionalizar o amor que Paula sente por Raphael, sem poder para reprimi-lo, mexe com os nervos machistas.
A flexibilidade comportamental, prenúncio de novos tempos, atua como vanguarda para abalar convicções.
O roteiro de H. Doyle tem poderoso charme artístico para prender leitoras e leitores até o fim emocionante e tocante, no qual o “Interregno” surge como solução de impacto.
Paula, o poder feminino irresistível, faz, no auge da crise conjugal, a proposta aceita a duras penas pelo machismo machucado.
O leitor espera por ela, mas quando surge leva susto.
Sente, na testa, que está nascendo a era do corno manso.

Crash neoliberal argentino abala Bolsonaro e rifa Guedes

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Apoio de Bolsonaro a Macri: fiasco total

A goleada peronista de Alberto Fernandez(Frente de Todos) contra Maurício Macri(Juntos por Mudança), na Argentina, de 49,19% x 33,12%, diferença significativa de 16,07%, nas primárias eleitorais obrigatórias e simultâneas, botou o neoliberalismo macrista para correr.  Argentinos abominaram o apoio de Bolsonaro ao presidente deles, tentando fortalecer frente neoliberal sul-americana. O peronismo deverá voltar ao poder na eleição presidencial de outubro, salvo se houver tremenda fraude, algo não descartável, no mundo do fake news e da espionagem atual, orientada por Washington.
O desemprego e a instabilidade econômica portenha, com inflação incontrolável, jogando poder de compra da população no chão, são a mesma coisa que está acontecendo no Brasil de Bolsonaro e Guedes.
O congelamento neoliberal de gastos públicos, por 20 anos, imposto pelo golpe de 2016, com o programa “Ponte para o Futuro”, de Temer, e que segue firme no governo do capitão, põe a economia em paralisia há 25 semanas consecutivas.
Recessão em marcha, informa pesquisa Focus, levantada junto a 100 instituições financeiras, nessa semana, sinalizando PIB zero, deixa o guru ultraneoliberal Paulo Guedes dependurado na brocha.
Bolsonaro, indagado, semana passada, sobre as incertezas na economia, não deixou a bola cair: “Isso não é comigo, é com Guedes”.
O Posto Ipiranga está ficando sem combustível, incapaz de colocar o carro da economia para se movimentar.
As atividades produtivas não reagem e as expectativas murcham, mesmo com previsão de redução mais acelerada das taxas de juros.
Afinal, não sendo variável econômica independente, o juro, por si só, não dá conta do recado.
Quem vai tomar dinheiro mais barato na praça, se não há consumidores, massacrados pelo arrocho salarial, decorrente da reforma trabalhista, que acabou com política de valorização do salário mínimo, para sustentar melhor distribuição de renda?
Só para ter dinheiro no bolso?
Enquanto a praça estiver seca de dinheiro, em nome da austeridade fiscal a qualquer custo, o governo, submetido à terapia fiscal e de emagrecimento, via privatização selvagem das principais estatais em andamento – Petrobrás e Eletrobrás – não consegue ter receita tributária satisfatória.
Não se realizam, por isso, os investimentos, hoje, na casa de 15,5% do PIB, no primeiro semestre de 2019, percentual mais baixo nos últimos 50 anos, incapaz de garantir desenvolvimento sustentável.

Fracasso das reformas

As reformas ultraneoliberais, trabalhista e da Previdência, como a realidade vai demonstrando, não têm o condão de insuflar energia e entusiasmo ao setor produtivo, como foi vendido, inicialmente, pela pregação pauloguedeseana, amplamente, apoiada pela grande mídia.
Os resultados, dizem os ultraneoliberais, já tirando o corpo fora, só virão no longo prazo, quando, como diria, ironicamente, Keynes, todos estaremos mortos.
Na prática, as contrarreformas, que estão sendo aprovadas, no Congresso, com maioria ultraneoliberal, destroem poder de compra dos salários e rendimentos dos trabalhadores, sinalizando continuidade de quedas do consumo.
Pioram, consequentemente, as expectativas, como a Focus está, sobejamente, demonstrando.
As pesquisas de popularidade já demonstram estar em queda o prestígio do presidente, limitando sua influência numa faixa de 25% a 30% do eleitorado, o que mostra necessidade de mudar de rumo, se quiser sonhar com segundo mandato.
No Nordeste, a derrota é certa: mais de 50% consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo.
Assim, não é de se admirar, como já se murmura nos corredores do poder, que Paulo Guedes está com data vencida, vai apenas concluir a reforma da Previdência e dar no pé.
Cumprirá o que prometeu à banca, da qual faz parte, ou seja, destruir o maior programa de distribuição de renda do Brasil, o sistema de seguridade social, abrindo espaço para a previdência privada e vendas em massa, já, de planos de saúde e previdência privados.
O Globo informa que o mercado cogita de vender 4 milhões de novos planos de aposentadoria, em três, quatro anos.

Terceirização do INSS

Ao mesmo tempo, especula-se, também, que o INSS será terceirizado.
As empresas poderão depositar em fundos de investimentos seguradores a aposentadoria dos trabalhadores em geral, em vez de recolher ao tesouro nacional, via bancos oficiais.
Portanto, em matéria de aposentadoria, os trabalhadores estarão completamente desamparados, por parte do Estado.
Seu dinheiro vai para fundo privado com o qual se especula no mercado financeiro em meia a uma economia recessiva, fragilizada pela insuficiência crônica de consumo, gerada no capitalismo financeiro especulativo.
O fato é que 36 milhões de aposentados pelo INSS, cujos rendimentos oscilam entre 1 e 2 salários mínimos, como informa a CUT, passam a viver na corda banda, enquanto 4 milhões migrariam para aposentadoria capitalizada, também, submetida às aplicações especulativas, sem garantia de sustentabilidade em meios aos riscos crescentes.
Nesse ambiente, no qual as incertezas são a regra, crescem as cobranças sobre o presidente Bolsonaro, que joga a culpa em Paulo Guedes.
O ultraneoliberalismo de Guedes vai, portanto, deixando de ser segurança para a governabilidade.
Ao contrário, sinaliza instabilidade e derrota eleitoral, como acaba de ocorrer na Argentina.